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Crença nos Valar e em Eru como Deus real e Único?

Kimberly Raabe

Usuário
Bom dia a todos. Estou fazendo uma pesquisa e gostaria de perguntar se alguém aqui já conheceu uma pessoa que acreditasse como realidade os contos da Terra-média, os Valar e cresse em Ilúvatar como Deus único.

  • Quero esclarecer que já li tópicos sobre "a existência de uma religião baseada nos contos da Terra-Média" e que esse não é meu foco, e sim pessoas com sua crença particular.
  • Já vi nomes para isso em inglês como Iluvatarism (Iluvatarismo), Valarism (Valarismo), "Eruist Belief" (Crença Eruísta) e seus adeptos como "Iluvatarian-Eruist".
  • Eu já pesquisei sobre esse tema e muito do que eu encontrei foram pessoas que acreditam como uma comparação com deuses, seja o da Bíblia ou outros, aqueles que só pensam nas obras como inspiração para sua espiritualidade, aqueles que dizem crer nos Valar mas apenas como deuses em um panteão com vários outros (Nórdicos, Gregos, Hindus), e que geralmente essas pessoas estão ligadas a religião pagã, wicca, e outras coisas esotéricas.
  • Também quero dizer que sei o que Tolkien escreveu sobre a criação de uma religião baseada nos contos. O que eu quero saber são relatos pessoais das pessoas, se algum de vocês conhecer.

O que estou procurando é algo específico: alguém que creia e adore Ilúvatar (o do conto junto com sua história, não como uma comparação ao Deus cristão) como único deus, ou seja, alguém monoteísta, com uma crença orgânica. Se alguém tiver informações sobre isso, eu ficaria grata pela ajuda.
 

Neoghoster Akira

Brandebuque
Isso me lembra que tive um parente que estudava ciências da religião na federal e inclusive minha mãe era bem interessada no assunto, quando tinha um dinheiro sobrando antes da crise, estava estudando hebraico num daqueles cursos das faculdades de Jerusalém via internet pra poder aprofundar mais. Os estudantes do curso desse meu parente iam durante as aulas até a beira do mar com o professor à noite para estudar rituais de entidades como Iemanjá, entre outros.

Como se trata de fenômeno social organizado recente da cultura pop (igual a religião em torno de Star Wars) , pós-Tolkien, à época da explosão dos filmes houve muitas pessoas pela internet que acreditavam que o mundo de Tolkien (com a enorme riqueza de detalhes e efeitos) realmente existiu (ou pelo menos acreditavam na maior parte do mundo nos livros) e eu costumava ver essas pessoas em fóruns exo(eso)téricos da internet (um deles era o antigo Fórum Ascensão em que tinham algumas pessoas assim). Hoje é muito raro.

Os fóruns e o ambiente virtual estão muito mais hostis hoje em dia (por exemplo, já na época membros do Fórum Religião é Veneno faziam ataques freqüentes ao site) e não sei o que poderia ter havido a eles desde então.

O que dá para relatar daquela época é que houve sim algum tipo de efeito coletivo no que os espiritualistas chamam de psicosfera no mindset da população em geral com O Senhor dos Anéis e tinha um pessoal que tinha até visões (sem falar de sonhos). Me pergunto se o material não ativava algum gatilho espiritual nas pessoas. E um ou outro testemunho ou relato de visão ou experiência mais profunda com o mundo de Tolkien, ou mais precisamente o mundo feérico das fadas, escapava em alguns tópicos.

No mais leio blogs de estudos em inglês-espanhol desses assuntos quando dá. Nem vídeo tem sobrado muito tempo mais.
 

Kimberly Raabe

Usuário
Sim eu consegui perceber uma ideia de crença não muito específica, por exemplo, crer em aspectos da obra, acreditar nos Valar como sendo outros nomes para deuses de outras culturas ou até mesmo crer nos Valar como sendo reais mas de outra dimensão ou realidade, ao mesmo tempo acreditando em vários outros aspectos esotéricos, tudo junto. Mas achar alguém que acredite em tudo, em todo o aspecto histórico e no espiritual, ou seja, em Ilúvatar e nos Valar, com exclusividade, está difícil de encontrar para conversar. Eu tenho a impressão de que tem um pouco mais dessas pessoas por aí do que se parece mas elas não querem se expor e eu compreendo. Geralmente quando as pessoas se propõem a conversar com outras sobre assuntos incomuns é de uma forma intimidatória, acusadora. Aí complica. Eu entrei em alguns grupos em inglês e tive bastante respostas, muitas pessoas acharam o tópico interessante e a maioria dos que se manifestaram seguiam essa linha da mistura esotérica que citei.
 

Meneldur

We are infinite.
Usuário Premium
Vale notar que a intenção do Tolkien não era fazer Eru "parecido com o Deus cristão" - era o Deus cristão. Tolkien imaginou a Terra-média como um passado da nossa terra. Então, imbuiu a Terra-média com a sua própria visão de mundo - uma "teologia" católica, em que o Deus cristão se faz presente. Principalmente depois da publicação do Senhor dos Anéis, na década de 50, ele procurava afinar o sistema de mundo da Terra-média com a doutrina católica, e comenta isso em algumas cartas e escritos.
 

Neoghoster Akira

Brandebuque
No cristianismo (Tolkien devia estar ciente pelo que CS Lewis dizia nos textos dele) alguns pregadores falam que no mundo "cada geração tem sua música". Que no caso é Música no sentido amplo e maiúsculo, que inclui na etimologia as famosas "musas gregas" e o lado místico, psicológico e introspectivo presente no modo de vida mesmo no mundo moderno (CS Lewis nos textos bíblicos diria "para dentro e para cima!"), que há no cristianismo e aparece no estimulo ao leitor dentro da obra de Tolkien. E o SdA seria como parte da música da geração, por assim dizer.

É esse estudo (um tanto sincrético) que em um vídeo vi recentemente a Gilda Moura, que é psicóloga pesquisadora de regressão (vai direto aos EUA fazer trabalhos com colegas da área) esses dias lembrou do aniversário de Carl Jung que foi esse final de Julho. Ela faz a citação da diferença entre o místico e o esquizofrênico. Ela fala o que Jung dizia que quando o Místico e o Esquizofrênico vão nadar no mar o esquizofrênico se afoga no mar mas o místico não, pelo contrário, o místico pode voltar ainda melhor.

Nesse conflito, para as pessoas se abrirem hoje tem que haver um mínimo de segurança, conforme você falou, e atualmente depois daquela época o foco do "front" do atrito intimidatório das discussões migrou muito para outras plataformas interativas que surgiram na internet depois dos fóruns. E tem sido inclusive saudável se blindar contra as bad "vibes" que puxam a pessoa para longe do livre discernimento. Em todo caso, a maioria dos fóruns deixou de ter esse tipo de segurança (são terrenos em modo de batalha). Se encontrar uma comunidade assim pra participar, agarre-a e não a solte.

Se pegarmos os vídeos de analistas e psicólogas como a Cassyah Faria que trabalha com regressão de vidas passadas e contatados dá pra ver que o Youtube é hoje um dos campos de ataque de hostilidade ao fluxo de idéias. O canal dela é constantemente atacado e de vários outros youtubers também, inclusive da própria política da plataforma, que hoje é pesadamente ideológica escondendo materiais, derrubando e deletando conteúdo.
 

Kimberly Raabe

Usuário
Se pegarmos os vídeos de analistas e psicólogas como a Cassyah Faria que trabalha com regressão de vidas passadas e contatados dá pra ver que o Youtube é hoje um dos campos de ataque de hostilidade ao fluxo de idéias. O canal dela é constantemente atacado e de vários outros youtubers também, inclusive da própria política da plataforma, que hoje é pesadamente ideológica escondendo materiais, derrubando e deletando conteúdo.

Isso é completamente verdade. A livre circulação de conteúdo está com os dias contados no mundo. Mas eu estou conseguindo bons resultados até. Estou respondendo todos com cordialidade, então alguns estão se sentindo a vontade pra falar. Está sendo uma experiência interessante. Teve até uma pessoa no Facebook que pediu que quando eu encontrasse essas pessoas que eu encaminhasse elas pro médico e ficou brigando comigo literalmente pra fazer isso. Nunca vi uma coisa assim. Entretanto eu posso dizer que minha experiência com estrangeiros está sendo melhor que com brasileiros. Aqui o pessoal já chega xingando. Lá eles tentam ser delicados. Se eu descobrir alguma coisa fora as que já citei, compartilho com vocês. E se alguém quiser conversar comigo pode me mandar mensagem.
 

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