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De azul e branco, 'super-herói' argentino combate o crime em Buenos Aires

Jeff Donizetti

Quid est veritas?
"Sou de carne e osso, tão real como a própria vida, e percorro as ruas de dia e de noite porque a cidade está cada vez mais louca e precisa de mais alguém que a proteja". Assim se descreve Menganno, um super herói que, equipado com um escudo redondo com as cores da bandeira argentina, coturno, luvas e capacete, defende os moradores de Buenos Aires da crescente criminalidade.

Com identidade protegida por uma máscara, o super-herói, que chegou a ser descrito pela imprensa local como o "Capitão América argentino", tem como objetivo intervir em situações violentas e ser "os olhos e os ouvidos adicionais da polícia", funcionando como um intermediário entre os cidadãos e a segurança pública. Quando questionado sobre a anacrônica decisão de usar um disfarce aos 41 anos de idade, rebate: "Ser bom e solidário não é estar louco".

"Sou um cidadão comum que tenta fazer com que o bem prevaleça", esclarece ele, que iniciou suas atividades heróicas com proteção e conselho de segurança aos moradores de Lanús, na província de Buenos Aires. Sempre com uma moto ou uma caminhonete, os "mengannomóveis", o serviço logo se estendeu a bairros da capital argentina, onde já é conhecido pelos moradores.

Na falta de super poderes, Menganno se vê obrigado a recorrer aos mais diversos artifícios para combater o crime: "Tenho agressivos químicos, um bastão, uma lanterna e um cinto de segurança, para o caso de ter que deter alguém", explica Menganno, que lembra ser solidário desde jovem. "Aos 14 anos, caminhava pelo centro e vi uma senhora caminhar descalça. Quando me aproximei para dar-lhe um sapato, ela se assustou e foi embora", conta.

A vocação, no entanto, só foi posta em prática há cerca de um ano, quando percebeu o aumento das notícias de violência. "Via que as pessoas eram roubadas ou assassinadas na porta de suas casas. Eu quebrava a cabeça pensando em que poderia fazer. O problema era como chamar atenção e a resposta foi o disfarce", contou ao jornal Clarín, para o qual também confessou que um de seus filhos "quer se esconder de vergonha" dele.

'Missão especial'

Apesar da resistência do filho, Menganno continua convicto de sua missão. Entre as benfeitorias prestadas à sociedade, cita a noite de 26 de abril, quando avistou dois homens "de 20 a 25 anos em uma moto com as luzes apagadas", que parados, aguardavam em uma esquina, atentos aos movimentos ao seu redor. "Comecei a sinalizar com uma baliza acesa e a tocar a buzina da 'Mengannomoto' na calçada em frente", relata o argentino.


A suspeita de que os motoqueiros planejavam roubar algum transeunte saído da terminal de ônibus, a poucos metros dali, foi parcialmente confirmada quando ambos se afastaram do local. "Às vezes a prevenção não é reconhecida e somente se critica ou se chega a conclusões depois que as coisas acontecem", queixa-se.

"O mais lindo e o mais estranho é que, às vezes, quando eu socorria alguém, a pessoa ficava congelada, me olhando uns segundos, e depois aceitava a ajuda", conta o argentino em um vídeo da campanha da Coca-Cola "125 razões para acreditar em um mundo melhor", na qual é mencionado na 48ª posição.

Além de ativo nas ruas, o super-herói azul e branco não deixa a desejar nas redes sociais: conta com um grupo no Facebook, com mais de 20 mil fãs, um canal no YouTube, onde sobe vídeos de suas façanhas no socorro à população e suas entrevistas a programas de televisão e um website, onde aconselha cidadãos e relata as últimas ocorrências.

Fonte
Depois um maluco desses leva um tiro e a família é que fica chorando...
 

Jeff Donizetti

Quid est veritas?
Eu lendo Kick-Ass 2 hoje, agora me deparo com essa notícia. :lol:
Pois é. Como diz, mais uma vez "a vida imita arte", e de um jeito bizarro.

Esse é um daqueles casos em que a gente fica entre a vergonha alheia e o rolar de rir... E olha só o "escudo" do cara, que coisa tosca! :lol:
 

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