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[Coluna] Protestar não restringe o direito de ir e vir. Aumentar a tarifa de ônibus, sim

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 8 Jun 2013.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Acompanhei os protestos contra o aumento na passagem de ônibus no município de São Paulo, ocorridos nesta quinta (6), e o confronto com a polícia militar. Conversei com gente que deles participou e está, até agora, com a lembrança do gás lacrimogênio.

    Houve depredação de equipamentos públicos? Sim, você encontra minorias de idiotas em todos os lugares. Mas isso não invalida nem diminui a importância do ato, que chama a atenção a um aumento de R$ 3,00 para R$ 3,20. Ou seja, uma passagem, que já é cara, de um serviço público de transporte urbano ruim ficará mais cara ainda. Jovens revoltados foram às ruas. Queriam protestar, se fazerem ouvidos. O poder público dialogou com bombas de gás.

    Autoridades e alguns veículos de comunicação não demoraram a chamá-los de vândalos. Repórteres, com os olhos arregalados do tamanho do mundo, demonstravam o pânico de quem nunca imaginaria que aquela massa disforme poderia fazer barricadas com sacos de lixo. Falou-se em “contenção”, comentaristas na TV em “imposição da ordem”. Pouco sobre um Estado que não está nem aí para quem (sobre)vive nas franjas da sociedade e depende de transporte público. Na internet, houve quem pediu para colocar esses miseráveis bandidos de volta para o lugar deles.

    A Justiça despeja centenas de famílias humildes de um terreno em São Paulo (que procuravam uma casa) e os sem-teto é que são vândalos. Jovens de classe média alta criam bandos para espancar e matar e moradores de rua e dependentes químicos (que procuram simplesmente existir) é que são vândalos. Fazendeiros invadem terras indígenas no Mato Grosso do Sul e mandam bala para quem cruzar a cerca e os indígenas que moravam ali (e procuram ser eles mesmos) é que são vândalos. Vândalos somos todos que ainda nos importamos com isso. Pois a indignação nada mais é que vandalismo para quem está tão embutido no sistema a ponto de ignorar que ele não funciona a contento.

    A força pública paulista, que usou spray de pimenta em quem participava de uma manifestação contra a tarifa de ônibus há dois anos, agora repele o protesto com agentes químicos. Você pode escolher: ou chora porque seu mês “encurtou” com a tungada do reajuste ou pela ardência da malagueta. O recado que se passa à sociedade é claro: reclamar é proibido. Votou, escolheu, agora fique quieto e espere a próxima eleição. Regra de três: se o poder público deixasse de usar tanto spray de pimenta contra a população, sobraria mais dinheiro para abaixar o preço do busão?

    A cidade tem que melhorar sua política de subsídios para o transporte coletivo a fim de estimular seu uso em detrimento ao transporte individual. Se não garantirmos opções boas e acessíveis, não conseguiremos desarmar essa que é uma das piores bombas-relógio da maior cidade do país.

    E não é só evitar que o preço da passagem suba, e sim garantir qualidade e conforto para trazer o público que não é usuário de transporte coletivo para ele (aos poucos, é claro, porque não tenho tanta esperança no senso de coletividade da classe média paulistana assim). Enquanto isso, encarecer o transporte individual a ponto de ser um mau negócio usar carro a todo o momento, destinando os recursos dessas taxas e afins à ampliação da rede pública.

    Nunca na história deste país se produziu e se comprou tantos carros. Ótimo para quem está tendo acesso a bens de consumo pela primeira vez e para parte da economia, mas se não avaliarmos os impactos dessas ações, estaremos cavando nossa própria cova. Durante a crise econômica global, quando se aventou contrapartidas trabalhistas, sociais e ambientais às montadoras de automóveis que receberam benefícios de bilhões, chiaram as velhas e boas carpideiras do mercado, dando entrevistas às rádios pelo viva-voz de seus SUVs, bradando que o papel do Estado não é impor condições e criar entraves ao progresso. Por que, afinal de contas, todos nós sabemos que o papel do Estado é dar tiro em estudante para proteger a integridade do status quo.

    Na lista de prioridades das coberturas de TV, congestionamentos ficam em primeiro plano. Colocam depoimentos de motoristas reclamando que perderam a hora para alguma coisa, xingando os “baderneiros”, mas não se escuta devidamente os manifestantes. Eles aparecem na tela para mostrar a causa do “drama” e desaparecem quando já serviram ao seu propósito.

    Não estou defendendo que interditar vias públicas de grande circulação é a forma correta de protestar até porque “forma correta de protestar” é por si só uma contradição. Para algumas pessoas e grupos sociais é a saída encontrada para sair da invisibilidade. Ao contrário do que muitos pensam, ninguém faz greve porque quer ver multidões plantadas no aeroporto, chegando atrasadas no emprego ou perdendo o ano letivo, da mesma forma que ninguém protesta pelo prazer de ver outros se descabelarem no carro. ”Ah, mas o congestionamento afetou a vida de mais gente, por isso é a notícia mais importante.” O conceito de relevância jornalística se perde em justificativas como essa, desumanizando a situação, quando o motivo do protesto nem é devidamente citado.

    Acreditamos que somos ocupantes provisórios da cidade em que vivemos. Os donos reais são os automóveis, é a eles que São Paulo pertence. Caso tivéssemos essa necessária sensação de sermos donos disso aqui, participaríamos realmente da vida da metrópole e das decisões dos seus rumos. O que restringe nosso direito de ir e vir não são protestos e sim o aumento na passagem de ônibus.

    Pois, em São Paulo, quem tem dindim é livre. Quem não tem, vive pela metade.

    Ao mesmo tempo, quem rompe a barreira do conformismo e protesta é criminalizado ou reduzido a um mero causador de congestionamentos. Para esses insurgentes, que não entendem que a cidade é um organismo autônomo que lhes presta um favor por deixarem nela viver, só gás nos olhos resolve.

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  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Essa coluna me lembrou uma do jornalista goiano Pablo Kossa, a respeito dos protestos contra a passagem de ônibus (que, certo modo, resultaram em algo):

    Também tenho minhas dúvidas em relação a protestos pacíficos... Sempre me pareceu que manifestações organizadas demais escondem uma gama de violências muito mais danosa. Acho que uma dose de iconoclastia ou de vandalismo é fundamental, ainda mais numa sociedade apática.
     
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  3. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Pior é que é.
    Infelizmente "protestos pacíficos" são totalmente ignorados, quando não ridicularizados.
    Na maioria das vezes, pra se ser ouvido é preciso berrar e demonstrar emputecimento mesmo. :tsc:
     
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  4. Pearl

    Pearl Usuário

    Me lembrou outro texto que li ontem na Carta Capital

    Bom aqui em BH tivemos alguns movimentos que fecharam o centro. Ao invés da prefeitura negociar, acionou a justiça de forma que, se quiserem protestar, podem apenas ocupar uma faixa da rua que estiverem protestando. Espero que outras cidades não caminhem nessa direção.
     
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  5. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    O pior é ouvir os jornalistas que ridicularizam esses abaixo-assinados e campanhas do facebook "horrorizados" com a baderna na Av Paulista.

    E a maioria das pessoas (que pega os ônibus caindo aos pedaços aqui de SP, e passa horas em metrô e trem impossivelmente lotados, todos os dias, acha que foi só isso mesmo, baderna.
     
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  6. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

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  7. Pearl

    Pearl Usuário

    O que mais me choca foi o comentário desse Rogério Zagallo aí eu fui xeretar. Credo em cruz. O cara realmente é promotor e trabalha dessa forma:
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    . 8-O

    Bom acho que aqui ninguém é contra a manifestação. Mas ... mas... onde ela ocorre é algo que deve ser pensado. Não sei quanto a São Paulo, mas uma vez aqui em BH fecharam duas avenidas, a Andradas e a Afonso Pena, e com isso a região hospitalar ficou isolada. Ambulância não entrava e não saia de lá.
     
    Última edição: 9 Jun 2013
  8. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Aqui em SP, marginal Pinheiros é via de acesso aos bairros mais nobres, e Av Paulista, claro, é o centro nervoso dos negócios da cidade (e do país).

    Então, né?

    Se o protesto ocorresse na radial Leste e/ou no centrão de SP, até parece que esses jornalistas lambedores de bota iriam dar esse destaque todo e ficarem horrorizados feito umas solteironas virgens vendo um pau pela primeira vez.

    Bando de hipócritas. :tsc:

    - - - Updated - - -

    Vou dar um exemplo de como a maioria dos jornalistas e dos poderosos da classe mérdia aqui de SP age.

    Os alunos da PUC aqui de SP, cujo prédio fica no
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    (de classe média alta) começaram a fazer bailes de pancadão em pleno dia de semana (às terças) com a balada indo até 5 ou 6 da manhã do dia seguinte.

    Os moradores reclamaram na prefeitura, na reitoria da Universidade e agora foram até o MPU pra acabar com a zoeira dos alunos, e os jornais estão em polvorosa, indignados com esse "baderneiros" que "não deixa os cidadãos de bem descansarem em pleno dia de semana" (juro, foi assim que a jornalista falou no rádio).

    Agora vem a pergunta: à quanto tempo o pessoal da periferia vêm sofrendo com esses bailes de pancadão que acontecem TODOS OS DIAS em bairros pobres (da zonas sul e leste, principalmente)?

    Você acha que esses caras perdem tempo noticiando isso?
    Nem uma linha!
    Provavelmente porque quem mora na periferia não é "cidadão de bem", né?
     
    Última edição: 9 Jun 2013
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  9. Felagund

    Felagund Well-Known Member

    Esse baile é a Labuta. Nem chega a ser um pancadão em sí, mas mais uma apresentação de rap e rimas com batida, nem é funk.
    É um saco, na real, no dia seguinte o CACS (Centro Acadêmico da Ciências Sociais, que aceita organizar a Labuta) fica inabitavel, com sempre uns 4, 5 caras dormindo lá, cheio de lixo, puta cheirão de breja e pior, TRANCADO para os alunos da manha pq os filhos da puta tão dormindo. Já chegaram a roubar o Sebo que tem dentro do CACS até. Sou contra a Labuta rolar no CACS faz tempo, ainda mais pq a festa é do DIREITO...
     
  10. Alassë

    Alassë Pasteleira

    O que eu sei é que com 3,20 vc sai da pqp da cidade até o centro. Na minha cidade, são 3,30 pra rodar não mais de 10 km, com ônibus saindo de 1h em 1h, ou mais. Eu não acho a tarifa de SP cara.
     
  11. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    Reinaldo Azevedo classificou como "Um grupo de 500 vândalos" , o promotor Zagallo quer morte já e arquiva qualquer coisa, mas ele precisa chegar em casa mesmo que fique um rastro de sangue pelo caminho, foda-se pois ele tem "Meu tribunal do Júri". 20 centavos não é nada para Reinaldo Azevedo e a situação deve ser resolvida na borrachada, que morram todos.8-O. Culpa de quem? "Petistas de merda" O inferno? "Petistas de merda" Quem jogou pedra na cruz?...
     
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  12. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Se fosse pra pagar 3,20 por um transporte decente até seria um preço justo.

    Mas pras condições atuais, 3,00 já era caro.

    Metrôs e trens estão sempre lotados.
    Os trens da CPTM já viraram piada, quando o site da CPTM diz que "os trens funcionam normalmente" os usuários já sabem que deve estar tudo parado, porque esse é o "normal" da empresa.

    Precisa pegar metrô às 7:30 da manhã ou, pior, às 6 da tarde?
    Hum hum, boa sorte. 8-O

    Onibus então, nem se fala.
    Carros antigos e caindo aos pedaços em viagens demoradas por causa do trânsito que, nas muitas vias principais, SEMPRE para em horários de muito movimento e "horário de muito movimento" em São Paulo significa pelo menos umas três horas, de manhã e à tarde/noite.
    Ou seja, coloca umas seis horas de trânsito por dia que o paulistano enfrenta.

    Por isso que esse mimimi dos motoristas de que perderam "40 minutos no trânsito por causa dos bardeneiros" é ridículo.
     
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  13. Pearl

    Pearl Usuário

    Infelizmente Clara, o problema de transporte (nem falo público) é uma realidade em boa parte das capitais.
     
  14. Alassë

    Alassë Pasteleira

    Não acho que transporte público em SP seja uma maravilha, mas tb não acho que seja tão caindo aos pedaços assim. Tem muita coisa aumentando preço, seria legal saber dentre essas coisas o que e o quanto influenciam na passagem de ônibus, pra gente ter noção real do quão justo ou injusto é esse aumento.

    Quanto à manifestação, enquanto tiver a meia dúzia que vandaliza, será essa a parte noticiada. Em qualquer manifestação, diga-se. E ninguém gosta de apoiar vândalo.
     
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  15. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    É uma crise dentro do sistema dito democrático. Ele diz representar, mas não representa bem, parte por suas ineficiências intrínsecas, parte por má fé comum a tais representantes, parte por ignorância, pela não-internalização completa do próprio ideal da democracia.

    Por exemplo, na UFMG, o bandejão saltou de uma vez de R$2,50 para R$4,15. Aumento de 66 reais para quem almoça e janta lá todo dia, bastante coisa, enfim. Ao que parece, o representante estudantil no conselho universitário foi contra, mas enfim, o problema é ele ser o representante, não os. Democracia mal-equacionada e mal representada. Com uma proporção ridícula de representação estudantil, é de se esperar que as decisões fiquem mal equacionadas ou, no mínimo, mal discutidas.

    A democracia não se baseia na competência das decisões tomadas, mas na responsabilização de todos os atores sociais por elas. É assim que ela melhora. Se todos tomarem uma má decisão, e forem cientes do ato, reformula-se a lei. A sabedoria não evolui em alguns poucos, mas em doses lentas, diluídas no coletivo.

    No meu exemplo, o ator social mais afetado (os estudantes) ficaram afastados de fato da decisão, e por isso desresponsabilizados. A resposta é obviamente revoltante, com atos que tendem à ruptura do sistema vigente (no caso, foi pular a catraca para comer sem pagar). Atos, por assim dizer, "ilegais". E a mesma coisa no caso do transporte em São Paulo.

    O aumento da passagem pode até ser defendido por critérios técnicos, mas não plenamente naturalizado através dos mesmos. Quer dizer, não se quem fizer tal fato diga apoiar de verdade o sistema democrático. Naturalizar a técnica e o conhecimento de causa como portadores de autoridade política faz com que o discurso saia do campo da democracia e vá para um outro, de "ditadura dos sábios".

    O problema está no fato de que as vozes que o fazem raramente são abertamente antidemocráticas, quer de forma parcial ou total. Em parte, elas muitas vezes não são plenamente cientes do fato (a meu ver, claro), em outra, sofrem certa censura para apresentar suas proposições de cara lavada.

    Partindo do ponto de vista de que "todo poder emana do povo", a solução final está, é claro, num aprofundamento completo da democracia no País, com suas instituições funcionando de forma mais saudável e com mais mecanismos de democracia participativa, embora eu concorde que democracia direta plena, em seu modelo "ateniense", numa cidade como São Paulo é impossível. Mas num ponto tão nevrálgico para todos como o preço e o financiamento do transporte coletivo, faria bem que a comissão que desse o parecer do reajuste fosse formado por representantes do poder público, dos patrões da empresa, dos funcionários dela e de uma associação dos usuários, cada um em boa proporção. Mas mesmo isso seria um desafio, ser feito com a transparência necessária.
     
    Última edição: 10 Jun 2013
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  16. Pearl

    Pearl Usuário

    Infelizmente não deu em nada. Para você ver como é o diálogo na UFMG. Os estudantes se mobilizaram e não foram ouvidos. Aí iniciaram o movimento pula catraca. A reitoria simplesmente fechou o bandejão e falou que só reabriria depois do movimento acabar, independente se iria prejudicar a maioria dos alunos e funcionários da instituição.
     
  17. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Bem lembradíssimo, Pearl.

    As primeiras coisas que o DCE deveria fazer, de forma intensa, são:

    1) Ter como reivindicação principal uma reforma eleitoral na universidade, divulgando ao máximo possível como andam as discussões no Conselho Universitário;
    2) Deixar de usar uma máquina que é em certo sentido público para defender esta ou aquela linha política nacionalmente. Ao invés disso, eles deveriam estimular é a discussão política, fazendo rodas e grupos em cada unidade da Universidade.
     
  18. Mercúcio

    Mercúcio Well-Known Member

    Na real, eu gostaria de saber que inflação justifica um aumento da tarifa em 20 centavos em um ano. Porque pras empresas esses "míseros centavos" se convertem num ganho extraordinário numa cidade como São Paulo. Para uma pessoa que precise pegar o ônibus duas vezes ao dia, seis dias por semana, resultará um aumento de despesa de R$9,60 ao mês. Isso pesa no orçamento? Pra muita gente pode ser que sim.

    Independentemente disso, acho que o cerne não é um alegado "aumento irrisório". Acho que prevalece uma noção de (in)justiça. As pessoas não acham justo pagar R$3,20 pelo serviço que recebem.

    Além disso, eu gostaria de saber quando foi que os funcionários das empresas prestadoras de serviço receberam o último aumento. Porque tudo aumenta. Menos o salário dos trabalhadores.
     
    Última edição: 14 Jun 2013
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  19. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Aqui em Goiânia a coisa deu certo :joy: (mas não pode descuidar; esse povo é safado).

    Destaquei as passagens que julgo relevantes para a discussão:

    Aqui a vitória foi dupla, pois a prefeitura também instaurou o Bilhete Único na cidade toda. Assim, pagando apenas uma passagem, eu posso andar em três ônibus num espaço de 2h30min.
     
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  20. Paganus

    Paganus Visitante

    O problema não é o valor da passage per se, é já um estado latente de revolta contra uma merda de transporte público. O serviço prestado é horrível, temos frotas mal preparadas, um servicinho ruim, lotação excessiva, falta de preparo de muitos profissionais. Sei que isso se repete amiude e não apenas em outras capitais como em muitas outras cidades, como aqui em Santos, mas isso só vem a confirmar e dar razão aos protestos.

    Excelente, é bem isso mesmo. Além da influência da mídia pela formacção da opinião pública, tão facilmente manipulável, já existe toda uma desagregação ideológica, uma erosão de princípios e de posicionamentos e discursos e estruturas dentro tanto da dinâmica política quanto das próprias instituições que tornam todos esses processos críticos de busca por mudanças uma cousa bem mais complicada de se operar, de se levar adiante.

    Sobre os outros posts, quem fica reclamando de protesto por causa de baderna é um arrematado imbecil e hipócrita que se tivesse honestidade saberia que manifestação e pacifismo são cousas diametralmente opostas. Quem quiser alguma cousa tem de gritar, fazer baderna mesmo. Até parece que por conta do conformismo bundamole desses burguesinhos se debe sentir constrangido a apoiar formas mais contundentes de protesto.

    Aliás é por isso que ninguém respeita conservadores e tradiccionalistas, só ficam xingando no facebook, não fazem porra nenhuma e quando tem passeata pró-vida, por exemplo, é sempre aquele palhaçada evan idiota. Quero ver anti-abortista e abortista, laicista e anti-seculares se pegando no pau. Discussão em rede social não resolve porra nenhuma.
     
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