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Entretanto, foi assim que aconteceu (Christian Carvalho Cruz)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por Izze., 18 Jul 2011.

  1. Izze.

    Izze. What? o.O

    Um dia desses, um amigo retuitou uma mensagem que dizia mais ou menos assim: “a necessidade de ser criativo está fazendo mal ao jornalismo”. Discordo. Para mim, o que está fazendo mal ao jornalismo é a falta de profissionalismo, prazos apertados, acomodação e, principalmente, a padronização da informação. O jornalismo consumido hoje – sim, notícias são produtos – é baseado na repetição. Todo portal de notícias traz o mesmo conteúdo com a mesma abordagem, e o jornal impresso só repete a notícia que todo mundo já viu, assistiu e ouviu no dia anterior. Para o jornal impresso isso não é nada bom, pois manter-se informado através do papel atualmente significa receber informação atrasada, embora ele ainda garanta mais legitimidade à notícia.

    Christian Carvalho Cruz, jornalista do caderno “Aliás” do Estado de S. Paulo, é um exemplo de como a criatividade – e gosto pela profissão – só tem a contribuir para o jornalismo. O seu trabalho consiste em reavivar no caderno dominical algum assunto que foi pauta no jornal durante a semana e apresentá-lo com um novo olhar: mais original, surpreendente e literário. E ele faz isso muito bem, pois não fala necessariamente daquilo que foi capa do jornal, mas sim de assuntos que não renderam – para outro jornalista e seu editor – nada além de uma notinha em um canto da página. Essas reportagens, que mais parecem crônicas, foram reunidas no livro Entretanto, foi assim que aconteceu: quando a notícia é só o começo de uma boa história, publicado pela Arquipélago Editorial.

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  2. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Sem falar na neura que aparentemente existe, principalmente nos portais da internet (e falo isso como leitora já que não entendo nada do mundo jornalistico) de publicar uma notícia em primeiro lugar.
     
  3. Cantona

    Cantona Tudo é História

    O modo como o caderno Aliás, do Estadão, trata a notícia, principalmente aquela que fecha o caderno, lembra muito as reportagens da antiga revista Realidade, da Editora Abril. A notícia não é jogada, mas há toda uma estória, como se o jornalista/autor desse uma "romanceada" no negócio. O fato acaba ficando mais tempo na nossa cabeça.
    Já faz muitos domingos que li, no Aliás, umas linhas que não esqueci, sobre um garoto que sumiu na floresta amazônica e dias depois encontraram seu corpo, sem vida. Lendo a matéria, já ciente do seu final, fui sendo envolvido pelo texto, mas tão envolvido que cheguei a torcer por um desfecho diferente, não pelo simples desejo cristão e tal, mas por me sentir ligado ao garoto, como se fosse um antigo conhecido ou alguém da família. Ao término, parecia que a perda também era minha.

    Vou colocar esse livro nas próximas leituras, pode ter certeza.
     

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