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Da felicidade ao desconhecido

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por imported_Rafa, 31 Dez 2010.

  1. imported_Rafa

    imported_Rafa Usuário

    O dia fugia do horizonte. Jack corria pelas vastas campinas que rodeavam Londres, em direção a Essex. O aroma de lavanda acentuava-se no ar. A lua mostrava-se amiga, acolhedora.
    Quando já estava escuro como breu, ele chegou ao seu destino. As ruelas eram pouco iluminadas, com lampiões antigos. Nos prédios, as luzes dançavam, bruxuleantes. Caminhou um pouco, até a confeitaria de Madame Trussault, sua amiga, que o recebeu com muita alegria.
    Enquanto experimentava os novos muffins, ouvia sua companheira falar das novidades, da vida. Ela lhe contou que lhe fizeram uma encomenda para uma festa de casamento – com muita ênfase nessa parte, pois estas eram raras naquele vilarejo – e, na lista tinha cupcakes e bombons, que a remeteram de volta à sua doce infância. Fazia tanto tempo que não criava e enfeitava essas coisas na cozinha. Achava que não se lembraria mais, mas pasmem: ela se lembrou de como fazê-los!
    - Eu não o esperava, Jack! Podia ter me informado que teria tão nobre visita em minha padaria, eu teria feito aqueles croissants que você adora e aqueles madeleines então? Ah meu querido Jack – começou ela.
    Procurou tranquilizá-la. A noite voava e ela insistiu tanto para que ele ficasse em sua casa. Sem mais opções, aceitou o convite.
    Depois de vários minutos em silêncio, se prepararam para subir. Fecharam a loja, guardaram as coisas.
    A pequena casa, no piso superior da loja, cheirava como sempre, a anis e lavanda. Jack adorava esse cheiro, pois lho recordava a infância. Novamente, dormiram no mesmo quarto, o único da casa, porém espaçoso e confortável.
    A luz do sol o acordou. Feliz, espreguiçou-se e aproximou-se de sua amiga, dando-lhe beijos no rosto para acordá-la. Ela o acariciou na face, macia como veludo.
    Jack aguardava enquanto ela lho preparava a banheira. Avisara-a de que não precisava, mas ela insistiu.
    “Como eu queria que ele vivesse sempre aqui, comigo, não ficasse viajando tanto como faz... Mas aprisioná-lo, significa perder a amizade dele...” pensa ela.
    Jack adentra na banheira e aproveita a água quentinha e cheirosa enquanto ela desce para preparar-lhe o delicioso café que sempre prepara, mais uma de suas especialidades (que por sinal, parece ser infinita a lista).
    O banheiro ficara todo molhado após ele sair e tentar se secar.
    Na tarde, Jack estava de volta às vastas campinas. Radiante, corria através dos pastos, não ligando para o fato de estar sujo em tão pouco tempo.
    A semana passara e ele percorria as campinas e acampava no mato, em meio aos animais. Seu objetivo era ir até Londres, e ele estava convencido de que iria, pois não se cansava de correr para isso.
    Conhecera no domingo o cheiro de cidade grande, o cheiro londrino. Caminhava lentamente pelas ruas, sorvendo-os e a paisagem, sem destino certo. Estava (aliás, sempre fora) livre.
    Fizera amigos por seu caminho. Naquela noite, porém, acampara em um beco sujo e com seus odores fétidos.
    Aquela noite, entretanto, fora a sua última. Ele fora devorado pela cidade e o seu imaginário invisível. Deixara de ser o cachorro que sempre fora e passara a ser apenas mais um em meio a multidão.

    (Conto antigo, fará cerca de 2 anos em 2011.)
     
  2. imported_Sun

    imported_Sun Usuário

    Eu compraria um livro seu^^

    descrições ao extremo, mas sem monotomia. (pois não gosto, particularmente de exageros).

    Personagens bons, com um "quê" interior, e um desenvolvimento que prende, por ser de meu agrado.
    Quando vou ler um texto grande e já não gosto do imício, eu não termino ele, pois prazer de leitura é ler o que vc gosta. O seu conto eu li o primeiro e o segundo parágrafos e senti que queria continuar.

    (lembrou meu tempo de hp... ) o/
     

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