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[Discussão] Narrativas arquetípicas..

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por kika_FIL, 25 Nov 2010.

  1. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    Lendo o blog do
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    hj, me deparei com o seguinte parágrafo:
    Ele faz uma comparação de HP com Luke Skywalker, mas parece-me que se aplica a mais casos.. As minhas perguntas são as seguintes:

    a) Quais outros livros/filmes/séries se enquadram nesse plot?

    b) "o importante não é o que é contado, mas como é contado". Você concorda com esta afirmação? Por que?

    Achei que daria uma discussão legal
     
  2. Tilion

    Tilion Administrador

    Esse enredo é da Jornada do herói, analisada pelo Joseph Campbell no seu livro O herói de mil faces. Desde que o mundo é mundo há histórias que se enquadram nesse formato. É basicamente a "história padrão" em se tratando de heróis.

    Principalmente no gênero de fantasia, é quase impossível tu encontrar alguma obra que fuja dessa fórmula. Logo, o que acaba pesando sobre a qualidade da história é realmente o como ela é contada, e pelo menos no gênero da fantasia a regra parece ser falhar miseravelmente nisso, agarrando-se aos clichês com todas as forças e não ousando em nada, o que nos deixa com pilhas de fantasias genéricas dentre as quais eventualmente tu consegue pescar algo que se sobressai às demais.

    Eu colocaria HP num meio termo. Não é um dos lixos, mas tampouco é uma das obras-primas. Pende pro lado dos clichês mal utilizados, o que deixa a maioria dos eventos previsíveis e óbvios demais. O que falta de qualidade artística a série tem de potencial de entretenimento pelo entrenimento - e só.

    Uma série de fantasia recente que eu colocaria entre as obras-primas é A Song of Ice and Fire, do George R. R. Martin (o primeiro livro, A Game of Thrones, saiu agora em português por aqui como A Guerra dos Tronos). A história é muito bem elaborada, a verossimilhança é grande e os personagens têm personalidades desenvolvidas a fundo. Parece um romance histórico com elementos de fantasia, com uma sensação de "real" semelhante à invocada pela obra do Tolkien. Mas Martin joga qualquer clichê no lixo (ainda mais que a maioria dos personagens é basicamente composta de anti-heróis) e tem uma tendência a surpreender o leitor a cada página, geralmente para deixá-lo com um sentimento de desconforto, tanto que acho que o melhor conselho que se pode dar a quem for ler a série é: "Não se apegue aos personagens". Será menos traumatizante, acreditem. Em suma, é melhor obra de fantasia desde O Senhor dos Anéis, o que certamente não é pouca coisa.
     
  3. .Penny Lane.

    .Penny Lane. Usuário

    Puxa, fiquei ainda mais triste com o fato da tradução do primeiro livro do Martin por aqui ser ruim =(

    Eu concordo totalmente que o importante é como se conta uma história. Até porque histórias com os mesmos temas existem aos montes... algumas são ótimas e outras são péssimas. É até raro ver algo original hoje em dia...
    Acho que um bom exemplo pra esse caso é o livro O Apanhador no Campo de Centeio, do Salinger. Uns poucos dias na vida de um adolescente, dias completamente normais. E eu adoro o livro. O enredo é simples, mas a forma como o Holden narra a história deixa ela imperdível. As gírias, as comparações exageradas... acho o livro muito divertido, pela forma como é narrado.
     
  4. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Vim aqui na fissura de colocar toda a minha sabedoria adquirida lendo Campbell e vejo que cheguei tarde demais.

    Não vejo como adicionar alguma coisa além do óbvio já colocado pelo Tilion. No final das contas, a imensa maioria das histórias seguem esse enredo e o que muda mesmo é o como contar.

    Já faz um tempo que eu deixei de lado a incomodação com os clichês. Eles existem porque funcionam, o problema é quando são mal-utilizados como o Tilion colocou. Quebrar esse Paradigma é bastante complicado e é coisa para poucos, quando bem feito é algo fantástico.

    Uma trilogia que faz as duas coisas (o acerto e o erro) é Rambo. Podem rir, mas o primeiro filme é genial (justamente por inverter completamente o papel heróico), enquanto que os outros dois são aquela pataquada americana de guerra de sempre.
     
  5. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    Você é o herói inconsciente

    é, a resposta as suas perguntas é uma só: ler o
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    d joseph campbell. campbell dividiu o mito do herói de 12 passos, mas foi sonia belloto, em seu livro '
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    ' q analisou detalhadamente como o
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    usou essa estrutura passo a passo. ah, belloto tb mostra como essa estratégia foi usada no filme '
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    '. já no documentário '
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    ' (em 7 partes, encontrado nos melhores torrents da internet), campbell é entrevistado no rancho skywalker, de george lucas, e afirma junto com o seu amigo diretor, q guerra nas estrelas seguiu à risca a receita d bolo do historiador das religiões e mitologias. eis aí a relação da sua comparação inicial.

    nada novo até aí, mas um fato histórico interessante quando a fórmula passou a ser massificada descaradamente no cinema. nos anos 80, um roteirista da disney foi designado a tirar as animações de sua empresa do buraco. foi aí q nasceu o clássico
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    (sobrenome do roteirista) e desde então os desenhos disney só fizeram sucesso atrás de sucesso. e advinha quem vogler leu?

    psicólogos afirmam q o mito do herói apontado por campbell remete à psiquê humana, é algo q nos agrada sem precisar ser racional. talvez pq a jornada do herói tenha algo a ver com a nossa própria jornada na terra e por aí vai.

    o curioso é q dias atrás descobri q existe tb uma fórmula para a música q funciona assim como o mito do herói: a denominada
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    traz uma sequência de sons q faz com q qq música (desde lady gaga até restart, :puke:) soem viciantes e gostosas de ouvir. se o autor do post sobre a música afirma q as músicas q se baseiam nessa fórmula fazem sucesso ñ por esforço próprio ou originalidade e sim por oportunismo subconsciente, será q ñ poderíamos afirmar o mesmo dos livros e filmes q usam a fórmula descoberta pelo campbell? e a gde pergunta q ñ quer calar: se vc fosse escritor, preferiria arriscar em ser original fugindo desta fórmula e ñ tendo leitores ou fazer igual todos fazem para garantir uma tiragem mínima de livros publicados?
     
  6. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Você pode se usar de diversas fórmulas, o lance é o que você faz com ela.
     

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