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Contos e poesias favoritas, de nosso amado Tolkien...

Tópico em 'De Fã Para Fã' iniciado por Litzhel, 11 Jun 2002.

  1. Litzhel

    Litzhel Delirium

    REGRAS:

    -Apenas poesias escritas por Tolkien
    -Tomar cuidado, pra nao repetir poesias, que já foram postadas por outra pessoa
    -Está livre pra comentários, mas não esqueçam o sentido do tópico


    *poderá haver mudanças nas regras, de tempo em tempo...
     
  2. Litzhel

    Litzhel Delirium

    Aí vai , uma de minhas poesias favoritas dos livros de John:

    A Estrada em frente vai seguindo
    Deixando a porta onde começa
    Agora longe já vai indo
    Devo seguir, nada me impeça

    Por seus encalços vão meus pés
    Até a junçao com a grande Estrada
    De muitas sendas através
    Que vem depois? Não sei mais nada...

    Bilbo Bolseiro
     
  3. Litzhel

    Litzhel Delirium

    E outra..

    " No campo ressecado vento havia,
    mas na floresta nada se movia:
    Trevas soturnas, diurnas, noturnas,
    coisas turvas o calor escondia.

    O vento desceu dos montes gelados,
    Rugindo em ondas qual mar agitado;
    Os ramos fremiam, a floresta bramia,
    De folhas o cha estava forrado.

    De Oeste para Leste o vento em festa;
    Cessara o movimento na floresta
    Mas aguda e fatal, pelo pantanal,
    Sua voz sibilante uiva e protesta

    Assobia o capim curvando as flores,
    Batem os juncos, seguem-se temores:
    Sobre o lago agitado um céu calado,
    Nuvens correndo rasgadas e horrores.

    As desertas montanhas lá se vão,
    Varre ela agora a toca do dragao:
    Trevas e negrume, pedras em cardume,
    Fumaça impregna o ar de escuridão.

    Deixa o mundo e sua fuga continua,
    sobre os mares da noite ele recua.
    Ao som doce da brisa a lua esliza,
    acende-se uma estrela e a luz flutua."

    Anões- O Hobbit
     
  4. Vinci

    Vinci Usuário

    Ei Tom Bombadillo, Tom Bombadil!
    Na mata ou na colina ou junto a margem do rio,
    No fogo o sol e a lua , ouve agora nossa voz!
    Vem, Tom Bombadil, que no aperto estamos sós!

    Tom Bombadil é um bom camarada!
    Sua roupa é azul e sua bota amarelada!
     
  5. Tilion

    Tilion Administrador

    Os melhores poemas de Tolkien estão no Lay of Leithian (A Balada de Leithian) que, infelizmente, ele não terminou. Mesmo assim, só pelo que já foi escrito (e que está no HoMe 3) já podemos ver a maestria de Tolkien quantos aos versos aliterativos.
    É por essa razão que prefiro, sem dúvida, o original no que diz respeito aos poemas pois, embora a tradução da MF esteja impecável no sentido de manter a idéia original dos mesmos, muito se perde...a própria essência do poema, quanto à sua forma.

    O trecho a seguir é uma das melhores partes do Leithian na minha opinião, e relata o combate de Fingolfin contra Morgoth:

    XII.

    In that vast shadow once of yore
    Fingolfin stood: his shield he bore
    with field of heaven's blue and star
    of crystal shining pale afar.
    In overmastering wrath and hate
    desperate he smote upon that gate,
    the Gnomish king, there standing lone,
    while endless fortresses of stone
    engulfed the thin clear ringing keen
    of silver horn on baldric green.
    His hopeless challenge dauntless cried
    Fingolfin there: 'Come, open wide,
    dark king, your ghastly brazen doors!
    Come forth, whom earth and heaven abhors!
    Come forth, 0 monstrous craven lord,
    and fight with thine own hand and sword,
    thou wielder of hosts of banded thralls,
    thou tyrant leaguered with strong walls,
    thou foe of Gods and elvish race!
    I wait thee here. Come! Show thy face! '

    Then Morgoth came. For the last time
    in those great wars he dared to climb
    from subterranean throne profound,
    the rumour of his feet a sound
    of rumbling earthquake underground.
    Black-armoured, towering, iron-crowned
    he issued forth; his mighty shield
    a vast unblazoned sable field
    with shadow like a thundercloud;
    and o'er the gleaming king it bowed,
    as huge aloft like mace he hurled
    that hammer of the underworld,
    Grond. Clanging to ground it tumbled
    down like a thunder-bolt, and crumbled
    the rocks beneath it; smoke up-started,
    a pit yawned, and a fire darted.

    Fingolfin like a shooting light
    beneath a cloud, a stab of white,
    sprang then aside, and Ringil drew
    like ice that gleameth cold and blue,
    his sword devised of elvish skill
    to pierce the flesh with deadly chill.
    With seven wounds it rent his foe,
    and seven mighty cries of woe
    rang in the mountains, and the earth quook,
    and Angband's trembling armies shook.
    Yet Orcs would after laughing tell
    of the duel at the gates of hell;
    though elvish song thereof was made
    ere this but one - when sad was laid
    the mighty king in barrow high,
    and Thorondor, Eagle of the sky,
    the dreadful tidings brought and told
    to mourning Elfinesse of old.
    Thrice was Fingolfin with great blows
    to his knees beaten, thrice he rose
    still leaping up beneath the cloud
    aloft to hold star-shining, proud,
    his stricken shield, his sundered helm,
    that dark nor might could overwhelm
    till all the earth.was burst and rent
    in pits about him. He was spent.
    His feet stumbled. He fell to wreck
    upon the ground, and on his neck
    a foot like rooted hills was set,
    and he was crushed - not conquered yet;
    one last despairing stroke he gave:
    the mighty foot pale Ringil clave
    about the heel, and black the blood
    gushed as from smoking fount in flood.
    Halt goes for ever from that stroke
    great Morgoth; but the king he broke,
    and would have hewn and mangled thrown
    to wolves devouring. Lo! from throne
    that Manwë bade him build on high,
    on peak unscaled beneath the sky,
    Morgoth to watch, now down there swooped
    Thorondor the King of Eagles, stooped,
    and rending beak of gold he smote
    in Bauglir's face, then up did float
    on pinions thirty fathoms wide
    bearing away, though loud they cried,
    the mighty corse, the Elven-king;
    and where the mountains make a ring
    far to the south about that plain
    where after Gondolin did reign,
    embattled city, at great height
    upon a dizzy snowcap white
    in mounded cairn the mighty dead
    he laid upon the mountain's head.
    Never Orc nor demon after dared
    that pass to climb, o'er which there stared
    Fingolfin's high and holy tomb,
    till Gondolin's appointed doom.
     
  6. Litzhel

    Litzhel Delirium

    "Copos trincados e pratos partidos!
    Facas cegas, colheres dobradas!
    É isso que em Bilbo causa gemidos;
    Garrafas em cacos e rolhas queimadas!

    Pise em gordura, corte a toalha!
    Sobre o tapete jogue os ossinhos!
    O leite entornado no chão se coalha!
    Em cada porta, há manchas de vinho!

    Jogue esta louça em água fervente;
    Soque bastante com este bastão;
    Se nada quebrar, por mais que se tente,
    Faça rolar, rolar pelo chão!

    Isso é o que Bilbo Bolseiro detesta!
    Cuidado! Cuidado com os pratos da festa!"

    Anões - O Hobbit
     
  7. Mithrellas

    Mithrellas Usuário

    Hm...Gandalf se referindo a Galadriel é legal

    Em Dwimordene, em Lórien
    de raro andaram pés de Homem,
    Poucos mortais viram a luz
    Que sempre forte ali reluz.
    Galadriel! Galadriel!
    De teu poço n'água clara é o céu;
    Branca é a estrela em tua branca mão;
    Sem par, sem mancha é folha e chão
    Em Dwimordene, em Lórien,
    Melhor que pensa o Mortal Homem.
     
  8. Skywalker

    Skywalker Great Old One

    Outros que são muito legais tb, só q eu não tô com o livro aqui, são os do Lost Road....
     
  9. Largo Cavafundo

    Largo Cavafundo Usuário

    Para quem leu os HoME, um que eu li agora e tambem adorei foi "The Horns of Ylmir" do Quenta Noldorinwa (The Shaping of Middle-Earth)...

    Aqui esta!

    The Horns of Ylmir
    from 'The Fall of Gondolin'.

    'Tuor recalleth in a song sung to his son Eärendel
    the visions that Ylmir's conches once called before
    him in the twilight in the Land of Willows.'

    'Twas in the Land of Willows where the grass is long and green -
    I was fingering my harp-strings, for a wind had crept unseen
    And was speaking in the tree-tops, while the voices of the reeds
    Were whispering reedy whispers as the sunset touched the meads,
    Inland musics subtly magic that those reeds alone could weave -
    'Twas in the Land of Willows that once Ylmir came at eve.

    In the twilight by the river on a hollow thing of shell
    He made immortal music, till my heart beneath his spell
    Was broken in the twilight, and the meadows faded dim
    To great grey waters heaving round the rocks where sea-birds swim.

    I heard them wailing round me where the black cliffs towered high
    And the old primeval starlight flickered palely in the sky.
    In that dim and perilous region in whose great tempestuous ways
    I heard no sound of men's voices, in those eldest of the days,
    I sat on the ruined margin of the deep-voiced echoing sea
    Whose roaring foaming music crashed in endless cadency
    On the land besieged for ever in an aeon of assaults
    And torn in towers and pinnacles and caverned in great vaults;
    And its arches shook with thunder and its feet were piled with shapes
    Riven in old sea-warfare from those crags and sable capes.

    Lo! I heard the embattled tempest roaring up behind the tide
    When the trumpet of the first winds sounded, and the grey sea sang and cried
    As a new white wrath woke in him, and his armies rose to war
    And swept in billowed cavalry toward the walled and moveless shore.
    There the windy-bannered fortress of those high and virgin coasts
    Flung back the first thin feelers of the elder tidal hosts;
    Flung back the restless streamers that like arms of a tentacled thing
    Coiling and creeping onward did rustle and suck and cling.
    Then a sigh arose and a murmuring in that stealthy- whispering van,
    While, behind, the torrents gathered and the leaping billows ran,
    Till the foam-haired water-horses in green rolling volumes came -
    A mad tide trampling landward - and their war-song burst to flame.

    Huge heads were tossed in anger and their crests were towers of froth
    And the song the great seas were singing was a song of unplumbed wrath,
    For through that giant welter Ossë's trumpets fiercely blew,
    That the voices of the flood yet deeper and the High Wind louder grew;
    Deep hollows hummed and fluted as they sucked the sea-winds in;
    Spumes and great white spoutings yelled shrilly o'er the din;
    Gales blew the bitter tresses of the sea in the land's dark face
    And wild airs thick with spindrift fled on a whirling race
    From battle unto battle, till the power of all the seas
    Gathered like one mountain about Ossë's awful knees,
    And a dome of shouting water smote those dripping black facades
    And its catastrophic fountains smashed in deafening cascades.

    ************

    Then the immeasurable hymn of Ocean I heard as it rose and fell
    To its organ whose stops were the piping of gulls and the thunderous swell;
    Heard the burden of the waters and the singing of the waves
    Whose voices came on for ever and went rolling to the caves,
    Where an endless fugue of echoes splashed against wet stone
    And arose and mingled in unison into a murmuring drone -
    'Twas a music of uttermost deepness that stirred in the profound,
    And all the voices of all oceans were gathered to that sound;
    'Twas Ylmir, Lord of Waters, with all-stilling hand that made
    Unconquerable harmonies, that the roaring sea obeyed,
    That its waters poured off and Earth heaved her glistening shoulders again
    Naked up into the airs and cloudrifts and sea-going rain,
    Till the suck and suck of green eddies and the slap of ripples was all
    That reached to mine isled stone, save the old unearthly call
    Of sea-birds long-forgotten and the grating of ancient wings.

    Thus murmurous slumber took me mid those far-off eldest things
    (In a lonely twilit region down whose old chaotic ways
    I heard no sound of men's voices, in those eldest of the days
    When the world reeled in the tumult as the Great Gods tore the Earth
    In the darkness, in the tempest of the cycles ere our birth),
    Till the tides went out, and the Wind died, and did all sea musics cease
    And I woke to silent caverns and empty sands and peace.

    Then the magic drifted from me and that music loosed its bands -
    Far, far-off, conches calling - lo! I stood in the sweet lands,
    And the meadows were about me where the weeping willows grew,
    Where the long grass stirred beside me, and my feet were drenched with dew.
    Only the reeds were rustling, but a mist lay on the streams
    Like a sea-roke drawn far inland, like a shred of salt sea-dreams.
    'Twas in the Land of Willows that I heard th'unfathomed breath
    Of the Horns of Ylmir calling - and shall hear them till my death.
     
  10. ha! tow sem meus livros aki....
    gosto da canção q bilbo canta nos seus banhos..

    Cantemos o banho do fim do dia!
    Que da sujeira nos alivia,
    Tonto quem não cantar, é quem já naum tente!
    A coisa nobre eh agua quente!

    agora , o resto da mpusica eu naum lembro de cabeça. heuh
    colquem aki pra mim, por favor..! :wink:
     
  11. Mithrellas

    Mithrellas Usuário

    Quenya!!!!

    Essa é do Contos Inacabados...Cirion jurando amizade a Gondor...:

    Vanda sina termaruva Elenna nóreo alcar enyalien ar Elendil Vorondo vorunwë. Nai tiruvantes i hárar mahalmassen mi Númen ar i Eru i or ilye mahalmar eä tennoio.

    Hm.....vou deixar voces curiosos..a tradução eu posto daqui uns dias...hihihi

    Ou, quem sabe quenya vai traduzindo...(ou pega o Contos) :wink:
     
  12. Mithrellas

    Mithrellas Usuário

    Mais poesias em élfico!!!!!!

    Ai! laurië lantar lassi súrinen,
    Yéni únótimë ve rámar aldaron!
    Yéni ve lintë yuldar avánier
    mi oromardi lisse-miruvóreva
    Andunë pella, Vardo tellumar
    nu luini yassen tintilar i eleni
    ómaryo airetári-lírinen.

    Sí man i yulma nin enquantuva?

    An sí Tintallë Varda Oiolossëo
    ve fanyar máryat Elentári ortanë
    ar ilyë tier unduláve lumbulë
    ar sindanóriello caita mornië
    i falmalinnar imbë met, ar hísië
    untúpa Calaciryo míri oialë.
    Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!

    Namárië! Nai hiruvalyë Valimar.
    Nai elyë hiruva. Namárië!

    (Ningúém sabe qual é, né? só uma dica..)

    Namárië! hihi
     
  13. V

    V Saloon Keeper

    Como a proposta aqui do clube é mostrar obras dos próprios membros do fórum, estou movendo esta tópico pro obras, beleza? :wink:
     
  14. :Nienna:

    :Nienna: Usuário

    desenterrei esse tópico lá do fundo, hihih ^^"

    É a canção que a Galadriel canta quando a Comitiva está partindo de Lothlórien.

    "Ai, como ouro caem as folhas ao vento,
    longos anos inumeráveis como as asas das árvores!
    Os longos anos se passaram como goles rápidos
    do doce hidromel em salões altos
    Além do Oeste, sob as abóbadas azuis de Varda
    onde as estrelas tremem
    na canção de sua voz, de santa e rainha.

    Quem agora há de encher-me a taça outra vez?

    Pois agora a Inflamadora, Varda, A rainha das Estrelas,
    do Monte Semprebranco ergueu suas mãos como nuvens,
    e todos os caminhos mergulharam fundo nas trevas;
    e de uma terra cinzenta a escuridão se deita
    sobre as ondas espumantes entre nós,
    e a névoa cobre as jóias de Calacirya para sempre.
    Agora perdida, perdida para aqueles do Leste está Valimar!

    Adeus! Talvez hajas de encontrar Valimar.
    Talvez tu mesmo hajas de encontrá-la. Adeus!"

    Eu amo essa canção, é linda. Acho que representa bem esse sentimento de nostalgia dos elfos que sairam de Valinor e permaneceram na Terra-Média. :obiggraz:

    PS: pq pararam de postar aqui? Postem suas poesias favoritas tb. :mrpurple:
     
  15. Enerdhil

    Enerdhil Usuário

    Eu nunca tinha visto este tópico antes, aqui vai uma:

    Ilu Ilúvatar en káre eldain a fírimoin
    ar antaróta mannar Valion: númessier.
    Toi aina, mána, meldieto - enga morion:
    talantie. Mardello Melko kende; márie.
    Eldain en kárier Isil, nan hildin Úr-anar.
    Toi írimar. Ilqainen antar annar kestanen
    Ilúvatáren. Ilu vanya, fanya, eari,
    i-mar, ar ilqa ímen. Írima ye Númenor.
    Na úye sére indo-ninya símen, ullume;
    ten sí ye tyelma, yéva tyel ar i-narqelion,
    íre ilqa yéva nótina, hostainiéva, yallume:
    ananta úva táre fárea, ufárea!
    Man táre antáva ni Ilúvatar, Ilúvatar
    enyáre tar i tyel, íre Anarinya qeluva?

    The Father made the World for Elves and Mortals, and he gave
    it into the hand of the Lords. They are in the West.
    They are holy, blessed
    and beloved: save the dark one. He is fallen. Melko has gone from
    Earth: it is good.
    For Elves they made the Moon, but for Men the red
    Sun; which are beautiful. To all they gave in measure the gifts of Ilúvatar.
    The World is fair, the sky, the seas, the earth, and all that is in
    them. Lovely is Númenor.
    But my heart resteth not here for ever; for
    here is ending, and there will be an end and the Fading, when all is
    counted, and all is numbered at last, but yet it will not be enough, not
    enough.
    What will the Father, O Father, give me in that day beyond
    the end when my Sun faileth?
    Essa é a canção de Firiel, ouvida por Elendil e Herendil (Isildur ? Anarion ?) em "The Lost Road" (HoME V).
     
  16. Eu gosto da canção de Beren a Lúthien:

    Adeus doce terra e céus do norte, eternamente abençoados
    pois aqui esteve e aqui com ágeis passos correu,
    à luz da lua, À luz do sol,
    Lúthien Tinúviel,
    mais bela do que pode dizer a língua dos mortais.
    E mesmo que o mundo caia em ruínas,
    que se dissolva e seja lançado de volta,
    desfeito no caos primordial, ainda assim foi boa a sua criação...
    o amanhecer,o anoitecer, a terra, o mar...
    Para que Luthien por um tempo existisse!

    Lindo neh! :grinlove:
    Detalhe:eu ecrevi de cabeça, talvez esteja com alguns versos na mesma linha ou versos separados, mas está certo... :wink:
     
  17. Vou colocar aqui meu poema preferido, que é "The Riddle of Strider", feita por Bilbo para Aragorn, que é meu personagem favorito. Por incrível que pareça, a tradução ficou bem decente, considerando que é necessário rimar todos os versos. Sei tanto o original quanto a tradução de cor, então aqui vão eles:

    "All that is gold does not glitter,
    Not all those who wander are lost,
    The old that is strong does not wither,
    Deep roots are not reached by the frost.

    From the ashes a fire shall be woken,
    A light from the shadows shall spring,
    Renewed shall be blade that was broken,
    The crownless again shall be king."
    ---------
    "Nem tudo que é ouro fulgura,
    Nem todo vagante é vadio,
    O velho que é forte perdura,
    Raiz funda não sofre o frio."

    Das cinzas um fogo há de vir,
    Das sombras a luz vai jorrar,
    A espada há de, nova, luzir,
    O sem-coroa há de reinar".

    Aragorn rules!!!!!!!!!!!! 8-) :clap:
     
  18. Eli Nerwen

    Eli Nerwen Usuário

    a q eu mais gosto eh aquela q o frodo canta em bri.....mas ela eh grande demais.....

    essa eh a minha segunda favorita:

    "Cantei as folhas, de ouro folhas, e folhas vi brotar:
    Cantei o vento e vento veio os galhos farfalhar
    Além do Sol, da Lua além, no Mar espuma havia
    Em Ilmarin dourando a praia uma Árvore crescia
    Em eldamar na Semprenoite com astros se ostentava
    Onde Eldamar da bela Tirion os muros enconttrava
    Cresceram lá as douradas folhas nos ramos anuais
    Enquanto o pranto dos elfos cai aquém de nossos cais
    Ó Lórien! Já vam o Inverno , o dia sem flor nem vida
    As folhas na água vão caindo do rio em despedida
    Ó Lórien! Já por demais do Mar estive desse lado
    entrelacei em coroa murcha o elanor dourado.
    Se barcos eu cantasse gora, que barco iria voltar;
    Que barco me conduziria por tão vasto Mar?"

    q triste..... :(
     
  19. MoonWitch

    MoonWitch Usuário

    Existe um lugar alegre e antigo,
    ao pé da colina rara;
    Lá tem cerveja tão escura
    Que o homem da lua veio a procura
    uma noite e encheu a cara.

    O dono tem um gato alcoólatra
    que sabe tocar violino;
    Sobe e desce o arco suave,
    Em cima agudo, embaixo grave,
    no meio serrote fino.

    O dono tem um vira-lata
    que adora ouvir piadas;
    Quando o povo está animado,
    Empina a orelha concentrado
    e ri a bandeiras despregadas.

    Tem também vaca chifruda
    orgulhosa como rainha;
    Ela gosta de música à beça,
    Rebola o rabo e arremessa
    Dançando solta sozinha.

    Ai! Os lindos pratos de prata
    e os talheres em quantidade!
    Há aos domingos um par convidado,
    E tudo é polido e cuidado
    ao sábado pela tarde.

    O Homem da Lua vai bebendo,
    o gato toca com bossa;
    Prato e garfo dançam na hora,
    Rebola a vaca lá fora,
    e o vira-lata o rabo coça.

    O Homem da Lua pede mais uma,
    sob a mesa depois cai;
    Dorme e sonha com mis cerveja,
    Vai-se a noite benfazeja
    e a aurora chegando vai.

    Diz o dono ao gato alto:
    - Os cavalos brancos da Lua
    Richando mordem o freio;
    Mas seu dono dorme feio
    e o sol já se insinua.

    O gato então de novo ataca
    num som de acordar finado:
    Vai serrando enquanto pode
    E o dono o Homem sacode:
    - São mais de três - diz o coitado.

    O Homem levam para a colina
    e o enrolam na própria Lua,
    Os cavalos atrás galopando,
    Qual veado a vaca saltando,
    e um prato pula pra rua.

    Mais depressa toca o violino;
    o vira-lata põe-se a ladrar,
    Cavalo e vaca de bananeira;
    Querer dormir é brincadeira;
    todos voltam a dançar.

    Pingue! Pongue! as cordas se partem!
    a vaca pula pra Lua,
    O vira-lata põe-se a rir,
    Um prato ameaça fugir
    com colher que não é sua.

    A Lua redonda foi embora,
    e o sol que agora vai surgir
    Não acredita no que vê,
    Porque, apesar do amanhecer,
    agora todos vão dormir.


    Eu já apresentei essa poesia na escola em uma espécie de teatro... :obiggraz:
     
  20. Imrahil de Dol Amroth

    Imrahil de Dol Amroth Encantador de Vagalumes

    ah, to sem os livros do meu lado....

    A canção de Gil Galad, que Sam canta no topo do vento, é relamente muito interessante... amanhã eu a coloco toda aki! :wink:
     

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