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Fãs de DOOM

Tópico em 'Música' iniciado por Little Fairy, 27 Abr 2004.

  1. Little Fairy

    Little Fairy Usuário

    Poxa...faz tempo que estou aqui...e não vi nenhum fã de Doom por aqui...Poxa...tem alguém aí?????
     
  2. Depende do que você chama de Doom.

    Se você chama H.I.M., 69 Eyes, Crematory, Moonspell e outras dessa linha de Doom, eu não gosto nem fudendo e acho uma bosta !

    Agora, se você estiver falando de Candlemass, Paradise Lost antigo, Cathedral antigo, aí eu gosto pra caramba !
     
  3. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    O que podemos chamar de doom metal 'verdadeiro':

    Paradise Lost (até o Draconian Times), Tristania (somente o primeiro álbum), Empyrium, My Dying Bride (primeiros álbuns). E devo dizer que aprecio imensamente as bandas por mim citadas.

    Mas rótulos por vezes são difíceis de serem atribuídos.

    Bandas de dark metal como Theatre Of Tragedy (três primeiros discos), Within Temptaion (primeiro disco) e After Forever (primeiro disco) há quem chame de 'doom/gothic'. E por aí vai.

    O TT1 vai adorar falar aqui... :roll:
     
  4. Zôo Spotlight

    Zôo Spotlight Usuário

    Hehe, todos os "estilos" citados eu gosto. Principalmente Anathema (antigo e o recente tbm está mto bom), Antimatter e mais uma porrada de bandas que estou com pregüiça de postar.

    Aliás, vcs viram que vai ter show do Lacrimosa em Julho no Brasil ? Fonte !?
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    Dia 28/07 no Olympia !!!! TÁ LÁ NO SITE OFICIAL !!! hehe
     
  5. Little Fairy

    Little Fairy Usuário

    VAMOS POR PARTES...Eu até gosto de alguma coisa do Crematory e do H.I.M, mas se for falar de DOOm de alta linha com certeza temos que falar do Paradise Lost (antigo), Candlemass(lógico....), Cathedral (que infelizmente ficou um lixo...).Aí, é outra história..
    Com certeza, com tanta mistura, fica difícil definir A raiz DOOm ralmente.Principalmente, pq curto Dark Metal, Doom, Gothic...e sei que os estilos se misturam tanto que às vezes vc se perde.
    P.S:Tbém acho que o After Forever no Primeiro disco era mais dark e hoje perdeu um pouco disso.Mas, gosto mesmo assim.



    IUPIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Lacrimosa No Brasil....Eu amo Lacrimosa.Obrigada pela boa notícia.
     
  6. Pavanelli

    Pavanelli Usuário

    Eu curto muito Doom, mas realmente não é um estilo muito apreciado por ae. O pessoal ou fica no heavy, ou no black/death, e tem o doom como um subestilo. Sei lá, sempre me perco rotulando as bandas tb. Na verdade vc pode encontrar o doom puro, e fases doom de algumas bandas. Outra coisa muito frequente é vc encontrar bandas cuja classificação cae em algum ponto doom. Tipo Black/doom, por exemplo.

    O theatre of tragedy teve sua fase mais doom acho que no album Aégis, que é muito bom. Tem o Empyrium tb, que tem umas musicas muito boas, e umas muito chatas. O anathema tb é do caramba, e uma das melhores na minha opinião. Paradise lost não precisa nem falar nada, acho que dentro desse estilo é uma das mais consagradas, embora não seja um doom puro. My dying bride tb é do caramba, mas tem umas musicas que vc tem a nitida impressão de que a musica vai parar, de tão lento que tem horas que a musica fica. "For my fallen angel", por exemplo. Não que isso seja ruim, pq é o estilo deles né?

    O problema de falar de doom é que sempre vai ter gente falando que uma banda é/não é doom.
     
  7. Zôo Spotlight

    Zôo Spotlight Usuário

    Uma banda mto boa de Doom (nesse estilo de quase "parar", haha), porém pouco conhecida é a Lethian Dreams. Procurem ouvir a música Mournful Whispers...

    Acho que aqui seria um excelente lugar para o pessoal que curte trocar informações sobre bandas, shows, novos cd´s, etc...
     
  8. A melhor banda de Doom Metal de todos os tempos é o Candlemass....

    Ao menos na minha opinião, especialmente a fase com o vocalista Messiah Marcolin.
     
  9. Vovin

    Vovin Steve Vai, The Mars Volta

    Type O Negative é Doom?
    Já me falaram que Therion é Doom, é verdade?

    Porque das outras bandas aqui citadas eu não gosto de nenhuma.
     
  10. Little Fairy

    Little Fairy Usuário

    Acho que o Therion, naminha opinião,é algo do tipo Metal Simfônico....Não acho o som deles devagar quase parando...
    Lord Skywalker, tbém acho o Candlemass do c.........com o Messiah nos vocais.
     
  11. Esse negócio de rótulos é meio relativo, mas pra mim Type O Negative é Doom Metal sim. Se eles não são Doom Metal, são o que ?
     
  12. Maglor

    Maglor Lacho calad! Drego morn!

    Uma vez eu cheguei e me disseram "ouvi isso aqui, é Doom Metal": e tocou Type O Negative. Logo depois explicaram que Doom era um tipo de metal com andamento leve, que pendia pro "depressivo", bem melancólico.

    Aí hoje em dia, depois de um tempo, qualquer coisa com vocal feminino virouDoom, mesmo que as guitarras estejam lá numa levada bem razoável.
     
  13. TT1

    TT1 Dilbert

    Essas bandas de vocal feminino sao em sua maioria Dark Metal. O que seria isso: uso de teclados e atmosfera, alternando vocais guturais e liricos, quase Death. Isso é Dark Metal.
    Doom seria mais To/Dir/For, Candlemass...essas coisas..
    Temos também o Gothic Metal: Lacrimosa...

    mas acho que a Doom Girl quando abriu o topico nao pensou em todas essas definiçoes, mas apenas em "metal triste". Opa, então eu me enquadro nisso aí.

    Curto Tristania, After Forever, Epica, Sirenia, Silent Cry, Pettalom, Lacuna Coil, To/Die/For... Aliás... toco Doom Metal
     
  14. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    'Criaram-se' estilos diversos no passado, e para fugir da 'mesmisse', hj as bandas misturam tudo. Ou apenas segue seus impulsos criativos. Deforma que prefiro dizer que meu 'estilo favorito' é "Doom/Gothic/Dark/Death/Qualquer-Coisa Metal"

    (...embora Blind Guardian, Symphony X e Soulfly, que são bandas que eu adoro, nem de longe se encaixem no rótulo acima...)

    Pode-se dizer que o After Forever está mais 'Heavy', mas eu tb gosto assim mesmo, tanto quanto o Epica, a nova banda do ex-guitarrista, que seria então uma 'continuação fiel' da proposta inicial do After. Hoje, After Forever e Epica são bandas beeeeeeeeem diferentes, mas eu aprecio as duas da mesma forma.

    Eu prefiro dizer que o Aégis é o mais 'gótico', mas daí são diferenças de concepções e opiniões. Adoro o álbum Aégis, o melhor do Theatre Of Tragedy, na minha opinião, embora eu aprecie imensamente os dois primeiros.

    Empyrium é maravilhoso e eu adoro. Quase nenhuma música dessa banda é chata para mim. Eles eu chamo de 'Doom Real', ao lado de dos primeiros do My Dying Bride.

    É trsite confessar, mas eu ainda não ouvi nADA dessa banda! :wall:

    Eu prefiro chamar de Type O Negative de 'Gothic Metal', ao lado de Paradise Lost a partir do álbum One Second em diante. Mas como anteriormente eu havia dito, são diferenças de pontos de vista, e ninguém está realmente certo. Ou errado. Tanto faz.

    Eu prefiro chamar isso de Dark Metal. 8-)
     
  15. Litzhel

    Litzhel Delirium

    Primeiro que rotular musica "gotica" e' relativo... Ha' muito o que se falar se existiu realmente os goticos, mas isso e' toda uma estrutura cultural.

    As bandas dos anos 80 (pos punks) foram, na maioria delas, intituladas Goticas.

    Esse metal "triste" seria quase uma ramificaçao da musica gotica :think: ou simplesmente uma uniao entre metal e gotico.

    Em vez de um som mais leve, mas baladinha, tem guitarras e nem sempre ha' uma certa linha. Entra bateria aqui, depois um vocalzinho lirico ali, depois uns tecladinhos la.. essa mistureba toda.

    Se a possivel origem desse "metal triste" realmente seja a musica "gotica" dos anos 80, e levando em conta todo esse problema pra saber se esse rotulo seria realmente apropriado para tais bandas, acredito que os problemas de classificaçoes desse "metal triste" parte dai.

    Acho que e' isso....


    Editando; Nao poderia deixar de observar uma coisa... Como sempre digo rotulos servem praticamente para que haja uma certa ordem nas coisas. Mas o rotulo nao interfere na musica.

    As classificaçoes e ramificaçoes da musica, sao taaaao, taaao abrangentes, que sempre havera' essa coisa toda.. "essa banda e' tal estilo" - "nao e' nao, e' tal".

    E e' tao dificil saber dessas classificaçoes direito, porque ate' na hora de alguem criar um rotulo, pode haver erros e etc...
     
  16. Pavanelli

    Pavanelli Usuário

    Pra falar um pouco do doom:


    " O Doom sempre foi e é um sub-estilo do Heavy Metal (assim como o são o Black, o Death, o Power, o Thrash, etc.). O que realmente aconteceu foi uma fusão natural, que mais cedo ou mais tarde ocorreria. Afinal, ambos os estilos (Doom e Gótico) têm similaridades, e a junção foi questão de tempo...
    Resumindo ao extremo, diríamos que o Doom é filho direto do Heavy Metal, o Gótico filho direto do Punk, sendo o Gothic Metal uma fusão do Gótico com o Heavy Metal - não necessariamente com o Doom. É claro que não é tão simples (como parece) fazer uma definição precisa. Por exemplo, bandas como Trouble estão num cabo de guerra entre o Doom por excelência e o Heavy Metal tradicional.

    O estilo (Heavy) se inchou de tal forma que precisou ser dividido em vários segmentos. Um critério comum era priorizar uma característica específica da música e trabalhar em cima dela (velocidade, potência, distorção, vocais podres, temas macabros, etc). Assim surgiram o Thrash Metal (com Exodus, Testament, Megadeth etc.), o Speed Metal (como o Whiplash - "tocar rápido é que importa", dizia Kirk Hammet, do Mettalica), o Power Metal (Grave Digger, Running Wild, entre outros - de onde surgiu o Metal Melódico), o Black Metal (com Venom, Bathory, etc.), o Death Metal (nos precursores Hellhammer, Possessed, etc) - fora os hibridismos Black-Thrash (Slayer), Black-Death (Celtic Frost) etc.

    E, entre eles, o Doom Metal, que se caracterizava pelos andamentos cadenciados ou lentos (às vezes quase parando), porém, pesados ao extremo, sem virtuosismos e firulas musicais de seus instrumentistas. O Cathedral seria, anos mais tarde, mestre nesse ponto. As bandas de Doom Metal cantam a melancolia, a depressão, o oculto, fazendo coro em muitos desses quesitos com outros estilos, como o Black Metal e o Death Metal. Apesar de que quase todos os sub-estilos do Heavy Metal nessa época tocavam nesse ponto, grande parte das bandas dizia-se satanistas, fazendo verdadeiros cultos a Lucifer em seus discos. O som pesado, veloz, com riffs rápidos, vocais ríspidos (gritados, desesperados, ou urrados, tentando soar se o próprio demônio fosse vocalista das bandas) servia de pano de fundo a esses "rituais satânicos". O Doom, por sua vez, quando utiliza esses elementos, o faz de acordo com o som, ou seja, uma coisa mais introspectiva, mais individual, mais lírica, mais serena - numa convergência direta aos temas utilizados pelos Góticos (resvalando por vezes na psicodelia sessentista).

    Das bandas que surgiram na década de 80, e das que continuavam em atividade, o problema é que eram uma corrente do metal 80 com um pé nos anos 70, que mais tentavam soar como os mestres do que procuravam criar um caminho próprio, uma identidade própria, mas sem perder o referencial. E vem da Suécia a solução para esse dilema: o Candlemass que trazia o progresso e a modernização natural dentro do estilo. Temos ali a temática obscura, aliado a técnicas novas do Metal extremo (como dois bumbos na bateria). Candlemass pareciam vir mais da escola clássica do Deep Purple (ou algo meio Graham Bonnet, por exemplo). Nomes de músicas evocavam o velho Sabbath (como Solitude); o próprio termo "Doomicus" resgata o título de uma música dos ingleses (Hand of Doom, que, assim como Solitude, são do Master of Reality, não por acaso, o álbum do Sabbath mais próximo de uma definição "Doom"). Lançaram álbuns fenomenais e definitivos dentro do Doom Metal, notadamente os que contavam com Messiah Marcolin nos vocais.

    Entrando nos anos 90, vamos encontrar um lançamento crucial: Lost Paradise, com a banda inglesa Paradise Lost. Não do disco em si (contemporâneo à explosão, na Flórida, do Death Metal norte-americano), mas da banda, que ditaria regras de comportamento e ecletismo musical nos anos posteriores. Como tantas outras bandas de Death Metal da época, tinha sua marca registrada nos vocais/urros de Nick Holmes. Com o álbum seguinte, o diferencial se tornava mais claro: um som calcado nos andamentos lentos, mais riffs que solos - e esses econômicos - enfim, todas as características de uma banda de Doom, mas com vocal ainda Death. Esse segundo álbum, sintomaticamente chamado de Gothic, fez surgir um sub-estilo dentro do Doom, chamado Doom-Death Metal. Era o caminho natural, pois ambos os estilos (Doom e Death) estavam em ebulição, com milhares de bandas fazendo a mesma coisa pelo mundo, mas com outras tantas procurando se diferenciar da maioria. Depois disso, por mais curioso que seja, cada estilo, em separado, se fortaleceu e cresceu mais ainda.


    Há ainda mais uma banda primordial para moldar o Doom Metal como o conhecemos hoje. Também ingleses, o pessoal do Anathema nos brinda com seu primeiro lançamento em 1992. Trata-se do EP Crestfallen. De comum com os outros, os vocais/urros guturais, as guitarras melódicas, praticamente sem solos, andamentos lentos, riffs cavernosos etc. Mas tinha uma agradável curiosidade: a sessão "vocais femininos" ganhou o destaque devido e se faz representar pela belíssima canção Everwake, com toques medievais em seu tom acústico, acompanhada apenas pelo violão. E a experiência bem sucedida do primeira EP se transfere para o primeiro álbum inteiro, o crucial Serenades. Dessa vez, a canção é J'ai Fait Une Promesse, e, da mesma forma do anterior, é uma belíssima interferência "etéreo-acústica de vocal-feminino" ao massacre sonoro proporcionado pela banda. O diferencial desses discos do Anathema também está nos vocais que, apesar de guturais, trazem uma certa melodia, talvez por serem alternados entre duas vozes (uma às vezes "limpa").

    Um disco à altura do trio-de-ferro-britânico do Doom (Paradise Lost - My Dying Bride - Anathema) é, com certeza, Dance of December Souls, do Katatonia. Esse disco traz um apanhado perfeito de belas combinações do estilo, mostrando um trio afinado com o mesmo. A banda cria temas densos e tensos, com recursos esporádicos de um teclado aqui e ali, aliado a bases melódicas perfeitas para os vocais desesperados do baterista/vocalista. Isso sem contar com uma brincadeirinha no final do disco com a música tema de Love Story (que ficou, no mínimo, curiosa, sem soar ridícula). Os vocais fazem uma ponte perfeita entre o Black Metal e os guturais extremos em voga na época. Guturais, como, por exemplo, de outro grande lançamento daquele ano: Forever Scarlet Passion, do Celestial Season. Esses holandeses vêm reforçar a tendência criada pelo My Dying Bride, ou seja, doom + urros + violinos. Um grande disco para uma banda que mudaria completamente seu estilo em anos posteriores (aliás, tendência da maioria delas- ou seja, redirecionar o caminho musical, fugindo de suas raízes).

    Data dessa época um lançamento que seria um marco nos estilos mais sombrios do underground: Bloody Kisses, do Type O Negative. A junção do Gótico com o Doom e com o Metal alcança interessantes formas. A própria banda já anunciava isso em seus lançamentos anteriores, escudada pela corrente natural que os estilos seguiam, até seu encontro final. O mais importante disso é que eles trouxeram pelo menos um hit para o underground obscuro. Trata-se de Black Number 1, que põe o gótico e seus primos dark-metálicos nas paradas de sucesso mundiais (inclusive aqui, no Brasil). Seguido ainda por Christian Woman, o Type O Negative se vale de estereótipos dos estilos em questão, tanto na música quanto no visual (alguns clipes chegam a ser hilários, dada a "forçação de barra"), o que traz um certo desconforto e polêmica para os apreciadores e fãs de longa data. Mas tem o mérito já mencionado de trazer as trevas de volta à mídia (tanto o lado mais metal, pelo Doom, quanto o lado mais sombrio, pelo Gótico). E, como sempre acontece quando algo dá certo, traz a reboque outros artistas, alheios aos estilos, mas que utilizam elementos desses para aproveitar a onda (como fez Marilyn Manson, por exemplo).

    No ano seguinte viria um lançamento divisor de águas, tanto para a banda, quanto para o estilo: Wildhoney, do Tiamat. Antes (pra variar) uma banda de Black Metal, atendiam pelo nome de Treblinka, e o mentor Johan Edlund pela alcunha de Hellslaughter! O crescimento natural e maturidade musical da banda os direcionou para o Doom. Tanto som, quanto letras, melodias, capa, etc., fazem com que esse disco seja um marco, não só para o Doom, mas também para o Gothic Metal, desenhado aqui com maestria.

    Então, com Kari (The 3rd and The Mortal) e Anneke Van Giersbergen ( Gathering), mulheres ganham destaque nesse mercado. Casos como On Thorns I Lay, que debuta com o álbum Sounds of Beautiful Experiences, e a também importante estréia do Theatre of Tragedy, com álbum homônimo. E entra em cena o (jocosamente) chamado "Metal-Bela-e-a-Fera", fazendo com que o contraponto entre vozes masculinas e femininas seja um dos subgrupos do estilo que mais cresceram nos anos seguintes, chegando ao ponto de ser estereotipado como a própria definição do estilo Doom - o que, conforme vimos aqui, não é totalmente verdadeiro. Talvez o motivo seja a agressividade do vocal masculino, aliado a guitarras distorcidas, que agrada as fãs de metal, mas com a oposição ao vocal quase sempre angelical de uma voz feminina, o que, aliado a teclados climáticos, acerta em cheio o gosto dos góticos. Ainda hoje, várias bandas nesse estilo aparecem no mercado, sendo o subgrupo mais produtivo dentro do Doom, e que ainda não perdeu forças, ao lado do Stoner. E, mesmo trilhando hoje outros caminhos, o Theatre of Tragedy ainda é conhecido por muitos como "a banda que define o que é Doom" (assim como Tristania, Traif of Tears, After Forever, Within Temptation, etc).

    Grandes bandas de outros estilos agora migram sem problemas para o Doom e o Gothic em geral. Assim ocorre com o Amorphis e o Moonspell, por exemplo. O Amorphis lança álbuns cada vez mais lentos e depressivos (a partir do EP Black Winter Day), na escola Doom Death do início da década. O Moonspell, com Irreligious, também solta as amarras do Black Metal praticado pelo grupo em início de carreira e nos mostra composições maravilhosas que também beiram o Gothic Rock - ou Gothic Metal, como Opium, Ruin and Misery, etc.

    Grandes mudanças ainda viriam surpreender o mercado metálico em geral. O Tiamat se entrega de vez ao psicodélico e ao gótico, deixando pouca coisa de Doom em seus últimos lançamentos. O Paradise Lost, com Host, faz duvidar se a banda é a mesma de dez anos atrás. O Moonspell, com The Butterfly Effect segue os passos de Tiamat, Paradise & cia. O Katatonia, com Tonight's Decision, também abraça essa nova tendência. O Gathering está cada vez mais na linha "pink-floydiana", e suas viagens musicais já são rotuladas de Trip-Rock. O single de Amighty, traz, por exemplo, várias versões dessa música em ritmos eletrônicos, além de uma cover para uma música do Talk Talk, banda synth-pop dos anos 80. Isso sem falar que eles já tinham feito uma cover de uma música do Dead Can Dance, anos antes.

    No Brasil, pouco se tem feito em matéria de Doom, especificamente. Uma das mais tradicionais, que já está há um bom tempo na estrada, é a Pentacrostic, que vai na linha tradicional Doom/Death. Outra, que já andou pelos mais extremos estilos de metal e agora flerta com o Doom (e algumas vezes até com o Gothic) é o Genocídio. Em seus dois últimos trabalhos eles contaram com vozes femininas abrilhantando as musicas. O último traz, em algumas músicas, os vocais de Bel, da banda paulistana de gothic rock Twilight Gods.

    É bom salientar que os caminhos atuais trilhados pelas bandas mais tradicionais que flertaram com o Doom não as desmerece, pois, dentro do que se propuseram a fazer, estão fazendo bem feito. No entanto, não se pode dizer que estejam ainda fazendo Doom Metal. Isso porque, a começar pelo fim, de "Metal" já não se tem nada há muito tempo. Os objetivos hoje são outros, o público alvo talvez seja outro. Pode até ser o mesmo do começo, só que mais amadurecido, pois foram tantas as mudanças. E "Doom"... bem, perdeu-se a definição, não há dúvidas também. A garotada que está começando agora, ao procurar por Doom, achará pouca coisa, e com certeza deverá procurar em trabalhos passados.

    Embora o ecletismo seja primordial para a sobrevivência de todo e qualquer estilo musical, perdeu-se com o passar dos anos a ponta da corda. Mas isso era inevitável. Tanto que foi necessário que houvesse o "chacoalhão" do Metal no Gótico (talvez via Doom) e vice-versa para que ambos os estilos estejam hoje rejuvenescidos. Vide a crescente produção musical de ambos os estilos na atualidade. Mas aí... já é outra história. "

    Jorge Vitzac


    Texte completo, vale a pena dar uma olhada mesmo, está em
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    Onde pode-se encontrar uma trajetória perfeita para o doom.

    Agora, falando sobre Empyrium, não que eu considere chata a banda, mas é que algumas musicas deles soam tão parecidas que vc tem a nitida impressão que são as mesmas musicas, e enjoa ouvir um cd inteiro deles de uma vez só. Eu tenho o "Songs Of Moors & Misty Fields" e o "Where At Night The Wood Grouse Plays", curto pra caramba principalmente as musicas "Mourners", "when the shadows grow longer" e "Lover's Grief". Mas isso é verdade, que eles são o Doom metal mais puro que eu já ouvi isso é verdade. Pau a pau com My dying Bride e qualquer outra banda doom que alguém possa citar.
     
  17. TT1

    TT1 Dilbert

    Nossa, que texto chato :)

    Dizer que pouco se faz de Doom/ Dark no Brasil é falar besteira. Pouco de Doom ? Então tá, vamos brincar: Avec Tristesse, Silent Cry, Venin Noir, Pettalom, Sunset Midnight, Triarchy...
     
  18. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Não fale assim, o texto é muito bom. Excelente aquisição, Pavanelli :clap:


    É que o texto está claramente desatualizado, pois citou o Paradise Lost até o álbum Host (e hj temos o Believe In Nothing e Symbol Of Life) e o Moonspell até o Butterfly FX (e hj temos o Darkness And Hope e The Antidote) por exemplo.

    Eu ó tenho versão nacional de Songs... e minhas músicas prediletas desse ábum são Ode To Melancholy e The Emsemble Of Silence, embora todas as demais sejam belíssimas. Eu aprecio imensamente esse álbum por completo, as canções são perfeitas para mim (dependendo do meu humor, é claro).
     
  19. Little Fairy

    Little Fairy Usuário

    Na verdade, quando eu abri o tópico defini de maneira geral, como eu gosto de estilo darks em geral....Pode se dizer que fui bem ampla.Mas, era para gerar esse tipo de discussão mesmo...Depois eu escrevo para ler com mais calma as mensagens de vcs, OK?
     
  20. Bom, já que o tópico está rumando para outros lados, eu vou comentar.

    Eu pessoalmente não gosto dessas bandas de Dark/Gothic Metal, estilo garotinha com cara de anjo cantando lírico e barbudo feio cantando gutural com um tecladista mala e uns guitarras que nem solar solam. Fora os riffs fracos.

    Dessa linha aí eu curto só o Tristania, o After Forever, o primeiro do The Sins Of Thy Beloved e o Within Temptation.


    Já naquela outra linha mais Doom/Gothic, tipo Paradise Lost, Sentenced, H.I.M., The 69 Eyes, To/Die/For, eu gosto só dos mais pesados, estilo Paradise Lost (até o Draconian Times), Sentenced antigo (com Tarnelli num sei do que nos vocais), o primeiro do To/Die/For (aliás, puta cagada o batera Tommi Lillman ter largado o Sinergy pra ficar nessa banda), etc. Não gosto de The 69 Eyes, odeio Moonspell e acho o H.I.M. a banda mais intragável de todos os tempos na área Metal.

    Para mim existem bandas boas e bandas ruins em todos os estilos, e essas bandas novas só fazem merda, justamente por se repetirem muito, abusarem dos clichês e tal.
     

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