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[Discussão] Gente pobre, Fiódor Dostoiévski

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Molly Bloom, 5 Fev 2020.

  1. Spartaco

    Spartaco 250 anos do nascimento

    Vai mais devagar. ;-)
     
  2. G. Asaph

    G. Asaph O meu Deus dança.

    Aparentemente eu também...Li as 3 primeiras cartas e estou achando deveras interessante...A ver a continuidade mas
    eu não entendi o relacionamento deles ainda,sei que deve ficar mais claro mas por enquanto ainda não percebo se são somente amigos ou amantes..Mas isso só minha opinião do que?10 primeiras páginas?Mais observações do que reclamações...

    Ah e sendo o primeiro livro epistolar que leio me surpreendeu a curiosidade que é despertada e as perguntas que são feitas como já falaram...Espero que continue assim...
     
    Última edição: 12 Fev 2020
    • Gostei! Gostei! x 1
  3. fcm

    fcm Usuário

    pois é, também li as 3 primeiras cartas e tive a sua sensação @G. Asaph
    Pelo visto tem um passado que ainda não sabemos!

    outra coisa interessante
    Pq ele não pode visitar ela se não os vizinhos vão dizer alguma coisa?
    será que são/foram casados? pelo visto moram os 2 em aluguel em algum cortiço :think:
     
  4. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Ainda estou no começo, li só as primeiras cartas.
     
  5. Nírasolmo

    Nírasolmo Usuário

    É interessante notar que Dostóievski baila entre a miséria e os sentimentos (não necessariamente o amor romântico) em quase todos os períodos da narrativa. Pelo menos no contemplado na primeira semana, as relações de afeto estão intrinsecamente presentes em todos os personagens, mesmo que chagados pela condição social que os afligia.

    As primeiras cartas, na medida em que são lidas, realmente surpreendem, pela falta de caráter romantico entre os dois personagens – a radiografia presente nas missivas não se trata de sentimentos individuais, mas de memórias coletivas (a casa em que se mora, os detalhes da vida urbana, etc.)

    Também pode se observar uma diferença creio eu gritante entre a forma como Varvara escreve e como Makar o faz – a primeira, o prática de uma maneira simples, leve e até fluida, enquanto que o homem, mais velho, às vezes se traveste de tecnicalidades e especificidades, elemento que com certeza estavam transcritos no original. O curioso não é isso; é observar que um autor com 24 anos e em seu primeiro romance consegue simular tão bem duas formas de escrever distintas.

    No entanto, nos escritos que Varvara entrega a Makar contando da sua vida pregressa, o autor resgata até com maior fervor o que esboçava nas cartas. Varvara vivia uma condição de vida melhor – mas, curioso que aí se revela o único rosto do ódio: o pai que vendo sua condição financeira derrocar, destila toda a culpa na filha e na esposa.

    Depois que o pai morre (e aí, pela primeira vez, a morte assume contornos de conectividade com a miséria humana), as relações demoram para se reestabelecer: o amigo intelectual de Varvara e seu respectivo pai nutrem uma boa relação social com as duas, que logo se transforma em amizade; a miséria das condições não os impedem de se ajudar, cognitiva e financeiramente!

    Aí, como no início, a relação que se presumiria como afetiva-romântica não deslancha; Dostóievski mais uma vez brinca com o leitor, e logo a morte do amigo que sofria com tuberculose, novamente, coloca a miséria como elemento principal.

    No fim desse período, Varvara vê-se rodeada com a morte iminente da mãe: de fato, a miséria dos personagens (e a condição da Rússia no período contemplado) impedem uma realização plena dos sentimentos – desde o impedimento de Varvara e Makar de verem-se no início, passando pela morte do pai, do amigo e talvez da mãe, culminando na iminência da solidão.
     
    • Ótimo Ótimo x 3
  6. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Depois da excelente análise do Níra nem sei o que dizer sobre o livro até o momento. :lol:
     
    • LOL LOL x 2
  7. Spartaco

    Spartaco 250 anos do nascimento

    Terminei a primeira parte do cronograma, com a triste narrativa de Várvara, onde ficamos conhecendo o despertar do seu primeiro amor.
     
  8. Eriadan

    Eriadan Usuário Usuário Premium

    Eu tinha marcado o trecho onde era pra parar mas acabei me passando e lendo até o fim. :rolleyes: Ler no Kindle tem dessas. Vou esperar o dia 23/02 para fazer uns comentários porque não lembro exatamente o que seria spoiler nessa 3ª semana.
     
  9. Nírasolmo

    Nírasolmo Usuário

    Parece que os personagens nessa segunda parte se comportam numa espécie de negação da miséria e dos panoramas financeiros e sociais que os cercam.

    Os dois personagens principais tentam a todo custo sair da vida que levam, e isso é resgatado inclusive em mais um flashback — eles tentam emprestar dinheiro, arranjar empregos, rememoram antigas paixões — mas tudo isso é feito paralelamente à miséria que vivenciam, mesmo que o desejo seja oposto. Ou, ainda, mesmo com o anseio de se mudar de vida, a melancolia os paralisa.

    Enfim, a conferir o desfecho....

     
    • Gostei! Gostei! x 2

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