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Escolas Como a Sua

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Márcio Bicalho, 27 Abr 2008.

  1. Márcio Bicalho

    Márcio Bicalho Usuário

    [attachment=118]Na mesma linha de Crianças Como Você, tema de outro tópico, foi lançado o livro Escolas Como a Sua, da editora Ática, escrito por Penny Smith e editado originalmente na Inglaterra pela Dorling Kindersley, famosa pela qualidade das ilustrações e da diagramação dos seus livros. Ainda não o li para minha filha, mas depois posto aqui as impressões dela.

    O livro é um passeio pelas escolas ao redor do mundo. O cotidiano é apresentado em detalhes. Repleto de fotos e depoimentos de crianças de 5 a 12 anos, revela a pluralidade, complexidade e riqueza de experiências proporcionadas por escolas de mais de 30 países.

    O Brasil comparece com duas crianças:

    “Yasmin tem 11 anos e vive num bairro pobre do Rio de Janeiro. A classe dela tem 32 crianças e não há professores suficientes. Também não há computadores para as crianças usarem. Ela tem quatro irmãos e três irmãs. A avó das crianças cuida delas enquanto a mãe está trabalhando. Normalmente Yasmin estuda das 7h30 ao meio-dia. Mas às vezes ela tem de ir para casa mais cedo, porque faltam professores. Na hora do almoço as crianças recebem uma refeição gratuita: pode ser feijão com arroz, frango com batata, macarrão com salsicha... Yasmin gosta muito de aprender a tocar percussão nas aulas de uma escola de samba.”

    “Ana também do Rio. É filha única e mora num apartamento de classe média. Quem limpa a casa é a empregada da família. Ela leva meia hora para chegar à escola de ônibus. Sua matéria preferida é história. Na escola, os alunos praticam esporte semanalmente. E ainda costumam ir a museus e viajar para fora do país. A escola de Ana é bem equipada. Os alunos utilizam bastante os computadores, nas aulas e para fazer provas. Quando chega em casa, depois de fazer a lição ela navega na internet no computador do seu quarto. Ana faz aulas de dança de rua. Ela começou quando tinha cinco anos e, apesar de ainda gostar das aulas, está começando a ficar um pouco desanimada.”

    Alguns outros trechos:

    “Sibusiso tem 11 anos e mora na zona rural de Richmond, na África do Sul, numa fazenda onde se cultivam morangos. Sua casa fica a oito quilômetros da escola, e ele anda mais de uma hora por dia para chegar até lá. Mesmo sendo cansativo, Sibusiso não liga de ir caminhando para a escola. Ele anda sozinho até a metade do caminho, depois encontra os amigos para terminar a jornada. Por segurança, as crianças andam em fila pela estrada. Quem vai na frente leva uma bandeira. Há 23 alunos na classe de Sibusiso, e a maioria tem a mesma idade dele. Mas alguns jovens, que começaram a estudar mais tarde, chegam a ter 15 anos.”

    “Fanny tem 9 anos e mora com os pais, o irmão e a irmãzinha no limite de um pequeno vilarejo, no sul da Alemanha. Sua escola fica na cidade vizinha, a 3,5 km, e ela vai para lá de ônibus. O prédio da escola tem cerca de 15 anos. Painéis solares instalados no telhado geram energia elétrica para esquentar as salas de aula. O interior é bem iluminado, e os coloridos trabalhos de arte das crianças decoram as paredes. Há 24 alunos na classe de Fanny, entre 8 e 9 anos de idade. Ela é a mais velha.”

    “Alexei, tem 10 anos e mora perto de Panayevsk, na região mais gelada da Federação Russa, o norte. Ele é de um povo chamado Nenet, que cria cervos. Todos os anos, Alexei passa três meses com a família e, quando o inverno se aproxima, vai de helicóptero para o colégio interno, onde passa os próximos nove meses. Helicópteros também são usados para entregar cartas e mantimentos, porque voam mesmo a temperaturas abaixo de zero. Só neve pesada e ventos fortes podem detê-los. Alexei tem aulas nos dias da semana e nas manhãs de sábado. Ele fala russo e a língua do seu povo, os Nenet, que conta com diversas palavras para descrever a neve, a criação de cervos, a caça e a pesca.”

    “Xinpei é filha de agricultores, tem 6 anos e vive no sudoeste da China. Ela freqüenta uma escola que acabou de ser construída e fica a 5 km da sua casa, muito mais perto do que costumam ser as escolas na zona rural chinesa. Xinpei vai andando para a escola com os amigos do vilarejo: o trajeto dura uma hora e meia. No caminho, eles brincam e colhem flores. Passam por um muro construído para impedir que o rio inunde as plantações durante a estação das chuvas. Todos os dias na escola, a turma faz 10 minutos de exercícios para os olhos, acompanhados por música, para relaxar e proteger a visão. As crianças olham para cima para baixo e para os lados. Depois massageiam ao redor dos olhos, estimulando pontos de acupuntura, uma técnica da medicina chinesa.”
     
  2. Fernando Giacon

    Fernando Giacon [[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]

    Olhaaa...!!! É como eu disse no Crianças como você! PERFEITO cara...tdo de bom mesmo esse Escolas como a Sua...gostei dos exemplos de crianças pelo mundo...
    E cada um trás uma imagem consigo:
    Yasmin: A imagem do descaso e da falta de estrutura da classe menos privilegiada do Rio.
    Ana: A garota de classe média, que tem mais oportunidades, e ai vemos que ela está na mesma cidade que Yasmin, mais um problema; desigualdade sociais e de direito.
    Sibusiso: Aqui vemos o extremo, o q as pessoas da Africa do Sul passam por um pouco de educação, passam uma verdadeira situação de desgraça.
    Fanny: A riqueza da Alemanha proporciona uma bela escola, com tecnologia; o primeiro mundo oferece de tudo...



    enfimmmmm casos e mais casos...mtooo bom mesmo cara!!!
    Se o outro eu jahh queria ler...esse eu qro mais ainda!:uhu:
     
  3. Tania Boldrini

    Tania Boldrini Usuário

    Nem todas as crianças são como as do Rio de Janeiro, mas as nossas escolas públicas tem um pouco de cada uma dessas crianças. O problema da falta de professor é mais técnico administrativo. Aqui no Paraná, a estrutura física e tecnologica de um bom número de escolas até que está considerável. Existem muitos fatores que prejudicam o ensino e aprendizagem, mas creio que o fator maior é o modo como a educação é conduzida, ou seja, para que e para quem. Na verdade nos tornamos um numero estatístico e não um espaço de evolução para o conhecimento cientifico que prepara cidadão.
    Não sei se me fiz entender.
     

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