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Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson: os multimilionários que disputam a nova corrida espacial

Fúria da cidade

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Jeff Bezos, Richard Branson e Elon Musk fizeram fortuna em outros ramos, como a indústria da música e a internet, e querem ser os primeiros a mandar turistas ao espaço Imagem: Getty Images


A nova corrida espacial - ou NewSpace, como é conhecida - reúne um número cada vez maior de empresários que tentam comercializar viagens para fora do planeta nos próximos anos. Entre eles estão os multimilionários Elon Musk, à frente da Tesla e da SpaceX, Jeff Bezos, da Amazon, e Richard Branson, fundador do grupo Virgin.

Todos eles fizeram fortuna em outros setores, mas desafiam as empresas já estabelecidas na indústria espacial. Impulsionados por uma rivalidade intensa, eles falam em desenvolver o turismo espacial e os assentamentos permanentes na Lua e até mesmo em Marte - algo que seria muito difícil de conseguir em pouco tempo, segundo críticos.

Esses "milionários espaciais", no entanto, também estão preenchendo o enorme vazio que os governos deixaram ao reduzir o financiamento das missões espaciais.

Como resultado, empresas como a SpaceX, de Musk, e a Blue Origin, de Bezos, estão se tornando uma parte cada vez mais lucrativa da corrida espacial militar, na qual os Estados Unidos, apesar de corte de recursos para a Nasa, a agência espacial americana, querem se contrapor às ambições da China e da Rússia.

De acordo com alguns cálculos, o valor da indústria espacial deve chegar a US$ 1 bilhão em 2040.
Mas o que essas empresas esperam conseguir e como elas tentam ganhar dinheiro para transformar radicalmente o futuro? E quem são os homens por trás delas?

Jeff Bezos: Blue Origin


O fundador da Amazon, Jeff Bezos, considerado o homem mais rico do mundo, foi um dos primeiros multimilionários a entrar na corrida espacial comercial, fundando a empresa Blue Origin, em 2000.
Em comparação com suas rivais da indústria, a empresa tem uma reputação de ser mais cautelosa com suas atividades. No entanto, o negócio de Bezos sofreu revezes após vários lançamentos fracassados e problemas com seus motores BE-4.

Desde 2016, o multimilionário vendeu US$ 1 bilhão de suas ações da Amazon a cada ano para poder manter a Blue Origin em operação.

Assim como a rival SpaceX, a empresa quer reduzir o custo das viagens espaciais produzindo foguetes reutilizáveis. No passado, os foguetes eram descartados após um lançamento.

Há três anos, a empresa de Bezos se tornou a primeira a aterrissar um foguete com sucesso. O mesmo foguete, New Shepherd, conseguiu aterrissar em cinco ocasiões diferentes, mas o rival Elon Musk atacou Bezos nas redes sociais, dizendo que os voos foram apenas suborbitais - voos que cruzam a atmosfera, mas se mantém em uma atitude de cerca de 100 km acima do nível do mar.

Recentemente, a Blue Origin tem conseguido assinar contratos lucrativos com o governo dos Estados Unidos e recentemente obteve certificados nacionais de segurança.

No início do ano, a empresa foi eleita pela Força Aérea dos EUA, juntamente com a Northrop Grumman e a United Launch Alliance, para desenvolver novos foguetes que possam ser usados em lançamentos militares.

Cada empresa receberá US$ 109 milhões por esses acordos. Bezos está preparando o envio de "turistas espaciais" em um voo suborbital.

A Blue Origin afirma que começará a vender passagens no ano que vem e que elas custariam cerca de US$ 300 mil por pessoa.

Bezos ainda pretende formar, no futuro, uma sociedade com a Nasa para testar a possibilidade de assentamentos humanos permanentes na Lua.

Elon Musk: Space X


O empresário Elon Musk, nascido na África do Sul, abriu a SpaceX em 2002 com US$ 100 milhões procedentes da fortuna que ganhou com a empresa de serviços financeiros online PayPal, da qual foi um dos fundadores.

A empresa já lançou quase 70 foguetes e obteve contratos com a Nasa, com a Força Aérea dos EUA e com a agência espacial argentina para colocar satélites em órbita e ajudar a reabastecer a Estação Espacial Internacional.

No entanto, Musk também sofreu reveses ao longo do caminho. Vários lançamentos da empresa resultaram na explosão dos foguetes e em cargas perdidas - incluindo o lançamento de um satélite espião das Forças Armadas americanas.

Mas o multimilionário é conhecido por seus truques publicitários para descartar seus fracassos e enfatizar os sucessos.

No ano passado, ele compartilhou nas redes sociais uma gravação de lançamentos e aterrissagens de foguetes que deram errado, que ele chamava de "filmagens de explosões épicas".

A SpaceX também lançou um carro Tesla no espaço como parte de seu projeto do foguete Falcon Heavy.
Assim como a Blue Origin, Musk planeja um dia enviar pessoas ao espaço em voos comerciais. No início deste ano, ele anunciou que o primeiro turista da ir para a Lua pela SpaceX seria o milionário japonês Yusaku Maezawa.

Contudo, o objetivo final da SpaceX é enviar voos tripulados a Marte e eventualmente colonizar o planeta vermelho.

"Eu quero morrer em Marte, mas não em um acidente", disse Musk.

Richard Branson: Virgin Galactic


O magnata britânico Richard Branson, um dos membros mais novos do grupo NewSpace, é o fundador do grupo Virgin, que começou com lojas de música e chegou até a empresa Virgin Galactic.

Mas, enquanto seus rivais querem viajar ao espaço profundo, Branson está focado em desenvolver "aviões espaciais" reutilizáveis para levar turistas e transportar carga em trajetos curtos pelo espaço suborbital.

A Virgin Galactic ainda não fez voos definitivos, mas já começou a vender passagens por US$ 250 mil. Celebridades como o cantor pop Justin Bieber já disseram ter interesse.

Ele também está atraindo investimentos importantes, por exemplo, do fundo de riqueza soberana dos Emirados Árabes Unidos.

A empresa chamou a atenção em 2014, depois que um de seus veículos explodiu durante um voo de teste na Califórnia, matando um piloto e ferindo outro.

Isso causou um revés significativo em seu objetivo inicial de tornar-se a primeira empresa a enviar turistas ao espaço.

Desde então, a Virgin Galactic completou diversos voos de teste e, no início deste mês, Branson afirmou que estará no espaço "dentro de semanas, e não meses".

https://economia.uol.com.br/noticia...rios-que-disputam-a-nova-corrida-espacial.htm

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O que eles fazem ainda é visto como extremamente exótico pra muitos, mas vai que uma investida deles que pode ser mais ousada do que a própria NASA um dia dê certo? Serão pioneiros absolutos num novo segmento muito promissor como dizia o @Amadenaro Grandrago
 

Fúria da cidade

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Musk deve se dedicar cada vez mais ao espaço e menos aos carros elétricos

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Dificuldades recentes da Tesla indicam que SpaceX é a empresa de Musk melhor posicionada para o futuro Imagem: Mike Blake/Reuters

Elon Musk talvez seja o maior popstar da atualidade na tecnologia - Mark Zuckerberg e Jeff Bezos que nos desculpem. É dele que partem as iniciativas mais cool, sugestões mirabolantes e potencialmente revolucionárias, como as viagens para Marte e o conceito Hyperloop, as cápsulas de transporte em alta velocidade.

À parte da imagem, existe o empresário que dá dor de cabeça a investidores. 2018 não foi um bom ano: Musk se envolveu em confusões oriundas do Twitter.

O executivo-chefe da Tesla e da SpaceX soltou na rede social que tinha os fundos para comprar as ações da montadora de carros e tirar a empresa da Bolsa (acabou processado e perdendo o posto de presidente-executivo da Tesla).

Isso sem falar da briga com mergulhadores que resgataram os meninos presos em uma caverna na Tailândia e do vídeo em que aparece fumando maconha no meio de uma entrevista. Na ocasião, as ações da Tesla despencaram e a Nasa, cliente da SpaceX, não ficou nada satisfeita, tanto é que o executivo prometeu não fumar mais em público.

Problemas com a Tesla

Musk continua bem de grana - é o 40º mais rico do mundo -, mas a Tesla, pioneira na produção de carros elétricos, vive uma encruzilhada. Desde o tuíte polêmico, tiveram batalhas públicas com os órgãos reguladores, ações judiciais por problemas de segurança, demissões e a ameaça de fechar a maioria das lojas para reduzir o preço dos carros.

"Os carros elétricos da Tesla eram o ponto original de diferenciação da empresa, mas isso foi quase completamente corroído pelas fabricantes de carros consagradas", afirma Bill Ray, diretor e analista sênior de pesquisas do Gartner.

A empresa chefiada por Musk tem produtos altamente tecnológicos e seu Model 3 é o carro elétrico mais vendido do mundo, mas ela vem tendo dificuldades para atender metas de produção e a demanda de seus consumidores. O risco é que a concorrência, outrora defasada em recursos, está cada vez mais próxima e tem uma diferença crucial: a comprovada capacidade de produção em massa.

"As montadoras tradicionais têm a capacidade de recuperar o atraso graças à capacidade de investir e ao seu sólido histórico em gerenciamento de produtos", destacou a empresa de classificação de risco Fitch quando o Model Y foi apresentado.

Lançado em meados de março, o SUV Model Y é o modelo da Tesla na faixa dos US$ 30 mil (US$ 39 mil na verdade), que vem para enfrentar a concorrência de montadoras europeias, mas só deve chegar em 2021. Musk prometeu uma produção mais barata e eficiente do Model Y. A empresa tem desfrutado de pouca concorrência até o momento para seus sedãs, mas a competição por SUVs elétricos está esquentando. E o carro da Tesla deve chegar depois de seus concorrentes.

É a segunda vez que a Tesla frustra as expectativas ao anunciar um carro de menor preço que ainda não está pronto para ser produzido em grande escala. O primeiro foi o sedã Model X, cuja versão de US$ 35 mil (R$ 134,2 mil) só chegou às concessionárias no mês passado.

Além disso, sua estimativa de produção é menor do que a dos concorrentes. Para tentar resolver essa limitação produtiva, a empresa planeja sua primeira fábrica fora dos Estados Unidos. Adivinha onde? Na China, onde serão fabricadas as versões mais baratas do Model 3 e Model Y apenas para o mercado local - os carros mais caros seguirão em produção somente nos EUA. O anúncio foi feito em um momento complicado, logo após o mercado de carros chinês ter sua primeira regressão em pelo menos 20 décadas, segundo registro da Bloomberg.

Mesmo assim a estimativa é de comercialização de 200 mil unidades do Model Y por ano. O volume não é suficiente para fazer a Tesla ter boa margem de lucro, ainda mais após a redução de incentivos fiscais do governo americano. A quantidade de carros vendidos foi mais uma das polêmicas recentes de Musk.

Ele disse no Twitter que a Tesla fabricaria 500 mil veículos em 2019, mas quatro horas depois esclareceu que seriam 400 mil. A correção veio porque o número maior do que o esperado poderia elevar o valor das ações da empresa na bolsa com base em dados errados.

Outro fator que diminui a vantagem da Tesla é a direção autônoma dos carros, a empresa saiu na frente, mas acabou alcançada por outros concorrentes.

Sem um salto para direção completamente autônoma, haverá pouco para diferenciar a Tesla de marcas mais consagradas
Bill Ray, do Gartner
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Foguetes da SpaceX servem a dois segmentos distintos do mercado espacial Imagem: Terry Renna/AP


Espaço, a fronteira pouco explorada
A concorrência está ficando pesada nas ruas e rodovias, mas Musk tem na SpaceX uma alternativa espacial aos seus carros modernos. Ao contrário de um mercado cheio de empresas enormes estabelecidas, onde a Tesla era a estranha tentando cavar um espaço no meio, existem poucas companhias privadas ou até públicas no ramo aeroespacial.

Em vez de Audi, Jaguar, Ford, Toyota, Hyundai e muitas outras, a briga para lançamentos de foguetes "pesados" é restrita entre a United Launch Alliance, uma joint venture da Boeing com a Lockheed Martin, e a estatal russa Roscosmos State Corporation. A produção de equipamentos capazes levar cargas pesadas, que vão desde pessoas e suprimentos até estações espaciais, é um filão específico desse mercado de clientes bem seletos, como o governo dos Estados Unidos.

A SpaceX está bem posicionada nesse ramo, tendo completado com sucesso a missão teste da cápsula Crew Dragon, que se acoplou na Estação Espacial Internacional (ISS) no último dia 3 de março.

"O governo dos EUA dividiu seus contratos entre a SpaceX e a United Launch Alliance, e certamente tentará evitar a Roscosmos", explica Ray. Com um cliente desse tamanho, a empresa de Musk tem uma graninha garantida com seus serviços, mas só se mantiver padrões elevadíssimos de qualidade.

Isso se aplica tanto a essas operações consideradas como "pesadas" quando às "leves", que envolvem o lançamento de satélites para a órbita terrestre baixa - de 80 a 2 mil quilômetros de distância da Terra. Este é o outro setor do mercado aeroespacial em que a SpaceX atua, dessa vez com mais concorrentes.

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Empreendedor vida louca ou gênio incompreendido: quem é Elon Musk?


Você pode até pensar que a Blue Origin, de Jeff Bezos, e a Virgin Galactic, de Richard Branson, são adversários no ramo, mas as ambições das empresas da dupla de bilionários não chegam a tudo isso. Por enquanto, ambas não buscaram atingir a chamada velocidade orbital, cerca de 7,8 km/s, o que significa que seus veículos não podem chegar às mesmas distâncias que os da SpaceX e outras concorrentes.

Neste setor "leve", a SpaceX tem um projeto elaborado em curso chamado StarLink. Ele constitui na formação de uma "constelação de satélites", que implicará no lançamento de 12 mil dispositivos à órbita até meados dos anos 2020. Os equipamentos na órbita da Terra servirão como uma rede de banda larga global.

"Nos lançamentos 'leves', a SpaceX está mirando um mercado que está em desenvolvimento e ainda precisa se provar viável comercialmente, mas tem a si mesma, sob a marca StarLink como um cliente garantido", diz Ray.

Em ambos os subsetores, a empresa de Elon Musk tem um posicionamento firme que tende a não ser contestado, afinal não é qualquer empresa que vai começar a fabricar foguetes e mandar humanos para a ISS. Mesmo no ramo do lançamento de satélites, onde há mais disputas, a situação é muito mais confortável do que a da Tesla em meio a diversas grandes empresas do mercado automobilístico.

Se a SpaceX mantiver a confiabilidade e baixos preços, haverá pouca oportunidade para competidores ganharem parcelas do mercado
Bill Ray, do Gartner

E é aí que está a diferença que mostra que o futuro dos negócios de Musk está mais para fora do planeta do que no chão dele. Isso, se não houver nenhum acidente. Como qualquer um pode imaginar, a explosão de um foguete com um satélite acoplado seria um desastre em todos os sentidos, desde a reputação da empresa até os cofres dela.
 

Fúria da cidade

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Por que a nova decolagem do foguete de Musk pode mudar a corrida espacial

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Falcon Heavy, o foguete peso-pesado da SpaceX


Resumo da notícia
  • Falcon Heavy, foguete da SpaceX, vai fazer sua segunda decolagem
  • O lançamento de um satélite de telecomunicação é sua 1ª operação comercial
  • No primeiro voo, ele levou o carro de Elon Musk para o espaço
  • Se a missão der certo, pode inaugurar um novo capítulo da corrida espacial

Você deve se lembrar de quando a SpaceX, empresa espacial de Elon Musk, mandou o carro do executivo para o espaço, certo? Aquilo era apenas uma demonstração de que os foguetes Falcon Heavy funcionavam. A primeira decolagem comercial para valer ocorre nesta quarta-feira (10) e, se tudo der certo, pode mudar a corrida espacial.

Os foguetes vão transportar um satélite de telecomunicações que atenderá África, Europa e Oriente Médio. Mas não é isso que o torna tão notável. Eles podem transportar equipamentos bastante pesados, como estações espaciais inteiras, a um custo que chega a um quinto do que é gasto atualmente. Parte da economia ocorre porque os propulsores não são totalmente descartados durante o voo, como ocorre geralmente: eles pousam para serem usados em novas decolagens.

Como é o foguete?

Para entender qual o impacto do lançamento desta quarta, é preciso antes conhecer a estrela do dia: o Falcon Heavy. O foguete carrega cargas "pesadas" como poucos no mundo.

  • Com 70 metros de altura, é composto por três partes. Na ponta, há o compartimento que abriga a carga a ser levada para o espaço.
  • Logo abaixo, no segundo estágio, há um motor que impulsionará o restante da nave para a órbita desejada. Esse motor é importante porque todo o primeiro estágio do foguete é descartado pouco tempo após a decolagem.
  • O primeiro estágio é composto por três núcleos, cada um formado por nove motores propulsores - são 27 ao todo. Juntos, eles são bastante poderosos: geram 22,8 milhões de Newtons como força de impulso. Como geralmente ocorre em lançamentos espaciais, esses três núcleos se desprendem do restante do foguete. Mas, diferentemente dos outros, eles não se perdem. Pousam usando os próprios motores. Com isso, a SpaceX economiza milhões de dólares a cada voo.

O que ele vai levar?


Esta é apenas a segunda missão do Falcon Heavy. Quando comparada a ela, a primeira decolagem, realizada em fevereiro do ano passado, foi só um aquecimento. Isso porque todos os elementos envolvidos neste lançamento exigem maior cuidado. A começar pela carga.

Pouco mais de um ano atrás, o Falcon Heavy chamou mais atenção pela excentricidade do que estava sendo levado para o espaço do que para a importância da carga. Musk foi mais Musk do que nunca e jogou para a torcida: mandou para as alturas seu carro Tesla Roadster, pilotado por um manequim apelidado de Starman.

Desta vez, há muito mais em risco. Os foguetes irão transportar o satélite Arabsat 6A, feito pela Lockheed Martin, para a Arabsat, uma empresa da Arábia Saudita. O equipamento de telecomunicação vai ser usado para levar internet, telefonia celular e TV por assinatura a três continentes. Talvez por isso, o poder de propulsão envolvido neste lançamento será consideravelmente maior. "O impulso máximo de 2.550 toneladas será quase 10% maior do que a missão teste do Falcon Heavy no ano passado", afirmou Elon Musk.

Por que o lançamento pode mudar a corrida espacial?

Mandar qualquer coisa para o espaço é uma tarefa difícil. A complexidade cresce significantemente conforme aumenta o peso da carga. A lógica desses voos é mesma daquela usada para transportar cargas menores, mas o poder de propulsão exigido aumenta exponencialmente.

Ao passo que enviar grandes equipamentos ao espaço é um desafio gigantesco, o transporte de cargas pequenas e médias passou a ser uma empreitada cada vez menos complicada e mais barata devido ao surgimento de novas tecnologias. Uma delas é o Electron. Desenvolvido pela empresa Rocket Lab, ele é um sistema de lançamento descartável a um custo de US$ 6 milhões - uma pechincha em se tratando de voos espaciais.

A própria SpaceX inovou ao criar os foguetes reaproveitáveis. Até agora, a empresa de Musk usou a estratégia de usar motores novamente só para lançamentos menores, com o Falcon 9, que equivale a apenas um dos núcleos do Falcon Heavy.

Essa onda de inovação espacial fez com que colocar em órbita equipamentos leves ficasse tão acessível a ponto de até startups se aventurarem nesse segmento. Quando a história é levar carregamentos pesados, porém, somente empresas gigantes estão aptas para a missão. Uma delas é a SpaceX, que disputa mercado com outras duas, a United Launch Alliance (ULA), uma joint venture entre Boeing e Lockheed Martin, e a estatal russa Roscosmos State Corporation.

O governo dos EUA dividiu seus contratos entre a SpaceX e a ULA, e certamente tentará evitar a Roscosmos

Bill Ray, analista da consultoria Gartner


A empresa de Musk, por exemplo, já fechou o lançamento de um satélite do Comando Espacial da Força Aérea como parte de um contrato avaliado em US$ 160 milhões.

Só que as técnicas de reutilização de foguetes criadas pela SpaceX dão uma tremenda vantagem ao Falcon Heavy: enquanto um lançamento dele custa entre US$ 90 milhões e US$ 150 milhões, a decolagem do Delta 4, foguete da ULA, não sai por menos de US$ 350 milhões. O plano é reutilizar o Falcon Heavy em até 10 viagens.

A empresa de Musk já possui contratos com a Nasa, mas a ideia é ampliar a parceria. Estão nos planos da agência espacial norte-americana fazer viagens exploratórias a Marte e retornar à Lua nos próximos anos. E, como apenas foguetes peso pesado darão conta dessas missões, a SpaceX pode ser uma das potenciais parceiras.

Rumo a Plutão?

Até hoje, o mais potente dessa categoria a decolar foi o Saturn V, da Nasa. Em 1973, ele colocou em órbita a estação espacial Skylab, que pesava 130 toneladas (o equivalente a 10 ônibus escolares).

O Falcon Heavy não chega a tanto. Carrega até 63,8 toneladas. Como o satélite Arabsat 6A pesa apenas 5,8 toneladas, não precisará colocar todo seu poder em ação.

Mas a SpaceX usa essa capacidade toda para sinalizar à Nasa que está pronta para voar mais alto. A empresa já até calcula que, caso a missão fosse rumo ao planeta vermelho, conseguiria transportar 16,8 toneladas. E, como quem não quer nada, a firma presidida por Musk avisa que poderia carregar 3,5 toneladas até Plutão.
 

dermeister

Ent cara-de-pau
Eu tenho que ser aquele chato para lembrar da baita diferença de escopo entre voos orbitais e sub-orbitais, ainda mais quando aproveitam que a definição de "espaço" dos EUA fica abaixo da linha da Kárman, mas ao menos agora tem essa tirinha para deixar o trabalho menos carrancudo:

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Por outro lado, não tem como não babar pela lindeza que é a VSS manobrando no apogeu com um extra para o fato de as câmeras da cauda pegarem aqueles desenhos com a evolução do evolução do voo. Quem curte The Expanse certamente notou a mesma decoração na Razorback, mas com a VSS em um dos pontos intermediários:

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(catei a imagem dessa thread do Reddit)
 

Fúria da cidade

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Com certeza o que esse bilionários estão explorando ainda é pequeno em termos de distância, mas ao menos eles começaram e ousaram.
 

Omykron

far above
Eu tenho que ser aquele chato para lembrar da baita diferença de escopo entre voos orbitais e sub-orbitais, ainda mais quando aproveitam que a definição de "espaço" dos EUA fica abaixo da linha da Kárman, mas ao menos agora tem essa tirinha para deixar o trabalho menos carrancudo:
sem contar que aquilo, voo sub-orbital e orbital você tem de lidar com força G de subida E de reentrada, além dos desafios da própria reentrada.

esses voos de passeio de 5 minutos acima da linha de Karman é só para rico tirar onda mesmo. fazer voo sub-orbital ou orbital outra brincadeira, e é por isso que o Musk ta é rindo do Bezzos e do Bransom.
 

Omykron

far above
Ao menos o Musk tem um trabalho que faz a NASA olhar com atenção. Os outros dois ainda estão passeando.
Sendo bem simplista, hoje a SpaceX é a pedra fundamental no programa espacial americano.
Sem eles é depender da ESA lançando da Guiana ou da Roscosmos no Cazaquistão. Isso sem contar o tempo entre lançamentos ser bem baixo (mas ainda não menos incrivel eles recuperando o Booster)
 

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