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Estrela Distante

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 1 Mar 2010.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Uma geração de jovens poetas se depara com um regime totalitário e com diversas prisões e sumiços. Essa é uma sinopse simplista da história de Estrela Distante, de Roberto Bolaño (a quem conheci nesse final de ano). Um narrador nos dita o que acontece por quase duas décadas e os mistérios envolvendo um jovem autodidata chamado Alberto Ruiz-Tagle.

    Os trejeitos do personagem revelam um rapaz educado (principalmente com as mulheres), com boa situação financeira e dotes para ser um grande poeta. Nosso narrador nunca chega a ter um contato verdadeiro com Ruiz-Tagle, mas o descreve com grande precisão aquilo que ele aparenta.

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  2. Gigio

    Gigio Usuário

     
  3. Diego-

    Diego- Usuário

    Humn... sinceridade? Não gostei muito não. Ainda vou dar mais uma chance ao Bolaño e me arriscar com "Amuleto" num futuro próximo.

    Creio que não tenha sido um caso de expectativas não correspondidas, quer dizer, tudo o que eu ouvia falar de Bolaño estava lá; mistura do real com ficção, poesia, literatura, ditadura, histórias que se desenrolam em histórias que podem levar a algo ou não e etc. Todavia, achei um pouco abstrato além da conta. Não sei se vou conseguir me fazer explicar, mas no caso de Estrela distante fica tudo muito em torno da poesia.

    Não digo que seja ruim (porque realmente não é), mas não conseguiu me arrebatar como eu vi acontecer com a grande maioria que já leu o autor. O único real mérito da obra, pelo menos em relação a mim, foi me fazer interessar pelo Chile de Pinochet - mais especificamente o golpe de 73 - e, de leve, por alguns autores que são citados repetidas vezes ao longo da história. Ainda estou lendo sobre o Estrela distante e formando opinião, mas por ora não muito satisfeito.
     
  4. Pips

    Pips Old School.

    Diego, de acordo com muitos que gostam do Bolaño dizem que esse é o livro para melhor conhecer todas as manias de escrita dele e todo o estilo num tamanho compacto. Se não gostou desse dificilmente gostará de outro. Ao invés de Amuleto, tente ler Noturno do Chile.
     
  5. Diego-

    Diego- Usuário

    Sim, só comprei esse livro após ler o artigo do Xerxenesky, já estava consciente disso. Só agora fui ver sobre o que se trata Amuleto, e o narrador é um poeta novamente, não?
    Vou ir de A pista de gelo então, que me parece um pouco diferente dos outros pelo menos foi o que eu ouvi falar. Houve algumas coisas que eu realmente gostei, aquele flerte com os romances policiais com o surgimento do Romero. A história do Petra também é muito boa (logo reconheci o "Com criatividade qualquer um..."), mas é um livro curto, então esses pontos positivos não tem longa vida. Enfim, no mínimo mais uns dois Bolaño eu encaro, não posso dizer que não gosto daquilo que não experimentei, né.
     
  6. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Acho que toda a prosa do Bolaño gira em torno da poesia. E toda a poesia também. Era uma das grandes problemáticas dele, e uma das quais ele usava de modo mais tangível.
    Tanto que mesmo depois de parar de escrever (ou ao menos de publicar) poemas, ele ainda se considerava um poeta, não um romancista.
     
  7. Pips

    Pips Old School.

    O flerte com romances policiais rola em Estrela Distante. Detetives Selvagens flerta com o policial, mas nunca chega a ser um thriller a la Raymond Chandler ou algo que o valha.

    O livro póstumo que a Companhia das Letras soltou é bem bom para quem quer começar a se adentrar pela obra do Bolaño.
     
  8. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    Adentrei no universo “bolañesco” através das sendas desconhecidas de Estrela Distante, tão curioso quanto temeroso, já que avançava sob a sombra do monstro da expectativa. Porém, como o Pips (que, aliás, já resenhou esse livro) acertadamente me disse, Bolaño é um monstro bem maior que a expectativa.

    Não dá para ter uma idéia mais geral e profunda sobre um autor lendo somente uma de suas obras, por isso é que vou procurar me ater à análise mais específica de Estrela Distante, embora esse seja somente o primeiro dos livros do Bolaño que pretendo conhecer.

    Carlos Wieder é a persona central da história, não digo o protagonista, mas o fugidio personagem que o narrador persegue por diversos meios e motivos. O livro é narrado em primeira pessoa, por um narrador cuja história, assim como a de Wieder, situa-se no contexto do Chile às vésperas do golpe e durante os anos de chumbo do governo ditatorial de Pinochet.

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