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Como ler um livro?

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Zzeugma, 11 Mar 2010.

  1. Rahmati

    Rahmati Grub grub grub uáááááá

    Ressucitando esse tópico interessante, eu adoro livros-pipoca, que vc lê num dia, mas também adoro obras complexas, e as leio devagarinho, saboreando, para extrair o máximo de aprendizado (de conteúdo e de estilo)... Como futuro escritor, tenho que fazer isso, ao mesmo tempo entender a literatura atual e tentar não fazer muito feio em relação aos clássicos :sim:


    A propósito, não sei nesse fórum, vocês se incomodam da gente ressuscitar tópicos?
     
  2. Haleth

    Haleth Call me Bolga #CdLXI

    Rahmati, vou te ensinar uma coisa mas vc tem que jurar que não vai contar pra ninguém que fui que te ensinei: na dúvida, não pergunte, faça. Se for errado, alguém com certeza vai te avisar depois. Mas aí já tá feito. XD
     
  3. Koalla

    Koalla Usuário

    Eu compartilho dessa crença em leituras diferentes para ambientes diferentes, tanto que costumo ler dois ou três livros ao mesmo tempo =p

    Em casa sempre deixo para ler alguma literatura mais densa como Dostoiévski e Shakespeare, e na rua leio coisas mais tranquilas como Bernard Cornwell, Dan Brown (apesar dos exageros, mentiras, sensacionalismos e afins, gostava da leitura dos livros dele) ou algum livro de conto

    Livros técnicos como obras de filosofia, história e sociologia costumo ler em casa também, ou se na rua, quando posso ficar embaixo de alguma árvore na faculdade tranquilamente, em ambientes que eu sei que ficarei sem ter alguém para me interromper ou algo para me distrair por pelo menos 20 minutos.
    Já livros técnicos jurídicos eu leio em biblioteca, não tem jeito, a leitura é muito mais complicada e requer sublinhados, escritas, consultas à dicionários e legislações. Não sei como tem gente que tenta ler um manual de direito civil sentado na cama =p
     
  4. G.

    G. Ai, que preguiça!

    tbm sou um pouco assim:sim:
    livros só com uma boa história eu prefiro ler em um onibus por exemplo... e os mais cabeças, em casa, de preferencia sentado no sofa -deitado não gosto muito, acaba dando sono:tedio:
     
  5. Koalla

    Koalla Usuário

    Todas as vezes que fui ler Crime e Castigo no ônibus ou quando chegava cedo na faculdade e ficava uns 40 minutos na sala esperando, eu me arrependia. Esses livros que as vezes te exige uma concentração contínua, mais densos em que cada parágrafo ou diálogo diz pelo menos 3 coisas ao mesmo tempo, livros que fazem você refletir, não dá para você ficar se distraindo com gente chegando, celular tocando, pessoas sendo educadas e falando com você xD

    Acho que o único livro de literatura mais denso que eu lia de boa na rua era As Intermitências da Morte, Saramago consegue ser denso com uma poética incrível sem ser massante e obscuro.

    Ah sim, recentemente me aventurei em levar contos do Tchekóv para ler em fila de banco, mesmo com tanta coisa acontecendo e me incomodando com olhares curiosos sobre o que eu lia, consegui entender bastante da leitura além do texto da história em si, é outro escritor que sabe falar muito com poucas palavras
     
  6. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Nunca esqueço quando li "Um certo capitão Rodrigo" do Érico Veríssimo pela primeira vez numa casa bem antiga estilo colonial. Deu uma atmosfera tão boa, que ao relê-lo em outros lugares a experiência nem de longe foi a mesma.
     
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  7. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    O título desse tópico me fez lembrar do livro de Mortimer Adler, Como Ler Livros.
     
  8. dermeister

    dermeister Ent cara-de-pau

    E com todo mundo aqui falando coisa séria, eu vi o título e lembrei desse vídeo norueguês:
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    Literalmente, como ler livros. (dsclp)
     
    • LOL LOL x 3
  9. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Vídeo que será útil pra os nascidos após o ano 2000, criados na base do celular e do tablet. :o?:
     
    • LOL LOL x 1
  10. Melian

    Melian Período composto por insubordinação.

    Antes de fazer este post, olhei todas as mensagens do tópico para ter a certeza de que não havia comentado nada aqui (sim, há outros jeitos de descobrir isso, mas o tópico tem poucas páginas, foi tranquilo), porque eu tenho certeza de que minha opinião sobre o assunto teria mudado bastante. Eu não sou a mesma leitora que era há dez anos. E não falo isso quanto ao fato de eu já ter amadurecido como leitora, de ter aumentado a quantidade de livros lidos, enfim. Os meus hábitos de leitura mudaram muito porque eu, como ser humano, mudei (e nem estou falando do ponto de vista de eu ter evoluído como pessoa, não, muito pelo contrário). Vou explicar melhor a partir da citação abaixo:

    Há algum tempo, eu consideraria as circunstâncias ideais de leitura mencionadas como verdades talhadas em pedra. Agora, ao ler isso, minha reação foi a seguinte: QUE HORROR! COMER ENQUANTO LÊ? AS PÁGINAS FICARÃO MARCADAS, ENGORDURADAS! E SE EU DERRUBAR CAFÉ NO MEU LIVRO? SOCORRO! (Não fiquem velhos!)

    Outra coisa: houve uma época em que a única coisa que eu precisava para ler era ter um livro nas mãos. Eu poderia estar em qualquer lugar, com qualquer quantidade de barulho (eu sempre tive facilidade para dispersar, mas quando estava envolvida num livro, bloqueava qualquer barulho, era impressionante!) que conseguia ler tranquilamente, fosse o livro de difícil leitura ou não. Nada conseguia me tirar daquele universo. Hoje, com as responsabilidades e os problemas que a idade me trouxe, eu peno para conseguir me concentrar. Pego o livro, abro a página, e já começo: EU TENHO MIL PROVAS PARA CORRIGIR, TENHO DE LANÇAR CHAMADA, TENHO DE FAZER O PROJETO DA FEIRA DE CULTURA! Aí eu volto para a leitura, e não sei mais o que eu estava lendo antes. Aí eu me lembro de outras coisas que tenho de resolver (EU TENHO DE COMPRAR OS REMÉDIOS DO MEU PAI! NOSSA, AMANHÃ É A CONSULTA DA MINHA MÃE, PRECISO TROCAR O HORÁRIO NO TRABALHO! MEU DEUS DO CÉU! A CONTA DE LUZ VEIO MUITO CARA, COMO EU VOU PAGAR ISSO?), e corro para pegar um café, aí fico um tempo longe do livro porque eu sou muito desastrada e, como vocês já leram ali em cima, eu sou neurótica e acho que vou derrubar o café no livro.

    Tenho certeza de que a analogia é interessante, mas isso me deu uma fome dos diabos! (Esfomeada: pô, não pode repetir merenda? Se eu gosto dum livro, vou querer devorá-lo por inúmeras vezes. Aliás, isso não mudou: AMO reler meus livros preferidos. Releio O Silmarillion todos os anos, por exemplo).

    Eu entendi o que o Bráulio Tavares quis dizer, mas eu achei meio complicado porque tanto na literatura que se baseia no intelecto - teatro de Brecht - quando na que se baseia na emoção, conforme Stanislavski, há o pacto ficcional. Podemos dizer que a suspensão da descrença se torna mais visível conforme o propósito e as estratégias de escrita utilizadas pelo autor, mas literatura é pacto (Guimarães Rosa, em Grande Sertão, deixou isso bem claro, ou não, no meio do redemoinho de palavras).

    Eu também gosto tanto dos livros "emocionais" quanto dos "intelectuais". Por exemplo: consigo fazer a transição entre um livro clássico e um YA sem o menor problema. Tenho 32 anos e ainda tenho a mesma paixão de outrora pela literatura de detetive (é só não ler uma obra fechada esperando um campo para interpretações de obra aberta, né?), assim como Machado de Assis continua sendo o meu escritor preferido. O que mudou é que tanto para um tipo de literatura quanto para o outro, eu tenho mais dificuldade para me concentrar. Eu tenho menos tempo para fazer o "ritual" de leitura, porque as burocracias do dia a dia acabam me soterrando.
     
    Última edição: 13 Nov 2018
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