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ENEIDA (Virgílio)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Calib, 11 Dez 2015.

  1. Calib

    Calib Visitante

    Como nunca abriram um tópico sobre a "Eneida", abro-o eu mesmo. Mas vou no copia-e-cola para evitar a fadiga. :lol:

    Eneida: Epopéia de Virgílio narra a história de Roma

    Da Página 3 Pedagogia & Comunicação13/10/200515h37

    A Eneida é uma epopéia em doze cantos, escrita em versos por Virgílio em seu retiro na Campânia durante os últimos 12 anos de sua vida (30-19 a.C.), ou seja, após o estabelecimento definitivo do principado de Augusto. O poema ficou inacabado. Segundo a tradição, Virgílio teria ordenado sua destruição quando estava prestes a morrer.

    Trata-se de uma epopéia nacional para celebrar a origem e o crescimento do Império romano. Seu fundamento é a lenda segundo a qual Enéas, após a queda de Tróia e longas viagens erráticas, fundou uma colônia troiana no Lácio, a fonte da raça romana. A característica marcante do poema é a concepção da Itália como uma única nação, e da história romana como um todo contínuo desde a fundação da cidade até a expansão completa do Império.

    A grandeza do tema impressionou profundamente o povo romano; o tom elevado e sua apresentação sublimada tornam-se mais salientes graças ao delicado espírito contemplativo do autor, à sua simpatia em relação à humanidade sofredora e à sua sensibilidade diante da natureza.

    Ao compor a "Eneida", Virgílio inspirou-se em muitas fontes, primeiro na "Ilíada" e na "Odisséia", combinando em seu poema as peripécias de uma viagem constante da segunda com as proezas marciais da primeira, e modelando muitos episódios em Homero. Segue-se o resumo do conteúdo da obra:


    Canto 1
    Enéas, que durante os sete anos seguintes à Guerra de Tróia esteve percorrendo o caminho até o Lácio, acaba de partir da Sicília. Juno, ciente de que uma raça originária de Tróia viria ameaçar a sua querida cidade de Cartago, incita Eolos a desencadear uma tempestade sobre a frota troiana. Algumas de suas naus destroçam-se e a frota se dispersa; Netuno, todavia, amaina o mar e Enéas atinge a costa líbia. As naus remanescentes também chegam, e os troianos são recebidos amistosamente por Dido, rainha da recém-fundada Cartago e viúva de Siqueu. Essa rainha havia fugido de Tiro, onde seu marido tinha sido morto por Pigmaleão, rei daquela região e irmão de Dido. Embora Júpiter lhe tivesse revelado o destino futuro de Enéas e de sua raça, Vênus, temerosa do ódio de Juno e dos ardis dos tírios, tem a idéia de inspirar em Dido um grande amor por Enéas.

    Canto 2
    Atendendo a uma solicitação de Dido, Enéas relata a queda de Tróia e os eventos subseqüentes: a construção do Cavalo de Tróia, a insídia de Sínon, a morte de Laocoonte, o incêndio da cidade, a resistência desesperada do próprio Enéas e de seus companheiros, a morte de Príamo e sua própria fuga final por ordem de Vênus; Enéas refere-se ainda à sua partida de Tróia carregando nos ombros seu pai Anquises e levando seu filho Iulo (Ascânio) pela mão, e à perda de sua mulher Creusa, que vinha com ele e cujo espectro lhe revela o destino que o espera.

    Canto 3
    Continuação da narrativa de Enéas: ele e seus companheiros constroem uma frota e partem. Durante a viagem, as naus foram parar na Trácia (onde Enéas ouve a voz de Polidoro, seu parente, vinda de sua tumba), e em Delos. O oráculo délio manda-o procurar a terra de origem da raça troiana. Essa ordem é mal interpretada e os fugitivos tomam o rumo de Creta, de onde são compelidos a afastar-se por causa de uma pestilência. Enéas fica sabendo finalmente que o oráculo se referia à Itália. Enéas segue a sua rota e visita o território dos Ciclopes, na Sicília; seu pai morre em Drêpanon, de onde Enéas navega para a Líbia.

    Canto 4
    Embora presa por um voto de fidelidade perpétua a seu marido morto, Dido confessa a Ana, sua irmã, a paixão que sente por Enéas. Uma tempestade interrompe uma expedição de caça; Dido e Enéas refugiam-se numa gruta e se unem, consumando os desígnios de Juno e Vênus. Os rumores relativos a seu amor chegam aos ouvidos de Jarbas, rei da Mauritânia, cujo palácio ficava próximo; ele fora repelido por Dido e agora dirige uma súplica a Júpiter. Este ordena a Enéas que deixe Cartago. Dido descobre os preparativos de Enéas para a partida e lhe faz um apelo comovente. As desculpas mesquinhas do amante por sua deserção provocam uma resposta fulminante de Dido. Enéias, entretanto, permanece firme em sua decisão, e Dido, aniquilada pela angústia e por visões terrificantes, dirige-lhe um último apelo para que adie a partida. Vendo partir a frota troiana, Dido põe fim à vida, lançando, em seu delírio, maldições sobre Enéas e sua raça.

    Canto 5
    Os troianos voltam à Sicília, desembarcando no território de seu companheiro Acestes. Celebra-se o aniversário da morte de Anquises com sacrifícios e jogos: competições náuticas, corridas a pé, pugilismo, arremesso de dardos e hipismo. Nesse ínterim as mulheres troianas, incitadas por Juno e cansadas de suas longas viagens erráticas, incendeiam as naus. Quatro delas são destruídas, mas uma chuva torrencial extingue o fogo. Por ocasião da partida dos troianos, Palinuro, o piloto, dominado pelo sono, cai ao mar e desaparece.

    Canto 6
    Enéas visita a Sibila de Cumas, que prediz suas guerras no Lácio. Após haver arrancado o Ramo de Ouro, obedecendo a instruções da Sibila, Enéas desce com ela, passando pela gruta de Averno, para o mundo subterrâneo. Ambos chegam ao rio Estige e em sua margem, antes da travessia, vêem os espectros dos mortos privados dos ritos fúnebres. O Ramo de Ouro proporciona a Enéas a permissão de Caronte para atravessar o Estige: vêem-se vários grupos de mortos: crianças, os condenados injustamente, os que morreram de amor (entre estes encontra-se Dido, que ouve em silêncio as desculpas reiteradas de Enéias), e os mortos em guerra. Enéas e a Sibilia aproximam-se da entrada do Tártaro, onde os piores criminosos sofrem tormentos, mas mudam de rumo e dirigem-se ao Elísio, onde os bem-aventurados gozam de uma vida sem cuidados. Lá Enéias encontra o pai e tenta inutilmente abraçá-lo. Anquises mostra a seu filho os homens que no futuro serão ilustres na história romana, desde Rômulo e os primeiros reis até os grandes generais de épocas posteriores, entre os quais está o próprio Augusto. Enéias e a Sibila deixam então o mundo subterrâneo. Esse livro contém os versos memoráveis sobre o destino de Roma, concepção central de todo o poema.

    Canto 7
    Os troianos chegam à foz do Tibre. O nome do rei dessa terra, o Lácio, é Latino. Sua filha chama-se Lavínia. O melhor de seus pretendentes é Turno, rei dos rutúlios, mas seu pai foi alertado por uma divindade a dá-la em casamento a um estrangeiro que chegaria fatalmente lá. A delegação mandada por Enéas é bem acolhida por Latino, que lhe oferece aliança e a mão de sua filha. Juno chama à sua presença a Fúria Alecto, que incita a hostilidade exacerbada de Amata (mãe de Lavínia) e de Turno contra os troianos. O ferimento de um cervo dos rebanhos reais por Ascânio provoca uma desavença; Latino é deposto e as tribos italianas unem-se para expulsar os troianos.

    Canto 8
    Enéas reluta em enfrentar a guerra, mas é encorajado pelo deus do rio Tibre, que lhe manda tentar a aliança com o arcádio Evandro, fundador de uma cidade na colina Palatina, parte da futura Roma. Evandro promete ajuda e insiste numa aliança com os etruscos. Ele conduz Enéas através da cidade e explica a origem dos vários lugares de Roma e seus nomes. A pedido de Vênus, Vulcano forja uma armadura para Enéas. Há uma descrição do escudo, no qual estão gravados vários eventos da história futura de Roma, até a batalha de Ácio.

    Canto 9
    Durante a ausência de Enéas, Turno cerca o acampamento troiano e ateia fogo às naus troianas, mas Netuno as transforma em ninfas marinhas. Niso e Euríalo conseguem atravessar as linhas do inimigo durante a noite para pôr Enéas a par da situação; eles matam alguns inimigos que dormiam embriagados, mas vêem-se envolvidos por uma coluna inimiga e são mortos, enquanto Niso tentava bravamente salvar o seu amigo. Os rutúlios assaltam o acampamento; Ascânio pratica sua primeira proeza marcial; Turno é envolvido na linha de defesa do acampamento, mas escapa mergulhando no rio.

    Canto 10
    Os deuses debatem no Olimpo e Enéas consegue a aliança de Tárcon, rei dos etruscos, e volta para o campo de batalha acompanhado por Palas (filho de Evandro) e Tárcon. Turno enfrenta-os na margem do rio, para evitar a junção das forças troianas. Turno mata Palas em combate, e persegue um fantasma de Enéas imaginado por Juno, sendo levado para sua cidade. Enéas fere Mezêncio, e seu filho Lauso tenta salvá-lo; Enéas mata relutantemente o jovem. Mezêncio conduz habilmente seu destemido cavalo e enfrenta novamente Enéas, mas o cavalo e o cavaleiro são mortos.

    Canto 11
    Enéas celebra a vitória troiana e lamenta a morte de Palas. Acerta-se uma trégua com os latinos. Os chefes italianos debatem. Dances propõe a decisão da luta mediante um combate singular entre Turno e Enéas, e Turno aceita. O debate é interrompido pela notícia de que Enéas e seu exército estão marchando contra a cidade. Segue-se um combate de cavalaria no qual Camila toma a iniciativa. Tárcon desmonta Vênulo de seu cavalo e o leva morto na sela de sua própria montaria. Camila é morta por Árruns, e é vingada por Ópis, mensageiro de Diana.

    Canto 12
    Os latinos desencorajam-se e Turno resolve enfrentar Enéas sozinho. Latino e Amata tentam dissuadi-lo, mas em vão. Faz-se um pacto para o combate singular, porém Juturna, irmã de Turno, provoca os rutúlios e a batalha recomeça. Um combatente desconhecido fere Enéas, mas Vênus cura-o. Vendo a cidade dos latinos desguarnecida, os troianos atacam-na e a incendeiam. Amata suicida-se. Turno volta de sua perseguição a troianos desgarrados e as forças opostas suspendem o combate enquanto ele e Enéas lutam. Enéas fere Turno, e de início pensa em poupá-lo, mas vê em seu corpo os despojos de Palas e inflamado pela cólera mergulha sua espada no peito do inimigo.

    Fonte:
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    Traduções em português atualmente disponíveis no nosso mercado:

    Carlos Alberto Nunes - tradução poética em hexâmetros datílicos
    Editora 34
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    Manuel Odorico Mendes - tradução poética em versos decassílabos
    Ateliê Editorial ou Martin Claret
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    José Victorino Barreto Feio feat. José Maria da Costa e Silva - tradução poética em decassílabos
    Martins Fontes
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    "Em prosa, publicaram-se as traduções de Tassilo Orpheu Spalding, Jaime Bruna e David Jardim Jr." Wikipédia. Devem constar naquelas edições, hoje esgotadas, da Abril Cultural, Cultrix, Ediouro etc. Em sebo se encontram ainda.
     
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  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Estou relendo pela 5ª vez, sei lá, o poema, só que de novo pela tradução do Odorico. Sempre difícil, claro, mas sempre fascinante. Dessa vez vou sem dicionário, saboreando as palavras e os pontos certo modo obscuros do texto. Tenho vontade de ler essa versão do Nunes. Vou ver se procuro a edição antiga. Ou espero a edição de bolso hehe

    Para quem quiser a tradução do Odorico, tem duas edições: da Ateliê e da Unicamp. Eu recomendo essa da Unicamp. Embora as duas editoras tenham unido forças pra publicar as traduções virgilianas do Odorico, no caso da Eneida parece que houve um racha. De todo modo, a edição da Unicamp tem tudo o que a da Ateliê tem (em especial notas explicando termos e construções sintáticas da tradução) e mais: tem o original latino e notas sobre a tradução do Odorico.

    Quando eu chegar do estágio eu posto aqui um blog que começou a compilar resenhas sobre as versões da Eneida disponíveis no Brasil!
    --- Mensagem Dupla Unificada, 11 Dez 2015, Data da Mensagem Original: 11 Dez 2015 ---
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  3. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Vamos lá. Está no blog do Raphael Elaphar:

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    Eu só ratifico que o link que coloquei antes, com a trad do Barreto Feio, é integral.

    A tradução do Lima Leitão você pode ler aqui:
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    Ou, numa edição que englobe toda a obra do Virgílio:
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  4. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Sempre fico :shock: lendo esse Canto...
     
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  5. Calib

    Calib Visitante

    Eneida tem umas descrições de batalhas muito, muito fodas. Eu que li na versão em prosa do Tássilo Orpheu Spalding já me abri pro Virgílio, imagina em versos competentes como esses que espetáculo que não deve ser! Virgílio tinha que ser leitura obrigatória para escritores de fantasia que pretendem descrever combates.

    E nesse ponto deixa até o Homero pra trás.
     
    Última edição por um moderador: 14 Dez 2015
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  6. Elaphar

    Elaphar Usuário

    Nossa, encontraste a tradução do Barreto Feio e do Costa e Silva?... Muito obrigado... Vou lê-la para poder comentar sobre ela antes do comentário da versão do Carlos Alberto Nunes, que já deveria ter feito.
    --- Mensagem Dupla Unificada, 4 Jan 2016 ---
    Os 2 volumes da Eneida de João Franco Barreto podem ser encontrados aqui:
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  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Ano passado saiu pela Faber a tradução do Heaney pro Canto VI. Notícia no site da editora:
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    Há quem aponte que alguns poemas do último livro dele (a sequência Route 110 e The Riverbank Field) se comunicam com essa passagem da Eneida. Não consegui achar um trecho pra postar (da tradução).
     
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  8. Spartaco

    Spartaco James West

    Estou querendo adquirir a Eneida e, assim, pediria aos amigos foristas que me indicassem a melhor tradução desta obra; estou entre Carlos Alberto Nunes (Editora 34) e Odorico Mendes (Martin Claret).

    O que recomendam?
     
  9. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Odorico Mendes é hard, Spartaco. Muito hard. Ninguém consegue ler a tradução do Odorico sem notas. E muitas notas. Nós temos edições que conseguem dá-las ao leitor (até mesmo a da Martin Claret faz isso; a exceção são as antigonas, por exemplo da Jackson, que popularizou a tradução do Odorico), mas, mesmo assim, mesmo com tantas notas, você ainda vai ter dificuldade e, se brincar, vai até se estafar do texto. A não ser que você o leia pelo mistério que palavras desconhecidas e o ritmo poético são capazes de suscitar. E nesse sentido o texto do Odorico é muito bonito: você sente a poesia de uma maneira única fluir naqueles versos.

    A do Nunes eu não conheço, mas, qualé, é o Nunes. Verso grandão, menos concisão, mais fluência. O que não quer dizer um resultado poeticamente menor: basta ler em voz alta.

    Então eu recomendo essa do Nunes mesmo! Ou então, caso você queira um meio termo interessante, a Martins Fontes possui uma tradução do José Victorino Barreto Feio (o José Maria da Costa e Silva traduziu só os dois últimos cantos). É uma tradução que eu descobri recentemente e gostei bastante. Achei ela bem bonita. Pode, dependendo do valor, ser uma opção mais barata que a edição da 34 com tradução do Nunes!
     
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  10. Calib

    Calib Visitante

    Eu indicaria, mesmo ainda sem ter lido, a do Nunes, ou a do Feio.
    Na real, Eneida é bom até em prosa. Se quiser pegar uma edição velhona numa biblioteca, tipo a do Tassilo Orpheu Spalding ou outra, é de boa também rsrs.
     
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  11. Joe the Lion

    Joe the Lion Usuário

    Eu tenho a edição da 34. Ainda não li, mas é muito boa. MUITAS notas de rodapé. também é bilingue. Mas essa edição da 34 é mais cara mesmo. Comento aqui depois de ler
     
  12. Reverendo

    Reverendo Usuário

    Enéas é uma personagem particularmente simpática, e se destaca como figura mais humana, especialmente quando comparado com o estourado Aquiles e o pra lá de canalha Ulisses.
     
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