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Enredo: O que há de tão complicado?

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por AlexB, 8 Set 2011.

  1. AlexB

    AlexB Usuário

    Modernistas tentaram escapar dos grilhões do enredo, o experimentalismo de Stein tentou até abolir o tempo e a causalidade, não funcionou muito bem. Joyce prendeu-se no enredo da Odisséia, comprimiu no tempo do dia, não conseguiu fugir. A própria causalidade implícita em escrever pode implicar na existência inexorável do enredo. Ele não é a estória, é algo que só se pode observar depois da última palavra de um livro, está entremeado no livro, a maneira em que é bordado no texto faz toda diferença.

    Sempre acreditei ser o enredo atribuição simples em um livro, o ingrediente que mais aprecio. Não só em livros, mas filmes e toda forma narrativa. O que faz com que seja tão raro um bom enredo? Roteiristas de seriados milionários são inábeis, depois do último capítulo de “X-files”, nunca mais quis assistir um único episódio por conta do péssimo enredo que desnudou-se no último capítulo da imensa série. O mesmo acontece com o livro, é só no final que podemos apreciar o enredo. Ele pode ser rico sem precisar ser longo, mostram com maestria Checkov e Alice Munro. Tudo no livro contribui para o enredo, o jeito de escrever também é importante, mas não é uma relação direta que se pode perceber ao ler algumas páginas, é imagem a ser montada e completada na finalização da obra.

    O que faz o enredo ser tão difícil que nem os milhões envolvidos em produção de filmes conseguem contornar?

    Abraço,
    Alex
     
  2. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    seria falta d criatividade ou falta de investimento financeiro? ou a básica falta d tempo hábil para se refinar os enredos construídos?

    com a sua pergunta me lembrei do lost, q prometeu mto, poderia ter sido bem melhor e no final + frustrou dq satisfez. eu mesmo q ñ sou roteirista teria elaborado uns 3 finais diferentes, melhores segundo me contam nas rodas d bar.
     
  3. AlexB

    AlexB Usuário

    Nem citei o lost de tão p que fiquei, é a cereja do bolo do péssimo enredo. Aliás, tudo feito pelo JJ Abrams é um lixo, hoje não mais perco tempo em assistir qualquer coisa que ele participa. Não entendo como alguém tão incompetente pode se dar bem na televisão. Vendem roteiros melhores por cinco dólares em qualquer banca de jornal em LA.

    Acho o enredo super importante, será que esta não é uma preocupação coletiva? Falta de tempo ou dinheiro duvido que seja. Criatividade? Existe isto em tv?

    Penso muito nos livros onde os bons enredos também são raros. Sempre que termino de ler um livro fico pensando em quão simples seria melhorar este item.

    Abraço,
    Alex
     
  4. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Todo roteirista deveria frequentar bares antes do grand finale
     
  5. AlexB

    AlexB Usuário

    Acho que eles freqüentam, só estando muito bêbado para deixar esses roteiros passar. Acredito que melhor seria confraternizarem o fim da série com seus fiéis seguidores municiados de bastões de “comemoração”.

    Brincadeiras e bobagens à parte, o enredo é um dos pontos fundamentais e mais desprezados em literatura.

    Abraço,
    Alex
     
  6. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    eu tb tenho essa mesma sensação. por isso me surpreendi com os livros do george martin, as crônicas d gelo e fogo. pelo q li, ele se baseou mto na própria história da inglaterra, nas lutas e guerras dos séculos passados, e conseguiu criar uma ficção tão atrativa para adultos como ñ se via desde tolkien. será q a receita ñ seria começar a partir d algo q já existe e ñ tentar a partir do zero? :think:
     
  7. AlexB

    AlexB Usuário

    Aí estará apenas baseando-se na estória, que pode gerar enredos diferentes. O enredo é a estória entremeada no livro, não a estória em si, por isto não é uma derivação direta, cria no texto ligações invisíveis, formando uma teia que apenas estará completa ao final.

    Preciso arriscar-me a ler estes novos livros do George Martin, li a bom tempo alguns exemplares da série do “Wild Cards” que não destacou-se do pulp que normalmente leio. Comparações com o Tolkien são perigosas, lembro até hoje quando lançaram as Brumas de Avalon, foi feita a mesma analogia, nada pode ser mais falso.

    Abraço,
    Alex
     

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