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Colin

Tópico em 'Cinema' iniciado por Kruppa, 17 Mai 2010.

  1. Kruppa

    Kruppa Usuário

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    Quando vi em alguns blogs materiais sobre o filme “Colin” e toda a história envolvendo o diretor Marc Price e seu investimento de míseros 70 dólares na produção, assim como o apoio que recebeu de diversos desconhecidos para que seu projeto de levar um filme a Cannes tivesse excito, fiquei extremamente interessado, pois sempre achei louvável o cinema independente, ainda mais que o mesmo se tratava de um filme de zumbis!

    A proposta do filme é inovadora, pois é apresentado o holocausto zumbi pelo olhar de um dos mortos. Sim, o protagonista é um morto-vivo. A obra segue a clássica tendência de George A. Romero: zumbis lentos e a total falta de explicação sobre a origem do fenômeno apocalíptico, nada de teorias sobre vírus ou zumbis velocistas.

    Logo de inicio, o protagonista adentra sua residência, com uma mordida agravada no braço. E assim, alguns minutos depois ele se junta às fileiras que perambulam em uma Londres tomada pelo caos.

    A primeira coisa que chama a atenção é a semi-ausência de uma trilha sonora, apenas em alguns momentos específicos a música se faz aparente, o que torna a obra completamente claustrofóbica. Em segundo lugar, a câmera trepidante a acompanhar Colin se arrastando pelas ruas causa uma certa angústia – não algo comparavel ao filme “Irreversivel”, mas é digna de nota.

    Surge também no começo o primeiro indício de minha critica ao filme: Colin acha em meio a objetos perdidos alguns blocos de lego, e fica, como se fosse um bebê, analisando tal brinquedo, como se ainda lhe restasse algo de sua natureza humana.

    O mesmo acontece diversas vezes durante o filme. Ou seja, Price “humaniza” os zumbis, o modo que Colin segura seu braço indica que o morto poderia estar deprimido ou mesmo sofrendo por sua condição, o que acaba sendo melodramático. As coisas melhoram um pouco quando, diante de sua irmã, o zumbi ainda se mantém selvagem, querendo devorá-la – juro que se fosse diferente, eu desligava o DVD e ia dormir.

    Outra crítica pertinente pode se relacionar com a economia da obra (setenta dólares!!!). Não se vê armas no filme, afinal, festim deve ser caro, mas senhor diretor, matar zumbis com estilingue é uma afronta a tais seres!

    Como um bom filme de zumbis, o gore mantém-se presente nas cenas de devoramento, que por sinal ficaram muito boas em questão da maquiagem, o que, juntamente com a adaptação de Madrugada dos Mortos, convenceu-me que a computação gráfica ainda não substitui um trabalho de maquiagem.

    Mas por fim, acredito que Colin será lembrado por ser o “filme de setenta doláres” e não por seu roteiro, não por ser o filme do “zumbi contemplador”. Espero que fique a dica, caros fãs de zumbis, caso queiram um dia produzir algo dentro do cinema B independente: criem zumbis famintos e furiosos. Eles não precisam ser os mocinhos, o que eles precisam é causar o caos, para que possam ser destruídos com um tiro no crânio ou uma marretada, não importa. Eles não são nosso amigos.

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    Nota AC: 7

    Diretor: Marc Price

    Elenco: Alastair Kirton, Daisy Aitkens, Leanne Pammen, Kate Alderman, Kerry Owen, Tat Whalley

    [Texto anteriormente enviado ao
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    ]
     
    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
  2. Anica

    Anica Usuário

    Eu assisti ontem à noite e achei bem bacana. No começo a câmera enche um pouco o saco (aquele esquema meio "documentário", com a imagem movendo rápido, etc.) mas é só se acostumar e buenas. Ideia muito original e bem executada, imperdível para quem gosta de filme de zumbis.
     

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