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Colunista expõe Folha ao ridículo

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 17 Jan 2013.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

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    Otavinho Frias, dono da Folha de São Paulo, deve estar refletindo sobre o custo que a partidarização que impôs ao seu jornal vai cobrando à sua credibilidade. Para usar um jargão jornalístico, ao ter em seu time de colunistas uma militante política como Eliane Cantanhêde, a Folha acaba de colher uma volumosa “barriga” (notícia falsa publicada em destaque).

    A “barriga” ocorreu porque, na última segunda feira, esse jornal jogou lenha em uma fogueira acesa pelo concorrente Estadão na semana anterior, sobre iminente “racionamento de energia elétrica no país” devido à falta de chuvas que fez diminuir o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

    Confiando no taco da colunista Eliane Cantanhêde, esposa de um dos marqueteiros do PSDB, o jornal divulgou, no último dia 7, manchete principal de primeira página difundindo uma suposta “reunião de emergência” do governo para tratar do tal “risco de racionamento”.

    Diante de notícia tão alarmista e divulgada com tanto destaque, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, ligou para Cantanhêde, autora da matéria em tela, para informar que a reunião não fora convocada por Dilma e nem era de “emergência”, pois integrava um cronograma de reuniões ordinárias do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que acontece todos os meses. E divulgou, no site do Ministério, o cronograma de reuniões para 2013.

    Veja, abaixo, o cronograma.

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    Desmontada a farsa da Folha, produzida por Cantanhêde, sobre ser reunião de “emergência”, a colunista não se deu por vencida e, em sua coluna da última quinta-feira (10), tentou remendar a “barriga” a que induziu seu empregador. Veja, abaixo, a coluna.

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    Folha de São Paulo

    10 de janeiro de 2013

    Eliane Cantanhêde.

    Aos 45 do segundo tempo

    BRASÍLIA – Como previsto, o governo tentou desmentir a manchete de segunda da Folha sobre a reunião de emergência do setor elétrico marcada para ontem para discutir o nível preocupante dos reservatórios, ou o que o setor privado vem chamando, talvez com exagero, de “risco de racionamento”.

    Desmentir notícias desconfortáveis, aliás, é comum a todos os governos: “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.

    Por isso, guardei uma carta, literalmente, na manga: o e-mail enviado por um dos órgãos participantes às 17h56 da última sexta-feira: “A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE informa aos agentes que a 53ª Assembleia Geral Extraordinária foi transferida para o dia 14 de janeiro [...]. O adiamento deve-se à coincidência da data anterior [9/1] com a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), convocada pelo Ministério de Minas e Energia”.

    Não se desmarcam assembleias gerais do dia para a noite, porque elas custam um dinheirão, envolvem dezenas de pessoas na organização, centenas de convidados e deslocamentos. A CCEE só fez isso porque foi convocada de última hora, cinco dias antes, para a reunião de Brasília.

    O governo, porém, insiste que é coincidência que a reunião ocorra no meio do turbilhão -e da assimetria das chuvas. O ministro Lobão até me disse que estava marcada havia “um ano”. Para comprovar, me remeteu para o cronograma de reuniões no site do ministério.

    Sim, estava lá, mas o cronograma foi postado no site precisamente às 15h14min30s de segunda, dia 7, horas depois de a manchete da Folha sacudir o governo, o setor, talvez o leitor/consumidor.

    Há muito o que discutir: as falhas do sistema, a falta de planejamento, a birra de são Pedro, os custos das térmicas e, enfim, como ser transparente com indústrias, concessionárias e usuários. Aliás, uma obrigação de qualquer governo.

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    Nem seria necessário mais nada para entender que a tese salvacionista de Cantanhêde não se sustentava, pois bastaria ver o cronograma de reuniões do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico para saber se, como a colunista insinuou, tal cronograma fora composto às pressas para desmentir a tese da “reunião de emergência”.

    O Ministério das Minas e Energia, porém, antecipou-se ao que este blog iria publicar e enviou carta ao jornal provando que nunca houve reunião de emergência alguma, conforme a “barriga” que o veículo cometeu sob influência de sua colunista. Sem remédio, a Folha publicou a carta em sua edição desta sexta-feira. Veja, abaixo, a manifestação do Ministério.

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    Folha de São Paulo

    11 de janeiro de 2013

    Painel do Leitor

    Energia

    No dia 7/1, a Folha publicou a seguinte manchete de capa: “Escassez de luz faz Dilma convocar o setor elétrico”, com o subtítulo “Reunião de emergência discutirá propostas para evitar riscos de racionamento”. O texto remetia para reportagem em “Mercado” sob o título “Racionamento de luz acende sinal amarelo”.

    Tratava-se de uma desinformação. Na mesma data da publicação, preocupado com a repercussão da reportagem, principalmente nas Bolsas, o ministro Edison Lobão, em telefonema à autora da reportagem, a jornalista Eliane Cantanhêde, esclareceu que a reunião em referência não fora convocada pela presidenta da República, nem tinha caráter de emergência. Tratava-se, conforme relatou, de reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), marcada desde o ano passado.

    Além desses esclarecimentos não terem sido prestados na reportagem sobre o assunto publicada em 8/1 (“Lobão confirma reunião, mas descarta riscos”, “Mercado”), a jornalista, na coluna “Aos 45 do segundo tempo” (“Opinião”, ontem), põe em dúvida a veracidade das informações do Ministério de Minas e Energia. Para que não reste dúvida sobre o assunto, consta na ata da 122ª Reunião do CMSE, realizada em 13/12/2012, precisamente no item 12, a decisão de realizar no dia 9/1/2013 a referida reunião ordinária.

    Antonio Carlos Lima, da Assessoria de Comunicação Social do Ministério de Minas e Energia (Brasília, DF)


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    Como este blog opinou no texto
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    , o Ministério das Minas e Energia também entendeu que a matéria tinha, se não objetivo, ao menos potencial para tumultuar a economia, do que decorreu queda do valor das ações das empresas geradoras de energia, as quais, desfeita a farsa, recuperaram-se na última quinta-feira.

    O mais engraçado mesmo, porém, foi a tréplica de Eliane Cantanhêde tentando salvar sua matéria irresponsável, alarmista, criminosa mesmo. Leia abaixo.

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    Folha de São Paulo

    11 de janeiro de 2013

    Painel do Leitor

    RESPOSTA DA JORNALISTA ELIANE CANTANHÊDE – De fato, a reunião foi marcada em dezembro, mas, diante dos níveis preocupantes dos reservatórios, ganhou caráter emergencial – evidenciado pela intensa movimentação do governo. A Folha contemplou no dia 8/1 a versão do ministro de que não havia risco de racionamento.


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    É piada, não é mesmo? A matéria de Cantanhêde na Folha do dia 7 não disse que a reunião “ganhou caráter emergencial” devido aos “níveis preocupantes dos reservatórios”; disse que era de emergência, convocada às pressas. Não foi por outra razão que a própria Folha retificou a matéria mentirosa e alarmista logo abaixo da resposta de sua colunista, na seção “Erramos”.

    Veja, abaixo, a retratação da Folha – obviamente que sem o destaque que o jornal deu à “barriga” que cometeu por obra e graça de uma “jornalista” cujo trabalho, há muito, pauta-se por motivações político-partidárias, para dizer o mínimo.

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    Folha de São Paulo

    11 de janeiro de 2013

    Seção “Erramos”

    MERCADO (7.JAN, PÁG. B1) A reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico havia sido marcada em 13 de dezembro de 2012, e não neste ano, conforme informou a reportagem “Racionamento de luz acende sinal amarelo”, de Eliane Cantanhêde.


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    Última edição por um moderador: 5 Out 2013
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  2. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    O jornal O Estado de São Paulo também deu uma "barriga" dias atrás soltando notícia que MPF já havia decidido investigar o ex-Presidente Lula ( fica a impressão que estando querendo destituir do poder um ex-presidente da república via golpe branco da imprensa. Alguém precisa avisar aos jornais que Lula não é o presidente da república e não pode ser deposto) o que foi desmentido em nota pela PGR, o procurador Gurgel disse que ainda estava analisando o caso.

    Eliane Cantanhêde :blah: deveria rever sua linha de atuação jornalistica , pois partidarizando (tucanando) demais ela perde totalmente a credibilidade ou o pouco que ainda lhe resta.Na verdade, a imprensa (a grande mídia) está exercendo o papel de oposição: já que a oposição não consegue fazer o trabalho direito. A imprensa está passando atestado de incompetência para os partidos de oposição via editoriais e "notícias", que muitas vezes não estão em sintonia com a realidade. Difícil saber quem estão conseguindo ser pior na história, os partidos de oposição ou os pseudo-veículos de comunicação.
     
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  3. Ranza

    Ranza Macaco

    Não sei por que tanto mimimi só porque jornal toma partido na política.
    Cara isso acontece no mundo INTEIRO e é a coisa mais normal, o jornal está ali e lê quem quer.

    O que não gosto da Folha não é o fato dela tomar partido para defender seus interesses de "direita", e sim o fato dela não assumir isso publicamente e depois ficar tentando pagar de imparcial.
     
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  4. Calib

    Calib Visitante

    O problema nem é tomar partido; é informar coisas inverídicas de propósito.
    Isso é bem mais sério do que ser imparcial (o que, aliás, nenhum veículo é, porque nenhuma pessoa é).

    Mas, alheio a todas essas tentativas golpistas rasteiras, o povo continua a considerar o governo Dilma entre bom e excelente. :joinha:
     
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  5. Felagund

    Felagund Well-Known Member

    Mas fora do Brasil ainda existe certa pluralidade entre os veículos. Ao mesmo tempo que tem canais mais a direita, tem outros a esquerda e assim vai. O problema do Brasil é que temos 5 grandes famílias controlando basicamente toda a informação que chega a população dos grandes centros, e as 5 tem a mesma visão política...
     
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  6. Mercúcio

    Mercúcio Well-Known Member

    Como se diz aqui no sul de Minas: puta varada n'água!!

    Massa cheirosa?? :rofl:
    Morre, diaba!! :rofl:

    __________________________

    ricardo, tentar ferrar a imagem do Lula é muito estratégico, mesmo ele não sendo mais presidente.
    Sua popularidade foi muito bem utilizada pelo PT para a projeção de novos quadros para o partido, quando boa parte dos nomes mais fortes se ferraram no caso do Mensalão.
     
    Última edição: 17 Jan 2013
  7. Ranza

    Ranza Macaco

    Essa pluralidade é bem entre aspas, e na verdade o que muda é o nível de educação da população.
     
  8. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!


    Podemos dizerque as cinco famílias detém o monopólio da informação e, muitas vezes, deturpam a notícia conforme os interesses.








    Concordo. O capital político do Lula ainda assusta os adversários e a (grande) mídia, que é braço político da oposição . Estão tentando desconstruir a imagem dele e minar a sua popularidade.
     
    Última edição: 17 Jan 2013
  9. Raphael S

    Raphael S Desperto

    Bah, para ser imparcial Notícias deveriam ser narradas por comentaristas de futebol.


    By Raphael S
    Imagination
     

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