1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Envelhecer

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Gonzo, 9 Jun 2011.

  1. Gonzo

    Gonzo Usuário

    Não é branda
    A brevidade da bravura
    Não fraqueja
    Nem se oculta
    Não se cansa
    Nem se escuta
    É como a velhice
    Vem de fora para dentro
    Mostra sinais
    Vem com o tempo
    E com o sopro de um vento
    Apaga-se
    No silêncio

    Gonzo
     
  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Muito bom, muito bom. Muito bom mesmo.
     
  3. Haleth

    Haleth There's no such a thing as a mere mortal

    Yey! Gostei mesmo disso, homem. "Nâo é branda a brevidade da bravura" foi meu achado da semana. ;)
     
  4. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    Mais um bom poema Gonzo.Gosto da forma que vc dispõe seus versos.:sim:
    "É como a velhice
    Vem de fora para dentro"
    Duro que é mesmo :rofl:
     
  5. Gonzo

    Gonzo Usuário

    Valeu a força Mav, Manu e Ricardo é legal quando o pessoal comenta. :sim:
    Bom saber que a cadência dos meus poemas não incomoda. Eu só consigo escrever se for que como pingos d'água, só mexo na velocidade até onde eles param. As vezes acho que escrevo como criança :rofl:

    Abraços
     
  6. Rodovalho

    Rodovalho Usuário

    Não é branda a brevidade da bravura

    Não fraqueja
    Nem se oculta
    Não se cansa
    Nem se escuta

    É como a velhice
    Vem com o tempo
    De fora para dentro

    E com o sopro de um vento
    Apaga-se
    ...
    No silêncio

    ***

    E aí estão os versos alternativos. Não entendo a regularidade no ritmo de um poema. É questão de pausar na leitura. Acho que vírgulas e pontos deveriam contar na contagem de sílabas.

    O primeiro verso se destaca do resto do poema. Uma boa introdução. As negações seguintes têm um ritmo perfeito. Repetições são rítmicas por natureza. A outra parte, a da velhice, poderia ser introduzida uma diferença de ritmo. Mais ou menos assim:

    "É como a velhice
    Vem de fora pra dentro
    Mostra seus sinais
    Vem ao gosto do tempo"

    Poderia se dizer que é irregular. Mas eu gosto de alternar versos curtos com versos mais longos. É uma diferença de ritmo. Como eu disse, eu gosto de alternar o ritmo durante o poema. É bom pra quebrar a monotonia.

    Os últimos versos são ótimos. Só sabe disso que já assoprou uma vela, a derradeira luz num cômodo. O fogo me lembra a vida. Consumista e frágil. Um sopro desses é quase uma assassinato, ou tiro de misericórdia. Ou só apagar a luz pra dormir melhor. A única coisa que me incomoda é são as rimas repetidas demais no final, esse êncio.

    "É como a velhice
    Vem com o tempo
    De fora para dentro"

    "E com a violência de um sopro
    Extingue-se a chama, cai morto
    no escuro do silêncio"

    E o que vale mesmo é a idéia. Mais que ritmo e rima. É a idéia que mexe com a cabeça. O ritmo só junta quebra-cabeças. Coisa de parnasiano.
     
  7. imported_helen

    imported_helen Usuário

    Parabéns Gonzo, gostei muito!

    E como sempre, o Rodolfo foi preciso em destrinchar minuciosamente o poema!
     
  8. Tayana

    Tayana Usuário

    Mas, às vezes, pode vir de dentro para para...

    Gonzo, muito bom.
     
  9. Haleth

    Haleth There's no such a thing as a mere mortal

    Gonzo, seu poema apareceu num momento interessante do meu contexto.

    Tenho uma "avó emprestada" aqui em Portugal, ela tem 82 anos e recentemente descobriu que tem diabetes. Foi um choque pra ela. Depois dessa descoberta, coincidiu de eu não ter mais oportunidade de visitá-la com frequência.

    Quando a vi essa semana, seu poema pipocou na minha cabeça e consegui entender o porquê dela andar tão triste depois de descobrir a doença. Ela se deu conta de que está velha e seus dias já não serão mais tantos. Isso a arrebentou emocionalmente. Seu poema fez despertar em mim compaixão por ela, no sentido "kunderiano" da coisa, de sentir junto, não o de ter pena. Isso reconfigurou minha postura com ela e me abriu uma nova forma de entender as pessoas idosas.

    Queria agradecer por, através do seu poema, despertar algo tão nobre dentro de mim. =)
     

Compartilhar