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[Eleições 2018] Em quem você pretende votar para Presidente?

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Eriadan, 13 Set 2017.

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Em quem você pretende votar para Presidente da República em 2018?

  1. Álvaro Dias

    0 voto(s)
    0,0%
  2. Ciro Gomes

    28,3%
  3. Geraldo Alckmin

    2,2%
  4. Jair Bolsonaro

    10,9%
  5. João Dória

    10,9%
  6. Lula

    19,6%
  7. Marina Silva

    4,3%
  8. Ronaldo Caiado

    0 voto(s)
    0,0%
  9. Outro (informar no post)

    6,5%
  10. Nulo/Não votarei

    17,4%
  1. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Lembrando que o campo bolsominion usa a palavra "oprimir" de forma irônica, fazendo chacota do campo progressista, já que, não visão deles, um esquerdista encara qualquer relação de poder, qualquer piadinha, qualquer pauta anti-esquerdista como "opressão".

    E não, não duvido que, na vibe dessa turma, o termo possa retomar seu sentido literal.
     
  2. Eriadan

    Eriadan Oromë Aldaron Usuário Premium

    Xará, você está errado sob dois aspectos.

    Primeiro, não tem como dissociar o Direito da sua imputação de "bandido" quando você mesmo está partindo de uma sentença judicial para afirmar isso. Acontece que uma decisão proferida por juiz singular, em 1º grau, ainda não tem nenhum efeito condenatório, e pode ser totalmente revertida por uma decisão colegiada. Isso é basilar do princípio universal da presunção de inocência. Ou seja: você está tão certo em considerar Lula bandido quanto outras pessoas estão em não considerá-lo, porque ninguém está respaldado na conclusão do Judiciário, mas em sensos puramente pessoais.

    A propósito, é por isso que eu ainda vou na contramão sobre o fim do foro "privilegiado". Ponho todas as aspas nessa palavra porque, em tese, não existe absolutamente nenhum privilégio em ter como primeiro julgador o órgão que seria recursal, porque os contemplados perdem, com isso, o direito ao duplo grau de jurisdição: a sentença proferida pelo Supremo não pode ser revista por outro órgão jurisdicional. O problema mesmo está nas distorções: a lerdeza imperdoável do STF e a indicação política dos ministros, o que eu acho uma excrescência - mas é isso que se deveria combater. O foro "privilegiado", em si - isto é, a previsão constitucional de que determinados ocupantes de cargo político não sejam julgados por juiz de 1º instância -, faz todo o sentido, na minha opinião: é uma proteção contra eventuais perseguições políticas (juízes singulares são muito mais facilmente corrompidos que um tribunal) ou contra a influência da própria visão política do magistrado (a decisão colegiada dilui esse risco). Assim, se extinguirmos esse instituto, o único efeito será um julgamento inicial altamente passível de tendenciosidade e que vai continuar demandando a análise de um tribunal. @Mellime @Mercúcio @Caio Alves, até gostaria de saber o que pensam sobre.

    Digressões à parte, ainda que Lula seja de fato criminoso, acho que você comete outro erro muito grave ao partir de uma opinião sua - qual é o caráter mais importante de um candidato - para formular um juízo igualmente negativo dos seus eleitores. Eles podem: 1) Não acreditar na imputação; 2) Considerar outros fatores mais importantes. Eu também acredito que a ficha limpa é um fator essencial, e meu candidato não tem nada que o macule nesse quesito, mas nem de longe considero isso tão relevante quanto a minha confiança na sua capacidade de gerir a Administração Pública para vencer problemas sociais e de desenvolvimento econômico, que são o que eu considero a nossa grande urgência. E, se eu acreditasse que esse fosse o perfil de Lula e não enxergasse o mesmo em nenhum dos outros, taparia o nariz e votaria nele. Enfim, é seu direito colocar a honestidade acima de todas as outras qualidades, mas não insulte quem estabelece outras prioridades igualmente legítimas.
     
    Última edição: 29 Nov 2017
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  3. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Não sou adê-vogado mas adoro dar palpite.

    Sobre a indicação política de membros ao Supremo, creio que esta seja uma prática comum mundo afora. O Executivo indica, o Legislativo confirma e, após isso, os juízes das cortes constitucionais ficam imunizados, com mandatos longos e sem a possibilidade de serem facilmente removidos por desejo dos outros dois poderes (em alguns modelos, o Legislativo elege juízes independentemente do chefe de governo). É um sistema que visa o equilíbrio dos poderes, evitando que o Judiciário se torne um Leviatã completamente descolado dos anseios sociais mais imediatos, ao mesmo tempo em que, através de mandatos longos ou até vitalícios para os ministros, que são blindados das vontades de presidentes e congressistas.

    Talvez o sarrafo no Congresso pudesse ser subido de maoria simples para maioria dupla (dois terços mais um dos 81 votos no Senado).

    Sobre foro por prerrogativa de função, acho que só o "núcleo duro" do governo deveria ser a ele submetido: Presidente, vice e os presidentes das duas casas legislativas. O resto pode ir para a justiça comum. A condenação e prisão de um dentre 513 deputados ou um dentre 81 senadores não deve o balanço de forças políticas de forma significativa o suficiente para gerar instabilidade, ainda mais levando-se em consideração que estes serão substituídos por suplentes que são (ou ao menos deveriam ser) alinhados politicamente com o dono original do mandato. Da mesma maneira, ministros de Estado podem ser substituídos pelo presidente por outros advindos do mesmo campo político.

    Ainda mais se você está dizendo (sou leiguíssimo em Direito) que uma sentença proferida por juíz singular em 1° grau não possui efeito condenatório. Na prática tudo é decidido pelo 2a instância.
     

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