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Dez regras para salvar os cinemas

Ana Lovejoy

Administrador
Então, na discussão sobre conversas e celulares no cinema lembrei desse artigo do Pablo Villaça, aí achei que ele vai um pouco mais além da bagunça dos outros na sala de cinema e achei que valia a pena compartilhar aqui com vocês. O item que tem a ver com bagunça em sala de cinema é o que mais concordo - sobre a volta dos lanterninhas. Enfim, segue o texto aí:

Que o público de cinema tem diminuído significativamente, todos já sabem. Alguns culpam a pirataria; outros, o preço dos ingressos. O fato, porém, é que ir ao cinema tem se transformado em uma experiência que, longe de trazer o prazer antes garantido pelo ato de assistir a um filme na tela grande, vem se transformando num exercício de paciência: o público vem se tornando cada vez mais grosseiro, as projeções deixam a desejar e os longas são distribuídos com atrasos absurdos.

Na maior parte do tempo, como crítico de cinema, tenho o privilégio de assistir aos lançamentos semanais não só com certa antecedência, mas na companhia de espectadores que sabem se comportar: meus colegas de profissão. Há, claro, o inconveniente de as cabines (as sessões para a crítica) acontecerem pela manhã - um horário que meu organismo aprendeu a rejeitar ao longo das décadas -, mas isto é um obstáculo insignificante diante da perspectiva de passar raiva nas sessões abertas ao público.

Recentemente, tendo sido obrigado a encarar uma sessão dupla de Biutiful e Besouro Verde no BH Shopping, em Belo Horizonte, lembrei-me da frustração representada por uma experiência medíocre nas salas de cinema, o que me levou a propor as dez regras seguintes que, voltadas para os exibidores e distribuidores, têm o objetivo de apontar o caminho da reconciliação entre o público e a tela grande, levando a um novo crescimento na venda de ingressos. Não custa sonhar.

As três primeiras regras são voltadas para os distribuidores; as seguintes, para os exibidores. Espalhem a mensagem.

1) Ter bom senso ao definir as datas de lançamentos - À Prova de Morte foi lançado no Brasil depois de Bastardos Inglórios, que Tarantino dirigiu dois anos depois daquele segmento de Grindhouse. Woody Allen, durante um bom tempo, só chegava por aqui com um ou dois anos de atraso. Scott Pilgrim foi adiado diversas vezes até ser lançado de maneira porca em algumas poucas praças. Nós sabemos que não há mercado no Brasil para todas as produções lançadas ao redor do mundo anualmente e que planejar o que vai para o cinema ou o que será distribuiído diretamente em home video exige um estudo cuidadoso - ainda assim, o jogo de datas que ocorre toda semana, com várias alterações e cancelamentos, é algo que não permite nem mesmo que o espectador brasileiro crie expectativa com relação aos projetos que deseja ver. Nos Estados Unidos, os cinéfilos já sabem com antecedência que às vezes chegam a dois ou três anos a data exata em que o filme que querem ver irá estrear; aqui, marcar um lançamento no calendário seria passar atestado de burrice, já que as distribuidoras parecem anunciá-los aleatoriamente, não se importando em mudá-los muitas vezes na semana anterior à suposta estréia. Com isso, não há estímulo maior para a pirataria e para o download domiciliar, já que a incerteza de poder assistir ao filme é, sem dúvida, um grande motivador para que vários fãs garantam por conta própria a exibição da obra.

2) Jamais lançar um filme estrangeiro apenas em cópias dubladas - Durante um longo tempo, o padrão de lançamento era o seguinte: filmes infantis chegavam em cópias dubladas e legendadas; os adultos, apenas com som original e legendas. Era um sistema perfeito que garantia a alegria de todos os segmentos. Nos últimos tempos, porém, tem se tornado cada vez mais freqüente que obras voltadas ao público adulto também ganhem cópias dubladas e as animações não ofereçam opção de legendas para os interessados. E isto é de uma estupidez surpreendente. O que as distribuidoras não parecem perceber é que, com isso, estão afastando os cinéfilos que sempre tiveram o hábito de ir aos cinemas - e se em contrapartida acreditam que os longas dublados atrairão um novo público, estão terrivelmente enganadas, já que espectadores com este perfil sempre valorizaram e continuarão a valorizar mais a experiência de se ver um filme em casa, na tevê. Resultado: afasta-se uma parcela antes fiel à telona sem garantir que um novo segmento ocupe seu lugar.

3) Só incluir os créditos da legendagem quando o filme terminar de fato - Já perdi a conta do número de vezes em que subitamente fui informado de que o filme chegara ao fim ao ler a legenda "Tradução de Fulano de Tal" - um crédito que surgia na tela enquanto a narrativa continuava a transcorrer. A política aparentemente é a de que, terminados os diálogos, o tradutor deve assinar seu trabalho, mesmo que ainda restem vários segundos ou mesmo minutos de projeção. Isto ocorreu, por exemplo, em Vivendo no Limite e, recentemente, em Além da Vida. Ora, se um diretor quer que observemos algo na tela por algum tempo antes de partir para os créditos finais, é porque acredita que isto é importante para o impacto emocional de sua obra - e ao jogar o nome do tradutor na tela antecipadamente e revelar, assim, que o filme basicamente chegou ao final, os responsáveis pela legendagem sabotam este efeito, desrespeitando as intenções do realizador.

4) Jamais interromper a projeção antes que os créditos finais se encerrem - Por motivos que discuto em meu curso e já abordei perifericamente aqui no blog, o tempo dedicado aos letreiros finais é precioso na experiência do espectador no cinema; faz parte de seu retorno gradual à realidade, permitindo que o longa se sedimente em sua mente e em sua percepção emocional ao mesmo tempo em que já abre espaço para a reflexão sobre o que acabou de ser exibido. Cortar os créditos é, assim, uma forma ótima de sabotar o impacto provocado pela narrativa, além de ser um imenso desrespeito à equipe ali reconhecida. Como se não bastasse, tem se tornado cada vez mais comum que cenas sejam incluídas após os créditos finais - e já fui repetidamente agredido como cliente dos multiplexes ao permanecer na sala (algo que sempre faço, mesmo quando sei que não há nada depois dos letreiros) apenas para ver a projeção interrompida quando eu sabia que haveria uma cena extra dentro de alguns minutos. Quando pago um ingresso, pago para ver todos os minutos de projeção - e não é à toa que a duração de um filme informada pelas distribuidoras inclui os créditos finais.

5) É fundamental treinar bem os funcionários do cinema - Já fui tratado com impaciência, agressividade ou descaso por funcionários de diversas salas em todo o Brasil. Recentemente, ao tentar entregar meu ingresso para a sessão de Besouro Verde, no Cineplex BH, fui surpreendido pela atitude do funcionário que, ao ver meu ingresso, empurrou-o de volta à minha mão e disse com um tom bruto: "A sala não abriu ainda. Você não pode entrar, não". E quando perguntei se não havia um local de espera dentro do cineplex, a resposta foi: "Tem, não. Se quiser, tem que esperar lá fora". Da mesma maneira, no Cinemark do Pátio Savassi, fui obrigado a pedir silêncio às duas funcionárias do espaço que insistiam em conversar durante a sessão e que nem ao menos desligaram seus rádios, permitindo que apitassem a cada três ou quatro minutos. E a questão vai além, já que este treinamento tem a ver também com a regra seguinte...

6) Nunca abra as portas da sala antes que o filme chegue ao fim - Assim como o surgimento do nome do tradutor arruína a experiência, é frustrante perceber, enquanto a projeção ainda está ocorrendo, a movimentação dos funcionários na parte dianteira da sala para abrir as portas de saída no exato segundo em que o filme chegar ao fim. Além de ser uma distração nada bem-vinda, esta atitude indica a iminência do desfecho da história momentos antes do planejado pelo realizador. Porém, considerando a freqüência com que os funcionários chegam a abrir a porta antes do final do filme, tenho até me sentido grato quando se limitam apenas a caminhar rumo à saída.

7) Voltar a empregar lanterninhas que monitorem a exibição - O cinema Arclight, em Los Angeles, é considerado o melhor de uma cidade na qual o padrão de projeção é, por natureza, mais exigente do que na maior parte dos lugares. E há um motivo para isso: antes do início da cada sessão, um funcionário da casa se dirige ao público explicando que o rigor técnico é uma preocupação do lugar e que, várias vezes durante a projeção, ele retornará à sala para verificar se está tudo correndo bem - além de avisar que estará logo ali fora caso algo ocorra. Já nos nossos cinemas, espectadores conversam o tempo inteiro, atendem celular, brigam nas salas, a projeção sai de foco, caixas de som deixam de funcionar, a película sai da posição e ninguém faz nada caso uma revolução não ocorra. Ora, quando pago ingresso, quero a experiência completa, perfeita: uma projeção impecável em uma sala silenciosa. Se há outros clientes ali que não respeitam isso, então devem ser removidos do local, já que não têm o direito de estragar aquele momento para todos os demais. Antigamente, o lanterninha se encarregava de manter este respeito mútuo na sala: de tempos em tempos, entrava para verificar o comportamento e não hesitava em exigir educação ou retirar os imbecis que não compreendiam que todos ali pagaram ingresso para assistir ao filme, não para ouvir sua voz irritante. Hoje em dia, são os próprios espectadores incomodados quem devem agir por conta própria - e não é à toa que têm ocorrido um número cada vez maior de brigas nas salas e até mesmo de mortes (como o sujeito que foi esfaqueado há cerca de um ano depois de atender o celular várias vezes e o rapaz que levou um tiro, semana passada, por comer pipocas de forma excessivamente barulhenta em uma sessão de Cisne Negro).

8) Limpar os óculos 3D - Os cinemas cobram, em média, 30% a mais pelos ingressos das salas 3D - um custo justificado por eles como sendo fruto da necessidade de higienizar e manter os óculos especiais usados pelo público. Assim, é inaceitável que recebamos, em troca destes 30%, óculos sujos, com lentes manchadas e que às vezes chegam até a feder - isto quando não estão tortos. Querem cobrar mais? Então prestem algum serviço por isso.

9) Usar a intensidade de luz adequada do projetor - Muitos exibidores têm a noção equivocada de que uma boa maneira de aumentar a vida útil das caras lâmpadas de seus projetores reside na estratégia de mantê-las numa intensidade menor do que a recomendada pelos padrões técnicos internacionais. Isto não só é uma besteira, já que as horas úteis se mantêm inalteradas, como ainda contribui para tornar a experiência pior para o espectador, que é obrigado a assistir a uma projeção escurecida e longe do ideal. Quando esta prática se soma às projeções em 3D, que exigem os óculos que já comprometem a luminosidade, o resultado é desastroso.

10) Limitar o tempo de propagandas antes dos filmes - Sim, é verdade que as salas de exibição não costumam tirar a maior parte dos seus lucros dos ingressos, que, afinal, são revertidos em sua maioria para as distribuidoras. Assim, se as bomboniéres são as responsáveis pelos lucros dos cinemas (sim, eles estão mais interessados na venda de pipoca e refrigente do que nos ingressos em si), os exibidores também têm se mostrado cada vez mais interessados no trocado extra proporcionado pelos vídeos publicitários exibidos no início das sessões. Até aí, tudo bem: é preciso compreender que há uma necessidade comercial em jogo. Porém, quando as propagandas começam a interferir na experiência do cliente/cinéfilo, algo está muito errado - e já estive em sessões que tiveram quase 20 minutos de publicidade antes do início dos trailers. Assim, um acordo razoável seria o de permitir no máximo 5 minutos de comerciais no início da sessão - e com a exigência de que estes vídeos comecem pontualmente no horário marcado no ingresso. Com isso, o espectador que não quiser se submeter à publicidade indesejada poderá usar este tempo para ir ao banheiro ou comprar pipocas - o que, mesmo assim, certamente deixará um número suficiente de clientes na sala para justificar o interesse dos anunciantes (já que, afinal, nem todas as sessões têm comerciais e poucos se arriscariam a um atraso apenas por apostarem nos cinco minutos de publicidade).

Se estas dez regras passassem a ser seguidas por distribuidores e exibidores, estou certo de que o público de cinema voltaria a crescer. Infelizmente, enquanto não forem implementadas, nós, amantes do cinema e defensores da experiência da tela grande, não teremos muitos argumentos que convençam outros a dividirem esta paixão. Afinal, confesso ficar sem resposta quando alguém me pergunta algo como "Por que eu deveria pagar por ingressos caros, estacionamento, pipoca e refrigerante para ter uma experiência medíocre e irritante se posso ficar em casa e assistir ao filme na minha tevê de tela grande em alta resolução (baixado pela Internet ou comprado) sem passar raiva e gastando muito menos?".

Em vez de rebater, sou obrigado a concordar e a dizer apenas: "É verdade. Distribuidores e exibidores, por que deveríamos?".

Daqui.
 
Tudo é uma questão de bom senso de ambos os lados: cinema e público, cada um fazendo a sua parte.

Quando os dois lados se respeitam e estão em harmonia todos ganham.
 
2) Jamais lançar um filme estrangeiro apenas em cópias dubladas
Isso é o que mais me irrita, fico ansioso esperando o lançamento do filme e quando finalmente chega..... só tem dublado :fire:

4) Jamais interromper a projeção antes que os créditos finais se encerrem
É uma extrema falta de educação expulsar as pessoas durante os créditos finais, isso já aconteceu comigo, é só acabar a última cena que já aparecem vários funcionários para limpar a sala, me obrigando a sair depressa (¬_¬)"

7) Voltar a empregar lanterninhas que monitorem a exibição
Concordo que o lanterninha faz muita falta! Sem ele não existe respeito algum nem pela obra exibida e nem pelas pessoas que estão ali compartilhando a sala, o que acaba fazendo do recinto praticamente uma selva, onde cada um brigará com algum desconhecido pelo seu direito de ver o filme em paz.
 
Pablo Villaça é um chato, mas, geralmente, pertinente.

É bom mesmo chamar a atenção para o desrespeito que começa com os distribuidores e exibidores. Falta muito mais seriedade e mais busca pela qualidade mesmo. E os cinemas de rua ou mais focados em "filmes de arte", que costumam ser mais agradáveis, estão fechando aos montes.
 
Falando em despreparo de funcionários, ontem sofri algo que nunca tinha sofrido em cinema quando fui ver Arvore da Vida.
Os funcionários me fizeram de bolinha de ping-pong falando que a sala era no kinoplex do shopping Leblon, depois falando que era na verdade no severiano ribeiro na ataulfo de paiva, depois shopping, ataulfo.....
Isso tudo 10/15 minutos antes de começar a sessão.
Das poucas vezes na minha vida que eu cheguei quase em cima do filme, estavam acabando as propagandas. E das poucas vezes na minha vida que perdi paciencia com funcionario de algum estabelecimento.
 
Despraparo de funcionário é indescupável. Nós temos um supermercado aqui perto de casa, o Angeloni, que tem a fama de ser mais caro que os demais (e é, tem que cuidar) mas se você chegar lá e perguntar qualquer coisa pra qualquer funcionário, eles sabem responder. Já vi gente perguntando de bateria de relógio pro vigia do estacionamento e o vigia indicou precisamente como fazer. Uma vez eu perguntei de um produto pra uma moça repositora de uma área nada a ver, e ela foi junto comigo até o lugar do produto. E não é mercadinho de esquina não, é GRANDE.

Esse tipo de cuidado com o treinamento dos funcionários só agrega. Você pega confiança no estabelecimento. Mas treinar custa dinheiro e tempo.
 
Nossa ele parece sim rigoroso, mas as regras são colocadas de forma pertinente... aliás, se todos seguissem teriamos algo melhor para frequentar.
 
2) Jamais lançar um filme estrangeiro apenas em cópias dubladas

Isso aconteceu aqui com o Capitão América, o único cinema grande dessa joça só está passando o filme dublado. Eu mesmo não vou assistir agora, prefiro esperar chegar em dvd.
 
Eu prefiro enormemente filme legendado, não importa a língua, nem que seja klingon. E quando eu assisto filme brasileiro, dá uma sensação estranha, por me acostumar com outros idiomas (no geral inglês).
 
Como eu dou prioridade máxima pra filme dublado, dessas 10 regras apenas 1 é totalmente irrelavente pra mim. Se os cinemas quiserem não cumpri-la agradeço. :mrgreen:

Prioridade pra filme dublado? Sério D=????????????

E muito fail "se os cinemas não cumprirem eu agradeço". O Pablo falou em não lançar somente a cópia duplada, não falou nada em lançar somente a cópia legendada.
 
E se for um filme francês??

Aí sim prefiro o audio original, mas não fico lamentando mesmo num idioma que gosto se for dublado. Eu dou muito valor a dublagem brasileira ainda mais que já tive a oportunidade de ver de perto o trabalho em um estúdio profissional.

Pena que é raríssimo filmes franceses serem exibidos nas telona no Brasil. Até hoje só assisti Romance-X e La Machine a Decoudre ambos legendados.

E muito fail "se os cinemas não cumprirem eu agradeço". O Pablo falou em não lançar somente a cópia duplada, não falou nada em lançar somente a cópia legendada.

Ok entendi, mas vamos supor uma situação que pode acontecer: muitas as vezes acontece da distribuidora por questões de procura/disponibilidade estar com mais cópias pra pronta entrega somente da versão dublada e o legendado chegando só uns 10 a 15 dias depois. Aí o dono do cinema fica num dilema se espera ou vai aproveitar ao máximo a temporada em cartaz e decide exibir o que tem em mãos pra pelo menos já ir faturando até a outra versão chegar. É algo que pode acontecer.
 
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:lol:
Romance-X quase entrou na minha lista do clube da terceira idade.


Eu também respeito a dublagem brasileira.
Mas não dá. As obras foram feitas para serem vistas em seu original.
 
Ok entendi, mas vamos supor uma situação que pode acontecer: muitas as vezes acontece da distribuidora por questões de procura/disponibilidade estar com mais cópias pra pronta entrega somente da versão dublada e o legendado chegando só uns 10 a 15 dias depois. Aí o dono do cinema fica num dilema se espera ou vai aproveitar ao máximo a temporada em cartaz e decide exibir o que tem em mãos pra pelo menos já ir faturando até a outra versão chegar. É algo que pode acontecer.

Isso não tem sentido, é muito mais fácil legendar do que dublar. Aliás, pra dublar você já tem que ter o roteiro do filme em mãos, todos os diálogos - o que é quase a legenda.
 
Isso não tem sentido, é muito mais fácil legendar do que dublar. Aliás, pra dublar você já tem que ter o roteiro do filme em mãos, todos os diálogos - o que é quase a legenda.

Muito menos crítico do que possa imaginar.

Títulos de potencial de grande bilheteria, graças as tecnologias mais recentes de gravação e edição hoje são dublados em bem menos tempo que há 20/30 anos atrás, com uma defasagem bem pequena, praticamente desprezível em relação aos legendados.

Tive a oportunidade de passar o dia todo prestando um serviço de elétrica há 5 anos atrás nos Estúdios Álamo em Sampa e fiquei impressionado vendo como é um dia normal de trabalho lá. A dinâmica é enorme e a dublagem de um filme é tratada de uma forma muito parecida a fabricação de um automóvel em linha de montagem, com várias partes do filme sendo dubladas ao mesmo tempo e outros profissionais já a postos na edição/sincronização e toda essa logística de trabalho garante a entrega do produto final com rapidez e eficiência em pouco tempo.
 
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mas pra efeito de distribuição no mercado que é o que importa isso não traz impacto. O verdadeiro impacto é outro..

O que cabe as distribuidoras é procurar equalizar bem a proporção de cópias dubladas x legendadas pra atender bem a real demanda e nunca ficar faltando.

E como o legendado tem mais procura, se porventura falta, até outras serem produzidas acaba havendo um tempo de espera e aí que cai naquilo que postei, se o dono do cinema quer lançar logo o filme e só conta com o dublado na pronta entrega ele vai ter que decidir se espera ou exibe o que tem a mão.
 
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