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Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Haleth, 8 Fev 2012.

  1. Haleth

    Haleth Call me Bolga #CdLXI

    Bem, como diria Salomão, não há nada de novo debaixo do sol, né? rsrs...

     
  2. Gigio

    Gigio Usuário

    Algumas dessas são bem famosas, tipo a do Hemingway, mas tem umas outras bem boas na lista, como essa última, "Ainda faço café para dois". Mas quem é Zak Nelson? (Já perguntei ao Google.)

    Essa do Tchekhov tem uma lógica diferente, mas é bem interessante também.
     
  3. G.

    G. Ai, que preguiça!

    Essa do dinossauro, "Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.”, eu lembro q tinha no livro de português no ensino medio...

    Gostei desse:
     
  4. Haleth

    Haleth Call me Bolga #CdLXI

    Eu ainda acho a do Hemingway é a mais bem feita de todos... (ok, pode ser meu tino maternal falando mais alto, rs.) Tem umas meio sem gracinha. "Morreu." Jura? ¬¬ Ou então "Escrever sobre sexo, aprender sobre amor". :P Lugar comum nem pensar, né?
    Também gostei das que vcs dois destacaram, e acrescento essa: "2 de agosto: a Alemanha declarou guerra à Rússia. Natação à tarde". Tem uma quebra mt bacanuda.
    "A mulher que amei se transformou em fantasma. Eu sou o lugar das aparições" é bem mais explícita que as outras, mas achei bonita essa imagem que foi construída. Fiquei oscilando entre uma interpretação romântica e uma mais dramática, rs. Prefiri a romântica. =)
     
  5. Calib

    Calib Visitante

    Acho complicado chamar isso de literatura, hein; por consequência, impossível chamar de conto. No máximo, são frases inteligentes, engraçadas, mas às vezes nem isso. Todos nós temos nossos lampejos de sagacidade; eu mesmo devo ter por aí espalhado na net algum dito jocoso ou talvez inteligente que poderia ser chamado de microconto e literatura, e sem querer querendo!

    Senão, sério, se "Morreu" é um conto e é literatura, qualquer palavra o é. E se tudo é literatura, nada é literatura, porque a própria definição do termo perderia o sentido.
     
  6. Haleth

    Haleth Call me Bolga #CdLXI

    Ai, não sei o que dizer, Calib... Talvez seja mais uma "expressão literária" do que literatura propriamente dita - o que não qualifica, mas também não invalida. Obviamente nem tudo é literatura, mas consideraria algo para-literário (desqualificado como gênero, mas relevante como experiência de leitura), e assim, poderia chamar de conto, ou microconto. Ok, faltam-me bases argumentativas mais sólidas, mas acho que deu pra entender o que quis dizer.
    Uma foto 3x4 não é "fotografia artística", mas desde que eu vi uma "exposição" de fotos 3x4 na faculdade (eram muitas, muitas!), comecei a pensar se tudo não depende de contexto...
     
  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    O problema do microconto é que ele é um tipo de fôrma que só ganharia relevo numa coletânea ou quando em grande quantidades, pois aí poderia construir um corpus de importância e de análise paralelo ao de um conto ou de uma narrativa de maior envergadura, como mais ou menos a envergadura de um poeta como Petrarca só pode ser posta à de Dante quando consideramos o Canzoniere como um todo -- que se quiséssemos pegar apenas um soneto e comparar com a Divina Comédia estaríamos assinando ou um atestado de óbito ou de imbecilidade. Agora o microconto analisado de forma separada, a meu ver não restam dúvidas de que se trata de uma fôrma literária inferior, pois se funda numa concisão de caracteres que cerceia a exposição e o desenvolvimento de determinado assunto...

    É como se o microconto tivesse aquele propósito de fazer o que os grandes artistas fazem, que é, com um verso ou com uma frase, "possuir um verdadeiro poema ou um verdadeiro conto em sua essência", conforme ouvimos muito dizer. A questão é que se versos como "Estavas, linda Inês, posta em sossego", de Camões em Os Lusíadas, são considerados como um verdadeiro poema por si só, não quer dizer que um verso qualquer possa também ser um poema por si só (até mesmo outros versos de Os Lusíadas não podem ser considerados -- a maioria, aliás), que no caso camoniano esse efeito só foi possível graças a um acúmulo poético e dramático de força ímpar e que recai nesse verso, como o caso do "To be, or not to be: that is the question" de Hamlet ou o "Chaos will come again" de Othello. Agora você querer criar uma frase, ou um verso, ou qualquer coisa de caráter extremamente reduzido, que consiga toda essa carga poética capaz de gerar tamanha carga de representabilidade... É aí que pode residir a falha do microconto.
     

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