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Cormac McCarthy

Tópico em 'Autores Estrangeiros' iniciado por imported_Wilson, 27 Set 2009.

  1. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Como ainda não tem nenhum tópico sobre o autor, começo esse aqui com um artigo que li sobre a obra dele.

    Link pro artigo:
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  2. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    dele eu li o livro e vi a adaptação pro cinema de 'todos os belos cavalos'.
     
  3. Anica

    Anica Usuário

    Eu coloco The Road na minha lista de favoritos fácil, fácil. No Country é genial também. Mas Bloody Meridian eu ainda estou para dar uma segunda chance.
     
  4. Haleth

    Haleth Call me Bolga #CdLXI

    Pois é, eu to lendo No Country mas não sei o que achar. O problema é que eu vi o filme e isso tá estragando minha imaginação e minhas expectativas, mas ok. ¬¬

    Uma coisa que eu não sei se é problema da minha tradução lusa, mas tem tanto polissíndeto despropositado no texto (e ele levantou e andou de lado e esqueceu o que ia fazer e voltou pra casa e fechou a porta...) que chega a me causar irritação. O que vc leu era assim também, Anica?

    Enfim, to no meio do livro e minha opinião tá em stand by até agora. Também não sei se é porque é a primeira vez q leio western (ou thriller, como queiram), mas tá morno. Tem lá qualquer coisa q não me desagrada mas também não me arrebata - e não consigo distinguir o q vem a ser nem um nem outro.

    Por que vc achou o livro genial, Anica? Preciso chegar ao fim pra achar isso tb ou já no meio vc achou genial?
     
  5. Pips

    Pips Old School.

    O estilo do McCarthy arrebata desde o começo. Se você está na metade do No Country talvez não seja o que lhe agrada, o que automaticamente desclassifica o Meridiano Sangrento como próxima leitura.

    Dos livros que li dele, todos me pressionaram e impressionaram desde o começo e eles só melhoraram a cada página. Nas últimas páginas de A Estrada me senti sufocado para no final sentir um alívio.
     
  6. .Penny Lane.

    .Penny Lane. Usuário

    Manu, a edição brasileira também tem esse monte de e's. E fui verificar as primeiras páginas na amazon, estão lá os ands. É o estilo do McCarthy. Preciso terminar de ler e tô com o meridiano aqui (aleluuuuia eu consegui esse livro*____*), mas, apesar de me causarem um estranhamento no início, o efeito deles acabou sendo dar mais agilidade à narrativa. Como se eu não pudesse parar de ler enquanto não terminasse a frase toda, então toda aquela cena passava rapidamente pela minha cabeça: e ele abriu a porta e entrou e fechou a porta e pegou a arma e atirou... (eu inventei esse trecho, foi só pra ilustrar) não sei, dá um ritmo rápido. Fora que o resto da narrativa contribui pra isso. O narrador não pára pra descrever os pensamentos de alguém ou algo do tipo, com exceção do Xerife Bell. (aliás nem aí, porque nessa parte é o próprio quem narra né. Não é a mesma narração em terceira pessoa do resto do livro) Ele simplesmente vai contando os fatos que acontecem na história.
    Não estou querendo dizer com isso que os personagens são rasos ou mal desenvolvidos; foi simplesmente uma impressão sobre a narrativa que deu vontade de comentar aqui.
    A escrita dele em A Estrada também é bem direta e crua pelo que me lembro. E o livro é ótimo, aliás.
     
  7. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Dele eu li o livro A Estrada, entrou pra minha lista de favoritos, mas nunca vi outros livros dele, só agora aqui neste tópico.
     
  8. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    no 'todos os belos cavalos' ele tb usa&abusa dos es.
     
  9. Haleth

    Haleth Call me Bolga #CdLXI

    Pois é. A mim causou muito desconforto, só não saltei esses trechos por querer saber se havia algo lá q não houve no filme. Sim, dá mais agilidade, mas o uso desses e, e, e têm que ser moderados e objetivos. Usar isso toda hora desgasta o estilo do McCarthy, sei lá, tira o impacto do recurso de linguagem, e em vez de "fazer o sprint" do trecho, acaba enfadando a gente, rs. Isso pra mim foi um ponto super negativo. =/

    Nesse ponto achei excelente, Peny. Por ser crua, a narrativa fica mais forte, e as considerações do Bell, postas à parte, fazem o personagem ter uma profundidade e uma proximidade que de outra forma não seria tão eficaz pro livro.

    O que eu queria mesmo ler era A Estrada. Vamos ver se eu o encontro por aí um dia desses =)
     
  10. .Penny Lane.

    .Penny Lane. Usuário

    Interessante isso. Acho que Bell realmente é mais profundo por narrar aqueles trechos em primeira pessoa, mas vejam bem, o Chigurh só tem as suas ações e falas descritas basicamente. E não deixa de ser um personagem interessante. Isso pode ter a ver com a minha queda por vilões, mas ele tem os seus próprios "princípios", no fim das contas. Mesmo só sendo descrito por ações e diálogos, a gente consegue perceber o quão louco e psicopata ele é. Como aquele diálogo diz: (não tô com o livro aqui, é algo do tipo)

    "Você tem idéia do quão louco isso é?"
    "Você se refere à natureza dessa conversa?"
    "Me refiro à natureza da sua pessoa."

    Enfim, adorei no country, vi o filme ontem e tô pasma com a fidelidade. E os e's me irritaram no início, depois não liguei muito, rs.

    ***

    Ah, quase ia me esquecendo: um looooongo texto que acabei de achar sobre todos os livros do McCarthy -> http://quarterlyconversation.com/cormac-mccarthy-paradox-of-choice

    edit: esse post foi corrido e eu não to com tempo agora pra falar sobre o filme comparado ao livro... daqui a pouco edito.
     
  11. Thriller Dude

    Thriller Dude Usuário

    Olá,

    Essa crítica do Diogo Mainardi talvez possa interessar:

    http://veja.abril.com.br/040701/p_145.html

    Falou,
    :D
     
  12. Haleth

    Haleth Call me Bolga #CdLXI

    Penny, eu achei q o McCarthy foi impecável na composição do Chigurh. Ele tem pouquíssimas falas, mas são todas bem precisas e afiadas para a compreensão do personagem, q não chega a ser denso, mas tá longe de ser raso. Acho q "less is more" surtiu muito efeito com o Chigurh.

    Mudando a música sem mudar o tom, adorei os diálogos do Moss. As ironias dele são bem bacanas, aquela coisa meio Hans Solo e Lea, rs. =)
     
  13. .Penny Lane.

    .Penny Lane. Usuário

    São mesmo! Esqueci de comentar essa parte XD

    Quanto ao Chigurh... acho que o Bardem no filme dos Coen foi brilhante e deu uma força ao personagem que outros atores não conseguiriam, usando apenas as falas do livro. Acho que para muitas pessoas que leem, o Chigurh do filme é ainda mais assombroso que o do livro. Eu não tinha visto o filme quando o li, mas já tinha ouvido falar sobre a atuação dele e visto fotos, e só o imaginava com a cara do ator no filme, hehe.

    Sei que o tópico não é sobre a adaptação, mas não posso deixar de fazer uma comparação entre os dois. Se existirem 5 diálogos no filme que NÃO pertencem ao livro já vai ser muito. E também praticamente dá pra contar nos dedos as coisas que eles omitiram. Quase todos os diálogos estão lá, quase todos MESMO, e exatamente como estão no livro. Impressionante, porque quando tentam fazer uma transposição direta geralmente a coisa pode não funcionar direito, porque filme é filme e livro é livro, né. Tem coisa que funciona em um e não funciona em outro.
    Tem uma parte no livro em que Moss está escondido no quarto e Chigurh passa pela porta, então aparecem duas sombras (dos seus pés) por baixo dela, e ficam paradas. Isso está lá no filme, do mesmo jeito como está escrito. Até um pequeno detalhe como esse. Sem a menor sombra de dúvidas, a adaptação mais fiel que já assisti.
     

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