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Coleção Rubaiyat

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Mavericco, 28 Out 2011.

  1. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Pelos dados que pude colher, é uma Coleção da editora Jose Olympio cujas origens parecem remeter a 1940 (mais especificamente 43). O número me é desconhecido, mas o Estante Virtual aponta um número de
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    , que se diz tratar de uma edição completa, ainda que eu possua minhas dúvidas, visto que alguns livros da coleção não parecem estar aí incluídos, como a tradução do Péricles Eugênio da Silva Ramos do Hamlet de Shakespeare.

    A Coleção parece traduzir obras clássicas no formato de Rubaiyats (AABA); mas algumas informações também colhidas do Estante Virtual deixam dúvidas acerca do estrito seguimento desta premissa:
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    edição do Macbeth de Shakespeare diz fazer parte da coleção e, pelo que podemos observar, é uma tradução feita pelo Manuel Bandeira que passa longe de ser escrita em Rubaiyat.

    Por enquanto, o que temos é (tomando em consideração o vendedor que aponta 14 volumes a esta coleção):

    Sendo que creio estarem inclusos nesta coleção também o "Hamlet" de Shakespeare, traduzido pelo Péricles, um volume denominado "Camoniana" feito (ou traduzido? organizado?) por Guilherme de Almeida bem como o já citado "Macbeth". Observar também que o "cancioneiro do amor" aparece duas vezes com o vendedor e, de fato, ele parece ter essa estrutura meio bipartida...

    "Os Cantos" de Walt Whitman, "Nietzschiana" de Nietzsche (?), "O Cântico dos Cânticos" de Salomão, "Provérbios", "Discurso do Método" do Descartes são outros livros que consegui também parecem estar nesta coleção. Descartes, é claro, é o mais estranho... Visto ser um livro filosófico com apêndices físicos-matemáticos...

    Enfim. Seja o que for, é uma coleção um tanto quanto esotérica, se sua proposta for de fato seguida à risca conforme suponho :think:
     
  2. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Bacana.
    Fazia tempo que não aparecia por aqui a descoberta de uma velha coleção nova, Mavericco.
    O Lucas vai gostar! :sim:

    E agora, Mavericco, acenda o lampião de sua sabedoria e explique à plebe (como eu) que vive na escuridão da ignorância: o que é Rubaiyats?
    :idolatra:
     
  3. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Rubaiyat são fôrmas poéticas, popularizadas pelo poeta árabe Omar Khayyam (Geir Campos fala em "quadras populares"), que basicamente discorrem acerca de uma visão da vida um pouco "fanfarrona" (ou seja, agnosticismo, hedonismo e imediatismo, conforme cataloga Manuel Bandeira). Eles foram mundialmente popularizados pela tradução inglesa do Edward Fitzgerald em 1839, e muitos artistas do século XX foram influenciados pelos Rubaiyat, como Jorge Luis Borges, Walt Whitman ou Fernando Pessoa.

    A forma dos Rubaiyats é a de quadras seguindo o esquema rímico: AABA, como nesse Rubai de Fernando Pessoa (Rubai é o singular de Rubaiyat):

    Lembrando que o Pessoa escreveu também Rubaiyat em inglês.

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  4. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Massa, vamos atrás de mais essa. Vamos twittar e espalhar esses tópicos de coleções incompletas para ver se achamos vivalma que as conheça e possa nos ajudar, que tal?

    A Clara até lembrou que sou viciado em coleções. Estou até devendo os posts do blog de algumas que conheço completas já.
     
  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Pesquisando os termos "coleção rubaiyat olympio" na aba "Todos" do Estante Virtual, e ordenando os resultados em Ordem de Título (A-Z), cheguei aos seguintes resultados:

    (1): inicialmente incluso no livro "Poesia Vária", tratam-se de poemas com linguagem e estruturação camoniana, seja na disposição rímica, no uso de determinados vocábulos ou na condução lógico-silogística dos sonetos.
    (2): Trata-se de uma coletânea com os mais belos versos brasileiros, dos séculos XV ao XX e abarcando os árcades, românticos, parnasianos etc. Provavelmente quebra a estrutura de "Rubaiyat" proposta pelo título.
    (3): Franz Toussaint é um escritor orientalista francês. Ou seja, um francês de estilo oriental. Traduziu os "Rubaiyat" de Omar Khayyam.
    (4): Ferdinand Hérold, o compositor? Necessita checar.
    (5): Rabindranath Tagore é o maior escritor da literatura bengali, Nobel de Literatura em 1913, um legítimo polímata. O vendedor que anunciou seu livro estar na estante de "Filosofia" precipitou-se, provavelmente.
    (6): Um dos vendedores afirma ser a tradução das melhores, realizada por João Cruz Costa. Foi catedrático da Universidade de São Paulo.
    (7): De l'amour é um livro de não ficção escrito por Stendhal, o mesmo autor de "O Vermelho e o Negro". A edição francesa pesquisada no Google Books consta de 352 páginas. O Livre Premier, ou alguns trechos do mesmo, parece-me ter sido utilizado nesta tradução de trechos, visto o Livre Second, aparentemente, mais fechado em questões políticas / territoriais.
    (8): Por possuir fatos próximos aos da Vida de Salomão, é atribuído a este. É anterior ao "Cântico dos Cânticos".
    (9): Poeta brasileiro, nascido em 1926, exilado pela ditadura militar, foi grande amigo de Pablo Neruda. É o autor da poesia "Os Estatutos do Homem".
    (10): Péricles é também conhecido por sua tradução de alguns dos Sonetos de Shakespeare. Seu prefácio a esta edição é notável, conforme observou também Jorge Wanderley, tradutor (integral, e não parcial) da mesma obra.
    (11): Saadi foi grandioso poeta persa do medievo e também de todas as épocas, ao lado de outros gigantes como Ferdowsi. Aurélio Buarque de Hollanda, autor do dicionário homônimo.
    (12): Alguns estudos apontam também que foi escrito por um judeu de Alexandria.
    (13): Considerando o livro mais antigo da Bíblia, ainda mais que o Gênesis. Seus supostos autores, além de Jó, podem ser apontados também como Moisés, Salomão ou sábios antigos.
    (14): Novamente, de autoria incerta. Desta vez, acredita-se também que fora escrito por vários autores ao longo dos tempos.
    (15): Trata-se de uma antologia islâmica.
    (16): Um clássico da literatura estoicista, escrito pelo imperador romano Marco Aurélio.
    (17): A história de dois amantes que ultrapassam obstáculos para viverem felizes. Aparece no "Mahabharata" de Vyasa e no "Naiadhiyacarita", de Shriharsha.
    (18): Provavelmente, trechos escolhidos por Lucio do "Zaratustra" de Nietzsche.
    (19): Tipo de ode criada por Anacreonte, cantando as alegrias da existência física, do amor, do vinho e da gastronomia. Proximidade temática com os Rubaiyat de Khayyam. Não existe especificação de autor, mas um dos vendedores do site coloca o seguinte em sua descrição: "Na glória do lirismo grego, a arte Anacreonte prende-se estreitamente à corrente lírica determinada por Alceu e Safo".
    (20): Ou seja, poesia escrita em prosa e não em versos. Perfeitamente plausível, foi uma modalidade muito usada por Cruz e Souza, ainda hoje manejada por vários poetas da internet.
    (21): Retirados do "Amaru Shakata", um dos livros mais belos de poesia lírica sânscrita. O crítico Anandavardhana disse que uma linha de um poema de Amaru equivale a dezenas de outros livros versando sobre o mesmo assunto: o amor.
    (22): Renomado dramaturgo sânscrito, paralelo ao que Shakespeare é para a dramaturgia inglesa.
    (23): Indicado ao Prêmio Nobel de literatura várias vezes, foi tradutor de textos clássicos chineses de forma a ter alcançado grande popularidade.
    (24): Livro retirado de uma frase do Eclesiastes: Vanitas vanitatum et omnia vanitas.
    (25): Como o próprio título diz, são excertos.
    (26): Sermão dito por Jesus, podendo ser lido no Evangelho Segundo Mateus. Traduzido direto do grego, conforme explicita os anúncios.
     
  6. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Mas ainda não dá para saber se está completa, né Mavericco?
     
  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    É... Tem esse problema :dente:
    Pelo que eu pude tentar entender, essa coleção ou foi sendo relançada ao longo dos anos com títulos novos e sem os títulos antigos, ou com os títulos novos e com os títulos antigos; ou então ela foi sendo completada ao longo dos anos, e os vendedores que afirmam a coleção estar completa com 14 ou com 10 volumes estão falsos ou estavam completos na época do colecionador...
     
  8. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    É, isso é um problema mesmo. É parecido com o caso daquela coleção do Nobel, porque existem duas edições, e, ao que parece, alguns títulos foram acrescentados na segunda.

    Mas vamos que vamos, esse negócio leva tempo mesmo. Tem que divulgar net afora para ver se encontramos alguém que conheceu na época em que saiu. Fiz uma relação das coleções incompletas que já tem tópico por aqui, vou fazer um post separado depois para tentar levar o troço adiante.

    Valeu Mavecco!
     
  9. dbottmann

    dbottmann Usuário

    maravilhoso, mavericco - tenho alguns voluminhos, são muito bonitos, encadernação em couro e letras gravadas em dourado, um mimo.
     
  10. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Não tem alguma indicação de quantos volumes formariam a coleção Denise? Alguns tem já toda a listagem planejada.
     
  11. dbottmann

    dbottmann Usuário

    boa lembrança, lucas
    tenho a primeira edição dos rubaiyat, é de 1942. a do livro de job é de 1943.
    no exemplar do gitanjali na 5a. edição, de 1950, há no final a relação da coleção, com 33 títulos. muitos que mavericco colocou não aparecem nessa lista (que é de 1950), mas aparecem outros (no livro dos provérbios, tb de 1950, a relação é a mesma):

    O AMOR DE BILITIS, PIERRE LOUYS, TRAD. GUILHERME DE ALMEIDA
    OS GAZÉIS, HAFIZ, TRAD. AURÉLIO BUARQUE DE HOLLANDA
    O VENTO DA NOITE, EMILY BRONTË, TRAD. LÚCIO CARDOSO
    O CANCIONEIRO DE PETRARCA, TRAD. JAMIL ALMANSUR HADDAD
    VINHO, VIDA E AMOR, HAFIZ E SAADI, TRAD. AURÉLIO BUARQUE DE HOLLANDA
    SALMOS, DAVI, TRAD. PE. ANTÔNIO PEREIRA DE FIGUEIREDO
    POESIA ERRANTE, CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
    POEMAS DE RAINER MARIA RILKE, TRAD. GEIR CAMPOS

    NO FIM DA LISTAGEM, VEM:
    VOLUME EXTRA-COLEÇÃO:
    BAUDELAIRE – FLORES DO MAL - SELEÇÃO, TRADUÇÃO E NOTAS DE GUILHERME DE ALMEIDA
     
  12. dbottmann

    dbottmann Usuário

    MANUEL BANDEIRA Poemas traduzidos. 1956.

    BILITIS É DE 1943

    VENTO DA NOITE 1944

    GITANJALI 1943

    HAMLET, PÉRICLES EUGÊNIO DA SILVA RAMOS, 1955 E
    HAMLET, MANUEL BANDEIRA, 1961
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