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Escritores e pesquisadores debatem relação entre prêmios e reconhecimento

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Mavericco, 23 Out 2014.

  1. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium


     
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  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Achei essa resposta do Lísias meio wtf... Quem, o quê e como é esse establishment literário? O que caracteriza um establishment literário é simplesmente a ausência denúncia social?

    Nessas horas me parece, embora seja praticamente o critério-mor da modernidade, que a inovação e o trabalho acerca do COMO determinada obra é feita, sejam critérios mais sólidos pra se caracterizar ou não um establishment literário. Claro que aqui devemos considerar uma gama muito ampla de fatores que podem ser trabalhados de forma inventiva e não meramente instrumental por um artista; mas whatever.

    Talvez ele esteja se referindo ao establishment essencialmente de uma perspectiva crítica, no que a dissociação a meu ver muito questionável dele dessa coisa do texto como autônomo e não dependente de julgamentos. Não é bem por aí... Acho que houve um exagero ou de alguma maneira ele não se expressou bem. As obras não vagam no espaço. Essa ideia dos clássicos como sendo obras que vencem barreiras possui muita verdade, mas há que se considerar que a dinâmica é muito mais complexa.

    Não digo que não haja um establishment e que ele não possa influenciar na construção artística ou na construção de cânones, escalas de reconhecimento, escolhas de publicação etc. Só acho que o Lísias talvez tenha simplificado um pouco a questão...
     
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  3. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Fico pensando sobre a parte de comprar influenciado pelo nome que foi premiado... Será que daria muito problema se os caras não permitissem publicar livros nas editoras com vários pseudônimos (tipo, mudar o nome "artítisco" a cada prêmio). No mundo da arte se especula que alguns artistas famosos fizeram certas obras secretamente, para obter algum tipo de recompensa diferente da fama do livro... quem sabe.
     
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  4. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Quando vi no jornal também não entendi muito do que o Lísias disse... Talvez seja questão da edição da reportagem, mas a ideia de que existe um establishment literário no Brasil e de que a função deste seria criticar a sociedade ou a "classe dominante" é tão simplista... Fora a ideia de autonomia do texto, nem entendi essa diferenciação doida entre arte e cultura. Será que ele quis dizer "cultura pop" e arte "verdadeira"?

    Sobre o que disse José Rezende Jr, sobre prêmios não garantirem posteridade, basta lembra que ninguém publica, lê ou estuda o Sully Prudhomme, o primeiro nobelizado. E se o Nobel não garante "posteridade" poucos outros prêmios vão poder.

    Acho mesmo (e aqui se entra no que disse a Regina) que há uma multiplicação de prêmios hoje, multiplicidade que ajuda os escritores se tornando uma fonte extra de renda (como o Bolaño já até havia satirizado em um conto) e pontos no currículo. Por outro lado os prêmios entraram no sistema do marketing como a cultura hoje em dia parece estar entrando também. Só ver o caso do próprio Nobel, que gera traduções e vendas imediatamente depois. Ou o Man Booker Prize. E sempre se estampam as capas de livro com "ganhador de...". Os prêmios se tornaram marcas e selos de qualidade e até uma bússola para os consumidores, né? Como saber o que comprar e ler? Só olhar alguns prêmios.

    Seria bom, claro, ter mais qualidade que quantidade, em especial no Brasil. Só ver o caso do Jabuti que (para mim) perdeu muita credibilidade com aquele prêmio de tradução para Milton Lins, com tantas substituições todo ano etc.
     
  5. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Analisar a fundo o real valor, peso e a importância de uma premiação é sempre algo que rende muita discussão, pois assim como o Oscar do Cinema, Grammy na Música e tantos outros prêmios renomados nas mais diversas áreas, nem sempre se pode afirmar que aquele que foi premiado indiscutivelmente foi o melhor. Sempre fica uma margenzinha de contestação e quando surgem várias instituições a fim de conceder um prêmio atuando num mesmo segmento, algumas com critérios de avaliação bem duvidosos a coisa complica ainda mais.
     

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