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Estranhida poética

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Donidéa, 8 Jan 2012.

  1. Donidéa

    Donidéa Usuário

    Minha vida tem sido muito estranha
    Estranha como o gosto de poesia
    Palato de boca que era de nova arredia
    Ao sabor de sangue que a poesia entranha

    Minha vida muito estranha tem sido
    Estranho deve ser o gosto da minha entranha
    Estranho como dia nublado de domingo
    Uma bala cozinhada com essência de aranha

    Poesia ainda se intrometeu na minha vida
    Minha vida de poesia mutante mais estranha
    Estranho hoje ter esse cheiro forte de ferida
    Ferindo a minha vida: que de poesia: ficou estranha
     
  2. Vinnie

    Vinnie Usuário

    Gostei. :)
     
  3. Donidéa

    Donidéa Usuário

    Hoje eu mudaria as últimas palavras,
    do último verso,
    da última estrofe,
    faria:

    "Ferindo a minha vida: que de poesia: estranha"

    Ou talvez:

    "Ferindo a minha vida: poesia: estranha"

    E tenho duas perguntas, sendo elas...
    Um. Alguém mais, sempre que relê um poema, pensa em modificar alguma parte? Se sim, levantem a mão. Alto! para que eu possa ver.
    Dois. Como funciona aqui (perdoem a não leitura do manual de ética e comportamento), há algum ritual de "de nada" como normalmente; ou um aperto de mão característico; uma saudação grunhida; uma piscada com o olho; ou uma dança especial? Desculpem, é que não sou daqui da ilha. Em todo caso, hup-há-he-hô!
     
  4. Vinnie

    Vinnie Usuário

    Interesante esse seu estilo de alterar os poemas.... - mexeu no meu Tangerina!.... não vejo nada de mal.. tem gente que responde com um outro poema, próprio ou de outros... gente que comenta de modo enigmático.....

    Eu, particularmente, quando penso em mudar um poema que eu fiz, pego a ideia da mudança e transporto para outro poema.

    Seja bem-vinda.
     
  5. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    “Minha vida tem sido muito estranha
    Estranha como o gosto de poesia”




    estranhamento


    ...somos seres estranhos no
    estranhamento poético...
    a degustação de versos rotos
    na segunda-feira tediosa
    somos seres (miscigenados)
    estranhos com o gosto
    amargo ou doce da poesia...
     
  6. Donidéa

    Donidéa Usuário

    Sim, somos seres rotos.
    De tanto estranhar o ignoto
    Sentido-razão-lógica do poço
    Transbordante de desentendidos
    Que nos chegam aos ouvidos
    Caotizados pelo poético alvoroço.

    Alguns de nós refazem poemas
    Invertendo a lógica, o emblema.
    Alguns de nós criam outras
    Pessoas, como o Pessoa.
    Outros refazem versos,
    Reescrevendo aos inversos:
    O poema o verso a pessoa.
     

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