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Elizabeth Bishop

Tópico em 'Autores Estrangeiros' iniciado por Ana Lovejoy, 12 Abr 2006.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Não sei quantos aqui conhecem ou gostam do trabalho dessa figura, mas eu sou uma apaixonada hehe. O mais bacana sobre o trabalho dela é que embora ela seja estrangeira (norte-americana, se eu não me engano), ela viveu muitos anos aqui no Brasil, então escreveu bastante coisa sobre as coisas daqui, mas com a visão de um estrangeiro.

    E olha, ela mandava bem pra caramba, tanto que chegou a compor
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    lindos (o que é relativamente difícil, porque o poeta acaba se preocupando mais com a forma do que com o sentido do poema em si).

    Além disso, tem outra coisa legal sobre a Bishop: ela fez traduções de escritores brasileiros para o Inglês, incluindo a Clarice Lispector que tanta gente aqui do fórum odeia :dente: Ela traduziu Drummond também, olha só como ficou o famoso poema da pedra:

    E já que estamos falando da Bishop, e não do Drummond, um link para uma das minhas poesias preferidas dela, chamada "Pink Dog" (com tradução hehe):
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    Ela é foda :grinlove:
     
  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Elizabeth Bishop.

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    ELIZABETH BISHOP (1911-1979)


    Em linhas gerais, Elizabeth Bishop, considerada uma das maiores poetisas do século XX, passou um tempo considerável no Brasil (
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    ), no que traduziu e se permeou de nossa cultura ao longo de sua obra. O resto, isto é, tudo, posto a seguir, remetendo-lhes a sites e livros que poderão dar informações muito mais completas que a minha (ou à que eu poderia produzir), pois, de resto e ironicamente, e graças a Deus (ele é brasileiro, afinal), encontrar uma biografia da Bishop sucinta no Brasil é uma coisa realmente difícil.



    BIOGRAFIAS NA INTERNET:




    BIOGRAFIAS EM LIVROS:



    LIVROS:





    POEMAS DA AUTORA NA INTERNET:




    DIVERSOS:




    RESENHAS:




    ANÁLISES:

     
    Última edição: 15 Jun 2014
    • Ótimo Ótimo x 2
  3. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Tá, vou dar minha opinião: Elizabeth Bishop é, sem dúvidas, uma das minhas melhores leituras desse ano. A obra dela é muito gostosa de ler, visto que ela tem uma perícia técnica admirável, muito provavelmente fruto do trabalho meticuloso que ela tinha antes de escrever um poema.

    Estou lendo as cartas dela e estou terminando o "Poemas Escolhidos" com tradução do Britto (os dois, na verdade, tem tradução dele). As cartas são bem gostosas de ler; achei que a edição ficou bem agradável, apesar de ter cerca de 800 páginas. O final é bem legal também, onde ela dá uma opinião, por exemplo, sobre o Machado de Assis e seu Brás Cubas: ela disse que leu a tradução Epitaph for a Small Winner e disse que a tradução ficou ruim e que, de modo geral, não havia gostado do livro, apesar de reconhecer que o Machado era a coisa mais refinada das nossas letras.

    Da Clarice Lispector ela disse que gostava dos contos (tanto que traduziu 4, salvo engano), mas que não gostava de seus romances e de seus ensaios. Provavelmente porque ela queria publicar as traduções dos contos da Clarice e a Clarice simplesmente desapareceu; aí isso deve ter deixado-a um pouco irritada. O Manuel Bandeira ela se refere como sendo "o poeta do modernismo brasileiro"; o João Cabral ela diz que é muito bom também, mas não me lembro de nenhuma denominação especial pra ele. O Drummond ela diz que é seu poeta preferido, e ressalta a sequidão de sua obra. E, por fim, tem o Vinicius, mas não achei muitas referências a ele na obra... Vou pesquisar depois no Índice Onomástico. Mas, num link que coloquei duma entrevista com o Britto, corre a boca miúda que ela ficou uma noite com o poetinha... :hanhan: (se bem que acho que até eu ficava com ele)

    Mas de todo modo, só sei que a tradução dela do "Soneto de Intimidade" parece que ficou melhor que o original:

    Agora sobre os poemas... Ah, aí é lindeza demais, né? Por exemplos, versos como:

    São magníficos. Isso pra não falar naqueloutros de uma simplicidade elegante:

    E a tradução do Britto é também magnífica (acho que não tem como não ser). Não entro nem tanto num quesito técnico ou estrutural; falo simplesmente do fato de que ele conseguiu pegar poemas que funcionam muitíssimo bem em língua inglesa e os colocou para funcionar também muitíssimo bem em língua portuguesa. E isso, é claro, com todo aquele quesito de credibilidade dele ser um tradutor renomado, e com louvor, e de ser um poeta que, pondo de lado a avaliação qualitativa da obra em-si, possui um manejo consciente e impressionantemente lúcido de seu arsenal (a métrica, a sonoridade, a rima etc).

    Então recomendo demais as duas edições: tanto a das cartas quanto a dos Poemas Escolhidos. Essa última, inclusive, achei bem engraçado que a Cia das Letras colocou a logo do barquinho na capa, o que ficou irônico quando a gente lê um poema como "O Iceberg Imaginário"...
     
  4. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

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    : "Acompanhando em 1958 visita do escritor britânico Aldous Huxley (1894-1963), Elizabeth Bishop (1911-79) foi a Brasília, então em construção, e conheceu índios em MT. O relato "Uma Nova Capital, Aldous Huxley e Alguns Índios", do qual se extraiu este trecho, está no volume "Prosa", que a Companhia das Letras neste mês."
     
  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Mais uma tradução pro OneArt, feita pelo André Vallias (famoso por suas traduções de Heine):

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    No facebook do Nelson Ascher, tradução para um poema da Bishop inédito em português,

    O original:

     
    • Ótimo Ótimo x 1
  6. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

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