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Comerciantes e moradores registram boletim de ocorrência por causa de ciclovias em SP

Você concorda com os moradores?


  • Total de votantes
    9

Amanda Lee Liu

Bééééhh
@Neithan

Não falo bem por ter medo de ser demitida, aliás bato de frente com o secretário de estado muitas vezes discordando de algumas posições. Nunca vou corromper meu caráter por dinheiro, mesmo pq eu tenho experiência, qualificação e currículo suficiente pra conseguir emprego em qquer outro lugar :D acontece que eu simplesmente sou apaixonada por Relações Públicas Governamentais.

Bom, como eu disse num vou começar com esse rolê político TucanosXPetralhas, pq diferente do q vc diz (mesmo que na piada), eu não sou Tucaninha... não falei de partido, num falei de qquer outro político da trupe... eu só falei do que EU trabalho, e por acaso é na gestão do Alckmin ;)

Mas é isso aí gentem... vamo se amar... mais tetas e menos tretas :dancinha:
 

Fúria da cidade

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Usuário Premium
Bom, antes de "explicar", sobre os três pontos, só quero deixar novamente claro que ninguém aqui disse que o Haddad vem fazendo um governo perfeito em tudo. Tem falhas e acertos. O problema é a dissimulação de alguns em querer apenas apontar erros (sendo reais ou não) e esquecer o que fez de bom.
Aliás quando falamos desse tema é difícil criticar Haddad, que sempre levantou bem essa bandeira, sendo um excelente ministro da Educação.

Tão excelente que o exame do ENEM..... nem tchum! :lol:

Na boa, pra mim tirando as faixas exclusivas de ônibus (que pra mim isso é um bom paliativo, mas NUNCA é ou será uma solução até porque até a sua eficiência já está sendo colocada em xeque,) a única grande idéia que eu vi do plano de governo dele digna de merecer elogio e eu bateria palmas se fosse colocada em prática era o tal ARCO DO FUTURO que jamais saiu do papel e esse sim eu acho uma pena porque no papel o projeto era muito bom, poderia diminuir a desigualdade de desenvolvimento da cidade e assim a longo prazo evitar que muita gente precisasse fazer longos deslocamentos casa-trabalho e vice-versa, além de tentar reverter a crescente evasão industrial.

Só que ao contrário fico muito triste e no fundo até com dó do futuro da cidade cujo principal motor de progresso e desenvolvimento e historicamente de maior geração de empregos sempre foi a indústria e com o passar dos anos a cidade ficando cada vez "lenta" em fluidez de trânsito local, pois hoje só é possível agilizar entregas se forem objetos pequenos via motoboy. Hoje boa parte dos microempresários que pensam em abrir um negócio nesse segmento em Sampa, pensam muitas vezes pois a cidade tem se tornado cada vez mais inviável pro setor industrial e o que mais vejo é a crescente migração pro interior, em especial o sul mineiro onde sempre visito com grande regularidade e cada vez mais povoado de ex-empresas paulistas de todos os portes que cansaram de sofrer com a falta de fluidez e o custo da vida crescente da cidade. Bom pra eles, e péssimo pra Sampa que perde muito com isso, pois por mais mais que a cidade seja forte no comércio e serviços, esses setores não são suficientes pra suprir a grande quantidade de empregos que as indústrias sempre proporcionaram.

A parte de ciclovias ele segue uma ideologia que é tendência ao redor do mundo. Inclusive acho que se ele fosse PSB, PPS ou algum partido mais "Neutro", não seria tão xingado..

Nada a ver, Kassab foi um prefeito polêmico que chegou ao 2° mandato com um índice de rejeição enorme na cidade, mas quando decidiu implantar ciclofaixas e ciclovias, por mais que muita gente o odiasse por várias coisas, foi por tudo menos isso.

E ele pra mim fez uma coisa muito mais inteligente, mais justa, amigável (pra não dizer muito mais HONESTA) que o Haddad que foi ter implantado ciclofaixas experimentais aos Domingos (como a da Av. Indianápolis entre Moema e Jabaquara por exemplo) para inicialmente levar a ideia a população a aderir de forma gradual, sem nenhuma imposição e assim havendo resposta positiva a iniciativa com adesão espontânea e crescente torna-la permanente no futuro seguindo uma naturalidade. É tão difícil de entender que é infinitamente mais justo e honesto fazer dessa forma do que impor algo de forma obsessiva a toque de caixa, alegando dizer que fez antes um suposto e pra lá de duvidoso "estudo de planejamento"?

Agora fiquei curiosa.
Não estou provocando, não.
Quero mesmo saber o porquê de alguém votar no Alckmin e/ou achar o governo dele bom.

Porque aqui no INTERIOR a história é outra... e provavelmente a @Amanda Lee Liu talvez esteja a par...

Em pouco tempo que moro em Campo Limpo Paulista posso elencar fácil várias coisas que foram implantadas nos mandatos dele e que impactaram na qualidade de vida de quem mora aqui

1- Entregou nos uma ETEC, uma unidade do Bom Prato e o Hospital de Clínicas, bem mais moderno e conseguindo finalmente atender toda a demanda da cidade.
2- Até o final da década passada bilhete único pra trem da CPTM era exclusividade só de município da Grande SP. Finalmente virou realidade por aqui.
3- Duplicou e implantou faixa adicional em vários trechos da Rodovia Edgar Zambotto que serve de acesso a cidade, além de entregar até o final do ano um grande viaduto que finalmente evitará que o transito da rodovia passe obrigatoriamente pelo centro, o que deve melhorar em muito a fluidez.
4- Por último e a mais importante que foi a moderna estação de tratamento, fazendo a cidade finalmente entrar no rol das cidades que tem 100% de água e esgoto tratado graças a despoluição do Rio Jundiaí e com isso tá fora do mapa de risco de racionamento, pois aqui não dependemos de nenhum grande reservatório como a Cantareira e ironicamente antes da Grande SP passar pelo que está passando, aqui antes vivíamos exatamente essa dura realidade principalmente no verão. E graças a obra do estado, a cidade foi escolhida pra representar o Brasil no 6° fórum mundial da água.

Vale lembrar que outra importante cidade do interior também escolhida e dez vezes mais populosa que a minha como Sorocaba também passava por graves problemas de poluição no principal rio que corta a cidade e graças a um longo trabalho de despoluição com financiamento direto e indireto do estado também teve sua realidade mudada pra melhor.

Então se pelo lado dos reservatórios que abastecem a Grande SP infelizmente esse governo não conseguiu acertar totalmente a mão, é bom informar pra quem não sabe, que houve acertos em outros lugares.

E só pra finalizar antes que alguém ache que eu acho tudo perfeito, a única coisa que o Alckmin se comprometeu com a minha cidade e ainda nem começou a tirar do papel, foi a reforma completa da estação de trem da CPTM, pois atualmente é cansativo ter que mudar de plataforma pegando uma escadaria muito longa sem escada rolante. O povo daqui aguarda a tão prometida nova estação nos mesmos moldes da nova de Franco da Rocha que é tão moderna quanto qualquer uma do Metrô.
 
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Haran Alkarin

Usuário
Não é só corte de orçamento. A USP teve um aumento de 20% de alunos nos últimos 8 anos e nenhum repasse adicional de verba por isso. Óbvio que tem muita falha da reitoria, de deixar o orçamento de salários chegar a 105% da verba disponível, mas não houve nenhum tipo de ação tucana para ajudar a USP nisso.
Pois é, 105% do orçamento... falta de "repasse adicional" em relação a quantia bilionária tirada via imposto da população está longe de ser a fonte do problema, independente do aumento do número de alunos.
 
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ricardo campos

Debochado!
In Memoriam
Já que tem demanda na justiça contra o Haddad por causa da cor da ciclovia. Tá aí mais uma opção de cor. Tucanos vão amar :amor:

18/9/2015 às 00h15

Ciclovia é pintada de azul na Maré por causa de facção criminosa
Mudança de cor seria para evitar retaliação de grupo que domina a Maré


A ciclovia no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, foi pintada de azul. A decisão causou surpresa, já que, segundo o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, toda ciclovia deve ser pintada de vermelho.

No discurso de inauguração, o prefeito Eduardo Paes disse que o azul era para representar a harmonia. No entanto, a Secretaria de Meio Ambiente, em nota, diz que a mudança foi pedida por moradores preocupados com a guerra entre facções. O vermelho poderia representar a facção rival da que domina 11 das 16 comunidades no Complexo da Maré.

Já o líder comunitário Waldir Francisco da Costa nega que os moradores tenham pedido a mudança de cor. Ele ainda negou que haja restrição de cores usadas pelos moradores.


A Maré foi o primeiro conjunto de favelas a receber uma ciclovia — ela liga o Conjunto Esperança ao Parque União. Apesar de atender à necessidade de transporte e lazer da região, as faixas cruzam áreas em que os tiroteios são constantes.

Fonte: http://noticias.r7.com/rio-de-janei...a-mare-por-causa-de-faccao-criminosa-18092015
 

Morfindel Werwulf Rúnarmo

Geofísico entende de terremoto
Mudei de opinião sobre as ciclovias:

Ciclovia na Niemeyer e em São Conrado atrapalhará a visão do mar para quem estiver de carro

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Ao longo do costão. Obra da ciclovia feita pela prefeitura na Av. Niemeyer: quase um terço da nova pista para bicicletas poderá dificultar a visão da paisagem - Daniel Marenco

De pedalada em pedalada, uma polêmica surge no horizonte à medida que avançam as obras das novas ciclovias no costão da Avenida Niemeyer e no Joá. Se por um lado as pistas permitirão que ciclistas sigam por ali contemplando o oceano, por outro atrapalharão a visão do mar para quem está de carro, um dos grandes deleites de motoristas e passageiros que percorrem aquele trajeto. Os críticos afirmam que o projeto deveria ter evitado o problema. Já outros frisam que se trata de uma questão de prioridade: o mais importante é que se está privilegiando a bicicleta, em vez do carro, como meio de transporte.

As obras estão a cargo da prefeitura e permitirão seguir por ciclovia do Centro ao Recreio. No caso da Niemeyer, a própria prefeitura admite: quem circular de automóvel terá mais dificuldade de ver o mar. Isso porque a pista para bicicletas ficará 40 a 80 centímetros mais alta que a da avenida.

De acordo com nota da Geo-Rio, num trecho de 1.125 metros da ciclovia, o visual ficará "ligeiramente ocultado". Ao todo, a ciclovia, que ficará pronta no fim do ano, tem 3,9 quilômetros. As interferências, segundo o órgão, acontecem onde a pista para bicicletas foi construída no mesmo nível ou um pouco mais alta que a nova tubulação da rede de esgotos que a Cedae está implantando no costão, para substituir os troncos coletores responsáveis por captar os dejetos de São Conrado. A antiga rede, localizada abaixo da nova, será desativada.

Uma equipe do GLOBO visitou as obras com o arquiteto e urbanista Canagé Vilhena. Segundo ele, a ciclovia vai mesmo interferir na visão da paisagem:

- No trecho em que a ciclovia está na altura da tubulação da Cedae, quem estiver de carro não verá o mar. Naquele ponto, só quem estiver de ônibus conseguirá ter essa visão. A tubulação nova da Cedae também causa interferências visuais. Já no trecho do Motel Vip's até o Leblon não há problemas.

No caso do Elevado do Joá, a prefeitura informou, por nota, que a ciclovia não causará impacto visual. Para Canagé, porém, não é bem assim: segundo ele, a vista do mar será prejudicada para quem estiver de carro no trecho do Elevado das Bandeiras (sentido Barra-São Conrado). Ali, o recuo do lado direito será redimensionado para a implantação da faixa das bicicletas, que, na estimativa do arquiteto, poderá ficar pelo menos 60 centímetros mais alta que a pista dos automóveis.

- Hoje, esse recuo é um pouco mais elevado que as pistas usadas pelos carros. Com a mureta de proteção da ciclovia, será impossível ver o mar para quem estiver dentro de um automóvel. Na chegada a São Conrado, como a ciclovia está mais afastada e o projeto prevê uma descida em forma de rampa, não há interferências - avaliou Canagé.

A ciclovia terá 3,1 quilômetros (incluindo trechos em São Conrado e na Barra) e ficará pronta entre fevereiro e março de 2016, junto com a ampliação do elevado, que sairá por R$ 457,9 milhões.

A polêmica também chamou a atenção do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A vice-presidente da entidade, Fabiana Izaga, não tem dúvida de que, pelo menos no caso da Avenida Niemeyer, haverá alguma interferência. Ela, no entanto, revela outras preocupações com o projeto:

- A gente tem que discutir também a segurança dos pedestres que circularem pelo local, já que será uma importante passagem do Leblon para São Conrado. Se a ideia era construir uma ciclovia, a prefeitura poderia muito bem ter investido numa estrutura mais larga, pensando também nos pedestres.


Presidente da Comissão de Segurança do Ciclismo do Rio, Raphael Pazos tem opinião diferente. Para ele, o que está em debate são dois modelos de concepção de cidade: Pazos acha que as críticas ao traçado das ciclovias partem de quem prefere privilegiar o carro. Ele frisa que um pequeno sacrifício é necessário quando se buscam qualidade de vida e melhora da mobilidade urbana:

- O motorista de carro particular que me perdoe, mas ele tem é que prestar atenção ao volante e não à paisagem em volta.

O vereador Jefferson Moura (PSOL), presidente da CPI das Bikes, criada para avaliar as condições das ciclovias, discorda de Pazos. Para ele, a questão da visão da paisagem é importante. Ele ressalta que, no caso da Niemeyer, o custo da obra chega a R$ 35,9 milhões - cerca de R$ 9 milhões por quilômetro:

- Eu sou plenamente favorável ao uso de bicicletas. Mas cabe observar que o Plano Diretor do Rio prevê, entre suas orientações para um desenvolvimento sustentável, a preservação da paisagem como um direito de todos. Isso vale tanto para quem está de bicicleta como para quem está em outro meio de transporte.

No caso do Joá, as interferências podem não se limitar à ciclovia. Na chegada à Barra, as novas pistas criadas com a ampliação do elevado estão sendo construídas num nível mais alto que o das existentes. No entanto, segundo Canagé, ainda não é possível avaliar se isso vai impedir a vista da Praia dos Amores ou da Lagoa da Tijuca.

- Em relação à Lagoa da Tijuca, já existe um projeto que realmente provoca um forte impacto visual: a ponte estaiada do metrô da Linha 4 - disse o arquiteto.

O presidente da Associação de Moradores do Jardim Oceânico, Luiz Igrejas, defende as obras como essenciais para a mobilidade da Barra e de bairros vizinhos. Ele lamenta, porém, que nem sempre as intervenções levem em conta a preservação da paisagem.

- A preocupação com a paisagem deveria existir sempre. A gente não teve acesso a detalhes do projeto e se preocupa, por não saber como ficará o visual da entrada da Barra. Mas o histórico é preocupante. A Pedra da Gávea é um dos ícones naturais que podem ser observados da orla. Para quem está no Pepê, no entanto, ela simplesmente desapareceu depois que o Hotel Ibis foi construído - lembrou.

A presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig, pergunta se a prefeitura pensou em alternativas para evitar a polêmica já na fase final das obras:

- Aparentemente faltou planejamento. Quem desenvolveu o projeto deveria ter pensado em todas as alternativas. Manter a visão da paisagem seria o melhor.

PELA SEGURANÇA DO CICLISTA

A Geo-Rio informou, por nota, que alternativas para as ciclovias foram pensadas, mas não se mostraram viáveis. Na Niemeyer, o projeto escolhido foi o que preserva a segurança do ciclista e não dificulta a manutenção da rede da Cedae. “O principal ponto considerado para a implantação da ciclovia (...) foi a altura da tubulação da Cedae”, diz o texto. “Colocar a pista da ciclovia em um nível inferior ao das tubulações a deixaria sujeita à ação direta de dejetos de esgoto em qualquer vazamento”.


O órgão diz que o projeto prevê ligações da ciclovia com a pista da Niemeyer a cada 400 metros pelo menos, para facilitar o socorro aos usuários. Ressalta também que em vários pontos substituiu muros por guarda-corpo, para que a vista para o mar ficasse livre, e que facilitou o acesso à Prainha do Vidigal.

Também em nota, a Cedae informou que o posicionamento da nova tubulação “foi definido segundo as melhores normas de engenharia” e que a obra faz parte do programa Sena Limpa, que “acabará com as línguas negras na Praia de São Conrado”.

Já sobre a obra no Joá, a Geo-Rio defendeu o projeto dos novos elevados, mais altos que as estruturas já existentes. Segundo a nota, a decisão foi tomada “para que os motoristas que optarem por trafegar na nova pista possam também ter a vista para o mar durante o trajeto”.

Mudei de ideia

O encontro nada agradável de um ciclista (comunista?) com um motorista em SP

"Eu posso afirmar que nos 30 e poucos anos que eu tô por aqui [em São Paulo], este é o momento histórico mais escroto que eu já vivi". Confira o relato de um ciclista que escapou de um atropelamento

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Paulo Zapella, o “comunista”​

Paulo Zapella é designer gráfico e atleta amador. Ciclista experiente, percorre mais de 300 quilômetros por semana de bicicleta. Na terça feira, pedalava na Avenida Groenlândia, uma larga e arborizada via que atravessa o Jardim Europa, uma das áreas mais “nobres” de São Paulo.

No caminho, segundo seu relato, apareceu um senhor entre 40 e 50 anos, camisa social, cabelo meio grisalho, ao volante de um Fiesta Sedan Prata.

Não foi um encontro agradável. Paulo contou a história no Facebook:

..tava eu pedalando de boa no cantinho da r. groenlândia, no pedaço da última faixa da direita, onde estavam os carros estacionados (ou seja, sem interferir em nada o fluxo das outras faixas [não que eu não possa, ok?]), quando um indivíduo emparelha um fiesta do meu lado e solta “e aí, comunista?”. achei que era piada e ri, até o dito cujo começar a dar pequenas jogadinhas com o carro em cima de mim. não abri a boca, continuei pedalando enquanto o cara começou a se alterar cada vez mais e gritar ‘comunista do caralho, filho da puta, vai andar na ciclovia do haddad, seu merda,’ e etc. achei tão bizarro que não esbocei nenhuma reação…

.. ia passar no canto e seguir meu caminho. no momento em que fui passar por ele, o cara acelera e joga o carro em cima de mim, quase colidindo com o outro que tava na faixa do lado (e provavelmente não entendendo nada). parou o carro atravessado no meio da rua e começou a gritar loucamente de novo “E AÍ, COMUNISTA? E AGORA?”. bom, e agora que eu desviei pro outro lado e segui pelo meio do trânsito onde ele nunca conseguiria me alcançar. mas e aí? o que vai acontecer com o próximo “””comunista””” que simplesmente passar pelo caminho desse cara?

quando a rua estiver livre, quando não tiver mais ninguém? eu posso afirmar que nos 30 e poucos anos que eu tô por aqui, este é o momento histórico mais escroto que eu já vivi. e tem muita gente plantando essas sementinhas de escrotismo diariamente. no facebook, nas conversas de bar, nos almoços de família. parabéns pra vocês, os frutos já estão sendo colhidos. vocês são responsáveis por pessoas como eu estarem sendo gratuitamente ameaçadas e agredidas na rua por “pessoas de bem”.

…“não votei no haddad, não voto em ninguém faz muitos anos”

Os dois posts geraram mais de 5.300 compartilhamentos e centenas de comentários. Paulo não reagiu e chegou vivo em casa para contar.

A loucura simplesmente apareceu na sua frente, ele rapidamente entendeu e recuou, exatamente como ensina o bom senso.

O senhor do Fiesta Prata, além de sua óbvia falta de discernimento e desequilíbrio emocional, tinha muito claras suas certezas e justificativas para a sua agressão: aquele homem de bicicleta, em seu surto repentino, era um comunista, um comunista do caralho, filho da puta, que devia andar na ciclovia do Haddad, um merda.

Mas, quais vozes conversam com este senhor no rádio do seu carro, na TV da sua sala e nos sites que visita?

As principais rádios de jornalismo de São Paulo, especialmente a Jovem Pan, estão em uma campanha permanente contra as ciclovias, ciclofaixas, a abertura da Paulista aos domingos, os radares e a redução da velocidade nas marginais, mesmo depois do resultado da diminuição do número de mortes e acidentes.

Haddad virou o inimigo número um dos programas jornalísticos de rádio que tem sua grande audiência nos horários de pico do trânsito.

Se, antes, os ouvintes ligavam e eram solidários uns com os outros, falavam do trânsito e de alternativas de rotas, avisavam de acidentes etc, com o Waze, as dicas de como fugir do trânsito foram substituídos, na sua maioria, por depoimentos raivosos e agressivos de motoristas furiosos, enviados a emissora por Whatsapp e Viber.

Na internet, circulam vídeos de revoltados que dirigem aos berros e uivos em São Paulo, xingando a ciclofaixa, Haddad, planos comunistas, nova guerra mundial, etc. Uma aberração.
 

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