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DE PONTO A PONTO

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por carlo jorge, 21 Mar 2011.

  1. carlo jorge

    carlo jorge Usuário

    Uma certa vez os garotos do carro da frente colocaram o rosto para fora da janela, ao menos era a vez que o pai tinha visto, pois pela bronca e o conselho de nunca fazer isso, deu para notar que o caso era importante, tomei coragem de sei lá onde e fiz isso também, o vento, a brisa, a sensação de estar livre foi cruel, cruel pelo tabefe no bumbum, de resto valeu, mas o que levamos da vida se não sensações boas? A bem da verdade não sabia desse ditado na época, mas foi bendito anos depois. Sentimos naquele dia, eu e os garotos do carro da frente, o que ela poderia nos proporcionar, nos elevar, fazer nossa vida estar acima do mar, andar pelo mar, voar pelo mar, são as pontes que nos tocaram, percorremos metros por elas naquele dia, era a primeira vez que eu via uma tão de perto assim, nunca coloquei a cabeça para fora do carro mesmo. E foi lindo, pontes, perguntei primeiro o que era exatamente, depois de explcado, mesmo com o bumbum ardendo um pouco, fiquei atento a didática, e então a conheci, e foi um belo amor.
    Pontes, são as que ligam, ligam saudades, despedidas e lugares, pontes são caminhos, caminhos em cima de outras coisas, caminhos por estradas e mares, caminhos por rios, caminhos por nuvens, quando aéreas, sou fascinado por elas, me ligam ao meu passado, o passado do bumbum ardido, o passado de quando eram somente de madeira, pontes...são retornos, promessas de volta, por aquele mesmo caminho, aquele mesmo estreito pedaço de chão, são reformas, traçam uma trilha vesga ou linha direta as vezes, invergam-se ao sopro do ar, vão e vem.
    Pulamos de pontes sempre, nossa ponte de uma amor para o outro, onde todos os outros são " pontes " para chegar a um próximo amor, nossa ponte da amizade, pontes de confiança e de ilusão, eu já fiz várias pontes, ao telefone, mas são pontes, me lembro que ví a construção de uma ponte, bem elegante, colorida, feita por pessoas inteligentes, sabiam o que faziam, a ponte era generosa no seu material, aparentava ser da melhor espécie, rica e esnobe - no bom sentido - fazia parte de um espetáculo, nem me atrevia a passar, ligava poucos pontos, mas importantes, fisgava sempre olhares e uma vontade para foto, conheci seu dono, disse que a fez para honrar um pedido antigo, de qualquer forma, sempre gostou de pontes também, então era dupla a satisfação. Eu era pequeno, e cabia muito bem nela, fiquei assustado somente ao saber para que realmente servia, bem que notava que ninguém passava por ela, somente chegavam próximo, admiravam e iam embora. A ponte? Causou curiosidade? Simples, junte sete cores, sonhe, fale com o cara lá de cima, quem sabe um arco íris de coisas boas não aparece na ponte que liga sua vida também?

    Aponte para uma ponte e em cima dela pense, ligar coisas é simples, desça e faça suas ligações, do bem com a paz, do sorriso com o amor, do pirulito com o sorriso de criança.

    As pontes de um caminho de boas memórias são indestrutíveis!

    http://odiariodeobservador.blogspot.com
    BOA VIDA!
     

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