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Dantas: A orelha por trás de tudo

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Fafa, 22 Ago 2005.

  1. Fafa

    Fafa Visitante

    Fonte:
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    DANTAS VAI OU NÃO VAI?
    A luta do banqueiro para não ir à CPI. E as coincidências em textos de um deputado do PFL e de um empregado de DD. Confira trechos dos documentos

    Por Sérgio Lírio

    Os amantes de frases feitas adoram citar os múltiplos significados de um ideograma chinês. Aquele que representa ao mesmo tempo crise e oportunidade. Opportunity, em inglês. Há quase dois meses CartaCapital tem apontado indícios de que o banqueiro Daniel Dantas não só tem aproveitado a onda de denúncias contra integrantes do PT e do governo para tentar se manter no controle de três das principais companhias telefônicas do País, avaliadas em mais de R$ 15 bilhões. Dantas, de certa forma, está na gênese do pior momento enfrentado pela administração Lula desde a posse em janeiro de 2003. Entre outros motivos, por suas antigas relações com o publicitário Marcos Valério e seus contatos mais recentes com parte da antiga cúpula do Partido dos Trabalhadores.

    Celso Júnior/AE
    Fraga.
    Disse o pefelista: "Ninguém me manda fazer algo". As semelhanças com o documento assinado por Motta Veiga devem ser mera coincidência
    Só uma investigação profunda da CPI dos Correios seria capaz de apurar a extensão do envolvimento do dono do Opportunity na atual crise que paralisa o Brasil. Até a última semana, uma incompreensível resistência de parlamentares de legendas diversas impedia a convocação do banqueiro. As coisas mudaram. Na segunda-feira 15, depois de duas semanas de hesitação, deputados e senadores do PT fecharam questão. A bancada petista vai atuar em conjunto para que ele seja chamado a depor. O PFL da Bahia, leia-se a ala ligada ao senador Antonio Carlos Magalhães, antigo defensor do baiano Dantas, lavou as mãos. O sinal verde de ACM enfraquece a resistência do grupo de líderes pefelistas, entre eles Heráclito Fortes, do Piauí, e Jorge Bornhausen, de Santa Catarina, que comandam a chamada “bancada do orelhudo”. “Se pretendemos desvendar os financiadores desse esquema, não podemos deixar o Dantas de fora”, afirma a senadora Ideli Salvati (PT-SC).

    O banqueiro tem movimentado moinhos para evitar a presença na CPI. Ao longo da última semana, integrantes da “bancada do orelhudo” voltaram a fazer ameaças pelos corredores do Congresso. O recado de Dantas mudou de tom. Agora o dono do Opportunity usa os asseclas para informar ao distinto público que está louco para depor e entregar todos os “podres desde a privatização”. Se o fizesse, prestaria um enorme, grandioso favor ao País. Mas a leitura de integrantes da comissão de inquérito é que as mensagens do banqueiro, no fundo, expressam o medo de ser exposto ao escrutínio de deputados e senadores.

    Enquanto não é chamado, DD põe em prática sua descomunal capacidade de mobilização. Na quarta-feira 17, o ministro Benjamin Zylmer, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu o contrato firmado entre os fundos de pensão e o Citibank para a venda conjunta das participações acionárias do setor de telefonia. Em uma das cláusulas, as fundações comprometem-se a comprar a parte do banco americano na Brasil Telecom (BrT) por R$ 1,045 bilhão se ambos não encontrarem outro comprador até o fim de 2007. “Há notícias nos autos de potencial prejuízo aos cofres dos fundos”, anotou Zylmer na decisão.
    A suspensão do acordo foi solicitada pelo deputado federal Alberto Fraga (PFL-DF). Na edição 353 (de 8 de agosto de 2005), CartaCapital mostrou que Fraga é um dileto integrante da bancada pró-Dantas. O pefelista, coronel da reserva, não tem nenhuma intimidade com o tema. Não integra a comissão de infra-estrutura nem relatou na Câmara assuntos relacionados aos fundos de pensão ou à telefonia. Quando entrou com a primeira representação, no início do mês, dizia desconhecer que Dantas era acionista da BrT. CartaCapital perguntou a Fraga se ele agia em nome de alguém. Obteve a seguinte resposta: “Ninguém me compra ou me manda fazer algo. Tomei a iniciativa para impedir que os participantes da Previ saíssem prejudicados”.

    Esta publicação não coloca em dúvida as boas intenções do parlamentar. Mas estranha a incrível semelhança entre os textos da representação de Fraga e um documento enviado por Luís Octavio da Motta Veiga, presidente do Conselho de Administração da Brasil Telecom, a um ministro de Estado. Motta Veiga, lembre-se, é aquele aliado de DD que tentou, na madrugada e por meio da senha de outro membro do conselho que dormia inocentemente, anular a convocação da assembléia marcada para destituir o Opportunity da BrT Participações, uma das empresas da cadeia de controle da BrT.

    No texto enviado ao ministro com gabinete no Palácio do Planalto, Motta Veiga escreve: “Em princípio, não se haveria de se preocupar com essa disputa comercial, travada no âmbito da livre iniciativa do regime capitalista, se não fosse o fato dessas entidades receberem recursos públicos”.

    Na representação ao TCU, anota o deputado: “Em princípio, não se haveria de se preocupar com essa disputa comercial, travada no âmbito da livre iniciativa do regime capitalista. Todavia, um desses agentes econômicos é – pasmem – o conglomerado de entidades que recebem recursos públicos”.

    Um pouco adiante, ao comentar declarações do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil à imprensa, Motta Veiga ressalta: “Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo de 24 de julho de 2005, o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolatto, transforma simples suspeitas em indícios concretos de irregularidades (doc. 4 – anexo)”.

    Numa impressionante coincidência estilística, relata Fraga em sua representação: “Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo deste domingo, 24 de julho de 2005, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolatto transforma simples suspeitas em indícios concretos de irregularidades (DOC. 06 – ANEXO)”. Há outra dezena de semelhanças entre os dois textos (confira no link no final da matéria).

    Questionar o acordo entre os fundos de pensão e o Citibank é uma das estratégias dos aliados de Dantas para minar as resistências no governo à vontade de Dantas de manter o controle das telefônicas. A decisão do TCU reforça os argumentos da tropa de choque de DD no Congresso, disposta a colocar sob suspeita a atual gestão das fundações e denunciar a suposta ingerência do ex-ministro Luiz Gushiken na administração dessas entidades. Gushiken é apontado como o principal adversário do Opportunity na administração Lula.

    Dida Sampaio/AE
    Motta Veiga.
    Ele influenciou o estilo de redação do deputado ou vice-versa?
    O principal argumento contra o acordo está no fato de os fundos terem se comprometido a pagar R$ 1,045 bilhão pelas ações do Citi. Isso representaria um ágio de 240% em relação aos preços no mercado.

    Os representantes das fundações argumentam que o valor se justifica pelo fato de estar em jogo parte do controle da BrT. No mercado, normalmente se paga um prêmio pelos papéis do bloco de controladores, denominados ON. Argumentam que a cláusula garante um ágio menor por ação do que o que foi pago na privatização.

    CartaCapital teve acesso a um e-mail enviado por Dantas a Paulo Caldeira, executivo do Citi, em 22 fevereiro de 2005. Na mensagem, o dono do Opportunity faz uma oferta formal pela participação do banco americano na Brasil Telecom. É o mesmo bloco de ações ofertadas no acordo firmado com as fundações. DD ofereceu US$ 394 milhões. Pela cotação da época (R$ 2,595), a proposta equivalia a R$ 1,020 bilhão.

    A Telecom Italia, outra acionista da BrT que questiona o acerto entre as fundações e o Citi, também fez uma oferta ao banco americano. Em novembro de 2004, com o dólar cotado a R$ 2,72, os italianos propuseram pagar US$ 450 milhões, o que daria à época R$ 1,22 bilhão.

    Os fundos erraram ao manter em sigilo o acerto com o Citibank. Uma operação dessa magnitude, a envolver empresa estratégica para o sistema de telefonia, deveria ter sido comunicada aos associados e ao mercado financeiro. Mas isso não representa um caso de corrupção ou ingerência política. Da mesma forma não se pode acusar o ministro do TCU, Benjamin Zylmer, de qualquer irregularidade pelo simples fato de ter comentado em público, um dia antes, sua decisão de interromper o acordo entre o Citi e os fundos. Professor universitário, Zylmer anunciou a sentença durante uma aula na noite da terça-feira 16, o que chamou a atenção de alguns alunos.

    Coincidência ou não, a carga contra o acordo ressurge em uma semana na qual, outra vez, o banqueiro viu-se acuado. Além da possibilidade cada vez mais concreta de ser convocado pela CPI dos Correios, Dantas voltou a tomar um pito do juiz Lewis Kaplan, da Justiça Federal de Nova York. Em despacho na terça-feira 16, Kaplan negou outra vez a autorização para o Opportunity vender sua participação na BrT para a Telecom Italia. Dantas receberia US$ 460 milhões (R$ 1,05 bilhão) pela transação.

    Kaplan, como em decisões anteriores, usou termos duros. Disse estar convencido de que o recurso “foi feito de má-fé” e afirmou que “os réus continuam a resistir à remoção de seus aliados e nomeados de posições de controle da Brasil Telecom”. Segundo o magistrado, “enquanto os réus continuarem agarrados aos frutos das relações fiduciárias que ocuparam em relação ao proponente da ação, seria inapropriado permitir que entrem em acordo que não seja estritamente o dia-a-dia dos negócios”.

    Kaplan permitiu-se ainda fazer uma análise psicológica de Dantas. “O recurso está baseado numa inverdade patente. Os réus sabem que a liminar não permite a venda – coisa que eles fingem não saber com uma inocência fingida e não convincente da criança pega com a mão dentro da vasilha de biscoitos que afirma: ‘Mas eu não estava comendo biscoitos’”, anotou o juiz.

    Duas informações aumentaram a convicção entre integrantes da CPI dos Correios da necessidade de convocar DD. Técnicos responsáveis por analisar a montanha de documentos reunidos pela comissão de inquérito descobriram que várias notas fiscais da Telemig Celular, e da Amazônia Celular, supostamente emitidas para pagar serviços das agências SMPB e DNA, de Marcos Valério, não constam da contabilidade das duas companhias telefônicas. Desde 1998, a Telemig e a Amazônia, controladas por Dantas, injetaram mais de R$ 150 milhões nas contas das empresas do publicitário.

    Na quarta-feira 17, o Valor Econômico acrescentou um dado capaz de mudar o rumo das investigações sobre as viagens de Marcos Valério a Lisboa. Segundo o jornal, o filho de Miguel Horta e Costa, presidente da Portugal Telecom, trabalhou no Banco Opportunity. A família Horta e Costa também manteria laços de amizade com Carlos Rodenburg, sócio e ex-cunhado de Dantas.

    Até o momento, os motivos das viagens de Valério a Portugal não foram esclarecidos. Mas está cada vez mais frágil a tese levantada pelo deputado Roberto Jefferson de que o suposto pedido de propina que teria motivado a viagem do publicitário e do tesoureiro informal do PTB, Emerson Palmieri, estaria relacionado à intermediação de negócios entre o Banco Espírito Santo e o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). A solução do mistério, indicam os fatos, provavelmente está na intenção de o Opportunity vender a Telemig Celular para a Portugal Telecom.

    Eis os fatos: 1. Marcos Valério diz ter viajado a Portugal ao saber da venda da Telemig Celular. Queria manter a conta publicitária da empresa em uma de suas agências. Diz ter levado Palmieri porque “o amigo estava cansado”.

    2. Palmieri desmentiu Valério. Disse ter sido enviado em uma missão para conseguir R$ 24 milhões com a Portugal Telecom. O dinheiro financiaria o PT e o PTB.

    3. Uma fonte contou a CartaCapital que Dantas pediu uma propina de US$ 300 milhões, por fora, para concluir a venda. Isso emperrou as negociações com a Portugal Telecom.

    4. Horta e Costa, da Portugal Telecom, tem relações com o Opportunity.

    Os fatos suscitam, em princípio, duas questões: 1. Como Marcos Valério, um mero publicitário, sabia das sigilosas negociações entre o Opportunity e a Portugal Telecom, desconhecidas até pelos principais concorrentes das companhias? 2. Se a venda da Telemig Celular era uma transação entre empresas privadas, que tipo de influência Valério e Palmieri poderiam oferecer aos portugueses para solicitar R$ 24 milhões de propina: seria a garantia de que alguém no governo iria arrefecer o ímpeto dos fundos de pensão, também acionistas da Telemig, na guerra judicial travada contra Dantas?

    Inúmeros são os candidatos a responder às perguntas: Valério, Palmieri, o ex-ministro José Dirceu, Delúbio Soares. E o próprio Daniel Dantas.
     
  2. Vovin

    Vovin Steve Vai, The Mars Volta

    Cade a capa da Veja sobre isso tudo?

    Ps: A Globo também tem que ser investigada, olhos os vultuosos depositos feitor por ela nas contas das empresas de Marcos Valério...

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  3. Fafa

    Fafa Visitante

    E ele foi... Mesmo que abafado pela renúncia de Saverino.
     
  4. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

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