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Autor da Semana Daniil Kharms

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Spartaco, 24 Out 2014.

  1. Spartaco

    Spartaco James West

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    Daniil Kharms
    (1905 - 1942)

    Daniil Kharms foi um dos artistas mais originais do vanguardismo russo. Na década de 1920, trouxe influências das vanguardas do começo do século XX, como de Velimir Khlébnikov (1885-1922) e do suprematismo de Kazemir Malévitch (1879-1935); depois, na década de 1930, a obra de Kharms tornou-se mais filosófica e metafísica, voltada para o estudo dos objetos, pessoas e coisas, e suas interações, numa linguagem transgressora, alógica e inventiva. Partindo de pequenas situações cotidianas, o poeta expressou as fragilidades do ser humano e as incongruências da vida, em busca de uma nova percepção de mundo e da arte.

    É difícil definir a variada obra de Daniil Kharms, que parece ter bebido na fonte de muitos movimentos modernistas como dadaísmo, futurismo, surrealismo e o nonsense.

    BIOGRAFIA
    O poeta, escritor e dramaturgo Daniil Kharms, cujo nome verdadeiro era Daniil Ivánovitch Iuvatchóv, nasceu em São Petersburgo. Kharms foi um dos inúmeros pseudônimos adotados por Daniil desde os tempos de estudante.

    Estuda no liceu alemão “Peterschule”, onde aprende as bases do inglês e do alemão, e em 1924 entra para o Instituto Electrotécnico de Leningrado), de onde acaba por ser expulso. Aos vinte anos, casa com Ester Aleksandrovna Rusakova e inicia o seu percurso literário, juntando-se ao círculo de Alexander Tufanov, um poeta e seguidor da poesia zaum, uma linguagem poética experimental, predominantemente fonética.

    Em 1928 Daniil Kharms e outros artistas da vanguarda de Leningrado, como Aleksándr Vvediénski, Konstantin Váguinov e Igor Bákhterev, criaram a OBERIU (Associação para uma Arte Real).

    O conselho dado aos espectadores pela OBERIU era: “Quando vierem nos ver, esqueçam tudo o que estão habituados a ver no teatro”. A pedido de seus companheiros artísticos, Kharms escreveu a peça Elizaveta Bam, em 1927, que reforçaria as ideias teatrais do grupo.

    Entretanto, Kharms e outros escritores ligados à OBERIU, agora em sérias dificuldades de sobrevivência, despertam a curiosidade de alguns editores de revistas infantis, que atentos às suas experimentações e técnicas perfeitamente aplicáveis à construção literária infantil, os convidam a escrever para estas publicações. Será a salvação temporária de muitos destes escritores que, mais tarde, irão perecer às mãos do regime.

    A OBERIU, que durou cerca de três anos, reuniu literatura, cinema, teatro e artes plásticas, e produziu experiências artísticas inovadoras. Depois da dissolução do grupo, a obra de Kharms, sempre perpassada por um humor ferino, ganhou linhas mais minimalistas e filosóficas, que se relacionavam com suas conversas com os tchinari, círculo de filosofia e arte fundado por Vvediénski. Kharms, ao longo da década de 1930, já muito isolado (apenas com seus amigos tchinari conseguia se encontrar) e quase sem condições de sobreviver, produziu, sobretudo, trabalhos em prosa, como a série Slútchai (Causos), escrita entre 1933 e 1939, e A velha, de 1939, sua única novela.

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    Daniil Kharms teve um percurso como o de muitos artistas do período stalinista. Distante estética e filosoficamente do que, a partir de 1932, convencionou-se chamar de “realismo socialista”, foi preso duas vezes, em 1931 e em 1941.

    Em 1931, Kharms e outros escritores que vinham sendo acusados de “ausência de mensagem” nas suas histórias e poemas, são detidos e obrigados a assinar autos de interrogatório onde “confessam” o caráter anti-soviético dos seus textos e os seus intuitos em desviar as crianças dos objetivos socialistas. Serão condenados e deportados para a cidade de Kursk. Os que sobrevivem, voltarão anos mais tarde a Leningrado, sendo-lhes permitida a reintegração na literatura infantil, mas proibida toda e qualquer outra atividade literária pública.

    Kharms divorcia-se em 1932 e casa-se novamente em 1934 com Marina Vladimirovna Malich. Nos anos seguintes, o ar torna-se ainda mais irrespirável debaixo da cúpula do totalitarismo stalinista. A sua vida decorre mergulhada num quotidiano marcado pelo medo e pela fome.

    Dois meses após a invasão nazi da União Soviética, a 22 de Junho de 1941, Kharms é preso pela segunda vez. Viria a morrer de fome, um ano depois, na ala psiquiátrica da prisão. Tinha 37 anos. Por esta altura, Leningrado encontrava-se já cercada pelo exército alemão. A sua mulher e o seu amigo Iákov Drúskin, regressam à casa onde viviam, quase destruída por uma bomba, e recuperam a mala onde ele havia guardado os seus manuscritos, salvando assim uma obra que só vinte anos depois começaria a ser divulgada e publicada na URSS. Desde então o interesse em Kharms não tem parado de crescer tanto na Rússia, onde a sua obra infantil é uma das mais conhecidas e celebradas, como em todo o Ocidente.

    Em vida, praticamente apenas seus textos e alguns poemas para crianças foram publicados. Hoje sua obra é lida e relida e comparada à de escritores do quilate de Samuel Beckett e Eugène Ionesco. Na verdade, Daniil Kharms, assim como Franz Kafka, a quem também é assemelhado, prenuncia a literatura do absurdo.

    No Brasil, a editora Kalinka lançou em 2013 a primeira coletânea dedicada ao autor, Os sonhos teus vão acabar contigo: prosa, poesa, teatro, com tradução de Moissei Mountian, Daniela Mountian e Aurora Fornoni Bernardini.

    Fontes:
    Wikipédia
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