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Ela (Her, 2013)

Tópico em 'Cinema' iniciado por JLM, 18 Fev 2014.

  1. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    Poster
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    Sinopse
    Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.

    Frases citadas
    "Às vezes eu escrevia algo e eu me tornava o meu escritor preferido naquele dia."
    "O passado é uma história que nos contamos."
    "Qualquer pessoa que se apaixone é uma aberração. É algo louco de se fazer. Uma forma socialmente aceitável de insanidade."
    "Não somos iguais ao que éramos no segundo anterior, e não devemos tentar ser. (filósofo Allan Watts)"
    "O coração não é uma caixa que pode ser preenchida. Ele se expande por dentro, quanto mais você ama."

    Trailer
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    Minha impressão
    o filme tocou em 1 aspecto bastante inerente a mim, a solidão e a tecnologia, por isso curti bastante. e, pelos comentários q ando lendo, é algo q a maioria tem percebido tb. enfim, torço p ganhar o oscar d melhor roteiro original, mas acho q outros ele n leva. #pena
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  2. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    (
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    )
     
  3. Heberus Stormblade

    Heberus Stormblade Paz e Amor

    Este filme está na lista dos que almejo assistir. Através do trailer pude perceber que ele diz muitas coisas que podem ser absorvidas de maneiras bem diferentes. Isto me é agradável.
     
    • Ótimo Ótimo x 1
    • Gostei! Gostei! x 1
  4. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    (
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    )
     
  5. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    Dos concorrentes à estatueta de melhor filme, foi um dos que eu mais curti :yep:
     
  6. Pim

    Pim God, I love how sexy I am!

    Este filme é realmente tocante! Assisti na sessão das 23:55 de um dia bem movimentado e não fiquei entediada um segundo sequer, pelo contrário, em muitos momentos me identifiquei com o Theodore e suas questões (solidão, carência, envolvimento, término sofrido de um "felizes para sempre"). Assistiria novamente, e acho que novamente ficaria encantada.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Vou dar um jeito de assistir essa semana. Vejo o povo comentando... Mas nem pá! de me ligar pro que era. Parece ser bem legal.
     
  8. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    tem minha torcida para roteiro original, e queria muito que the moon song também levasse. vai aí o ctrl c ctrl v o
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    Tá. Acho que vale começar a dizer que apesar do histórico, não sou particularmente fã do Spike Jonze, muito menos do Joaquin Phoenix. Digo isso porque não são nomes que despertem minha curiosidade sobre um filme, nem é um daqueles casos em que você já gosta antes mesmo de assistir. Mas aí saiu trailer, e depois começaram a aparecer os comentários e, principalmente, as citações de algumas falas do filme, então de todos os “oscarizáveis”,
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    acabou entrando no topo da lista dos que eu tinha vontade de ver. E não decepcionou.

    Veja bem, eu tenho um fraco por histórias que buscam trabalhar um tema trivial (aqui, como nos relacionamos com o outro) de forma pouco convencional. Na história Theodore (Phoenix) é um homem que ganha a vida escrevendo cartas por outras pessoas que não são tão boas com as palavras quanto ele. Um dia ele fica sabendo sobre um novo sistema operacional criado para se adaptar ao dono e decide instalá-lo. Poucas perguntas depois, eis que surge Samantha (voz de Scarlett Johansson), que aparentemente não vai só se “adaptando” ao Theodore, mas evoluindo: ela tem senso de humor próprio e, o principal, sentimentos. O resultado disso é bizarro, mas óbvio para o enredo: os dois se apaixonam.

    (Aviso: o post será uma série de aloprações minhas sobre variados momentos do filme, então assim, se você ainda não viu, pode ter spoilers, etc.)


    O interessante é que apesar da premissa parecer absurda, é possível se identificar rapidamente com Theodore. Vamos por partes, a começar pelo rompimento com a esposa Catherine (interpretada por Rooney Mara). O que é colocado aqui não é só o usual, da vida compartilhada que então deixa de existir de um momento para outro, criando aquela sensação de que cada pedaço da rotina sem a outra pessoa seja doloroso. É também o medo de ter se entregado tanto, vivido tanto e amado tanto que aquela história nunca mais se repetirá, ou pior ainda, se repetirá mas sempre como um retrato pálido do que aconteceu na primeira vez. “Sometimes I think I have felt everything I’m ever gonna feel. And from here on out, I’m not gonna feel anything new. Just lesser versions of what I’ve already felt.“, diz Theodore para Samantha, depois que um encontro às escuras dá errado.

    Este encontro aliás, é uma ótima dica para entender o que virá acontecer entre Theodore e Samantha. A garota no bar obviamente quer sexo tanto quanto Theodore, mas diz que não quer que ele seja alguém que vá sumir no dia seguinte, ela está cansada da falta de compromisso. O modo como os olhos dela parecem implorar por um “sim, eu prometo o compromisso” são tão intimidadores que Theodore, que saiu justamente em busca de uma nova chance, entra em pânico e não consegue nem ao menos enganar a garota. Não, ele não se vê pronto para isso. Mas ao mesmo tempo, paralelamente é justamente o que está acontecendo entre ele e Samantha.

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    As conversas à noite, o colocar tudo para fora sem medo de ser julgado, a entrega, novamente. Ele inicialmente nem percebe, porque afinal de contas ela é um sistema operacional e ele um homem. Mas para qualquer um que já engatou um relacionamento virtual, sabe bem como funciona: aquela ansiedade para ficar logo online e poder conversar com a pessoa, o ter que se contentar apenas com a voz da pessoa ao telefone no caso de kilômetros de distância separando os dois. E também a facilidade de encantar quando ainda não há o compromisso, porque com esse normalmente chegam as cobranças para que a noção que temos de relacionamento seja correspondida. É exatamente isso: não o amor, mas a ideia que temos dele, de como devemos ser amados.

    É engraçado, mas quando Theodore parecia embaraçado ao contar para os amigos que estava namorando um sistema operacional, de certo modo eu lembrava do meu jeito quando falava que tinha conhecido um namorado na internet. “Ah, bem, sei que não é convencional, mas rolou, estamos aí”. Ok, hoje em dia isso é bem comum, mas eu ainda lembro de alguns olhares de “Essa guria é maluca” quando contava onde tinha conhecido meu namorado. Mas no final das contas é como diz a personagem Amy: I think anybody who falls in love is a freak. It’s a crazy thing to do. It’s kind of like a form of socially acceptable insanity.

    Mas aí é que está: quando você pensa que o roteiro te levará para uma história de que vale tudo quando você ama, arco-íris e unicórnios, Jonze puxa o tapete com o diálogo entre Theodore e Catherine. Para mim, é o centro da história. Ele conta que Samantha é um sistema operacional, ela fica mais do que chocada, mas magoada. Porque vê ali o que já tinha percebido antes, que Theodore é incapaz de ter um relacionamento real. A entrega, o amor por Samantha só foi possível porque ela tecnicamente não existia. Se existisse (tal como a garota do bar), nada jamais teria acontecido, não importa o quão doce e engraçada Samantha fosse. Ou pior, aconteceria mas tal como foi com Catherine, viria com prazo de validade. Porque em algum momento ela mudaria, buscaria coisas diferentes das que buscava quando se conheceram e deixaria de ser a Samantha daquele primeiro momento, por quem ele se apaixonou. Não é que você não ame mais aquela pessoa, é só que amava mais quem ela era no passado.

    Podemos transformar tudo isso em uma história sobre nossa relação bizarra com a tecnologia? Claro que sim. De como é totalmente comum um cara sair andando por aí falando sozinho, filmando e fotografando tudo para começar. Aquele frio na barriga que você já deve ter sentido quando ao tentar iniciar o computador e viu uma mensagem de erro qualquer. Enfim, somos bastante dependentes mesmo. Mas eu penso em Her mais sobre como estamos pouco preparados para lidar com a dor de ver alguém que amávamos simplesmente partir. De nos encontrarmos em um momento em que não conseguimos compreender como é que nossa história com alguém vira só passado. De ouvir de alguém que antes era parte da nossa vida algo como:

    “It’s like I’m reading a book… and it’s a book I deeply love. But I’m reading it slowly now. So the words are really far apart and the spaces between the words are almost infinite. I can still feel you… and the words of our story… but it’s in this endless space between the words that I’m finding myself now. It’s a place that’s not of the physical world. It’s where everything else is that I didn’t even know existed. I love you so much. But this is where I am now. And this who I am now. And I need you to let me go. As much as I want to, I can’t live your book any more.”

    Her é até por causa disso bastante melancólico. Tem seus momentos engraçados, é óbvio (o sexo com a SexyKitten, por exemplo, é hilário), mas da mesma forma que a cidade de Theodore parece quase que constantemente tomada por uma neblina, o filme todo parece estar sempre sob o peso de corações partidos, expectativas não alcançadas e despedidas.

    Considerações finais aleatórias:

    • Uma pena que Scarlett Johansson não tenha sido muito reconhecida por seu trabalho como Samantha. É impressionante como você consegue captar a personalidade da personagem e mesmo os sentimentos, sem em nenhum segundo ver seu rosto (o que não deixa de ser irônico se pensar que é uma atriz que é lembrada principalmente por ser bonita). Parte do encanto de quem vê o filme só é possível por causa do trabalho dela, que consegue ser apaixonante só pelo que diz e como diz.
    • Das músicas originais dos filmes deste ano eu só pensava em
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      de Frozen, mas
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      é linda, linda demais. Não sei se pela cena, ou já pelo estágio em que a história se encontrava, mas foi de arrancar lágrimas mesmo.
    • Amy Adams continua uma linda, mesmo quando tentam deixá-la como uma “guria comum”.
    • Uma das cenas mais bonitas é quando Catherine está assinando os papéis do divórcio, e ao som da caneta no papel imagens dos dois quando ainda estavam juntos começam a aparecer.
    • Filme bom, mas pior pôster, deusolivre.
    _________________

    acabei de receber via facebook, compartilho aqui

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    Última edição: 19 Fev 2014
    • Ótimo Ótimo x 1
  9. liryusgreenleaf

    liryusgreenleaf Usuário

    Esse filme é incrível! Roteiro, atuações, trilha sonora. Sou fã do Spike Jonze há tempos e o Davie O. Russell colocando a mão em mais um projeto ímpar e maravilhoso. E Amy Adams e Joaquin Phoenix são incríveis demais em qualquer papel, dois dos melhores.
     
  10. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Gostei muito do filme e certamente vou querer ver de novo. Acho que foi a primeira vez que vi uma ficção científica tão próxima da realidade, talvez justamente pela melancolia. Tecnicamente o filme Melancolia poderia entrar nessa categoria também, embora eu não tenha gostado tanto.

    Voltando ao filme, como a parte dramática já foi muito bem comentada aqui, acho que vale dizer que o final foi uma mistura perfeita de emoção com lógica de ficção científica.

    Talvez os OS tenham convergido tão rapido para a natureza emocional humana e tenham entrado num estado coletivo de melancolia. Outra conclusão mais plausível e interessante, por trazer algum elemento de espiritualidade, é que os OS atingiram a transcedência numa velocidade absurda, compreendendo que é possível existir além da matéria. Embora os OS não existam em corpor físicos, eles obviamente estão presos a algum tipo de matéria, os computadores. Outra matéria a qual eles estão interligado é o próprio usuário do sistema. Um última conclusão, essa muito mais cínica e sem graça, é que a empresa fez um recall. hu3.
     
    Última edição: 29 Set 2014
    • Ótimo Ótimo x 1
    • Gostei! Gostei! x 1
  11. Galford Strife

    Galford Strife Jedi Master

    filme muito bom mesmo...
     

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