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[Discussão] Por que os anime/mangá são tão cultuados?

Tópico em 'Anime & Mangá' iniciado por Ar-Rick, 11 Nov 2007.

  1. Ar-Rick

    Ar-Rick Back to life!!!

    Não sei se existe ou não um tópico desses, e não sei também se estou escrevendo besteira, porque particularmente, não entendo nada do assunto e é a primeira vez que estou postando.
    Que eles invadiram e tomaram o lugar que antes era dos "Comics" e HQ's, todos sabemos. Mas por que se tornaram tão influentes e importantes para os jovens de hoje?

    Gostaria de uma discussão crítica, deixando de fora os:"ahh, eles são demais", ou coisas do gênero.:mrgreen:
     
  2. Belfalas

    Belfalas Ele é legal

    Re: Por que os anime/mangá são tão cultuados?

    Talvez pela forma de maior "liberdade de expressão" e envolvimento com os jovens de hoje.

    A maioria das HQ's foram criadas no periodo Pós-Guerra, quando o E.U.A estava tendo desavenças com a Russia, e os personagens principalmente foram criados para "combater" mal-feitores loucos da União Soviética.

    Os Animes ganharam um espaço maior nos anos 90, e vem conquistando cada vez mais a todos com seus diversos Generos e Tipos, mas ai depende de cada pessoa, por que não são todos que gostam.
     
  3. Faramir Estel

    Faramir Estel By Demons Be Driven

    Não é no geral não, nos EUA as HQ's ainda são bem populares, mas cada vez mais elas tão perdendo espaços pra Animes e Mangá. Uma das coisas que eu o Belfalas falou é verdade, enquanto o tema das HQ é quase que único, os animes (embora com MUITA coisa igual nos generos) é um pouco mais diversificado nesse aspecto, por isso de ele estar se tornando mais popular, pois envolve mais pessoas interessadas em temas diferentes.

    Agora uma comparação entre os dois eu não conseguiria fazer, já que entendo pouquíssima coisa de HQ's, mas acho o traço muito bonito e bem trabalhado.
     
  4. Tilion

    Tilion Administrador

    Isso de ter sido criado principalmente no pós-Guerra se aplica exatamente ao mangá, pois foi quando o Tezuka deu o pontapé que iniciou tudo o que temos hoje. Embora boa parte da intenção estivesse nas entrelinhas (isto é, restaurar o ânimo do povo), na prática os temas desses primeiros mangás pós-Guerra não tinham relação direta com nada do "mundo real" propriamente dito.

    O "boom" dos animês se deu na verdade nos anos 70, em particular a partir do lançamento da primeira série do Yamato, que foi uma revolução no modo como as histórias eram feitas até então - um tanto bobinhas e despreocupadas no geral -, passando a ser mais elaboradas e com temas mais profundos e complexos. Claro que temos até hoje animês com histórias bobas ou mesmo sem história alguma, mas que há um nicho considerável que coisas mais "cabeça", isso é inegável e já vem sendo seguido a quase 40 anos.

    Aliás, ainda sobre o Yamato, quer melhor jogada do que resgatar o maior encouraçado da marinha japonesa da 2ª Guerra Mundial do seu local de naufrágio e transformá-lo em uma nave espacial que deve partir para outro planeta em busca de uma cura para a radiação que assola a Terra? Não é à toa que a série é um ícone até hoje por lá. Uma coisa dessas pode passar meio despercebida por aqui, mas lá a massagem no ego do japonês foi considerável. =]

    Quanto aos animês e mangás serem cultuados no Ocidente nos últimos anos, creio que tem a ver principalmente com a questão do "novo" e do "estranho". Claro que há coisas muito similares aos comics, mas a grande maioria chega a dar um nó na cabeça das pessoas, há um choque cultural considerável... e elas são atraídas justamente por isso. Há muitas referências culturais que passavam e ainda passam completamente batidas para os ocidentais nesses materiais (daí o uso de eventuais notas finais/de rodapé) e não creio que a maioria realmente "entenda" esse material pelo o que eles realmente são, mas no final isso não importa muito, muito menos para os leitores. E o porquê disso é que embora haja barreiras quase que instransponíveis se a pessoa não possuir uma base considerável sobre a cultura nipônica, as linhas gerais de tais histórias ainda assim são indentificáveis pelo público ocidental, que consegue apreciar o conteúdo da melhor forma que lhe é possível dentro das suas capacidades.

    O estranho e o novo exercem uma força maior do que a barreira cultural em si, eles atraem e instigam a curiosidade... e, com isso, obviamente acabam cativando. Aliado a isso está o fato de que as histórias são simplesmente feitas de modo diferente daquelas nos comics, a começar pelo fato de que revistas/animês têm fim. Há coisas como X-Men que estão aí há mais de 40 anos com os mesmo personagens que nunca envelhecem, numa interminável novela que invariavelmente ou esgotam qualquer veia criativa daqueles que trabalham nelas, ou cansam de vez os fãs. É algo que já não acontece nos mangás; não que todos sejam sempre originais (não são, na maioria das vezes até), mas todos têm início, meio e fim, por mais longa que uma série possa ser (sim, um dia One Piece vai acabar, seja pela morte do autor ou não! :lol:). Isso acaba dando uma sensação de "segurança" ao leitor, pois ele sabe que mesmo que a história possa derrapar no meio do caminho e alongar em coisas que estão lá obviamente para encher lingüiça algumas vezes, ainda assim ela possui uma trama principal que uma hora terá que acabar. Assim, o leitor poderá passar acompanhar o processo de amadurecimento dos personagens e da própria história dentro de um prazo que dificilmente vai exceder o seu próprio tempo de vida (desvantagem tremenda nos comics; X-Men começou antes de eu nascer e certamente estará por aqui ainda quando eu morrer), poderá colocar a série completa na estante e revisitá-la tranquilamente quando sentir vontade.

    Não é o único fato decisivo para explicar tal fascínio dessa arte nas cabeças de cá, tampouco o é o resto que mencionei aqui, mas o caráter finito de mangás e animês, apesar de muitas vezes não ser percebido conscientemente, é uma das influências para tal fenômeno.
     
    Última edição: 12 Nov 2007
  5. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    O Gabriel disse tudo! Começo, Meio e Fim. Nada de enrolações ou arcos maçantes que praticamente obrigam o leitor a comprar revistas das quais não gosta, apenas para poder acompanhar uma parte da saga em pouco mais de 20 páginas. E os heróis morrem e não voltam com amnésia.

    A identificação com as personagens de animês e magás é imediato. Estudantes que sofrem algum tipo de preconceito e que evoluem com o passar da trama, romance com uma temática mais adulta e até chocante para nossos padrões ocidentais, cenérios belíssimos e vestuário detalhadodo com esmero. Narrativa envolvente e ágil, ou lenta e contemplativa em certos momentos etc.

    Claro, há muita porcaria. Com cenas de violência desnecessária, sangue em profusão, bichinhos cuti só pra vender chaveiro e sem noção, os desenhos MOE e Lolicon, onde exploram a perversão por meninas-heroinas em uniformes de colégio e muita calcinha à mostra... e pro aí vai.

    Mas, apesar de tudo, todas as personagens refletem a sociedade e suas fraquezas que outros gêneros (com excessão do europeu) só arranham superficialmente.
     
  6. Primula

    Primula Moda, mediana, média...

    Porque é um anomalia toda nossa ocidental (apesar que sou oriental).

    Sério, gente... com exceção dos anormais que estão surgindo AGORA no Japão, não existia muito esse negócio de IDOLOS como temos aqui.

    Um artigo que li alguns anos atrás sobre uma famosa atriz japonesa ao ser convidada para um trabalho em "Holy Wood", que ficou meio confusa com toda a veneração/atenção/badalação que davam para ela retrata bem isso: ela podia perfeitamente fazer compras nos mercados (e supermercados e hipermercados) no Japão sem que viesse um monte de gente maluca e histérica pedir autógrafo/pedaço dela. E em Hollywood, não deixavam ela fazer nada por conta de público doido, papparazzi, xenófobos, etc..

    Hoje em dia - com uma velocidade que não gosto - isso está mudando. Os jovens gostam de pensar que o público querem pedaços deles. Mas acho que ainda é seguro afirmar que essa doideira de querer ser IDOLATRADO/CULTUADO é coisa puramente Ocidental (Beatles era britânico, certo?)

    E porque queremos tanto pedaço do ídolo? Pra que tanta adoração?

    Façamos um paralelo com novela da Globo ou mexicanas.

    Aquele mundo não é o nosso. Nunca o mundo é como retratado nas novelas. Mas não conseguimos parar de sonhar com aquele mundo "melhor", de suspirar pelo galã. Não queremos ver algo que vemos todo dia, queremos o diferente, o misterioso.

    O universo dos Animes cultuados/idolatrados (Ah, é o máximo, foda, onde o interlocutor é incapaz de manter uma conversação decente por muito tempo) não é muito diferente de pensarmos nas nossas mães e madrinhas que tanto criticamos por assistir novela idiota. Também o mundo dos animes não é o nosso (é 'melhor': mais excitante, menos chato, etc), os galãs são mais atraentes, as moças mais lindas, etc..

    De fato existem apreciadores de animes que não agem assim, ou seja, não gostam de animes novelescos (Quer coisa mais novela que Fushigi Yuugi?) ou populares. Mas basta olhar os tópicos que tratam estes animes/mangás. Alguns por serem filmes claro que não tem muito o que discutir... mas mesmo os que são séries, poucos são os que ganham uma discussão prolongada e decente.

    O que me lembra que preciso comentar sobre o final de Lobo Solitário...

    O que remete-me para a discussão do que é ser nerd. Heroes: é uma série que eu sei que é boa. Eu seria a epítome de nerdismo se eu tivesse a coragem de ver se vale a pena assistir. Depois só porque todo mundo que conheço assistiu, e vou na onda só para não ficar de fora do assunto é maria-vai-com-as-outras. Se eu escuto que é bom, mas de birra não assisto, é burro teimoso. Se depois que alguns assistiram e vou dar uma verificada se é bom, apenas tenho bom senso.

    Graficamente:

    ^
    | bom senso | nerd/pioneiro
    | teimoso | maria-vai-...>

    Adaptei esse gráfico de uma aula sobre sucesso profissional, mas dá para entender o esquema...
     
    Última edição: 23 Nov 2007
  7. Breno C

    Breno C Quack

    Acho que o pessoal se indentifica mais com os animes/mangas. Os perssonagens são mais humano, tem mais haver com os sentimentos que temos. Tipo: alguém intende a tristeza que o superman passa, só porque é forte demais e pode acabar machucando os outros? Não, porque ninguém tem super força. Já os perssonagens de mangá, tem problemas mais reais, como por exemplo no Love Hina: pode acontecer de uma pessoa não passar 5 vezes no vestibular e se sentir um merda...
     

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