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ECO, Umberto Seis Passeios Pelos Bosques da Ficção

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Anica, 15 Jan 2008.

  1. Anica

    Anica Usuário

    Chega até a ser engraçado (para não dizer triste =P): quando acabo a graduação e estou me preparando para o mestrado que finalmente leio este livro. A parte do 'engraçado' fica por conta de que isso deveria ser leitura obrigatória para qualquer estudante de Letras (especialmente aqueles com interesse em Literatura). Mas o melhor, nesse caso, é que não é só para esse público.

    Na realidade, Seis Passeios... são seis conferências que Eco realizou em Harvard, em 1993. E ao falar de Literatura, ele vai muito além. Para vocês terem idéia, até de The Rocky Horror Picture Show ele chega a falar. E isso tudo para debater o que é um texto de ficção, basicamente.

    É extremamente curioso e vale a pena conferir. Repito: não é um livro só para estudantes de Letras. Caso encontre em algum lugar, leia porque certamente valerá a experiência. :lendo:
     
  2. Zuleica

    Zuleica Usuário

    É um doidinho mesmo :sim:
    Obs.: Doido, representa um dos melhores elogios, no meu vocabulário.
    Vou anexar a sinopse e um resumo complementar que eu gostei.
    ________________________
    SEIS PASSEIOS PELOS BOSQUES DA FICÇAO
    Autor: ECO, UMBERTO
    Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
    Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA-TEORIA E CRITICA LITERARIA
    ISBN: 8571643970
    ISBN-13: 9788571643970
    Livro em português Brochura - 2ª Edição - 1994 - 160 pág.
    ________________________

    Sinopse:
    O que é o texto de ficção? Em que medida ele difere da verdade histórica? E o que ocorre quando o leitor mistura os papéis e considera como reais personagens fictícias ou vice-versa? Estas e outras questões cruciais da arte narrativa são discutidas, por Umberto Eco, nestas seis conferências que realizou em 1993 na Universidade Harvard. De Esopo a Ian Fleming, de Edgar Allan Poe e Nerval aos modernos experimentos de Georges Perec, passando ainda pela Paris de Alexandre Dumas, o noticiário da Guerra das Malvinas, os filmes pornográficos e seus próprios romances, Eco investiga os diversos aspectos da leitura, expandindo nossa percepção não apenas do mundo ficcional, mas também da própria realidade.
    _________________________

    Resumo

    O que é substancialmente mágico na ficção é quando a mesma se esbarra, transpassa a realidade... e além de tentar representá-la, acaba sendo em si - a realidade...
    O que é a ficção? Será a obra de ficção, ficção? Ou será a obra de ficção uma realidade ainda não vivida? Ou uma realidade - ainda que só tenha acontecido no intrínseco do autor? Ou será uma realidade para o próprio leitor, quando este se apropria da obra e passa a encontrar na ficção elos com sua realidade individual? Existe obra de ficção? Ou toda ficção é puramente a transcrição de uma realidade comum a todos os humanos? Será toda ficção real? Há limites entre a ficção e a realidade? Ou será a ficção realidade? Se a ficção for tão real quanto acreditamos quando compenetrados na leitura de um livro... por que não tentar viver nossa realidade como se esta fosse uma obra de ficção? E se a realidade também nos parece tão fictícia as vezes... por que não viver a ficção dos livros em nossa realidade? Qual leitor é que não sente em si quando Franz Kafka, começa a descrever os
    tormentos pelo qual o seu personagem de A Metamorfose passa ao se transformar num inseto? Esse é o momento encantado onde ficção e realidade se encontram... como não sentir as inquietações do homem-inseto? Daí, o questionamento: realidade e ficção, serão
    necessariamente dois lados de uma mesma moeda? Impossível uma sem a outra? Que relação de interdependência há entre ambas? A história de Chapeuzinho Vermelho, por exemplo... que leitor contesta as aparentes discrepâncias com a realidade? Lobo mau, menina sozinha... a mãe que sabe que a floresta é perigosa e permite que a filha vá por
    entre ela mesmo assim... quando lemos a história e não questionamos esses detalhes... estamos ou não deixando que a ficção se integre a nossa realidade? De que maneira a ficção se intromete em nossa vida? Seja na literatura, seja no cinema? Como lidamos com essas intrusões?
    Por que temos essa necessidade quase que inata de ler ficção? De apreender o que nos escapa ao real? Por que fantasiamos? Será mais um caminho da busca pelo sentido da existência?

    Fonte: http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_3792.html
     
  3. imported_marie

    imported_marie Usuário

    Eu conheci o Meia Palavra exatamente por causa desse livro do Eco.
    Estava procurando alguma resenha sobre o livro, acabei encontrando o fórum no google, gostei e fiquei. :hihihi:
    Eu até comecei a ler o livro, mas com o tumulto que é fim de semestre na faculdade, ainda não consegui terminar de ler.
    Mas, certamente, está dentro dos planos para as férias.
    Assim que ler, voltarei aqui para dar alguns pitacos! :)
     
  4. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Bem-vindos os pitacos :cheer: e parabéns a Eleanor por linkar para a Marie :upa:
     
  5. Jorge Leberg

    Jorge Leberg Palavras valem por mil imagens

    Com certeza procurarei esse livro, pois fiquei muito interessado, sobretudo pelo resumo complementar. Como sou um apaixonado incondicional e irremediável por literatura, é quase que uma obrigação ler essa obra - obrigação prazerosa, claro. Apesar de não gostar do Eco como escritor literário - ele não é ruim, é porque o estilo dele não me agradou, não consegui chegar nem no meio de O Nome da Rosa - adorava as colunas dele na EntreLivros, nas quais escrevia de modo preciso e sóbrio, mas com um quê de poético, claro. Inclusive, eu discordo de algumas opiniões que ele proferia.
     
  6. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Jorge Leberg, se tivesses tempo para comentar suas discordâncias, olha eu adoraria.
     

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