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Drapetomania e dysaethesia aethiopica

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Zuleica, 20 Mar 2009.

  1. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Pois é, essas me foram apresentadas hoje.
    Vocês as conheciam?

    [...]A drapetomania (do grego drapetes, escravo) foi o termo criado para denominar uma estranha doença psiquiátrica que acometia os escravos da época: um irresistível e inexplicável desejo de fugir de seus senhores!
    A dysaethesia aethiopica (disestesia = alteração da sensibilidade) "descrita" em 1851 também como uma doença psiquiátrica, foi proposta como a explicação científica para a preguiça e falta de vontade de trabalhar, muito comum nos escravos e com nítidas características contagiosas! Encontrada exclusivamente em negros, era um tipo de insensibilidade da pele que embotava as faculdades mentais. Dada sua "fisiopatologia" era "curada" com unguentos sobre a pele, seguidos de açoite, para estimular a sensibilidade cutânea. Quase o mesmo tratamento era proposto para a drapetomania. Parece que com certo sucesso. [...] Leia o texto completo na >>
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    A indicação foi do
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    1851 e a "Ciência"!!! Que dureza, se esses eram os cientistas, dos outros o que esperar?
     
  2. Breno C.

    Breno C. Usuário

    O que fico mais P da vida é que o ser humano responsável por essa cura, muito provavelmente, era uma pessoa inteligente e talvez até motivado por bons sentimentos de prestabilidade social.
    São palavras bonitas também, apesar de seus horríveis significados.
     
  3. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Bacana o texto!
    Faz a gente pensar nisso mesmo...
    Talvez muitos dos pensamentos e atitudes na nossa sociedade atual, hoje vistos como normais, serão considerados absurdos,cruéis e ridículos daqui a algum tempo.
    Como prever isso?
    O texto fala só da medicina, mas existem milhões de outros assuntos nos quais esse pensamento pode ser aplicado.
     
  4. Zuleica

    Zuleica Usuário

    [...] uma estranha doença psiquiátrica que acometia os escravos da época: um irresistível e inexplicável desejo de fugir de seus senhores! [...]

    Até o cinísmo precisa de limite. Aqui no sul temos um termo que utilizamos com freqüência: "Barbaridade!"
    Certas novelas das 18hs são de tempos antigos, e já vi a cena de alguém chicoteando um escravo e dizendo que fazia isso para o bem dele. Lembro na época de recordar um filme com Catherine Deneuve em uma Colônia Francesa de extração de borracha, em que ela surrava um asiático e dizia a mesma coisa.
    Para mim, a pessoa pode mentir para si mesmo o quanto quiser. Quer fazer o que é mais fácil? Vai! Faz o que quiser e continua sendo o que é: Um bárbaro! Um estúpido cometendo estupidez!
     
  5. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Tem que sempre ver que pela época que estamos. Até alguns séculos atrás as pessoas tratavam suas doenças com sangrias, o que para nós, agora, parece burrice desnecessária. Com a escravidão é a mesma coisa. Esse sentimento de todos sermos iguais perante a sociedade é velho, mas a aplicação é nova. Fora que ainda existe escravidão.
     
  6. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Sabe Breno C., se a gente olhar com cuidado, verá que sempre teve quem olhasse para tudo isso e ficasse longe dessa falha de observação. Todos temos cérebro, por que será que o usamos para replicar e não com sua função normal?

    Penso que aderem a histeria coletiva por instinto de bando, o que traz outra questão. Nos afirmamos em dois pés, elevamos o cérebro ao ponto mais distante do chão, será que estamos arrependidos de tê-lo feito?

    Muitas vezes a atitude geral não condiz com a atitude corporal. Parece que sexo, alimentação, atitude mental estão nivelados horizontalmente. Nas atitudes mostram prioridades semelhantes.

    Penso que, se eu fosse cega e não me fosse permitido apalpar, que ainda andamos, tanto no passado, como em nosso tempo, apoiados em dois pés, mas a coluna em linha paralela com o chão. Senão, sexo não comandaria nada, instinto de sobrevivência não comandaria nada, haveria uma outra ordem.

    Dá pra ver, que tenho dificuldades em desculpar essas barbaridades :think:, preciso de terapia para aceitação da "realidade".
     
  7. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Escravidão e crueldades outras não só com seres humanos como com outros seres vivos...

    Quem faz isso são pessoas que sabem que animais sentem dor e sofrem, mas continuam a fazer testes cruéis (e muitas vezes desnecessários) em animais.
    Que matam filhotes de focas (filhotes!) pra fazer casacos de pele.
    São pessoas como nós que passam por crianças sujas,com fome e dormindo nas ruas, todos os dias, mas que preferem não pensar muito nesse assunto...

    Como essas atitudes serão vistas daqui uns 200 ou 500 anos?
    Se então ainda houver uma civilização digna deste nome?
     
  8. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Não me lembro quem disse isso, mas tenho que citar:
    Um homem é inteligente. A massa é burra.

    Mas eu não falei nada com animais...:susto:
    Até porque vejo toda essa situação como apenas uma conseqüência de estarmos no topo da cadeia alimentar e de evolucional. Se fossem as focas as pensadoras, nossos filhotes muito provavelmente iriam servir de material para casacos. Um bom livro para entender isso é O Planeta dos Macacos.
     
  9. Zuleica

    Zuleica Usuário

    O topo "de" pode significar liderar e não dominar, controlar, escravizar. Pode significar senso de responsabilidade com os que convivem e ainda não alcansaram o discernimento do líder.
     
  10. Shaytan

    Shaytan Usuário

    Se formos olhar bem, isso não respeita muito o tempo em que acontece. O ser humano sempre foi capaz de surpreender com o nível de crueldade que é capaz de chegar. Coisas ruins continuam acontecendo, não importa o nível de "evolução" da sociedade. Ainda hoje temos casos de escravidão pelo mundo a fora.

    Acho que daqui a 200 ou 500 anos o máximo que poderão comentar é: "olha, aquela época ja se fazia isso..."
     
  11. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    :hahano:

    Ai meu Deus!
    Pior é que parece que vai assim mesmo.
     
  12. Breno C.

    Breno C. Usuário

    A pergunta é: o que é cruel?
    Porque esse conceito muda com o tempo, mesmo que existam sempre pessoas que são contra os atos ditos cruéis.
    Pode ser que daqui a 200 ou 500 anos, ter animais de estimação além de cachorros e gatos (que evoluíram naturalmente para uma convivência com humanos), possa ser considerado cruel. Eu já penso assim, mas quando falo isso para alguém que tem uma iguana em casa ou um papagaio, sou visto como "chato".
    A questão é que existe um consciente coletivo e que enquanto a maioria achar certo ou não ver problemas em coisas como escravidão, ela não vai ser julgada como crueldade. Vivemos em sociedade e por mais que tentemos, não podemos ir sempre de acordo com o que pensamos.
     
  13. Zuleica

    Zuleica Usuário

    É... tico e teco aqui da minha massa cinzenta ainda estão processando, não consegui elaborar uma boa resposta Breno C.
     
  14. Shaytan

    Shaytan Usuário

    Acho que certas noções de crueldade nunca serão modificadas, parte do bom senso, a forma como alguns seres humanos e animais são tratados sempre foram cruéis e continuarão sendo caso continuem a acontecer futuramente. A crueldade se caracteriza para mim quando existe uma degradação da condição física de alguém ou de alguma coisa mediante atos de terceiros que o fazem conscientemente. Por mais que tenha um consciente coletivo para "amenizar" o impacto de uma notícia, existirá sempre o ser humano como indivíduo para reprovar a conduta.
     
  15. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Uma professora nos Estados Unidos se especializou em fazer as pessoas experimentarem o preconceito na própria pele. Mostra como aparentes "ironias", brincadeiras de criança são poderosos meios de intimidação. E que a crueldade se utiliza da inocência, como veículo. Um documentário que suponho os mais jovens desconhecem. Link do Vídeo >>
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