• Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

[CTHULHU] Nas Trincheiras [ON]

Ryan tenta desviar do vômito mas em vão.

-Que merda Micthel se controla! Vamo sair daqui, não podemo fazê mais nada pelo Macnally.


Então o fazendeiro dá uma olhada novamente para dentro da caverna, ele não queria ser surpreendido por aquelas criaturas, mais uma vez. E depois vai em direção a saída ainda com seu rifle em punho.
 
Parks, paranoico com a a lembrança da monstruosidade que vira na caverna, vê Ryan e Mitchell saírem da gruta, o fazendeiro com a farda suja de vômito e o francês mais branco do que de costume, passando por um visível mal-estar. Ao seu lado, Martin continua a fitar o vazio, parecendo de quando em quando que vai falar alguma coisa coerente.

Mitchell se recupera alguns minutos depois e apenas olha para o estudante como que dizendo que McNally "já era" e que eram só eles quatro dali pra frente.

Vocês não escutam e nem veem nada suspeito na mata. Devem ser aproximadamente 2 da tarde e vocês devem contar com pelo menos mais 4 horas de claridade antes que noite caia, mais uma vez, sobre a floresta de Argonne. O que vocês fazem?
 
Parks emerge de sua paranóia para dizer:
- Quanto tempo nós levaremos até o acampamento? Vamos embora agora antes que "aquilo" venha atrás de nós.
 
Terminando de se limpar e recobrando de vez o auto-controle, Mitchell abre o mapa da região que pegaram do tenente morto e, com o auxílio da bússola, calcula a posição de vocês. Por fim, diz:

- Se o nosso pelotão continua no mesmo lugar, estamos a umas cinco horas em marcha forçada. Só não sei se estamos em condições de fazer isso, estou faminto e quase morrendo de cansaço...

De fato, vocês se lembram do quão pouco se alimentaram nas últimas 48 horas, restando as rações de emergência para aliviar a fome. Isso sem falar no estresse físico e emocional e do estado de Martin, que não lhe permitiria acompanhar os outros sem ser conduzido.

Off: Martin pode fazer um teste de SAN para tentar ao menos recuperar um pouco do controle e seguir as ordens dos companheiros.
 
Ryan tenta se limpar de alguma forma para evitar aquele cheiro de vômito nauseante e logo diz:

-Nesse mapa tem aquele vilarejo né? E acho que o nosso caminho passa por ele né? Talvez nois possa encontrá comida em uma das casa lá. Porque não iremos aguentá de fome. O que ocês acha? Mas vamo andano enquanto conversamo. Assim não perdemo tempo.

Ryan então volta a ajudar a amparar Martin e diz para o companheiro:
-Vamo Martin, ocê precisa acordá cara!
 
PVT EARL MARTIN

Sanidade
[roll0]

A visão do corpo de MacNally faz o poeta sorrir. Entendia que o amigo fora libertado do suplício de viver para fazer parte da obra maior. Seus companheiros tentavam administrar a situação e sobreviver, mas Martin sabia que isso era remar contra a corrente. Melhor deixar-se absorver e retornar às origens. O poeta respira fundo e deixa uma nova onda de delírios assumir o controle de si. O ar a sua volta adquiriam um movimento vibrante e uma música infernal começava a tocar em seus ouvidos. É irresistível não acompanhar a melodia:

- Gathanothoa...
 
Última edição:
Cena 9
4 de outubro de 1918
De novo na floresta - ~ 14:00-18:00



Não havia nada que pudessem fazer por McNally. Mesmo sepultar o pobre coitado estava fora de cogitação, dada a falta de ferramentas adequadas, de tempo e do cansaço que já os domina. Vocês decidem tomar o rumo apontado por Mitchell de sua leitura do mapa e da bússola rumo ao local do "acampamento" de sua tropa, esperando chegar lá sem topar com alemães (o menor de seus medos) ou com outros daqueles horrores sobrenaturais. Começam a tentar imprimir um ritmo mais lento, mas a falta de descanso e o fato de terem quase que arrastar o ensandecido Martin os atrasa um pouco.

Apesar de ser dia, não é sem temor que adentram de novo na mata, por vezes passando por lugares onde a luz não entra por conta da proximidade das árvores umas das outras. Mais uma vez o terreno vai se alternado em subidas e descidas, com as pedras a rolar sob suas botas e os galhos a atrapalhar o avanço. Por longos e longos minutos vocês seguem assim, parando depois de uma hora para beber água, verificar o caminho, descansar e roer um pouco da ração.

Os barulhos que escutam são os naturais da mata: aves, insetos, correr de pequenos fios de água, animais terrestres de pequeno porte, nada que parece de verdade ameaçá-los. Mas, mesmo assim, vocês não seguem sossegados, assustando-se a cada graveto quebrado ou arrulho de uma coruja dentro da toca. Olham para todos os lados de maneira paranoica e parecem ver inimigos atrás de cada tronco. Não veem nem escutam sinais da outra batalha na qual estão imersos, a luta entre nações humanas, microscópica ante o embate das criaturas que vocês meramente vislumbraram naquela caverna do horror. Procuram não pensar nisso enquanto caminham, todos menos o poeta que não pensa em outra coisa se não na verdade e na beleza por trás Daquilo que tinham derrotado (realmente?) horas antes.

Seguem assim por quatro longas horas, sempre na direção indicada no mapa, quando o sol está se pondo e a escuridão tomando conta de tudo. Então, vocês escutam não muito distante um som que estava quase esquecido no fundo de suas mentes adoentadas: tiros e explosões de morteiros! Parece que vocês saíram do Inferno para voltar ao inferno...

O que vocês fazem?
 
Última edição:
Parks se alegra(?). A caminhada foi angustiante. Martin, que já era um saco antes, era um saco agora. por vezes era preciso puxá-lo com violência e o estudante franzino tinha medo do "troco". Mas, depois de muito tempo, voltaram a ouvir o doce som do combate armado. Sua vida possivelmente voltaria a normalidade. Homens contra homens. Armas, granadas, morteiros... Não queria ficar ali, mas também não queria aquela criatura horrenda atrás de si. Com sorte ele se alimentasse de alguns alemães. Por hora queria saber o que fazer para encontrar seu pelotão.
- E agora? Como contatá-los?
 
Ryan então diz:

-Parks, fica com o maluco aí que eu e o Mitchel vamo tentá aproximá e vê como tá a situação, ok?

Ele então vai tentado se aproximar o máximo para localizar onde estavam as tropas aliadas e onde estavam as tropas inimigas para poder traçar um estratégia para chegar no objetivo.

(vou rolar um dado caso precise)
[roll0]
 
Vocês ainda estão relativamente distantes dos locais das explosões e seguros dos ataques. Assim, Parks fica "cuidando" de Martin (que pouco entende do que estava acontecendo a sua frente), enquanto Ryan e Mitchell vão se esgueirando pelas árvores até uma posição mais alta e favorável à observação do terreno.

Os dois chegam num morro não muito distante do local onde ficaram os outros dois companheiros e dali notam com certa alegria que conseguiram voltar ao local de onde saíram. Por outro lado, ficam preocupados ao perceber que seu batalhão continua cercado pelas tropas alemãs, ainda sobre forte ataque e sob os morteiros do inimigo, que se posiciona em algum lugar à oeste. Notam ainda que sua posição atual não é tão segura assim, pois é provável que os alemães façam patrulhas pela área de modo a isolar ainda mais os americanos.

No entanto, Ryan vê que as explosões estão diminuindo, pois a noite está ficando mais e mais escura. Consegue ainda traçar uma rota que pode levá-los até o acampamento de maneira a não se aproximar muito dos adversários, mas conclui que ainda está claro demais para fazerem isso sem o risco de serem notados. Certamente em uma ou duas horas, permanecendo ocultos na mata, vocês poderão tentar chegar até chegar ao Batalhão do Major Whitlesey, do qual vocês fazem parte.
 
Ryan volta até os dois companheiros e então explica a situação, orientando-os a fazer o que ele havia proposto.
Agora, só restava esperar.
 
Cena 10
4 de outubro de 1918
O reencontro com o 308º - ~ 18:00-20:00


Por duas longas e intermináveis horas vocês se agrupam atrás das árvores, relativamente distantes do local onde a artilharia alemã acerta com mais força no meio ao seu pelotão. Vocês ficam imaginando quantos dos seus companheiros não morreram ou ficaram mutilados por esses cruéis ataques nos últimos dois dias. Conforme a noite vai avançando e o céu ficando mais lúgubre, o bombardeio inimigo diminui. Vocês calculam que é chegada a hora de tentar alcançar o acampamento, ou morrer tentando. Afinal, o que seria isso perto das abominações que tinham enfrentado?

Assim, liderados por Ryan, vocês começam a correr abaixados, por vezes se jogando no chão enlameado quando algum morteiro explode um pouco mais perto, avançando rumo aos arames farpados estendidos por seus colegas. Mitchell vai ajudando Parks a tentar conduzir o pobre Martin, o qual por vezes ameaça se levantar e andar ereto em linha reta como se estivesse passeando num parque. Esporádicas detonações vão ocorrendo ao redor de vocês, algumas muito mais próximas do que gostariam. Por vezes tropeçam em buracos e pedras, mas nada consegue parar sua vontade de chegar do outro lado da linha. Assim, vão correndo entre as poucas árvores restantes em pé, se escondendo em buracos apertados, sem enxergar direito o que está a sua frente e ainda tentando proteger o enlouquecido poeta.

A mesma garoa gelada de quando saíram dali muitas horas antes começa a cair, enregelando seus corpos, fatigados e moídos por tantas provações e pela fome. Vocês mal se enxergam entre a neblina, mas continuam correndo adiante, rezando ainda para que, chegando mais próximos do acampamento, não sejam confundidos com os alemães e alvejados por fogo amigo.

Finalmente, depois de incontáveis minutos, vocês chegam perto o bastante de uma área cercada por arames onde se divisam figuras humanas abaixadas dentro de trincheiras, além de um tênue fogo que pouco ilumina. Vocês se acocoram detrás de algumas pedras e notam que faltam poucas dezenas de metros para chegar ao local de onde saíram horas e horas antes, o acampamento improvisado do 308º Regimento, totalmente cercado pelos inimigos.

A95-01%2307+-+No+Man_s+Land.jpg

O que vocês fazem?
 
Última edição:
Parks ainda lutava contra a figura que os seguia. Estava entrando n'outro inferno, mas ao menos conseguia dormir acreditando na "humanidade" de seus inimigos...

- Vamos?
 
Ryan então apenas responde:

Vamo. Seja o que Deus quisé!

Então segue avançando com a maior cautela possível. Caso os amigos mandem o parar ou comecem a atirar ele gritará se identificando.
 

Valinor 2023

Total arrecadado
R$2.404,79
Termina em:
Back
Topo