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Clube cinematográfico

adrieldantas

Relax and have some winey
Então, do mesmo jeito que existe o clube de leitura deveria também existir o de cinema. Eu sugiro um filme semanal para assistirmos e comentarmos aqui, a cada semana um membro diferente sugeriria um filme e assim seguimos, o que acham?

Os filmes devem ser acessíveis (a.k.a fáceis de achar para assistir).

Quem topar pode começar postando o nome de uma indicação e aí decidimos. :)

Votação toda a segunda-feira.
A semana fica livre para comentar o filme anterior.
Domingo os comentários do novo filme se iniciam.

***

Março:
1. Days of Heaven
 
Última edição:

Focr_BR

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Usuário Premium
Gostei da ideia, sugiro que a votação seja feita na segunda e o prazo seja domingo para assistir o filme, quem não curte assistir um bom filme na madrugada de sabado para domingo?

Voto no Days of Heaven que o Nírasolmo indicou!
 
Última edição:

adrieldantas

Relax and have some winey
Gostei da ideia, sugiro que a votação seja feita na segunda e o prazo seja domingo para assistir o filme, quem não curte assistir um bom filme na madrugada de sabado para domingo?

Voto no Days of Heaven que o Nírasolmo indicou!
Perfeito, a votação fica pra segunda, os comentários duram a semana inteira até o domingo que aí fica pra comentar o novo.

Voto no Days of Heaven também. @Ana Lovejoy concorda ou tem alguma outra sugestão?
 

Ana Lovejoy

Administrador
Pode comentar já? =]

Adiantando: é uma pena que na Amazon só tenha a versão dublada (nunca tinha visto isso, de um serviço de streaming só ter versão dublada de um filme).

amazon prime? testei aqui e tem audio em inglês e legenda em português :eek:

(mas a amazon prime é meio zoada, tem vezes que tem dois links diferentes para filmes, um só áudio em português, outro áudio em inglês)
 

Loveless

Usuário
(mas a amazon prime é meio zoada, tem vezes que tem dois links diferentes para filmes, um só áudio em português, outro áudio em inglês)
Putz, será que foi isso? Eu uso o app no Xbox, digitei e fui direto no primeiro link... vou fazer o teste novamente.

Edit: conferi e só tem um link mesmo, e só tem a versão dublada... que coisa maluca. :think:
 
Última edição:

Focr_BR

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Usuário Premium
Já podemos?

Gostei do filme, a fotografia é realmente boa (ganhou o oscar por isso), mas a edição não é tão boa, teve horas que eu vi algumas falhas horrendas (como a fala ter terminado, o ator ter parado de atuar, mas a gravação estar no filme final).

A velocidade do filme também é boa, gostei da construção da relação entre a Brooke Adams, o Richard Gere e o Sam Shepard também. Ja a personagem da Linda Manz achei meio fora de contexto em alguns momentos, mas não desnecessaria.

Nota: ★★★☆☆
 
Última edição:

Nírasolmo

Usuário
O Malick de Days of Heaven nem parece o Malick dos últimos filmes dele: nesse filme o roteiro realmente se propõe a contar algo, a fotografia (belíssima) realmente se conecta com a estória, a edição não se parece em nada com aqueles cortes nervosos e com a câmera praticamente em cima dos atores, enfim...

A última frase do filme talvez sintetize o que, na minha visão, seja a principal mensagem: há certa instabilidade e mutabilidade na vida, de modo que nossos planos estejam sempre sujeitos à tempestades que não podem ser preditas.

Os vínculos de trabalho, nos campos e nas cidades, na época que o filme se passa (meados da década de 10 do século passado) eram, já por si, marcados por essa mutabilidade. Os personagens principais saem de Chicago para trabalharem no campo e encontram experiências que, em certa medida, jamais sonhariam.

No meio do trabalho no campo – e, ressaltando, acompanhado de estonteante cinematografia que em certos instantes insere o espectador totalmente no espaço –, surge um romance: a dualidade de classes, impedimento recorrente nos romances da época, não é empecilho para a realização do "amor".

Mas mesmo o romance, assim como o romance que já tinha sido mostrado desde o começo do filme, e a condição de vida dos protagonistas mudam totalmente: mas, mesmo nessa situação, Malick não foca muito na condição social agora vivida por aqueles. E, repentinamente, tudo começa a desmoronar: o casamento, a farsa dos "irmãos" e mesmo a bonança da colheita é prejudicada.

Interessante notar que, quem narra o período de tempo compreendido pelo filme, é Linda, talvez a quem a vida fosse menos afetada pelas instabilidades do campo. Ela, no roteiro, relembra com certa nostalgia os "dias no paraiso" a que foi submetida, mesmo que, durante o transcorrer dele o paraíso tornara-se, gradualmente, em um imprevisível inferno.
O título brasileiro não podia ser mais apropriado, a propósito: um paraíso que, construído timidamente, rápida e colossalmente se esvai como cinza.

Nota: ★★★★★
 
Última edição:

Focr_BR

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Usuário Premium
O Malick de Days of Heaven nem parece o Malick dos últimos filmes dele: nesse filme o roteiro realmente se propõe a contar algo, a fotografia (belíssima) realmente se conecta com a estória, a edição não se parece em nada com aqueles cortes nervosos e com a câmera praticamente em cima dos atores, enfim...

A última frase do filme talvez sintetize o que, na minha visão, seja a principal mensagem: há certa instabilidade e mutabilidade na vida, de modo que nossos planos estejam sempre sujeitos à tempestades que não podem ser preditas.

Os vínculos de trabalho, nos campos e nas cidades, na época que o filme se passa (meados da década de 10 do século passado) eram, já por si, marcados por essa mutabilidade. Os personagens principais saem de Chicago para trabalharem no campo e encontram experiências que, em certa medida, jamais sonhariam.

No meio do trabalho no campo – e, ressaltando, acompanhado de estonteante cinematografia que em certos instantes insere o espectador totalmente no espaço –, surge um romance: a dualidade de classes, impedimento recorrente nos romances da época, não é empecilho para a realização do "amor".

Mas mesmo o romance, assim como o romance que já tinha sido mostrado desde o começo do filme, e a condição de vida dos protagonistas mudam totalmente: mas, mesmo nessa situação, Malick não foca muito na condição social agora vivida por aqueles. E, repentinamente, tudo começa a desmoronar: o casamento, a farsa dos "irmãos" e mesmo a bonança da colheita é prejudicada.

Interessante notar que, quem narra o período de tempo compreendido pelo filme, é Linda, talvez a quem a vida fosse menos afetada pelas instabilidades do campo. Ela, no roteiro, relembra com certa nostalgia os "dias no paraiso" a que foi submetida, mesmo que, durante o transcorrer dele o paraíso tornara-se, gradualmente, em um imprevisível inferno.
O título brasileiro não podia ser mais apropriado, a propósito: um paraíso que, construído timidamente, rápida e colossalmente se esvai como cinza.

Nota: ★★★★★
Me focando totalmente na relação criada entre os três, é realmente interessante que ele aborda isso sem tocar no assunto da dualidade de classes e é engraçado que até o final essa dualidade não é abordada e sim o romance. Pontos para o filme a para você que notou isso @Nírasolmo .
 
Última edição:

Loveless

Usuário
É, provavelmente, a fotografia mais bonita que já vi de um filme. O tom naturalista, grande marca da cinematografia do Malick, atinge seu ápice aqui.

É curioso que, ao chegar na fazenda no trem, a personagem Linda já antecipe, ainda que de forma bastante poética, aquele que será o evento divisor de águas da história: a queimada da plantação devido a praga. Sabendo da mística ligação do diretor com a natureza e o divino, eu não acharia estranho que tal praga tivesse vindo como um castigo para aquele ambiente.

Não sei se consigo ter uma opinião sobre a história. Em alguns momentos eu a achei demasiadamente arrastada, mesmo sabendo que esse era o tom que o diretor pretendia dar. O último quarto do filme, quando o conflito se instala de forma permanente, foi de longe o melhor momento do longa.

O filme se torna mais interessante quando se descobre o quão conturbado foi seu processo de produção, muito devido às excentricidades do diretor. A filmagem do filme se arrastou muito mais do que inicialmente previsto no cronograma, pois o perfeccionista Malick nunca gostava de nenhuma cena gravada; muitos membros da produção brigaram com o diretor e se demitiram; o filme demorou tanto para ser gravado que o diretor de fotografia, Néstor Almendros, abandonou a filmagem no meio porque tinha um contrato para filmar um longa do Truffaut; os atores não entendiam direito o que estavam gravando; o orçamento estourou tanto que o produtor executivo teve que hipotecar sua casa para continuar bancando o filme; enfim, foi uma zona.

Como se não bastasse, Malick demorou quase três anos para editar o filme. Ele simplesmente não sabia o que fazer com o material que foi gravado. A solução que o diretor encontrou foi fazer com que a Linda Manz (que interpreta a personagem homônima) fizesse a narração em off do filme – coisa que não estava prevista inicialmente e só foi feita na pós-produção, por isso o estranhamento do @Focr_BR com a personagem "fora de contexto".

A experiência foi tão traumática que Malick só gravaria outro filme trinta anos depois, Além da Linha Vermelha.
 

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