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EUA questionam educação superior

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 14 Jun 2011.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Na esteira da crise econômica, os EUA vivem uma mudança de paradigma no que se refere à importância conferida à educação superior. Cada vez mais gente questiona se vale a pena investir na qualificação acadêmica.

    Esse questionamento se espalhou tanto que já foi criado o termo "bolha educacional" para descrever os efeitos da cultura generalizada de que todo mundo deveria ir para a faculdade.

    disse à Folha o economista Robert Lerman, que estuda educação e emprego no Instituto Urban de Washington.
    Por um lado, o mercado não dá conta de absorver as hordas de formandos nas faculdades; por outro, a dívida adquirida para pagar universidades caríssimas já ultrapassa a de cartões de crédito para americanos --deve chegar a US$ 1 trilhão em 2011.

    Em 2010, 68,1% dos que terminaram o ensino médio se matricularam em universidades no ano seguinte, segundo o Birô de Estatísticas do Trabalho. Entre 1972 e 1980, essa taxa era de 50%.

    No entanto, só 56% dos que se formaram em universidades em 2010 tiveram ao menos um emprego até agora. Outros 22% estão desempregados, e 22% estão em empregos para os quais não necessitam do diploma.

    diz Lerman.

    VALOR


    A mudança de atitude já é visível nas pesquisas. Estudo do instituto Pew deste mês mostra que mais da metade (57%) dos adultos americanos acham que a educação superior não vale o que é preciso gastar para se formar.

    O ceticismo se alia à explosão dos preços de cursos. Enquanto a inflação para o consumidor subiu cerca de 107% de 1986 até o fim de 2010 nos EUA, mensalidades de universidades aumentaram 467% no mesmo período.

    De acordo com o Conselho de Faculdades dos EUA, para cursos de quatro anos, um diploma universitário custa em média US$ 30 mil para quem vai a instituições públicas (que não são gratuitas) e US$ 109 mil para as privadas.

    Apesar do debate, os dados ainda mostram que quem tem curso superior se dá melhor no mercado americano. O desemprego para esse grupo, 4,5%, é menos da metade em relação aos que têm só ensino médio (9,7%).
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  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Pelo que observei esse problema tem se manifestado em quase todos os países que possuem um modelo educacional semelhante (igual aqui no Brasil)

    As famílias modernas vêm se acomodando e esquecendo que a educação plena dos filhos é a soma da educação familiar com a educação formal e por essa razão um buraco está se abrindo na cultura popular mundial que vem deteriorando a olhos vistos.

    Na hora de seguir uma carreira o aluno deve pensar se a carreira o está escolhendo ou se ele está escolhendo a carreira. As vezes a sobrevivência da família depende de ser escolhido e às vezes depende de escolher (introversão e extroversão, Yin e Yang).
     
  3. Jeff Donizetti

    Jeff Donizetti Quid est veritas?

    Como se disse no texto, essa discussão não é nova, mas a tal "crise" apenas fez com que fosse retomada. Universidade para todos é utopia. Propor isso me parece um pouco defender que todos devessem ser atletas e ter o corpo malhado. Não é por aí... O que uma sociedade deve minimamente proporcionar aos seus cidadãos é igualdade de oportunidades para que os que têm aptidão e capacidade cursem um Ensino Superior de qualidade (e não uma Uniesquina qualquer que vende o diploma). Fora isso, deve-se investir mais na educação básica (essa sim, universal) e em cursos técnicos, como são exemplos os da FATEC, em SP. Universidades devem ser vistas como centros de excelência em todas as áreas. Mas chegamos no ponto em que a competividade no mercado é tamanha que o sujeito se vê na obrigação de fazer uma especialização (vulgo "pós") antes de terminar a graduação, e até mestrados e doutorados viraram coisas triviais, quase que exigências.
     
  4. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Hoje é preciso ponderar muitas coisas.

    Já foi o tempo que ficar uma vida toda estudando feito um louco na esperança certa de sair da universidade com o canudo na mão seria de 100% de emprego garantido.
     
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