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Dragões de Fogo não produziam sua chama naturalmente? (HOME)

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Placebo, 17 Dez 2016.

  1. Placebo

    Placebo O Bonitão das Tapiocas

    Trago essa citação da página 180, capitulo terceiro do Book of lost tales II, sobre a Queda de Gondolin:
    Peço já desculpas caso isso á venha sido levantado anteriormente.

    vejamos :

    em Português, usando um velho dicionário Yes da Larousse :dente:

    Por garantia, fui dar uma sacada no hobbit e não foi mencionado nada nisto que eu tenha percebido sobre o Smaug. Daí surgiu a indagação. Os dragões de Tolkien, pelo menos os do Home e em especial neste capitulo, não produziam sua chama/fogo naturalmente? e enquanto os dragões de gelo? como funcionaria isso?





    -

    PS - Pelas minhas barbas, como C. Tolkien anulou totalmente esse capitulo, meu deus, é de deixar sem fôlego a descrição.
    PSS - Merecia uma tradução completa esse terceiro capítulo pelos amigos do Valinor. meras 10 páginas.
     
  2. Meneldur

    Meneldur We are infinite.

    Bem, ele fez o certo, né? O texto foi escrito em 1916, e contém várias ideias e concepções completamente incompatíveis com a mitologia tolkieniana posterior. Publicá-lo no Silmarillion da maneira como ele está escrito seria totalmente contra o desejo do Professor.

    A própria noção dos dragões tendo que "reabastecer" é um desses casos. Não lembro de qualquer outra menção nas obras, e com certeza Tolkien deve ter abandonado essa ideia.
     
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  3. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Então Placebo, uma parte da apresentação do conceito original parece ter se mantido no Silma na forma da dispersão do poder dos Ainur sobre a matéria do mundo por meio da dispensação de espírito sobre a carne conforme os Valar faziam.

    A ontogênese dos Dragões em Tolkien passaria pela fusão de atributos de bestas com poderes de Melkor (encantamento, fala, etc...) dando a entender que Tolkien em certo momento pensou em explicar a transmissão do poder dos dragões por meio de reservatórios físicos de energia maligna, a maneira do elemento Morgoth, semelhantes ao Um anel. Eles se alimentariam da mão de Melkor.

    Os "cold drakes" teriam recebido bem menos poder pessoal de Melkor, o que os tornaria ainda malignos e mortíferos mas bem menos fatais (também no sentido de destinos menores) e em escala apequenados em relação aos "fire dragons" a aos dragões alados.

    Na medida em que a história foi andando o autor preferiu usar esse recurso de outro modo (com Sauron e o anel, por exemplo). Todavia os dragões ainda estariam presos a cadeia do destino que desenharia seu propósito.
     
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  4. Placebo

    Placebo O Bonitão das Tapiocas

    compreendido.

    mas a cada vez que avanço na leitura do Book of lost tales vejo que algumas coisas poderiam ser adicionadas ao Silmarillion que fora publicado sem perigo de contradições, neste mesmo capitulo que citei Gothmog era filho de Melkor, seria óbvio que C. Tolkien editaria esta parte retirando essa afirmação, mas seria necessário anular parágrafos inteiros?

    O relato da queda de Gondolin, basicamente bastaria retirar algumas afirmações e um outro personagem. a Sequência de fatos da batalha, a incrível participação do elfo Rog etc dariam um outro aspecto narrativo.

    Sempre tive uma visão positiva de C. Tolkien, mas nessa leitura de férias do Home acaba me mostrando o quanto sua mão "pesou" na edição.
     
  5. Meneldur

    Meneldur We are infinite.

    Um trabalho editorial do tipo que você sugere seria impossível e desfiguraria o trabalho do Professor. O modo como CT publicou o Silmarillion é algo mais próximo do trablaho que Tolkien desenvolveu nos últimos anos da vida e, assim, mais próximo do que ele queria publicado.

    Avançando na leitura do HMe, você verá que os textos do Silmarillion foram tirados praticamente todos de textos posteriores de Tolkien, pós-SdA. Não foi CT que decidiu descartas os Lost Tales, foi o próprio Tolkien.

    Aliás, o próprio estilo narrativo da Queda de Gondolin não se coaduna com o resto da obra.
     
  6. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Penso que as escolhas editoriais dos livros de Tolkien junto com os prefácios sejam uma das partes mais interessantes das obras dele.

    Nelas eles explicam que as vezes o material fonte era grande o bastante e finalizado o suficiente para produzir um livro (Tipo o Silmarillion ou Contos Inacabados) ou uma seção de apêndices (como em SdA). Mas as vezes era apenas uma linha ou um punhado delas e que Tolkien pai não havia feito qualquer trabalho integrativo no universo para recebê-las. O produto de tanto conteúdo de referência foi o History of Middle Earth.

    Esse é um ponto muito importante. Em um livro sobre dragões modernos em Tolkien li que quando Tolkien criava um nome e se a pessoa conhecesse o nome real de alguém ela estaria de posse também da verdade. O que significava que para incluir uma passagem na obra ele precisaria mexer em todo o passado (árvores genealógicas, idiomas, personagens de poder, etc...) e reelaborar o futuro. Se os editores não encontrassem algo mais completo do que um esboço solto o texto seria descartado.

    Creio que no fim das contas a limitação ao publicar uma versão foi inevitável por serem textos inacabados devido ao desinteresse (ou mesmo falta de tempo) do autor.
     
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