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Estratégias de Sauron - Passos para a Derrota (Parte II)

Tópico em 'Comunicados, Tutoriais e Demais Valinorices' iniciado por Artigos Valinor, 25 Jun 2005.

  1. Artigos Valinor

    Artigos Valinor Usuário

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    Na Primeira Era, Morgoth tentou derrotar seus inimigos Eldarin jogando tudo o que fosse possível contra eles. Logo, seus exércitos conseguiam sucesso misto. Mesmo a Nirnaeth Arnoediad provou ser uma vitória tão cara que Morgoth não pode conseguir a vitória definitiva dos exércitos élficos e seus aliados. Ele tomou controle de Hithlum e da Marcha de Maedhros, restaurou suas tropas em Dorthonion, e tomou controle total sobre a parte superior do Sirion. Mas Falas, Nargothrond, Doriath (e Brethil, que tecnicamente era parte de Doriath), e Gondolin tiveram que ser tratadas separadamente. </P>
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    Na Segunda Era, Sauron tentou duplicar os sucessos dúbios de Morgoth com ataques repentinos, tentando adquirir grandes vitórias militares. Ainda, ele não tinha as vantagens de Morgoth. Apesar de que muito da Terra-Média esteve sobre o controle de Morgoth, Sauron teve que continuar a manter seu império. E apesar de que a fortaleza-chefe de Morgoth, Angband, estava perto de seus aliados, Sauron posicionou-se em Mordor com a intenção de lançar agentes que trabalhassem ao mesmo tempo para os eldar no norte e os numenoreanos no sul. </P>
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    A colonização numenoreana não avançou para o extremo norte já que Sauron forjou o Um Anel por volta do ano 1600. As grandes fortalezas do Pelargir, no baixo Anduin, e Umbar não seriam estabelecidas em menos de 600 anos. O poder numenoreano era no máximo uma ameaça futura distante de conflito. Mas quando Gil-galad chamou Númenor para ajudar na guerra iminente, os numenoreanos investiram perto de 100 anos fortificando posições perto dos rios Gwathlo e Lhûn. Enquanto Sauron começava a mover suas forças para o Norte, seus inimigos tinham linhas múltiplas de defesa. </P>
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    Mas não quer dizer que Sauron foi derrotado. As histórias deixam claro que Sauron dominou Tharbad e abriu caminho sobre Eregion com relativa facilidade. Ost-en-Edhil foi possuída por algum tempo, possivelmente em torno de um ano. Os esforços de Elrond de reforçar Eregion falharam e ele teve que se retirar para o norte. Sauron mandou em exército para tirar Elrond do caminho. E, aparentemente, ao mesmo tempo em que ele estava destruindo Eregion, sauron mandou um exército para o leste das Montanhas Nevoentas para expulsar os povos Eldar e Edain, o último desses que foram grandes aliados dos anões Barbalonga. </P>
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    Então, Sauron não somente deu a seus inimigos grande tempo para se preparar para a guerra, ele espalhou bem suas forças quando lançou a guerra. Gil-galad foi capaz de consolidar muitas de suas forças sobreviventes no Lhûn depois de ser empurrado do rio Baranduin. Sauron derrotou Eriador, mas Tolkien nota que Sauron matou ou expulsou os homens e elfos vivendo na região. Os expulsos alcançaram o acampamento de Elrond em Imladris ou o reino de Gil-galad. As duas regiões foram reforçadas pela campanha crescente de Sauron. </P>
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    No final das contas, foi precisa uma intervenção massiva de Númenor para derrotar Sauron, mas a lição que ele aprendeu da guerra foi que Númenor ia dar mais trabalho que Lindon. Tolkien nos diz que a guerra entre os elfos e Sauron nunca acabou depois daquele dia, apesar de Sauron ter alterado seus objetivos estratégicas. Ele começou conquistando mais territórios no leste. E, gradualmente, enquanto Sauron estendia seu poder para o sul ele entrou em confronto com colônias numenoreanas ao longo das costas meridionais da Terra-Média. Númenor vinha colonizando a Terra-Média desde o ano 1200, mas por todo o ano 1800 os numenoreanos começaram a estabelecer fortalezas, cobrar tributo dos povos locais, e conquistando terras ocupadas. Númenor virou um poder rival que Sauron tinha que conter. Em fato, provou-se ser impossível para este derrotar Númenor no campo de batalha, e ele finalmente os derrotou através de um subterfúgio que trouxe destruição para Númenor e a morte de grande parte de seu povo. </P>
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    E ainda, apesar da queda de Númenor, Sauron não tinha se livrado ainda da ameaça numenoreana. Elendil e seus Dunedain Fiéis exilados estabeleceram reinos em Arnor e Gondor, na Terra-Média setentrional. Apesar de ser apenas um resto da nação poderosa que fora e que humilhava Sauron militarmente, os Dunedain Fiéis eram poderosos demais para serem aniquilados rapidamente. Sauron entendeu isso quando tomou Minas Ithil e foi empurrado para fora de Osgiliath. Vocês podem até ouvi-lo pensando: "Opa, isto estava fora dos planos". Se ele esperasse mais 100 anos, Arnor e Gondor teriam ficado mais poderosos, mas Sauron teria restabelecido total controle sobre sua rede de aliados e assuntos de estado. Ele teria muito mais recursos à disposição do que possuía quando atacou Gondor em 3429. </P>
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    Esperando demais, atuando cedo demais -- esses eram os erros que Sauron cometeu na Segunda Era. Ele permitiu a seus inimigos o tempo para crescer fortes enquanto ele mesmo dispersou suas forças e criou guerra em muitas frentes. Depois de sua derrota, Sauron teve 1000 anos para refletir sobre suas falhas e fraquezas. E quando ele ficou forte o bastante para reencarnar, ele entendeu que para conseguir tomar controle da Terra-Média, ele tinha que trabalhar vagarosa e cuidadosamente. Ele tinha que aumentar seus poderes enquanto acabava com seus inimigos. </P>
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    O primeiro passo era escolher um porto seguro. Mordor foi ocupada por Gondor, que no 11º século da Terceira Era quase chegou ao topo de sue poder. Não tinha chance de lutar pelo controle de Mordor com os Dunedain nesta era. E ainda, Sauron precisava estar perto de seus inimigos. A Grande Floresta Verde, porém, oferecia uma posição atrativa. As densas florestas ofereciam uma privacidade relativa e alguma defesa, e a região de Amon Lanc, por muito tempo abandonada pelos elfos, seria fácil de se fortificar. </P>
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    Sendo o Necromante de Dol Guldur (o novo nome que os elfos deram para Amon Lanc), Sauron construiu um grupo de servos do mal que se espalharam pela floresta. A Grande Floresta Verde ficou tão aterrorizante que os homens a renomearam Floresta das Trevas. E à medida que Orcs, Trolls, Wargs, aranhas e outras criaturas se juntavam em Dol Guldur, Sauron renovou seus contatos com alguns servos orientais que serviram a ele no passado. Induzindo alguns dos Orientais a migrar para o sul da Floresta das Trevas, Sauron começou uma onda de migrações que aconteceram em Eriador. Os Hobbits, criando moradia nos Vales do Anduin por muitos anos, cresceram com medo já que o influxo de Orientais ameaçava seus vizinhos, e começaram a ir para terras mais seguras, no oeste. </P>
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    Perto do ano 1300, Sauron mandou o Rei dos Nazgûl para o norte, a fim de estabelecer o reino de Angmar. Angmar serviu a dois propósitos. Primeiro, era uma base remota de operações que trabalhava contra os povos de Arnor que viviam nas proximidades. Sauron não precisava se preocupar em estabelecer e proteger longas linhas de suprimentos. Segundo, Angmar pareceria somente mais uma terra inimiga aos elfos e dunedain. Um único inimigo implacável traria muita atenção. Mas se reinos hostis surgissem em vários lugares, ninguém teria certeza do que estaria acontecendo. Havia Sauron retornado, ou seus servos apenas ficaram mais ambiciosos e poderosos? Inspirar a dúvida e a demora em seus inimigos deu tempo para que Sauron crescesse em força. </P>
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    Mas apesar de Angmar ter vantagem sobre as divisões que nasceram em Arnor (dividida em três reinos menores pelos Dunedain em 863), Dol Guldur ficou isolada do leste. Enquanto Sauron contemplava o que poderia fazer com os reinos do norte, Minalcar estabeleceu as diferenças entre os homens do Norte e os Orientais atacando as terras perto do lado sul da Floresta Das Trevas, terras que Gondor clamou há muito tempo, mas viraram moradia dos Orientais e de muitos homens do Norte. Minalcar destruiu ou mandou embora os Orientais perto do mar de Rhûn, e se aliou com o reino de Rhovanion, leste da Floresta das Trevas, comandado por Vidugavia. </P>
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    A falha de Minalcar em atacar Dol Guldur é curiosa. Possivelmente, Sauron estava usando seus Orientais como uma farsa, e o Necromante de Dol Guldur acabou com Minalcar como se fosse uma pequena ameaça (ou ameaça nenhuma) para Gondor. Ainda, Sauron tinha que esperar que seus Orientais recuperassem seus números. Mas pode ser que ele sentiu que um novo tipo de cultura oriental foi criada. Nos últimos séculos, Tolkien nos disse, haveria guerras entre os Orientais. O controle de Sauron sobre os povos do leste poderia não estar completo, ou então ele sentiu que os melhores guerreiros seriam aqueles que sobreviveram a grandes contendas e guerras. </P>
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    Mas Gondor também era poderosa. Mesmo quando os Fratricidas morreram, e os Eldacar levaram seus inimigos para o sul, Sauron não tinha como ter vantagem no conflito. Estava muito longe de Umbar, onde os rebeldes procuraram abrigo, para fazer contato com os dissidentes. Apesar de ser um porto seguro, Dol Guldur era bem confinante. A Grande Praga de 1636, que Sauron lançou no leste e direcionou para o oeste, abriu novas oportunidades para ele. Gondor perdeu tanta gente que não poderia mais sustentar os exércitos em Mordor. Quando os dunedain saíram, orcs e outras criaturas entraram. Mas ao invés de se mudar para lá, Sauron meramente usou Mordor como corredor para expansão. Ele provavelmente mandou agentes para o sul para fazer alianças com os haradrim. </P>
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    200 anos após a Grande Praga, os Carroceiros atacaram os homens do norte e Gondor. Os povos do oeste foram derrotados e Sauron conseguiu domínio da Floresta das Trevas e de Mordor. O Lorde dos Nazgûl trouxe então a derrota final à Arthedain, o últimos dos reinos dos Dunedain. Mas apesar de Lindon e Imladris continuarem no norte, e os dois terem papéis significantes na derrota de Angmar, Sauron tornou sua atenção para Gondor, suja intervenção foi responsável pela derrota de Angmar. Os reinos do norte foram destruídos, mas eles eram a menor das ameaças. </P>
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    Assim, quando os anões de Khazad-dûm acordaram o Balrog em 1980, eles inesperadamente mudaram o balanço de poder no norte. Apesar de Khazad-dûm não ter tido (aparentemente) um papel importante nas guerras contra Angmar, ele estava na Última Aliança de Homens e Elfos contra Sauron, e então enfrentou Sauron novamente. A destruição da civilização anã efetuada pelo Balrog, e a fuga subseqüente de muitos elfos de Lothlórien, virtualmente asseguraram que Sauron não tinha quase nenhum inimigo de poder significante no norte. Tolkien sugere que foi por causa da presença do Necromante no sul da Floresta das Trevas que Galadriel resolveu intervir em Lothlórien. Se ela e Celeborn não tivessem restaurado a ordem ao reino élfico, não teria ninguém para opor Dol Guldur exceto por alguns homens das florestas e alguns povos pequenos chamados Eotheod, o restante do outrora poderoso reino de Rhovanion, Vidugavia. O reino de Thranduil no norte da Floresta das Trevas continuou forte, mas ele não participou de nenhuma grande guerra desde a Segunda Era. </P>
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    O século XX da Terceira Era provou ser um período tumultuado para Sauron e seus aliados. A perda de Arthedain e Khazad-dûm deveria ter alarmado os eldar e os Istari. As perdas de Gondor para os Orientais e a fuga final dos Eotheod para os Vales do Anduin assegurou que o oeste não tinha força para impulsionar o fluxo de guerreiros para a Floresta das Trevas e Mordor. E o problema com os Nazgûl em 2002, quando eles atacaram Minas Ithil, que durou apenas dois anos, foi um sinal que o mal derrotado no norte sofreu pouco. </P>
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    Apesar de tudo, Dol Guldur, mesmo com má reputação, parece não ter feito muito neste período. Os reis de Arnor e Gondor concluíram no meio do século XX que uma vontade única estava orquestrando suas quedas para um propósito desconhecido. Pelo século XXI, os Sábios (lordes dos Eldar e Istari) concluíram que o poder de Dol Guldur era o candidato mais provável para Inimigo-Mor. Mas quem era o Necromante? Os Sábios suspeitavam ser um Nazgûl. Apesar de tudo, o Lorde dos Nazgûl era o Rei Bruxo de Angmar. Os Nazgûl dominaram Minas Ithil. Nazgûl obviamente estavam ativos na Terra-Média. Mas alguns, provavelmente incluindo Galadriel e Gandalf, temiam que o Necromante fosse Sauron. Logo, em 2063, Gandalf investigou Dol Guldur e Sauron fugiu para o leste. </P>
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    Pelos próximos 400 anos, que os Sábios diziam ser a Paz Vigilante, Sauron preparou novas forças. Os Balchoth, parecidos com os Carroceiros, cresceram em proeminência no leste. Os Uruks nasceram em Mordor. Umbar, destruída por Gondor no século XIX, foi recriada com novas forças totalmente leais a Sauron, e ele finalmente começou a desafiar o controle numenoreano dos mares. A influência de Sauron entre os Haradrim aumentou. </P>
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    Quando ele viu ser a hora certa, em 2460 Sauron retornou para Dol Guldur com novas forças, e Minas Ithil lançou os Uruks contra Ithilien. Sauron mandou Orcs e Trolls para colonizar as Montanhas Nevoentas. E os Corsários de Umbar começaram a atacar Gondor. O retorno à Dol Guldur, porém, implica que Sauron ainda temia a união de seus inimigos. Os Anões Barbalonga estavam fortes novamente. Os Eotheod ficaram mais numerosos, e havia outros povos humanos nos Vales do Anduin que se aliavam com Gondor. Lothlórien virou uma marca do poderio élfico, e Thranduil controlava o norte da Floresta das Trevas. Sauron provavelmente procurou deixar seus inimigos do norte desbalanceados enquanto o Nazgûl, os Balchoth e Corsários acabavam com os recursos de Gondor. </P>
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    Mas Sauron também voltou para Dol Guldur por outro motivo: o Um Anel. Ele acreditava que este fora destruído. Até ele perceber que não era bem assim. Ele investiu grande parte de sua força no Anel. Se ele fosse destruído, provavelmente ele teria ficado fraco demais para ficar poderoso de novo. Sua força continuou a voltar, porém, e século após século ele conseguiu enxertar sua vontade sobre mais pessoas e criaturas. Em alguns pontos, a sobrevivência do Anel virou um fato óbvio para Sauron. Sauron não apenas sobreviveu à derrota, como estava se recuperando do anel. </P>
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    E então virou um dever de Sauron recuperar o Anel antes que seus inimigos o encontrassem e o usassem contra ele. Ele nunca imaginou que alguém pudesse destruir o Anel, mas havia na Terra-Média Eldar poderosos que, se viessem a ter o Anel, poderiam usá-lo para construir exércitos contra ele novamente: Círdan, Elrond, Galadriel, Celeborn. Eram todos parentes dos antigos reis elfos, e tinham alto conhecimento e força. E o que Sauron sabia ou suspeitava dos Istari? Com certeza eles eram imortais. Eles já vagueavam por mais de 1000 anos. </P>
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    Quando Sauron soube do fim de Isildur, ele se posicionou em Dol Guldur para ganhar controle sobre os Campos de Lis para que seus servos pudessem procurar pelo Anel. Mas Sauron não entenderia por muitos séculos que o Anel estava bem do outro lado do rio, ou que ele foi encontrado, muito antes dele ter começado a procurar, por um Grado chamado Déagol, cujo primo Sméagol o assassinou e roubou o Anel. </P>
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    O ataque dos Balchoth contra o norte de Gondor em 2510 teve dois propósitos: primeiro, acabar com as forças de Gondor; segundo, limpar o caminho para a procura de Sauron pelo Anel. A borda norte de Gondor ficava perto demais de Dol Guldur para que eles mantivessem o segredo. Os objetivos de Sauron sofreram um revés, porém, quando Eorl liderou um exército de Eotheod para o norte, em auxílio de Gondor. A Batalha nos Campos de Celebrant não foi uma derrota ameaçadora para os Balchoth. Eles continuaram uma efetiva força guerreira para Sauron, mas o controle sobre os Meandros passou de Gondor para os Eotheod, ao invés de para Sauron. Gondor e Lothlórien continuaram, então, a ser uma grande ameaça aos seus planos. </P>
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    Ainda, quando Cirion cedeu Calernadhon para Eorl e seu povo, Sauron teve que alterar sua estratégia uma vez mais. Cirion consolidou suas forças em Anórien e Ithilien, e Calenardhon veio a ser controlada por um forte povo do norte, que Sauron percebeu não poder controlar. Os Rohirrim, como o povo de Eorl veio a ser chamado, não poderia ser simplesmente ignorado. E a oportunidade de cuidar deles veio no 28º século. Helm, rei de Rohan (como Calernadhon veio a ser chamado), consolidou seu poder sobre as terras ocidentais matando Lorde Freca e destruindo sua família. O filho de Freca, Wulf, se aliou com os Terrapardenses, cujos ancestrais serviram Sauron na Segunda Era. </P>
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    Em 2758, Wulf lançou um ataque à Rohan de Dunland. Ao mesmo tempo, Corsários de Umbar e outras partes de Harad atacaram o lado oeste de Rohan, e os Balchoth ou outros Orientais atacaram Rohan do leste. Até mesmo Gondor foi atacada, ficando então bloqueada de ajudar Rohan. Os Rohirrim foram derrotados em campo aberto e fugiram para as montanhas. Wulf tomou posse da maioria das terras. Sauron com certeza planejou o ataque, e o extenso período de frio, chamado o Longo Inverno, assegurou que o povo de Rohan (e Eriador) sofreriam terrivelmente. Mas se o objetivo de Sauron era destruir os Rohirrim neste conflito, ele falhou. Apesar de Helm ter perecido no Longo Inverno, seu sobrinho Frealaf derrotou Wulf e seus aliados, na primavera, com a ajuda de Gondor, que reprimiu os ataques do sul. Mas o conflito produziu outro problema, que Sauron preferiu ignorar. </P>
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    Em 2590, os Anões Barbalonga re-estabeleceram o Reino sobre a montanha de Erebor, que ficava a leste da parte norte da Floresta Das Trevas. Enquanto Erebor não era ameaça para Dol Guldur, ele se aliou ao Reino de Valle. Os dois reinos cresceram em riqueza, fama e poder. Em 2770 o dragão Smaug veio do distante norte e destruiu Erebor e Dale. Os anões sobreviventes se exilaram e a família real foi parar em Terra Parda. Em 2990, Thror, que era rei sobre a Montanha, decidiu retornar para o leste. Foi assassinado por Azog, chefe dos Orcs em Khazad-Dûm, que decapitou Thror e mutilou a cabeça do Rei-Anão. </P>
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    Thrain, filho de Thror, fez uma aliança entre todos os povos anões por uma guerra de 7 anos contra os Orcs das Montanhas Nevoentas. Apesar dos anões sofrerem grandes perdas, eles quase exterminaram os Orcs. O controle de Sauron sobre as Montanhas Nevoentas foi efetivamente destruído na guerra. Junto com sua falha de destruir ou tomar controle sobre Rohan, perder as Montanhas Nevoentas diminuiu as chances de Sauron de destruir Lothlórien ou achar o Um Anel. </P>
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    Para não ficar totalmente frustrado, Sauron começou então a recuperar os outros Anéis do Poder que ele cedeu na Segunda Era. Os Anões tinham os Sete e os Nazgûl tinham os Nove. Mandar os Nazgûl devolverem seus anéis não era problema. Mas Sauron tinha que caçar os Reis-Anões um a um e pegar os Anéis deles. E, desses reis, apenas três tinham anéis. Quatro dos Anéis foram aparentemente destruídos por dragões. Thrain foi o último Portador Do Anel a cair nas mãos de Sauron. Apesar de Tolkien não explicar porque Sauron pegou os Anéis de volta, podemos concluir que era para aumentar sua própria força. Ou então pretendia, futuramente, distribuí-los para novos escravos. Glóin reportou para o Conselho de Elrond em 3018 que Sauron ofereceu 3 Anéis para o Rei Dain II, apesar de não podermos dizer que Sauron devolveu os Anéis para os anões. </P>
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    Ao que o Conselho Branco corria, no qual Galadriel se juntou aos Istari e lordes elfos depois que a Paz Vigilante acabou, Gandalf retornou para Dol Guldur em 2851. Foi lá, então, confirmado que o Necromante realmente era Sauron, e Gandalf descobriu que Sauron estava juntando os Anéis de Poder novamente, assim como procurava pelo Um Anel. Tais notícias alarmaram Saruman, que tinha ido morar na fortaleza gondoriana de Isengard depois do Longo Inverno. Saruman, neste momento, percebeu que o Um Anel poderia, sim, ser encontrado, e ele o queria para si. Ele começou a recrutar Orcs e Terrapardenses para servi-lo, e mandou espiões para procurar pelo Anel nos Campos de Lis. </P>
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    Apesar de Saruman apresentar uma ameaça pequena para Sauron, a procura pelo Anel descobriu outro problema. Enquanto Arnor foi completamente destruída (ou assim Sauron acreditava - ele não percebeu que descendentes de Isildur sobreviveram no norte), Gondor provava ser muito mais forte e resiliente, graças à aliança com os Rohirrim. O crescimento de um poder rival em Isengard poderia complicar, mas se Sauron pudesse encontrar o Um Anel ele poderia rapidamente conseguir controle sobre muitas pessoas. </P>
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    Em 2941, Sauron provavelmente se convenceu que o Um Anel não estava mais na região dos Campos de Lis. O Conselho Branco moveu-se contra ele e ele fugiu de Dol Guldur. Dizem que a Floresta das Trevas ficou um lugar mais calmo por um tempo. Tal transição implica que Sauron não fugiu simplesmente de Dol Guldur. Ele sugere que foi uma grande migração de orcs, homens e outras criaturas sobre seu controle. Enquanto alguns argumentam que a ação do Conselho Branco foi um tipo de ataque mágico, é mais provável que Lothlórien mandou um exército contra a Floresta das Trevas. Os Istari e os senhores elfos desafiaram o poder de Necromante diretamente, mas Sauron retraiu-se e então preservou grande parte de suas forças. </P>
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    A fuga sugere que Sauron não estava mais a fim de arriscar seus exércitos principais em combate aberto. Por outro lado, no norte, Bolg (filho de Azog) lançou uma campanha contra um pequeno grupo de anões liderados por Thorin, filho de Thrain, que retornou a Erebor. Após a morte de Smaug, elfos, homens, anões e orcs se convergiram para a montanha, para recuperar o tesouro que Smaug guardou à 170 anos. Estava Bolg seguindo ordens de Sauron, ou Sauron perdeu o controle sobre os orcs das Montanhas Nevoentas? Se Sauron aprovasse ou permitisse à Bolg lançar o ataque, então ele o supriria com recursos o suficiente para executar uma ação que, além de segurar uma base no norte, poderia ser usada para atacar Thranduil. Mas isso também deixaria Sauron sem ajuda próxima das Montanhas Nevoentas. Se Bolg ganhasse controle sobre Erebor, Sauron estaria em posição para acabar com Thranduil e trazer reforços para atacar Lothlórien num minuto. Mas quando Bolg retirou os exércitos órquicos, Lothlórien tinha uma oportunidade única de ação. </P>
    <P class=CorpoTexto>
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    Se Bolg fosse o comandante de Sauron no norte, Sauron poderia retornar para Mordor com todas as forças de Dol Guldur. Ao invés de espalhar seus recursos pelas três maiores bases (Mordor, Dol Guldur e Erebor), Sauron poderia consolidar sua força em duas regiões bem protegidas, que poderiam ser suprimidas e reforçadas pelo leste. Então, por não ter arriscado tudo, a derrota de Bolg em Erebor somente atrasou os planos de Sauron. Tolkien diz que três quartos dos Orcs do norte pereceram na Batalha dos Cinco Exércitos. Levaria décadas para que eles pudessem se recuperar totalmente. Enquanto isso, enquanto os homens do Norte refaziam o Reino de Dale e os Anões Barbalonga reconstruíam o reino de Erebor, Sauron retornou para Mordor. </P>
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    Sauron se declarou abertamente em 2951. Ele agora se sentia confiante o bastante, apesar de sua falha em recuperar o Anel, para agüentar qualquer ataque que o Oeste lançasse sobre ele. O efeito psicológico do "Estou de volta" sobre os elfos não deve ser subestimado. Muitos dos elfos simplesmente perderam a fé. Talvez muitos deles acreditassem que Sauron tinha recuperado o Um Anel, ou que estava quase encontrando. Pelo ano 3000 anões começaram a se mover para o oeste, e trouxeram do leste relatos de movimentos de povos, guerras predatórias e o poder crescente de Sauron. Muitos dos eldar restantes fizeram uma onda massiva de migração para o Mar, deixando a Terra-Média para sempre. Os Elfos Silvan continuaram decididos, mas Lindon e Imladris nunca mais puderam reconstruir exércitos. </P>
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    À medida que os orcs das Montanhas Nevoentas recuperavam seus números, novos inimigos ameaçavam a borda leste de Dale. Mordor forjou novas alianças com os Orientais e os Haradrim, e Saruman caiu no encanto de Sauron quando o mago usou o Palantír que encontrou em Isengard para espiar Mordor. Apesar da fidelidade de Saruman para com o oeste já ter se esvaecido, até agora ele se opunha a Sauron. Foi útil para Saruman ajudar o Conselho Branco a livrar Dol Guldur em 2941. Ele queria procurar pelo Anel livremente. Perto da Guerra do Anel, Saruman encontrou os restos de Isildur, mas não o Anel (que, com certeza, foi levado para o Condado). </P>
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    Gondor continuava a decair ante os repetidos ataques de Mordor e Harad, mas a força militar de Gondor já não era vital para a estratégia de Sauron. O Anel virou a prioridade-mor de Sauron. Ele finalmente soube de Sméagol do destino do Anel, e em 3018 ele mandou os Nazgûl para o Condado para recuperar o Anel e trazê-lo de volta. Apesar dele estar se preparando para a guerra, e que ninguém acreditava que ele podia perder, Sauron precisava ter certeza que seus inimigos não usariam o Anel contra ele antes que ele lançasse a guerra. Seus capitães poderiam mudar de lado caso alguém poderoso o bastante para usar o Anel aparecesse e tomasse posse deste. </P>
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    A grande lista de reinos e tribos que Sauron juntou assegurava-o de qualquer vitória em qualquer guerra em que ninguém usasse o Anel. A recuperação do Anel o assegurava, então, de um controle indisputável sobre a Terra-Média. Os elfos que sobraram não eram fortes o bastante para desafiá-lo. Os Dunedain definharam e eram poucos demais para chegar a ter os poderosos exércitos que comandavam no auge de seu poder. E os homens do norte, apesar de fortes em lugares como Dale, os Vales do Anduin, e Rohan, estavam divididos em reinos demais e incapazes de formar uma aliança forte o bastante para desafiá-los. </P>
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    Em 3018, Sauron esteve preste a atacar Dale e Erebor, passando pela Floresta das Trevas, e limpar os Vales do Anduin dos homens, elfos e anões. Mesmo Lothlórien provavelmente não sobreviveria por muito tempo. Gondor, por outro lado, possuía força o suficiente, especialmente se reforçado por Rohan, para agüentar ao menos um ataque massivo. O dever de Saruman ele prevenir ou adiar o reforço de Rohan. Os orcs das Montanhas Nevoentas poderiam atacar os Beornings, os Homens das Florestas, Lothlórien, e sem dúvida alguma Imladris e Eriador. Dol Guldur, agora reconstruída, poderia deixar Thranduil dificultado. Não tinha chance dos povos do norte formarem uma aliança no último minuto e chegar em auxílio de Gondor. Todas as peças estavam no lugar. Vitória era certa. O Senhor do Escuro estava se divertindo. </P>
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    A análise de Gandalf das intenções e prioridades de Sauron (revelada no Conselho de Elrond em 3018 e no último debate dos capitães do Oeste em 3019) oferece um discernimento das estratégias mutantes de Sauron na Terceira Era. Quando ele acordou e assumiu uma força física uma vez mais, Sauron acreditou que ele fora ferido pela destruição do Um Anel. Determinado a se vingar de seus inimigos, e talvez reconquistar o controle sobre a Terra-Média, ele começou o trabalho de dividir e enfraquecer seus inimigos. Seus tenentes trouxeram a destruição de Arnor. O Balrog (direcionado por Sauron, ou mesmo por pura sorte) destruiu Khazad-dûm e grande parte de Lothlórien. Os Orientais e Haradrim enfraqueceram Gondor, reduzindo-o de um império extremamente poderoso a um estado murcho, ainda orgulhoso mas temeroso e com uma paranóia de ameaça e derrota. E muitos dos elfos restantes fugiram da Terra-Média quando viram que a batalha final estava para começar </P>
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    Descartando problemas ocasionais, em 3019 Sauron estava confiante de sua habilidade de adquirir vitória suprema sobre a oposição. Ele sabia que o Um Anel ainda existia, e ele sabia quem o possuía. Ele temia que alguém mais tomasse o Anel e usasse contra ele. O grande perigo, ao ver de Sauron, estava na possibilidade que a divisão e as brigas poderiam surgir entre seus exércitos. As forças que ele conseguiu poderiam se virar contra ele. Aragorn e Gandalf concluíram, então, que a chance de Frodo em concluir a sua missão dependia do medo de Sauron. Eles fizeram Sauron acreditam que um novo Senhor do Anel, presumavelmente Aragorn, estava aparecendo. Penetrantemente atento ao que o atraso custou a ele na Segunda Era (e talvez fazendo-o sentir que não estava agindo tão cedo), Sauron lançou um ataque massivo contra Gondor na esperança de capturar o Anel. E quando esse ataque falhou, ele lançou tudo o que ele tinha num assalto selvagem que ele acreditava que iria trazer rapidamente o Anel para ele. </P>
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    Como deve ter sido devastante para Sauron a verdade, quando Frodo clamou o Anel na cova de Sammath Naur, que ele, o mestre da manipulação, foi um tolo. Todo seu planejamento cuidadoso e manobras sagazes por dois mil anos foram para nada. Força massiva, poder impressionante, e as estratégias mais sutis foram sabotados pela completa equivocação de Sauron quanto aos fatos que ele descobriu. Ele acreditava que seus inimigos queriam ser como ele. Se ele entendesse que eles simplesmente queriam se livrar dele e de todos os Lordes Negros para sempre, ele teria ficado mais retraído. Em tal mundo, Sauron estaria sem ação por um tempo. Ele ainda teria que temer que alguém tomasse o Anel e o usasse contra ele. Mas ele também temeria que eles o destruíssem. Ele teria que refazer sua estratégia. Não devemos duvidar que ele deveria ter feito isso, e que o Conselho de Elrond acertou no ponto quando concluiu que eles tinham uma única chance de derrotar Sauron. </P>
     

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