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Duna (Frank Herbert)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 9 Mar 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Duna de Frank Herbert talvez seja um dos mais festejados livros de ficção científica de todos os tempos: gerou uma saga que se estendeu por mais cinco livros, duas séries de televisão, um filme (dirigido por ninguém mais, ninguém menos que David Lynch), jogos eletrônicos, RPGs, card games, música do Iron Maiden (“To Tame a Land” do Piece of Mind) e todo merchandising possível. Quando foi publicado, em 1965, foi imediatamente reconhecido pela sua originalidade, recebendo os prêmios Hugo e Nebula, talvez os mais importantes do gênero. Com a recuperação da série pela Editora Aleph, os leitores brasileiros poderão agora desfrutar desse universo de proporções tolkienianas (nas palavras de Arthur C. Clark), discutindo políticas interplanetárias, rabiscando genealogias mais longas que as de Cem Anos de Solidão, consultando a todo o momento o glossário e o mapa que acompanham o livro e especulando sobre faunas e floras alienígenas. Enfim, um prato cheio.

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  2. Lana Lane

    Lana Lane Usuário

    Bah, um dos meus livros favoritos! O Tilion chegou a comentar comigo que tem fãs não muito contentes com partes dessa tradução nova. Mas eu só espero é que lancem toda a saga, porque aí vou poder completar minha coleção, já que acabei ficando sem o último volume, As Herdeiras de Duna.
    Esse universo criado pelo Herbert é impressionante, eu lembro de ter visto o filme do Lynch e não sosseguei até ter os livros que na época estavam traduzidos para o português, que se não me engano eram Duna, O Messias de Duna e Os Filhos de Duna. Depois lançaram O Imperador-Deus de Duna :grinlove: e Os Hereges de Duna. Esse último achei um pouco mais fraco.
    O seriado para a TV é ótimo, mas o que estraga são os "efeitos espaciais totalmente tabajara" :(
    O ator que interpreta o Leto II (um dos meus personagens preferidos da literatura) é o James McAvoy, na época com apenas 24 aninhos. Nhóim, fofo! Gostei pra caramba! :sim:
     
  3. Tataran

    Tataran Usuário

    [align=justify]Eu li Duna umas duas vezes no passado, além das continuações O Messias de Duna, Os Filhos de Duna e O Imperador-Deus de Duna. E, neste ano, o Dune: House Atreides que já não é de autoria do Frank Herbert, mas do filho dele. É com certeza o meu livro favorito de ficção científica.

    Quando vi que a Aleph tinha relançado a obra, corri para comprá-la na expectativa de ler pela terceira vez. Fiquei, todavia, tão decepcionado com a edição, assim que tive a chance de folheá-la em uma livraria, que desisti de comprar. Esse Duna não tem nem de longe a qualidade da edição dos livros de Philip Dick pela mesma Aleph. Parece até que o livro foi cortado na guilhotina por algum encadernador desastroso: as letras vão até praticamente a borda do papel.

    E agora, ainda por cima, vejo a Lana Lane comentando que a tradução pode não ter ficado tão boa....[/align]
     
  4. Lana Lane

    Lana Lane Usuário

    E o que tu achou desse escrito pelo filho do Herbert Tataran? Eu fiquei com medo de ler pq só ouvi falarem mal. :timido:
     
  5. Tataran

    Tataran Usuário

    [align=justify]Lana, achei bem bom, embora isso possa ser fruto de uma expectativa bem baixa. XD. Esse que eu li é o primeiro de uma trilogia que narra os fatos imediatamente anteriores a Duna. Temos os Harkonnen controlando Arrakis, o Imperador Shaddam acendendo ao trono e o nascimento de Jéssica, como produto dos programas genéticos das Bene Gesserit, além da narrativa de vários outros acontecimentos que preparam o palco para os eventos do primeiro livro de Frank Herbert.

    No todo, bem interessante para quem é fã da série; mas certamente não recomendável para quem não leu ou curte Duna. [/align]
     
  6. Lana Lane

    Lana Lane Usuário

    Valeus! Hummmm! Agora fiquei morrendo de vontade de ler. :pipoca:

    E Tiago, tu chegou a ler a versão da Editora Nova Fronteira? Sentiu essa diferença para pior que estão dizendo haver?
     
  7. Artanis Léralondë

    Artanis Léralondë Ano de vestibular dA

    O Dune: House Atreides, é o 5º livro da saga?
     
  8. eu desconfio dessas afirmações...
    às vezes, o pessoal se incomoda com alguma mudança nos termos que estavam acostumados... a tradução da Nova Fronteira circulou por muito tempo e o pessoal se acostumou...
    essas mudanças às vezes se confundem com "más traduções"...
    teríamos que avaliar de perto, mas não me pareceu que havia grandes problemas, não...
    acho que a edição da Aleph está bem boa, apesar de que talvez a margem pudesse ser um pouco maior mesmo...
    Mas a edição da Nova Fronteira não era tão boa assim, se eu bem me lembro...
     
  9. Lana Lane

    Lana Lane Usuário

    Nops. É assim. A saga começa com Duna, depois vem O Messias de Duna, Os Filhos de Duna, O Imperador-Deus de Duna, Os Hereges de Duna e As Herdeiras de Duna (aí o Frank Herbert morreu)
    E o filho dele resolveu escrever um prelúdio de Duna que foi esse que o Tataran comentou.

    Brigada Tiago! :) A verdade é que agora fiquei com vontade de comprar esse novo pra comparar com o meu! :timido:
     
  10. Acho que vale a pena, para quem gosta muito...
    eu cheguei a dar uma olhada em duas traduções do Senhor dos Anéis para o português... e foi um exercício divertido!
     
  11. imported_Kelvin

    imported_Kelvin Usuário

    As margens de fato ficaram péssimas:sim:. Mas como não li e o Tataran já me falou muito bem do livro (mais de uma vez), acabei não resistindo e comprei...
     
  12. Grimnir

    Grimnir Usuário

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  13. Grimnir

    Grimnir Usuário

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  14. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

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  15. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Mitou miticamente!
     
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  16. dermeister

    dermeister Ent cara-de-pau

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    Graças a Eru, não desenharam um Feyd com uma sunga alada como aconteceu naquele filme inexistente que dava pesadelos!
     
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  17. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Dune, 50 years on: how a science fiction novel changed the world

    It has sold millions of copies, is perhaps the greatest novel in the science-fiction canon and Star Wars wouldn’t have existed without it. Frank Herbert’s Dune should endure as a politically relevant fantasy from the Age of Aquarius

    In 1959, if you were walking the sand dunes near Florence, Oregon, you might have encountered a burly, bearded extrovert, striding about in Ray-Ban Aviators and practical army surplus clothing. Frank Herbert, a freelance writer with a feeling for ecology, was researching a magazine story about a US Department of Agriculture programme to stabilise the shifting sands by introducing European beach grass. Pushed by strong winds off the Pacific, the dunes moved eastwards, burying everything in their path. Herbert hired a Cessna light aircraft to survey the scene from the air. “These waves [of sand] can be every bit as devastating as a tidal wave … they’ve even caused deaths,” he wrote in a pitch to his agent. Above all he was intrigued by the idea that it might be possible to engineer an ecosystem, to green a hostile desert landscape.

    About to turn 40, Herbert had been a working writer since the age of 19, and his fortunes had always been patchy. After a hard childhood in a small coastal community near Tacoma, Washington, where his pleasures had been fishing and messing about in boats, he’d worked for various regional newspapers in the Pacific northwest and sold short stories to magazines. He’d had a relatively easy war, serving eight months as a naval photographer before receiving a medical discharge. More recently he’d spent a weird interlude in Washington as a speechwriter for a Republican senator. There (his only significant time living on the east coast) he attended the daily Army-McCarthy hearings, watching his distant relative senator Joseph McCarthy root out communism. Herbert was a quintessential product of the libertarian culture of the Pacific coast, self-reliant and distrustful of centralised authority, yet with a mile-wide streak of utopian futurism and a concomitant willingness to experiment. He was also chronically broke. During the period he wrote Dune, his wife Beverly Ann was the main bread-winner, her own writing career sidelined by a job producing advertising copy for department stores.

    Soon, Herbert’s research into dunes became research into deserts and desert cultures. It overpowered his article about the heroism of the men of the USDA (proposed title “They Stopped the Moving Sands”) and became two short SF novels, serialised in Analog Science Fact &
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    , one of the more prestigious genre magazines. Unsatisfied, Herbert industriously reworked his two stories into a single, giant epic. The prevailing publishing wisdom of the time had it that SF readers liked their stories short. Dune (400 pages in its first hardcover edition, almost 900 in the paperback on my desk) was rejected by more than 20 houses before being accepted by Chilton, a Philadelphia operation known for trade and hobby magazines such as Motor Age, Jewelers’ Circular and the no-doubt-diverting Dry Goods Economist.

    Though Dune won the Nebula and Hugo awards, the two most prestigious science fiction prizes, it was not an overnight commercial success. Its fanbase built through the 60s and 70s, circulating in squats, communes, labs and studios, anywhere where the idea of global transformation seemed attractive. Fifty years later it is considered by many to be the greatest novel in the SF canon, and has sold in millions around the world.

    ***

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    is set in a far future, where warring noble houses are kept in line by a ruthless galactic emperor. As part of a Byzantine political intrigue, the noble duke Leto, head of the Homerically named House Atreides, is forced to move his household from their paradisiacal home planet of Caladan to the desert planet Arrakis, colloquially known as Dune. The climate on Dune is frighteningly hostile. Water is so scarce that whenever its inhabitants go outside, they must wear stillsuits, close-fitting garments that capture body moisture and recycle it for drinking.

    The great enemy of House Atreides is House Harkonnen, a bunch of sybaritic no-goods who torture people for fun, and whose head, Baron Vladimir, is so obese that he has to use little anti-gravity “suspensors” as he moves around. The Harkonnens used to control Dune, which despite its awful climate and grubby desert nomad people, has incalculable strategic significance: its great southern desert is the only place in the galaxy where a fantastically valuable commodity called “melange” or “spice” is mined. Spice is a drug whose many useful properties include the induction of a kind of enhanced space-time perception in pilots of interstellar spacecraft. Without it, the entire communication and transport system of the Imperium will collapse. It is highly addictive, and has the side effect of turning the eye of the user a deep blue. Spice mining is dangerous, not just because of sandstorms and nomad attacks, but because the noise attracts giant sandworms, behemoths many hundreds of metres in length that travel through the dunes like whales through the ocean.

    Have the Harkonnens really given up Dune, this source of fabulous riches? Of course not. Treachery and tragedy duly ensue, and young Paul survives a general bloodbath to go on the run in the hostile open desert, accompanied, unusually for an adventure story, by his mum. Paul is already showing signs of a kind of cosmic precociousness, and people suspect that he may even be the messiah figure foretold in ancient prophecies. His mother, Jessica, is an initiate of the great female powerbase in an otherwise patriarchal galactic order, a religious sisterhood called the Bene Gesserit. Witchy and psychically powerful, the sisters have engaged in millennia of eugenic programming, of which Paul may be the culmination.

    This setup owes something to the Mars stories of Edgar Rice Burroughs and Isaac Asimov’s Foundation books, as well as the tales written by Idaho-born food chemist Elmer Edward “Doc” Smith, creator of the popular Lensman space operas of the 1940s and 50s, in which eugenically bred heroes are initiated into a “galactic patrol” of psychically enhanced supercops. For Smith, altered states of consciousness were mainly tools for the whiteous and righteous to vaporise whole solar systems of subversives, aliens and others with undesirable traits. Herbert, by contrast, was no friend of big government. He had also taken peyote and read
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    . In 1960, a sailing buddy introduced him to the Zen thinker
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    , who was living on a houseboat in Sausalito. Long conversations with Watts, the main conduit by which Zen was permeating the west-coast counterculture, helped turn Herbert’s pacy adventure story into an exploration of temporality, the limits of personal identity and the mind’s relationship to the body.

    Every fantasy reflects the place and time that produced it. If
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    is about the rise of fascism and the trauma of the second world war, and
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    , with its cynical realpolitik and cast of precarious, entrepreneurial characters is a fairytale of neoliberalism, then Dune is the paradigmatic fantasy of the Age of Aquarius. Its concerns – environmental stress, human potential, altered states of consciousness and the developing countries’ revolution against imperialism – are blended together into an era-defining vision of personal and cosmic transformation.

    Books read differently as the world reforms itself around them, and the Dune of 2015 has geopolitical echoes that it didn’t in 1965, before the oil crisis and 9/11. Remember that European beach grass binding together those shifting dunes? Paul Atreides is a young white man who fulfils a persistent colonial fantasy, that of becoming a God-king to a tribal people. Herbert’s portrayal of the “Fremen” (the clue’s in the name) owes much to TE Lawrence and Wilfred Thesiger’s enthusiastic portrayals of the Bedouin of Arabia’s Empty Quarter. Fremen culture is described in words liberally cribbed from Arabic. They go on “razzia” raids, wear “aba” and “bourka” robes, fear a devil called “Shaitan” and so on. They are tough, proud and relatively egalitarian. The harshness of their environment has given them an ethic of fellowship and mutual aid. They are what Kipling would have termed “one of the martial races”: absolutely to be admired, possessing none of the negative “oriental” traits – deviousness, laziness and the like. They are, however, not carbon-copy Bedouin: Herbert freely mixes elements of Zen into their belief system, and also, intriguingly, suggests that their messianic eschatology – the sense in which they were “waiting” for Paul – may have been seeded in previous millennia by the Bene Gesserit order as part of its murky eugenic plans. Herbert, whose female characters are consistently strong and active, has also ditched the strict sexual divisions of actually existing Bedouin culture. Thus Fremen women do their share of fighting and fearlessly contradict their menfolk, though there is still a fair amount of child-bearing and housework to be done while the men are off riding worms.

    What makes Dune more palatable than, say, the gruesome spectacle of a blonde-wigged Emilia Clarke carried aloft by ethnically indeterminate brown slaves inGame of Thrones, is the sincerity of Herbert’s identification with the Fremen. They are the moral centre of the book, not an ignorant mass to be civilised. Paul does not transform them in his image, but participates in their culture and is himself transformed into the prophet Muad’Dib. If Paul is one-part Lawrence of Arabia, leading his men on to Aqaba, he is also the Mahdi. Dune glosses this word as “in the Fremen messianic legend, The One Who Will Lead Us into Paradise”. In Islamic eschatology, the honorific Mahdi has a long and complex history. Various leaders have claimed or been given it. Most Shia identify the Mahdi with the 12th or Hidden Imam, who will imminently reveal himself and redeem the world. To the British, it will always be the name of the warrior prophet who swept through the Sudan in the 1880s, killing General Gordon on the steps of the palace in Khartoum and inspiring a thousand patriotic newspaper etchings. As Paul’s destiny becomes clear to him, he begins to have visions “of fanatic legions following the green and black banner of the Atreides, pillaging and burning across the universe in the name of their prophet Muad’Dib”. If Paul accepts this future, he will be responsible for “the jihad’s bloody swords”, unleashing a nomad war machine that will up-end the corrupt and oppressive rule of the emperor Shaddam IV (good) but will kill untold billions (not so good) in the process. In 2015, the story of a white prophet leading a blue-eyed brown-skinned horde of jihadis against a ruler called Shaddam produces a weird funhouse mirror effect, as if someone has jumbled up recent history and stuck the pieces back together in a different order.

    ***

    After Dune was published, Herbert, the consummate freelancer, kept a lot of irons in the fire. He wrote about education for the Seattle Post-Intelligencer and lectured at the University of Washington. In 1972, during the American push to extricate itself from the south-east Asian quagmire, he worked in Vietnam, part of a project called “Land to the Tiller”, aimed at cutting Viet Cong recruitment by enacting land reform. He built a family home on the Olympic peninsula which he thought of as an “ecological demonstration project”. He built his own solar collector, wind plant and methane fuel generator. In a 1981 interview he described himself a “technopeasant”. As the cult of Dune took off during the 1970s, he wrote a series of increasingly convoluted sequels, following Paul’s descendants as they fulfilled the cosmic destiny of the Atreides line. Since his death in 1986, his son and another writer have produced a further 13 books.

    By rights,
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    ought to have become a big movie. An attempt by the visionary Chilean film maker
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    to bring it to the screen became one of the great “what if” stories of SF cinema. Jodorowsky had extraordinary collaborators: visuals by Moebius and HR Giger, spaceships designed by the English illustrator Chris Foss. Orson Welles was to play Baron Harkonnen, Salvador Dali the Emperor. Pink Floyd and Magma were on board to do the soundtrack. But Jodorowsky’s prog-tastic project was strangled in the crib by risk-averse Hollywood producers. After a period of film industry bloodletting,
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    shot a version in 1984, only for Universal to release a cut that he hated so much he had his name removed from the credits. Lynch’s film is actually much better than its terrible reputation, but Sting in a codpiece and a Toto soundtrack will never match the potential greatness of Jodorowsky’s unmade epic.

    Actually, the great Dune film did get made. Its name is
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    . In early drafts, this story of a desert planet, an evil emperor, and a boy with a galactic destiny also included warring noble houses and a princess guarding a shipment of something called “aura spice”. All manner of borrowings fromDune litter the Star Wars universe, from the Bene Gesserit-like mental powers of the Jedi to the mining and “moisture farming” on Tattooine. Herbert knew he’d been ripped off, and thought he saw the ideas of other SF writers in Lucas’s money-spinning franchise. He and a number of colleagues formed a joke organisation called the We’re Too Big to Sue George Lucas Society.

    Though in his later years he enjoyed huge success, Herbert, the man who dreamed of greening the desert, had mixed feelings about the future. In Dune, he has Kynes, the “First Planetologist of Arrakis” (and hero of the novel’s first draft) muse that “beyond a critical point within a finite space, freedom diminishes as numbers increase. This is as true of humans in the finite space of a planetary ecosystem as it is of gas molecules in a sealed flask. The human question is not how many can possibly survive within the system, but what kind of existence is possible for those who do survive.” Gloomy Malthusianism was much in vogue in the 1960s and 70s. In 1968 Paul Ehrlich’s The Population Bomb became a runaway bestseller, predicting mass starvation unless population growth was restricted. The flip side of the green movement’s valorisation of small scale and self-reliance is an uneasy relationship with the masses, and with the idea of economic growth more generally. Herbert’s libertarian politics reinforced this worry. In Dune, Paul knows that if the desert planet is made to bloom, it will support a larger population, and the ethic of individualism will be eroded. He himself, as he is transformed from aristocrat to messiah, loses his individuality and begins to dissolve into myth, becoming part of a Jungian collective unconscious. But perhaps Herbert would take heart from the thought that history does not appear to be teleological and some long-term plans do not take on the character of destiny. Fifty years after Dune’s publication, the US Department of Agriculture is still at work on the Oregon Dunes, rooting out European beach grass, an “invasive non‑native species”. They want to return the dune processes to their natural state.

    Fonte:
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  18. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

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  19. Shakhbûrz

    Shakhbûrz sculptor of reality

    Li o primeiro livro da trilogia. Comprei o Box da Aleph que vem com os três primeiros livros.
    A tradução ficou boa sim. Eu já tinha lido parte dele em Inglês e gostei da forma que ele traduziram diversos termos. Quanto ao projeto gráfico, com exceção das margens (que nem me incomodam tanto) a qualidade é ótima. Primeiro pela folha em Polen Soft (papel amarelado) e segundo pela capa que ficou bem bacana. As citações da princesa antes de cada capítulo também ficaram boas e deram um clima bem legal.

    Segue minha resenha:

    Duna é considerado o livro de ficção científica mais vendido de todos os tempos. O livro foi vencedor do do prêmio Nebula em 1965 e do prêmio Hugo em 1966, o que o tornou uma das obras mais influentes da sci-fi moderna. Autores como Arthur C. Clarke consideram a trilogia (na verdade são duas trilogias) como “O Senhor dos Anéis da Ficção Científica” e foi baseado nessas boas referências que tive interesse de lê-lo.

    O livro narra a história de Paul Atreides, herdeiro do ducado Atreides. Seu pai, o duque Leto, é um homem severo e justo que tem que lidar com o empobrecimento de sua casta familiar.

    Forçados pelo imperador Padixá (ao qual todas as castas familiares estão submissas) Paul e sua família imigram para assumir o domínio feudal de Arrakis (chamado por alguns como “A Duna”), um planeta totalmente coberto por desertos e com uma grave escassez de água. Arrakis seria o pior lugar do mundo se não fosse por algo que o torna raro: uma especiaria chamada “mélange” que somente é obtida nas areias deste lugar.

    Claro, a especiaria não é a única coisa que existe em Arrakis, também temos no local os enormes vermes da areia. Essas criaturas – que podem passar de centenas de metros de comprimento – se movimentam pelas areias de Arrakis como se nadassem em um oceano, procurando qualquer coisa para devorar. Além dos vermes da areia, o local também é habitado pelos Fremen, antigos povos humanos de cultura nômade que possuem uma religião baseada no conceito de um messias que viria de fora do planeta e que traria “a água que cai do céu e corre sobre a terra”.

    Aos poucos Paul se vê envolvido no meio de esquemas políticos e de forças que buscam controlar a especiaria de Arrakis, enquanto o próprio povo do deserto começa a enxergá-lo como seu “Lisan Al-Gaib”- a voz profética que vem do exterior – O messias prometido.

    Algumas coisas precisam ser ditas sobre o universo de Duna.

    Primeiro é sobre o elemento científico em si. Embora se passe muitos séculos após nossa época, os costumes e a sociedade se assemelham bastante à Idade Média. O livro menciona (brevemente) uma guerra antiga que forçou os humanos a abandonar e proibir toda e qualquer “máquina pensante”. Com a total ausência de computadores surgem os Mentats, seres humanos criados desde pequenos para assumir a função de realizar cálculos matemáticos instantaneamente, bem como armazenar enormes quantidades de informações.

    Outra diferença do livro para as sci-fi’s tradicionais é o fato de que – quase – todos os combates são travados com adagas e espadas. Armas de projetis se tornaram ineficientes devido a invenção do campo de força pessoal.

    Além disso o livro é permeado por referências a religiões como o islã, o cristianismo e o budismo… em suas versões futurísticas (que englobam elementos relativos a viagens espaciais e alta tecnologia dentro de uma filosofia mística e religiosa).

    Duna é certamente um livro ambicioso, com uma mitologia rica e vasta, que torna o enredo bastante complexo e interessante. A evolução de Paul Atreides, de um inocente menino para o duque-messias, é o ponto alto da trama e, em determinado momento, ficamos a nos perguntar quem são os verdadeiros vilões da história.

    Para os interessados, o livro recebeu uma adaptação para o cinema em 1984. A adaptação, dirigida por David Lynch, foi bastante premiada e se mostrou – na medida do possível – fiel ao livro. Vale a pena conferir!

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  20. Reverendo

    Reverendo Usuário

    Muito melhor que o filme de Lynch, é o "filme" de Alejandro Jodorowsky.
    Pena, que ele nunca foi feito.
     

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