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(fanfic) Maternidade (Tolkien-based)

Tópico em 'Fanfics Tolkienianas' iniciado por Lindoriel, 8 Mar 2015.

  1. Lindoriel

    Lindoriel Saurita Catita

    AVISOS: tem cenas de sexo, casal gay/hetero (Sauron e Melkor - o Sauron vira mulher no meio da fic), algumas palavras chulas. Não é tão pesada quanto as outras pq nessa eu enfatizo mais o tema da gravidez e não o tema do sexo, mas vai ter sexo - homo e hetero - no meio da fic, logo, quem não curte tem toda a liberdade de fechar lá em cima e não ler.

    Esta fic tbm é a continuação direta de "A demanda de Mairon", eu faço várias e depois interligo as fics; com outros fandoms (como Saint Seiya) eu tbm faço isso.

    No mais, enjoy it!

    OoOoOoOoOoOoO

    Maternidade

    O povo que veio de Tol in Gaurhoth estava esperando por instruções de como agir. Todos eles foram expulsos de sua ilha e lar, e agora não tinham um local para ir ou viver. Havia rumores sobre seu senhor, Mairon, ter sido vencido por Lúthien e Huan, e então ele fugira para não ser morto. Bem, verdade ou mentira, o fato era que eles estavam sem casa.

    Foi-lhes dito para se reunirem em algum campo obscuro perto de Angband a fim de receber ordens e diretrizes do próprio Mairon. E logo ele apareceu. Sua figura alta, quase divina, era impressionante e ao mesmo tempo intimidadora. Quando ele chegou, quase todas as criaturas, wargs e orcs, vampiros e troll, ficaram em silêncio. Mas para calar o resto das poucas criaturas as quais não ficaram totalmente quietas, ele disse apenas uma vez:

    - Silêncio!

    Todos obedeceram. Ele lhes deu um olhar longo, frio, cortante a todos eles e então disse:

    - Eu sei que vocês estão sem lugar para ir agora. Vocês não têm um bom espaço ou mesmo salas suficientes aqui em Angband. Então, eu lhes darei um lugar em Dorthonion. Eu mesmo falei com nosso mestre Melkor e ele me disse que eu posso construir uma fortaleza lá. Mas esta fortaleza será secreta. Eu NÃO quero conversas sobre isto, NÃO quero idiotas querendo exibir o lugar apenas para parecerem "grandiosos" ou algo assim. A melhor maneira de agir é no silêncio. Agora, há muitos elfos nesta floresta. Eles vão a Dorthonion de vez em quando. Então, se alguns de vocês puder matar ou apenas capturar alguns elfos, mas em SILÊNCIO e de forma discreta, vocês serão recompensados. Cada um de vocês. Os elfos são os culpados por agora vocês não terem mais Tol in Gaurhoth. Portanto, eles precisam ser destruídos. Mas em SILÊNCIO.

    O maia colocou tanta força nesta palavra, que o total silêncio pareceu ficar ainda mais "silencioso" que antes.

    - Agora? Entenderam? Bom. Eu posso ser generoso com meus seguidores, mas eu NÃO sou tolo. Aqueles que trabalharem bem serão altamente recompensados. Aqueles que trabalharem mal ou simplesmente não trabalharem serão exemplarmente punidos. Isto é justiça. Este é o lema de Angband. Trabalhem bem e vocês estarão bem. Trabalhem em silêncio e discrição, e vocês estarão sob meu favor. Façam o contrário, e vocês não sobreviverão na nova fortaleza e sob meu domínio. Fui claro?

    Todos simplesmente acenaram positivamente com as cabeças. Ainda com seu olhar arrogante, Mairon finalizou seu discurso:

    - Agora vocês estão liberados, mas em breve os trabalhos se iniciarão na floresta. Estejam preparados.

    Sem mais nada a dizer, o maia simplesmente virou as costas e foi para o interior de Angband. O povo de Tol in Gaurhoth começou a falar e deliberar entre eles mesmos sobre o que aconteceria na floresta. Mairon não confirmou sobre o assalto feito por Lúthien e Huan, mas aquilo não importava agora. O que importaria seria a nova fortaleza. Como poderia ser ela? Quanto tempo tempo seria necessário para construir tal novo lugar para todos viverem?

    Era muito cedo para saber a resposta de todas estas questões, mesmo para Mairon. Ele ainda estava preocupado acerca de sua própria humilhação e derrota feitos por uma donzela e um cão - mesmo que ambos tivessem origem Ainu. Ele não poderia ter resistido ante dois poderes Ainu juntos, mas ele não podia parecer fraco ou derrotado para seus servidores e seguidores.

    Seu mestre, Melkor, fora no passado sua pior preocupação. Ele pensou que seu senhor não o perdoaria, mas ele não somente perdoou como ainda deu a ele permissão para construir uma nova fortaleza e um novo domínio para si mesmo. Parecia que Melkor não se importava muito com a Silmaril perdida, uma vez que ele esquecia as coisas facilmente e não tinha muita disciplina e paciência para terminar o que começava. Neste ponto, Mairon era sua principal fonte de ajuda: ele gostava de usar todo o poder do poderoso vala e colocá-lo em ordem, a fim de tudo disciplinar. E então, a parceria de ambos, vala e maia negros, podia existir de maneira bem sucedida desta forma.

    Mairon mesmo se oferecera para encontrar a Silmaril e tirá-la de Carcharoth, e se ele pudesse ter agido mais cedo a joia estaria no poder de Melkor novamente. Mas Melkor não quis, ele começou a procurar por Mairon por um tempo demasiado longo, enquanto ele estava escondido em Dorthonion.

    Este foi seu erro. Ele perdera Carcharoth e a Silmaril apenas porque concentrara seus esforços para encontrar seu mais fiel e confiável servo. Mairon ficou feliz com isto, mas... ele sabia. A maneira mais prática e racional de fazer as coisas seria encontrar a Silmaril, não a si mesmo. Mas o vala sempre havia feito tudo guiado pela emoção.

    E agora ele, Mairon, precisava agir com toda sua racionalidade a fim de não deixar tudo ser perdido pela impulsividade de Melkor.

    Ele chegou à sala do trono e Melkor estava lá - sorrindo, recebendo-o como se nada houvesse acontecido.

    - Como está você, meu lindo servo?

    - Eu estou bem, meu senhor. Obrigado por sua consideração. Mas... nós precisamos dar aos servos menores de Tol in Gaurhoth um novo lar.

    - Está bem para mim. Você falou com eles?

    - Sim. Em breve a fortaleza começará a ser construída. Mas eu preciso saber... enquanto ela não está pronta, onde eles dormirão e comerão?

    - Nós temos alguns quartos e salas sobrando aqui em Angband. Isto será suficiente por algum tempo.

    O maia permaneceu em frente a seu senhor, como se quisesse perguntar algo somente com seu olhar dourado. O vala percebeu que ele queria dizer algo, e então disse a ele:

    - Você precisa de algo mais, meu bem?

    - ...se isto não fosse realmente aborrecido para si, meu senhor... eu gostaria de saber onde eu vou ficar.

    - Oras! Comigo, claro!

    - ...eu sou muito grato por sua generosidade, meu senhor, mas... em Tol in Gaurhoth eu costumava ter meus próprios aposentos.

    - Qual o problema em estar comigo em meu quarto?! Todos os meus servos gostariam de ter esta glória! Você está desdenhando o fato de ficar comigo em meu próprio quarto?!

    - Claro que não, meu senhor! É algo muito bom para mim, mas... eu não gostaria de lhe aborrecer em seu espaço privado...

    O vala sorriu a seu loiro intendente e então o abraçou pela cintura.

    - Meu querido... você nunca me aborrece. Como eu poderia me incomodar em dividir meu quarto com tal ser lindo, doce e ao mesmo tempo feroz como você?

    Então o vala beijou os lábios de seu servo e amante. Mairon sorriu e então foi aos recintos privados do vala - e agora seus também, e suspirou. Ele amava a Melkor mais que tudo em sua vida - mais que a si mesmo. Mas a relação deles poderia ser bem sucedida apenas porque eles vivam separados. Uma vez no passado, Melkor em Utumno, Mairon em Angband; então, depois da destruição de Utumno, Melkor em Angband e Mairon em Tol in Gaurhoth. Eles se comunicavam com frequência, tinham encontros, mas todas as coisas estavam separadas. Melkor com seus servos e fortaleza, Mairon com seus servos e fortaleza; tudo poderia fluir bem dessa forma.

    Mas ambos juntos, até mesmo no mesmo quarto, não poderia ser algo bom. O maia sabia do amor deles e sabia que ele era muito real, mas ao mesmo tempo sua racionalidade mostrava as razões do porquê eles eram tão diferentes entre si: Mairon a ordem e disciplina, o afiado porém estritamente calculado corte cirúrgico. Melkor a força, a luta, o esmagamento, o caos em si mesmo. Poderia esta mistura ser bem sucedida se fossem colocados tão próximos um do outro?

    "Eu não sei", ele suspirou outra vez, então saiu para supervisionar mais alguns servos e delegar tarefas.

    To be continued

    OoOoOoOoOoOoO
     
  2. Lindoriel

    Lindoriel Saurita Catita

    II

    Os problemas já começaram nos primeiros dias. Mairon não se permitiu muito descanso porque ele queria restaurar a ordem em Angband o mais cedo possível, e também queria reaver a boa imagem entre seus próprios servidores, uma vez que ele fora recentemente derrotado por Lúthien e Huan. Então ele trabalhou dia após dia, noite após noite. Como ele não estava realmente encarnado e somente usando um "fána", era mais fácil para ele passar muito tempo sem dormir ou descansar.

    Mas Melkor era diferente. Desde que ele tomou as silmarils para si, ele não podia mudar mais sua forma física. Isto significava que ele estava totalmente encarnado, com um "hroa", e não podia desencarnar facilmente como os outros Ainur. Então, ele precisava descansar e dormir. Ele podia ficar algumas noites sem dormir mas após algum tempo seu corpo simplesmente exigia isso.

    E Mairon também começou a ser exigido por seu senhor, com mais e mais frequência...

    Uma noite, o maia estava muito ocupado com seus novos experimentos em mágica, tentando alcançar mais e mais proteção a Angband e ainda mais ataque ofensivo e sentimentos de medo àqueles que fossem encantados por ele, quando...

    ...ele escutou alguém batendo na porta.

    Com sua usual carranca arrogante, ele disse alto:

    – Quem ousa interromper meus experimentos mágicos bem no meio da noite?!

    – Sou eu, seu senhor.

    Era Melkor. Imediatamente o maia mudou seu tom de voz e abriu a porta - a qual estava previamente fechada com seus próprios poderes mágicos para que ninguém entrasse lá sem permissão. Ele viu seu senhor e o reverenciou.

    – Meu senhor, me desculpe por isso, mas... eu preciso praticar meus poderes mágicos...

    – Eu pensei que era muito tarde e você gostaria de dormir...

    Mairon sorriu, e respondeu:

    – Meu senhor, eu não costumo dormir frequentemente...

    – Não? Ah sim, você tem um "fána"... eu tinha esquecido esse detalhe... mas você pode dormir, não pode?

    – S-sim, meu senhor, se eu quiser, eu posso. Mas... eu penso que todo o tempo seria precioso para nós nesta época difícil.

    – Você não quer dormir comigo...?

    – Eu quero, meu senhor, mas os deveres são os deveres...

    – E o que me diz sobre os deveres que tem para com relação a seu senhor?

    – Eles estão relacionados à fortaleza...

    – Nem todos, meu bem. Nem todos. Venha, eu estou esperando por você em minha cama. Totalmente nu.

    Mairon sorriu, mas em seu interior ele pensou que poderia não ser bom ser guiado pelos impulsos do vala e ignorar os aspectos práticos da vida. Seu mestre poderia esperar pelo sexo até o dia seguinte, mas não... ele queria agora.

    "Bem, ele é meu senhor e meu amante, então eu preciso estar pronto pra ele".

    Então Mairon tomou de sua forma mais bela e radiante, e colocou muita sedução nesta forma, e então foi aos aposentos privados de seu senhor. Quando entrou lá dentro, estava tudo escuro. Ele despiu toda sua vestimenta e deitou na cama. Seu senhor também estava lá - totalmente nu como ele disse. O maia sorriu, pensando na grande noite que eles teriam.

    – Meu senhor... eu estou aqui, pronto para si.

    – Hun... ah, sim. Boa noite, meu lindo mago.

    Então Melkor abraçou o corpo de seu servo, mas... não fez mais nada além disso. Logo ele estava dormindo e ressonando.

    "Hun, ele não quer amar?!", Mairon pensou, totalmente frustrado. "Ele somente me chamou aqui para... literalmente dormir com ele?! Não, eu não posso perder meu tempo dessa forma!"

    Tomando algum cuidado para não despertar o vala, ele tentou sair da cama, mas Melkor o abraçou de maneira ainda mais estreita e passou uma perna sobre seu corpo, fazendo a "escapada" ainda mais difícil.

    – Mairon... - ele disse, sua voz sonolenta parecendo carinhosa mas ao mesmo tempo quase assustadora - Tão bom dormir com um corpo assim quente como o seu em meus braços...

    – Meu senhor...

    – Diga-me, minha jóia mais brilhante.

    – Nós não vamos... fazer amor?!

    – Ah, não hoje. Muitos servos me aborrecendo, muitos wargs, muito tudo. Eu só quero dormir, meu bem...

    – Então por favor, me libere para lidar com a mágica mais uma vez...

    – Não. Eu quero dormir em seu abraço quente... minha puta querida...

    Mairon suspirou. E a pior parte era que ele não estava nem um pouco sonolento. Então ele ficou muitas horas acordado, apenas observando seu senhor dormir e às vezes estar semi-acordado apenas para dizer algo como "Tão bom ter você aqui" ou "Que cheiro bom você tem, minha puta".

    Quando era quase aurora, o maia finalmente dormiu. Mas em breve seu senhor o acordou...

    – Mairon...

    – Hun...? Bom dia, meu senhor. Posso agora lidar com os propósitos mágicos?

    – Não... eu tenho algo aqui pra você.

    Então o vala negro tomou a mão direita de seu servo e a colocou em sua masculinidade. Mairon se surpreendeu.

    "Ele está pronto agora, depois de todo esse descanso", pensou o maia.

    Eles começaram a se beijar, mas o vala logo declarou suas intenções.

    – Mairon... isto não significa exatamente que eu queira fazer sexo...

    – M-mas meu senhor, o senhor está...

    – Eu quero que você me chupe, minha puta querida...!

    Mairon sorriu. Ele gostava tanto de dar prazer a seu amante, que não seria nada mal para si. O vala sentou na cama, então Mairon se agachou na frente dele e começou a chupar aquele membro esplêndido. Seu amante gemeu e em sua impulsividade se empurrou para dentro e para fora da boca de seu maia. Mairon começou a acariciar as coxas dele sem interromper a prazerosa atividade na qual ele estava tomando parte. Perto do orgasmo, o vala puxou o cabelo loiro de seu maravilhoso maia e então gozou dentro de sua boca, gemendo alto e então seu dedicado servo engoliu todo o nectar de seu amado mestre.

    Melkor tomou algum tempo para descansar e então o maia disse a ele:

    – Agora é hora de trabalhar de novo-

    – Não. Eu quero chupar você agora.

    – Eu...?

    – Sim. Eu amo provar você, meu bem...

    Então, Mairon não teve nenhuma escolha a não ser abrir suas pernas e expor seu próprio membro à luxúria de seu amante. O maia começou a suspirar, o prazer inevitável tomando parte de seu corpo, mas sua mente ainda estava na prática mágica que ele não havia terminado na noite anterior. No entanto seu mestre deu a ele tanto prazer, que ele foi obrigado a esquecer a mágica um pouco mais...

    – Sim, meu senhor... oh sim, me chupa tão gostoso...!

    O vala continuou estimulando a masculinidade de seu subalterno, até que Mairon puxou o cabelo negro e longo de seu senhor e gozou gritando o nome de seu mestre, enquanto seu amante, totalmente satisfeito em ouvir a adoração de seu maia em relação a si até mesmo no orgasmo, também engoliu toda a essência de seu clímax.

    Ambos descansaram um pouco depois daquilo, Melkor sussurrando em seu ouvido: "Tão bom sentir o seu gosto, meu bem", enquanto Mairon sorria cansado, deitando sua magnífica cabeça loura no peito de seu amante.

    – Meu senhor... meu amado mestre... me dá prazer tão bem... mas agora eu preciso trabalhar.

    – E você não vai tomar banho comigo?

    – Ah sim... mas por favor, depois disso...

    –...sim, depois você pode fazer a sua preciosa mágica.

    – Obrigado por sua compreensão...

    Então eles se banharam juntos, se beijando e se acariciando bastante, mas Mairon estava com pressa para começar todo seu trabalho novamente, e apesar de ele não querer ser rude com seu mestre e amante, ele estava realmente ansioso para desenvolver suas habilidades mágicas novamente. Mas um pouco antes de ele poder ir, Melkor disse suavemente em seu ouvido:

    – Meu bem, venha em uma forma de mulher hoje à noite. Eu estou realmente sentindo falta de sua xana macia e bonita...

    Mairon sorriu maliciosamente e assentiu, dando em seu mestre um último beijo por enquanto. Então ele começou a trabalhar duro, durante todo o dia, em suas habilidades mágicas.

    OoOoOoOoOoOoO

    Aquela noite com a forma feminina de seu lindo servo foi esplêndida para Melkor. Ele era maravilhoso em ambas as formas - masculina e feminina - mas de qualquer forma Melkor gostava de formas femininas também, então ele pediu ao amante ficar naquela linda, curvilínea forma feminina por mais alguns dias.

    – Por favor, meu bem... eu amo esses peitos, essa xana, sua voz de mulher gemendo meu nome enquanto eu te dou prazer...

    – Sem problemas, meu querido mestre - "ela" disse então, surpresa em ver Melkor pedir algo a si, com "por favor" e não ordens verdadeiras...

    De fato, eles estavam vivendo mais como "marido e mulher" que mestre e servo. Mas mesmo assim Mairon respeitava ao vala em demasia para deixar de obedecer sua vontade. De fato, desde que ele começara em seu serviço a Melkor, quase todas as coisas foram tão prazerosas para ele fazer, que ele não precisava fazer as coisas somente porque Melkor ordenava. Uma das poucas coisas que o maia não queria obedecer mas precisou fazê-lo, foi não procurar a silmaril perdida; mas ele faria isso para seu mestre e nao a si mesmo. Então quando o vala ordenou a ele não ir em busca da jóia, ele obedeceu - e soube logo após que seu mestre preferira perder a gema em vez de colocar em perigo "a jóia mais preciosa de seu reino" - o próprio Mairon...

    Aquilo era tão bom! Saber-se amado pelo deus que ele tanto adorara, por milênios. Ele, Melkor, era tão desfavorável a amar por causa de toda a rejeição que toda Arda lhe dera - mas após todos aqueles anos de dedicação de Mairon, o vala pareceu confiar em alguém novamente para amar. Agora, apesar do mau momento de ter Tol in Gaurhoth tomada de si, Mairon podia ter algum consolo ficando todo este tempo nos braços de seu mestre. Claro, havia alguns "ajustes" sobre a necessidade de Melkor de "ser amado" - não somente no sexo mas em dormir juntos, querer mais e mais atenção de seu servo mais fiel - e o trabalho necessário em Angband. Mas Mairon podia conciliar ambos em algum tempo. Ele sempre dizia a seu senhor: "Você está certo, meu bem. Mas..." e então dizia a ele todas as razões para precisar trabalhar tanto.

    Melkor algumas vezes disse a ele: "Mas você não me ama? Seu dever é em relação a seu mestre", e Mairon pacientemente respondeu: "Sim, meu senhor, eu o amo tanto que eu quero fazer sua fortaleza e poder ainda mais poderosos, e então dar a si toda a glória em Arda que outros negaram. Eu trabalho tanto, todas essas horas, não para meu triunfo mas para o seu. Porque eu o amo tanto, eu trabalho tanto para si".

    E então, com alguma relutância mas sem maiores reclamações, Melkor concordava com seu maia.

    Mairon quis usar sua forma feminina para alcançar alguns níveis mais altos em magia negra, então ele chamou outras entidades femininas com o propósito de aprimorar o poder mágico e defesa e ataque com elas. Mas no final de um desses dias, o maia não voltou para os aposentos privados.

    Melkor estava preocupado com isso e procurou por seu servidor, mas ele não estava em local algum em Angband. A má lembrança da época em que ele estava em Dorthonion e não voltou logo após o roubo da silmaril tomou sua mente, e então ele pensou o que ocasionara sua ausência.

    O vala não precisou se preocupar muito no entanto. Quanto já era madrugada, Mairon voltou com uma expressão triste em sua face.

    – Mairon... o que aconteceu com você?

    – Meu senhor... eu tenho algumas notícias.

    – O que? Houve algum ataque? Alguém fez algo a você? Algum warg foi morto?

    – Não. Nada relacionado a inimigos.

    – Então por que está tão desapontado?

    – Hoje eu e algumas entidades femininas estávamos concentrando nossos poderes em algumas práticas mágicas, e... eu perdi os sentidos.

    – Por que?

    – Todas as outras mulheres não desmaiaram, então eu achei aquilo muito estranho porque eu sou um dos mais poderosos mesmo entre os Maiar...

    – Pois qual foi a razão para isso?

    – ...eu vou dizer. Algumas entidades femininas me ajudaram a despertar e então uma mulher que toma conta das esposas dos homens de nossos exércitos me examinou.

    – Então...?

    – Ela me disse... que eu estou grávida!

    To be continued

    OoOoOoOoOoOoO

    Agora começou! Como o Senhor do Escuro reagirá a isso? Ele vai gostar da ideia de ser papai? Ou não? E Mairon, como "ela" será como mãe? Todas as surpresas no próximo capítulo!

    Por favor não fiquem tão chocados com minha linguagem obscena... eu a uso o tempo todo nas fics de Saint Seiya! xD Mas com muito amor combinado... xD

    Geralmente eu dou mais atenção e descrição para o lemon, mas hoje eu não dei muita porque o capítulo não pode ser tão longo como os outros, quando eu dedico a escrita mais para o ato sexual... e porque o principal tema da fic é a gravidez, não o sexo em si.

    Sobre "fána" e "hroa": "fána" é o corpo temporário usado pelos Ainur, e Melkor no passado teve um também, mas depois que ele roubou as Silmarils ele se tornou totalmente encarnado, incapaz de mudar sua forma e então ele ganhou um "hroa" corpo totalmente encarnado. Eu acho que Melian também ganhou um "hroa" para ficar grávida de Lúthien. Mairon ainda tinha um "fána" porque ele sempre foi mais prudente que seu senhor e apenas perdeu sua total habilidade de mudar de forma na queda de Númenor...

    Beijos a todos e todas!
     

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