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"Fahrenheit 451" (Ray Bradbury)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Anigel, 12 Dez 2002.

  1. Anigel

    Anigel Eu atropelo duendes!

    :arrow: Resolvi abrir esse tópico porque Fahrenheit 451, é um dos meus livros favoritos, li a primeira vez há 10 anos atrás. Até hoje não encontrei mais ninguém que tenha lido esse livro.

    -------------------------------------------------------------------------------------------

    :arrow: A história se passa em um futuro não muito distante. Nesse futuro o maior de todos os crimes é ler algum livro, possuir algum livro. Assim, quando um livro é descoberto na casa de alguém é chamada a "polícia política", os bombeiros. Em uma sociedade com casas a prova de fogo, os bombeiros são chamados para provocar incêndios.

    Os símbolos dos bombeiros são uma fênix e o número 451 (fahrenheit 451 é a temperatura em que uma folha de papel queima), e seu lema é "reduzir os livros a cinzas e depois queimar as cinzas".

    O protagonista da história é Guy Montag, 30 anos, filho e neto de bombeiros. Ele mesmo é bombeiro há 10 anos.

    No início do livro Montag começa a se perguntar, afinal o que há de tão interessante nos livros? O que faz tantas pessoas arriscarem tudo apenas para poder ler? Que prazer é esse de ler?

    A partir daí a história se desenvolve, mostrando a relação de montag com sua esposa, com seu chefe e com uma vizinha.

    Nota 10/10. :D
     
  2. Ptah

    Ptah Usuário

    O livro é fantastico cara Anigel! Primeiro porque eu amo Ray Bradbury, segundo porque a historia é assim mesmo... sem palavras. Tem um que de 1984 do Orwell até... ah, claro, quem tiver oportunidade há também um filme fantástico do Truffaut.
     
  3. Anigel

    Anigel Eu atropelo duendes!


    :idea: Foi o filme do Truffaut que me fez descobrir o livro, só que o livro superou e muito as minhas expectativas, cara Ptah.

    :o?: Que outros livros do Ray Bradbury você recomendaria? Eu só li esse. :o?:
     
  4. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

  5. Ptah

    Ptah Usuário

    Os outros livros q li dele foram de contos,no qual meu preferido foi País de Outono . Fiquei tão fascinada por um conto de lá q um amigo fez uma aventura de rpg :lol: ! Só q já te adianto q é mais facil acho-los em sebo... outro dia fui na Fnac procurar um dele pra comprar e não tinha nadica de nada!
     
  6. Swanhild

    Swanhild Usuário

    Bem, eu li o livro, e não senti grandes simpatias por ele, por questões de gosto pessoal, embora reconheça que o livro tem algumas idéias interessantes.
     
  7. Anigel

    Anigel Eu atropelo duendes!

    :D Folco, fiquei emocionada com a foto do filme...Valeu!!! :wink:


    :wink: Muito obrigada cara Ptah!!!

    8-) Uma pena que você não tenha gostado do livro. Achei excelente a idéia de transformar pessoas em livros para a preservação da sabedoria acumulada durante a história da humanidade. Obrigada por dar sua opinião. :wink:
     
  8. Ptah

    Ptah Usuário

    AHHHHHH! Anigel, lembrei de um livro dele q li q foi escreto em conjunto com a Marion Zimmer Bradley! Já q é fã dela também... mas já aviso q é meio fraquinho. Só tem um problema, minha memoria de idosa esta me traindo... vou procurar o nome e posto depois :obiggraz:
     
  9. Swanhild

    Swanhild Usuário

    Ray Bradbury e Marion? Se você não postar isso logo, Ptah, eu é que vou atrás de saber. Deve dar uma mistura muito interessante!

    Anigel, *dessa* parte do livro eu também gostei. Infelizmente deixei de gostar de outras coisas ali, como por exemplo a adoração que Montag tinha pela esposa; acho que ela não merecia e gostaria que ele tivesse percebido isso no livro. Mas eu reconheço que o livro tem sim coisas legais.
     
  10. Anigel

    Anigel Eu atropelo duendes!

    :D Swanhild, isso é uma das coisas mais interessantes a respeito da literatura. Nós duas lemos o mesmo livro e tivemos impressões totalmente diferentes... :wink: Eu achei que o Montag estava meio cansado da Mildred (a esposa), acho mesmo que ele chegou a se apaixonar pela Clarice. Ele nem ao menos se lembrava de como havia conhecido a Mildred.
    Achei que ele estava com a Mildred mais por acomodação, sei lá. Quando ele soube da morte da Clarice ele se virou para a única pessoa que era próxima a ele, a Mildred. Não era uma adoração, ele buscava consolo. Pelo menos eu achei isso. :wink:

    :o?: Por falar na Clarice, vocês também tiveram a impressão que ela era uma pessoa-livro? :o?:
     
  11. Swanhild

    Swanhild Usuário

    Anigel, minha impressão sobre o Montag em Fahrenheit foi mesmo diferente da sua. Para mim ele parecia realmente gostar de Mildred acima de qualquer outra coisa. Se me lembro bem, ele queria voltar para a cidade no final para procurá-la lá, não foi? (por favor, me desculpem se eu disse alguma barbaridade aqui; li esse livro há algum tempo e meio que na diagonal, ainda por cima....) Isso realmente me desagradou no livro, pois para mim demonstrou uma certa falta de amor-próprio da parte dele e um tanto de "convencionalismo" da parte do Bradbury, tipo: o herói da história não podia ser um cara que não amasse a esposa.

    Eu quis postar neste tópico, embora não tenha tido uma impressão tão favorável do livro -- volto a dizer, por causa de opiniões pessoais, não que o livro seja ruim -- justamente por que tenho uma visão diferente dele. Quando eu procuro informações sobre um livro em que eu estou interessada, eu costumo procurar tanto opiniões favoráveis quanto desfavoráveis, e daí tirar uma conclusão.

    Não tive essa sua impressão sobre a Clarice, não.
     
  12. Anigel

    Anigel Eu atropelo duendes!

    Acho que realmente ele pensa isso, mas depois se lembra que ela está provavelmente morta então desiste. Acho que é mais um pensamento rápido que passa pela cabeça dele. Mas ele também se preocupa com o Faber, por isso achei que era mais uma preocupação genérica que ele sentiu do que amor pela Mildred.



    Eu também faço isso, é claro que no final o que me faz decidir por ler um livro ou não são os primeiros capítulos, que eu sempre leio na livraria antes de comprar o livro. :wink:



    8-) Acho que o que me deu essa impressão foi o filme, pois no filme ela acaba por se tornar uma pessoa-livro, e como assisti ao filme antes de ler o livro...

    Mas talvez não, eu tive a impressão de ler sobre um mundo vazio, sem conteúdo ou propósito no livro. Esse mundo seria talvez em preto e branco. No entanto a Clarice era quase uma aberração nesse mundo, como se em um mundo preto e branco ela fosse a única colorida, como se em um mundo vazio ela fosse a única com conteúdo, a única que pensasse com a própria cabeça, quase o tipo de pessoa que eu gostaria de ser. Nesse mundo de valores deturpados ela foi quase uma tábua de salvação para o Montag, por isso achei que ele estava apaixonado por ela. Por isso também achei que ela era uma pessoa-livro, era diferente demais de todo resto da sociedade da época.

    Ela foi um agente catalizador das mudanças na vida do Montag. Digo que foi um agente catalizador porque ele já estava se perguntando porque era tão importante queimar livros, já havia separado alguns, mas ainda não tinha criado coragem para ler esses livros.

    100 +
     
  13. Primula

    Primula Moda, mediana, média...

    Hmmmm boa política eu fuçar nas últimas páginas de um fórum...não deixei minha opinião sobre este livro.

    O tema universal do conhecimento sendo barrado, e do homem-prometheus. Incrível a forma como ele de certa forma descreve nosso mundo atual. Os painéis luminosos com reclames vazios. Os jovens que se matam sem provocação ou motivo. As pessoas dirigindo seus carros e se matando porque sem saber não aguentam suas vidas vazias.

    Dar mair importância a uma família virtual, sem nem ao menos tentar conhecer a própria. (nem sempre é caso da família ser de alcoólatras ou drogados aqui no fórum, é?)

    Vazio vazio e vazio... eu sinto o vazio do bombeiro neste momento.

    Assustador, não? Mas tem um raio de esperança, na descoberta do melhor meio de guardar livros. :twisted:
     
  14. Jango

    Jango Branca! Branca! Branca!

    O livro é ótimo e não deixa de ser um conto de terror para pessoas que adoram ler. A simples idéia de um mundo sem livros é assustadora. Hoje fala-se muito na substituição do livro de papel pelo e-book o que não chega a terminar com a idéia do livro em si. Na obra de Ray Bradbury não há substituição, o caso é de eliminação mesmo. E nem se fala de uma sociedade autoritária como a de 1984 e3 Orwell, foi a própria democracia que levou o mundo àquele estado.
    Enfim uma obra que lança um aviso.
    E eu pergunto o que você está fazendo para que os livros não morram.
    :squid:
     

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