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Com o Quê se Parecia o "Unseen" de Tolkien

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Neoghoster Akira, 28 Jun 2017.

  1. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Qual seria a natureza de Gemas Mágicas e com o quê se parecia o "unseen" de Tolkien?

    *É esta distância que levou o biógrafo de Tolkien a caracterizá-lo como um "homem de antíteses".


    Entre as múltiplas referências atribuídas e atribuíveis há jóias mágicas. Que a partir de versões de lendas mais antigas Tolkien elege jóias e artefatos de magia. Especificamente jóias que tenham história que reflita benção ou maldição, capazes de atrair ou encantar para um destino, temporariamente a homens e elfos.

    Ora, o encantamento, não só no sentido imaginativo romântico, semelhante ao que se comenta em Owen Barfield no livro Poetic Diction - A Study in Meaning que tome forma poética no sentido pleno e não metafórico e ofereça a oportunidade de obtenção de prazer e conhecimento dentre outros efeitos que obriguem a pessoa a não apenas interagir com o mundo que a cerca como a fazer parte dele.

    Um dos recursos usados por Tolkien realçava os extremos colocando-os lado a lado de forma natural, para que se tornassem mais nítidos e não para que fossem ostentados como troféus sem vida. Nos livros a jóia brilhante dentro de uma floresta escura parece ser ainda mais brilhante e a escuridão que a cerca ainda mais profunda. Da luz do sol em meio a nuvens de chuva, e de esperança contra o desespero. Esse efeito no leitor não é por acaso uma vez que é justamente nas passagens mais importantes de textos como Túrin Turambar ou Beren Lúthien que elas existem.

    Nos livros, tais tesouros notáveis integram o portador com o que se chamava de "Unseen" e do qual a própria pessoa tem parte ou é membro. Afinal, gostar, odiar ou ser comovido já é um tipo de negociação, um tipo de contrato que lança a pessoa numa direção.

    O próprio Barfield em seus textos busca oferecer liberdade ao leitor. Tolkien absorve a ideia e introduz nos livros criando situações mais complexas. Que liberdade e responsabilidade também podem ser traiçoeiras. Liberdade para fazer o quê? Responsabilidade com quem? Os Noldor foram traídos com a oferta de liberdade.

    Na fabricação de jóias o Silmarillion, durante o capítulo dos anéis de poder na terceira Era, faz menção a "mundos invisíveis" (não apenas um, portanto) e que tais objetos podiam ser portadores de algum tipo de luz ou conteúdo extra que os fazia especiais. Por exemplo, a espada Andúril quando quebrada perde a "luz" quando a esperança se apaga. Isildur recupera de doença grave quando o broto da árvore de Númenor desabrocha.

    Esses mundos invisíveis, ocultos em 99,99% das vezes da mente das pessoas e revelado a propósito pelo autor é ilustrado na passagem abaixo de Barfield sobre a idolatria da mente:

    A saber, nem sempre no sentido literal e é preciso nesse contexto observar que a obra traz um cunho moral (outro tipo de luz) determinando que cada raça não deva desejar o que não podem ter.

    Ocasiões aonde a carne desamparada não entra e ferramentas foram concebidas e refletidas para permitir enxergar e agir de forma extra-ordinária em locais que a princípio não sejam "visíveis" ao joalheiro, como o mundo microscópico por exemplo.

    O mundo nos dias antigos, muito antes de romper em Númenor, já passava por um processo de curvatura que demandava cada vez maior habilidade para conseguir o mesmo resultado de antes. O controle dos elementos, do "seen" e "unseen".

    Recentemente, em 2017 este termo "unseen" é tocado ao abordar a raiz do gênero de fantasia em palestra sobre Tolkien pela "Tolkien Lecture and Fantasy Literature".

    Pois que as jóias mágicas necessariamente detinham importância em relação a quem as portava, realçando seus adjetivos e defeitos.

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    Ferramentas para Enxergar o Não Visível (Espelhos, Lupas, etc...)

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    Dispondo de uma maneira para compensar a deformação do mundo o artesão élfico introduz temas ou motivos na obra porém o trabalho não para na escolha do tema mas continua na porção mágica, não visível (unseen) do UM que se abastece de fonte também não visível.

    Por exemplo, Da corrupção dos anões pelos anéis a força motivadora potencializada neles é nomeada primeiro pela cólera e segundo pela ganância.


    O "Unseen" ou mundo oculto de Tolkien podia conter todas essas coisas, incluindo o que estava oculto no coração de quem usaria o artefato mágico. De fato o invisível tinha mais a ver com a incapacidade dos personagens de enxergarem certas regiões do mundo, seu futuro e as propriedades de si mesmas. Porque há na verdade um estado de equilíbrio entre o portador e o objeto mágico.

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    A Secret History of Consciousness
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    The Reenchantment of the World
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    Poetic Diction: A Study in Meaning
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    Splintered Light: Logos and Language in Tolkien's World - Verlyn Flieger
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    The Problem of Greed in JRR Tolkien’s The Hobbit and The Lord of the Rings
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