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Clássico x Contemporâneo

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F

Fox

Visitante
Elanor Lass disse:
A questão da arte a muito tempo deixou de ser o Belo significando Beleza Estética e sim Belo com relação ao pensamento e raciocinio teórico anteriores a execução da obra, sendo essa muitas vezes até simples como "Quadrado Negro" de Malevich, "A roda" de Duchamp.
Não sei o quanto vale a pena analisar uma obra só pela proposta dela. Sei por experiência própria que esse tipo de análise parcial ignora estupidamente o desenvolvimento e resultado final da obra, que são tão importantes quanto seu início como idéia.

Aproveitando o embalo, você pode dizer quais são os pensamentos e raciocínios teóricos validam trabalhos como o Quadrado Negro?
 
Bem, antes de fazer uma aula específica sobre arte do Século XX a Arte Contemporanêa pra mim era uma ofensa visual.
Porém depois de entende não só o que o artista queria demonstra mas sim que as obras buscam responder tecnicamente a problemas levantados por artistas anteriores, como questões propriamente artisticas-perspectiva, textura, planaridade-, passei a gostar da arte moderna e contemporanea.
Entre a arte moderna e a contemporânea há um abismo enorme. :roll:
 

Fimbrethill

Usuário
Fox disse:
Aproveitando o embalo, você pode dizer quais são os pensamentos e raciocínios teóricos validam trabalhos como o Quadrado Negro?
Questão de prova??? :o?: Bem algo realmente complexo ...

Bem, citei essa obra pq me chamou atenção q Malevich buscou com a forma quadrada representar algo q não exista naturalmente (realmente fiquei pensando em algo "quadrado" na natureza e nada...), ele queria Fazer algo e não apenas copia-lo do real.
E com cor preta ( essa parte eu achei meio confusa realmente) ele quis representar todas as cores, o universo , o conjunto de tudo.

Olhando a obra sem ouvir qualquer explicação realmente eu acho impossivel imaginar tudo isso, apenas achei o raciocinio dele interessante.

Entre a arte moderna e a contemporânea há um abismo enorme.
Eu acho que não expliquei direito...a matéria era "Arte no Século XX" e incluia movimentos modernos e contemporâneos. Inclui Kandinsky , Pollock, Basquiat, Kiefer...bem eu não quiz dizer q Arte Moderna e contemporânea eram a mesma coisa...
 
F

Fox

Visitante
Elanor Lass disse:
Olhando a obra sem ouvir qualquer explicação realmente eu acho impossivel imaginar tudo isso, apenas achei o raciocinio dele interessante.
É por isso que critico a arte pós-moderna do jeito que ela se expõe.

Sem essas explicaçoes mirabolantes, a obra apenas é um trabalho simplório, não concorda?

O raciocínio pode até ser interessante, mas olhando pro trabalho antes dessas elucidações, não dá pra se levar muito a sério.

Porque isso tudo soa mais como desculpa do que como explicação.
 

Melkor- o inimigo da luz

Senhor de todas as coisas
Vou ser sincero, não gosto de arte moderna, etc. Gosto de arte arte msmo, sacam? Acadêmica... Ou um abstrato bem feito e bem bolado. Se me mostram uns rabiscos eu posso até achar que tem um efeito visual legal e aquilo pode me tocar de certa forma, mas nunca vou considerar aquilo bem feito. Arte não posso dizer que não é, quem diz se é ou não é quem fez, mas não gosto. Não dá pra dizer que tem, pra mim, o mesmo valor que tem um quadro bem desenhado que eu saiba o que é sem ter que entrar em mim mesmo.
 

Fimbrethill

Usuário
É por isso que critico a arte pós-moderna do jeito que ela se expõe.

Sem essas explicaçoes mirabolantes, a obra apenas é um trabalho simplório, não concorda?
:| ...acho q o problema é que nós crescemos tendo contato maior com a arte classica e assim a aceitação é maior. (É importante lembrar q eu prefiro a arte Classica :mrgreen: !!!)

Realmente as obras por si só ficam dificeis de entender mas poucos detalhes não podem ser classificados de simplórios. Quadros q aparentam simplicidade remetem a questões anteriores de outros pintores, então ele não é algo deslocado e sim parte da Arte toda e da sua mudança.

Acho que com o tempo a gente vai aceitar a arte de hoje, afinal Monet tb foi rejeitado no seu tempo.


Só mais uma questão...as definições seriam + ou -...
Arte Moderna-início do séc. XX a anos 30/40 (Cezanne a Miró)
Arte Contemporânea-50 em diante (Pollock...)
(ou Pop Art não entra????)
:o?: Por favor pensar assim está correto??? :o?:
 
F

Fox

Visitante
Elanor Lass disse:
É por isso que critico a arte pós-moderna do jeito que ela se expõe.

Sem essas explicaçoes mirabolantes, a obra apenas é um trabalho simplório, não concorda?
:| ...acho q o problema é que nós crescemos tendo contato maior com a arte classica e assim a aceitação é maior.
Na verdade eu sempre mantenho a mente aberta antes de conhecer alguma coisa.

Fui pesquisar sobre arte moderna e pós-moderna com interese e muita curiosidade, realmente esperando encontrar algo fascinante por trás daqueles trabalhos que me confundiam tanto.

Mas nada... só achei explicações fajutas e extremamente conceituais que até eu posso inventar depois de tacara um pouco de tinta na tela ou usar uma régua pra construir figuras geómétricas simples.

O problema real é que arte moderna hoje dia se transformou na roupa invisível do rei. Porque ninguém tem coragem de dizer que não tem nada lá por medo de soar burro.

Quadros q aparentam simplicidade remetem a questões anteriores de outros pintores
Perdão, mas quantas gerações de pintores você acha necessárias pra pintar um quadrado sobre outro?

Não me importo se alguém chega e pinta isso se se sente bem fazendo isso. Que nunca chegue o dia onde alguém pode citar de verdade o que pode ou não ser criado na arte.

Mas não se pode querer convencer outros que aqulo tem um significado profundo usando uma explicação redundante e evasiva. É simplesmente subestimar a inteligência do povo, não acha?

então ele não é algo deslocado e sim parte da Arte toda e da sua mudança.
Ele faz tão parte da história da arte quanto todo o resto.

Mas existem artistas, como tudo mais na vida, que simplesmente são medíocres.

Acho que com o tempo a gente vai aceitar a arte de hoje, afinal Monet tb foi rejeitado no seu tempo.
Ela já é aceita há décadas.

O problema é que essa badalação extrema deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço.
 

Conan

Cavaleiro Pendragon
este é um grave problema da arte moderna... teoricamente uma peça de arte deveria ser "algo" que transmitisse um sentimento ou impressão pelo que ela é, e não por explicações posteriores... Senão fica como o Fox falou, eu pinto qualquer coisa, em seguida faço um texto foda sobre tal pintura e pronto, minha arte é mirabolante! Tudo bem que em certas artes alguns apsectos só são captados depois que se tem conhecimento sobre o mesmo, mas uma arte, ao me ver, nao pode se basear em explicações baseadas por sua vez na verdade em absolutamente nada! E como aquele exercicio otimo para politicos de se fazer um discurso grandiosos que quando tratuzido e apurado e sintetizado não diz nada!
 

Fimbrethill

Usuário
Eu imagino q a questão q diferencia Artistas de qualidade de artistas "medíocres" é a sua forma de pensamento.
Continuo afirmando q os artistas produzem obras de acordo com o momento em q vivem, dentro do contexto da Arte.
Por isso quando uma idéia é repetida perde a força, quando um pintor se prende a uma obra pq ela foi aceita (ou dá dinheiro) ele deixa de ser um bom artista.

Um professor meu diz que "Arte que tem q ser explicada não é arte". Bem, minha humilde opnião é que a Arte Classica, figurativa é algo incrível, mas na Arte moderna e Contemporanea tb se encontra "idéias" bem interessantes.

...mas Rauschemberg as vezes me dá medo... :eek:
 

Lisavieta

Usuário
Eu acho que um grande problema da Arte contemporânea é a gente conseguir absorver uma arte sem paradigmas. Isso pelo menos dá bastante nó na minha cabeça quando eu pego um texto para ler ou ouço alguma discussão sobre arte contemporânea pq assim vc fica sem parâmetros claros para análise. O que eu acho tb que confunda as pessoas é aquela história de desapropiação de objeto artístico e aquela eterna discussão do que é Arte e o que é anarte.
Sobre o Malevich, sendo um moderno ele tem uma grande preocupação com a forma ( ou no caso dele e do Mondrian da simplificação da forma), o que ele expressa naqueles quadros brancos ou pretos. Sendo assim como se pode dizer que ele é preguiçoso? O cara estava tentando rever o conceito de arte!
Alguém disse que a arte contemporânea deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço :roll: . Vc me diria que Keith Harin não tentou algo novo? Que iso não foi produto de um esforço? Hum...
 

Fimbrethill

Usuário
Lisavieta disse:
Sobre o Malevich, sendo um moderno ele tem uma grande preocupação com a forma ( ou no caso dele e do Mondrian da simplificação da forma), o que ele expressa naqueles quadros brancos ou pretos. Sendo assim como se pode dizer que ele é preguiçoso? O cara estava tentando rever o conceito de arte!
Alguém disse que a arte contemporânea deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço :roll: . Vc me diria que Keith Harin não tentou algo novo? Que iso não foi produto de um esforço? Hum...
Realmente! :mrgreen: O q quiz dizer quando 'defendi' Malevich foi isso, q as obras dele estavam relacionadas ao conceito.
 
F

Fox

Visitante
Elanor Lass disse:
Realmente! :mrgreen: O q quiz dizer quando 'defendi' Malevich foi isso, q as obras dele estavam relacionadas ao conceito.
Eu tava esperando algo tocar nesse assunto, o conceito.

Sabe porque eu considero preguiçosos os artistas pós-modernistas em geral?

Porque os trabalhos deles se resumem ao conceito, sem nenhum apuro ou sequer esforço na técnica.

Ou seja, alguns trabalhos que já vi dignos de uma criança de quatro anos são consagrados por terem um conceito qualquer.

E às vezes nem isso, só basta pertencer a algum pintor moderno famoso.

Acho que hoje em dia o conto mais valioso pro artistas é o da Roupa Nova do Rei, que só os cultos podem ver...

Lisavieta disse:
Sobre o Malevich, sendo um moderno ele tem uma grande preocupação com a forma ( ou no caso dele e do Mondrian da simplificação da forma), o que ele expressa naqueles quadros brancos ou pretos. Sendo assim como se pode dizer que ele é preguiçoso? O cara estava tentando rever o conceito de arte!
Por conta de uma tentativa talvez nobre (mas com certeza nada modesta) você já vê mérito em qualquer que fosse o resultado final?

Porque o desenvolvimento e conclusão deveriam ser tão importantes quanto o ínicio da obra.

Em todas as artes essas etapas são (pelo menos pelos artistas competentes) levadas a sério.

É chato ter que notar que a pintura hoje em dia já não é assim.

Alguém disse que a arte contemporânea deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço :roll:. Vc me diria que Keith Harin não tentou algo novo? Que iso não foi produto de um esforço? Hum...
Não seria certo dizer isso, simplesmente porque não se estava lá pra ver com que nível de seriedade o cara levou a execução de suas obras.

Mas, de novo, o cara deixa o trabalho porcamente feito e louvam ele.

Qual o propósito de se ter uma idéia foda e desperdiçar ela num garranho de jardim de infância?

Se tudo que importa é o conceito, então todos os pintores comtemporâneos deviam abandonar a pintura e virarem filósofos.
 

Lisavieta

Usuário
Fox disse:
Elanor Lass disse:
Alguém disse que a arte contemporânea deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço :roll:. Vc me diria que Keith Harin não tentou algo novo? Que iso não foi produto de um esforço? Hum...
Não seria certo dizer isso, simplesmente porque não se estava lá pra ver com que nível de seriedade o cara levou a execução de suas obras.

Mas, de novo, o cara deixa o trabalho porcamente feito e louvam ele.

Qual o propósito de se ter uma idéia foda e desperdiçar ela num garranho de jardim de infância?

Se tudo que importa é o conceito, então todos os pintores comtemporâneos deviam abandonar a pintura e virarem filósofos.
Trabalho porcamente feito? Garranho de jardim de infância? Desculpe se eu entendi errado, mas o exemplo era sobre o Keith Harin e para vc achar q o q ele faz é garrancho de Jardim de Infancia vc não pode conhecer a obra dele.
Eu só queria saber qual é o seu conceito de trabalho bem feito....pq na verdade isso é muito relativo.
A arte já a muito tempo despiu-se de paradigmas, não é possível falar o que é bom ou ruim. E como vc pode julgar um "happening"? Uma ocupação? Não existe um senso estético forte nisso pq na verdade a arte não é só estética!
Olha, falando q o conceito ou q a teoria não é (tão) importante vc está jogando fora anos de crítica e teoria da arte...
 
F

Fox

Visitante
Lisavieta disse:
Trabalho porcamente feito? Garranho de jardim de infância? Desculpe se eu entendi errado, mas o exemplo era sobre o Keith Harin e para vc achar q o q ele faz é garrancho de Jardim de Infancia vc não pode conhecer a obra dele.
Pior que conheço já tem um tempo.

E a única coisa no trabalho dele que superaria o de uma criança é a colorização dos trabalhos. E mesmo, assim, não é pra tanto.

Eu só queria saber qual é o seu conceito de trabalho bem feito....pq na verdade isso é muito relativo.
Não, não é.

Artes plásticas, lembra? Ela não tem esse nome à toa.

Aurélio disse:
5: Que tem características de beleza e harmonia.
Não que os trabalhos dele sejam feios, por mais que ele não se esforce muito no que faz.

Mas quando que é desenho de criança, é porque falta total harmonia ou coordenação no que ele faz.

A mesma falta que uma criança tem quando desenha. Bom, é só olhar oaspinturas dele e pegar trabalhos de jardim de infância.

A diferença é mínima.

Lisavieta disse:
A arte já a muito tempo despiu-se de paradigmas, não é possível falar o que é bom ou ruim.
Pois é:

Alfonso Romano de Sant'anna disse:
Numa sociedade em que qualquer pessoa pode se declarar artista, Moulin, que há quarenta anos estuda o mercado de arte na França, mostra que entre 1964 e 1982 houve um aumento de 52% de artistas no país, enquanto a população cresceu apenas 17%. Já Robert Hughes havia anotado que os 35 mil artistas que surgem anualmente nos Estados Unidos equivalem à população de Florença no Renascimento.


E como vc pode julgar um "happening"?
Observando o que realmente acontece nele, ué.

Eventos artísticos não são coisas criadas por deuses além da nossa mera compreensão.

Colocar qualquer um em um pedestal sempre é um erro, por mais grandiosa que a pessoa possa ser. Acaba-se perdendo a perspectiva das coisas desse jeito.

Uma ocupação?
Sendo que é a ocupação pra qual eu estudo e invisto, faz todo sentido que eu a julgue.

Não existe um senso estético forte nisso pq na verdade a arte não é só estética!
Mas também não é plástica sem estética alguma. Isso é fato, toda imagem tem uma estética, mesmo aquelas não criadas pelo homem, totalmente naturais.

Afinal, a perfeição conceituada na arte vem da natureza.

Olha, falando q o conceito ou q a teoria não é (tão) importante vc está jogando fora anos de crítica e teoria da arte...
Não, não estou.

Estou dizendo que o conceito importa, mas sem a harmonia e plástica pra apoiar o que ele tenta passar, é vazio nas artes plásticas.

É pela pouca importância que dão ao principal hoje em dia que qualquer merda que fazem é chamada de arte e todo mundo aceita cegamente como você faz.

Não quero ofender dizendo isso, mas revolta ver que essa arte anda sofrendo muito com uma total falta de senso crítico ao ponto de "não poder se dizer mais o que é bom ou ruim".

De todas as artes, essa é a única que sofre com esse tipo de absurdo. Talvez porque não tivesse tanta gente assim observando quando resolveram chutar o pau da barraca e sair fazendo qualquer porcaria com o pretexto de ser "moderno".

Dizer isso é uma ofensa às verdadeiras obras modernistas, que tinha mum conceito válido mas também uma proposta aplicada fisicamente nas telas, de forma rebuscada mas sempre harmoniosa.

Haring é só um exemplo de como esse período da arte, por mais que a liberdade seja boa, perdeu qualquer apego com qualidade artística real.
 
Fox: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap:



A banalização do conceito de arte e do rigor com o qual se aprecia o material artístico, freqüentemente confundidos com uma maior liberdade de expressão, acaba incorrendo no escapismo preguiçoso e de talento duvidoso de "artistas" que, sob uma pretença fachada de inovação, acabam por reproduzir grandiosas porcarias em tela ou outros suportes, da forma mais mulambenta possível. Um diferencial curioso é que, antigamente, alguém precisava passar pelo crivo dos acadêmicos pra se tornar e ser considerado um artista, e hoje, vemos um monte de boçais se entitularem artistas e, mais por conchavos que por mérito, arrumarem galerias aonde espõem o seu lixo. Eu já vi papel higiênico aquarelado e coisas do tipo em exposições em lugares respeitáveis, e garanto que não foi o talento que levou o "artista" pra lá.

O fato é que a idéia do artista ficou tão banalizada que qualquer zé mané pode chegar e se proclamar um gênio. A condição de artista era alcançada mediante uma vida de prática e aprendizado no atelier de grandes mestres, e hoje qualquer um compra uma revistinha de "aprenda a desenhar" no jornaleiro, dá um pulo na Casa Cruz e acha que é só isso.

A cisão entre o artista e o ilustrador pra indústria, que nasce com a regulamentação do design industrial enquanto carreira, separando o desenho técnico-profissional do artístico, infelizmente estigmatizou o caráter não "arethe" do artista, ou seja, ignora-se hoje a mínima capacitação e conhecimento técnicos necessários, e relega-se ao artista o estigma do "cara que expressa o que dá na telha".

E parece que há uma corrente que defende a impossibilidade de julgar o trabalho do "artista", comparando a censura o julgamento de uma porcaria como tal. Vejam bem: Será que a censura não está no impedir a manifestação de uma opinião e um juizo sobre uma "obra de arte"? :roll:
 

Conan

Cavaleiro Pendragon
Lisavieta disse:
Olha, falando q o conceito ou q a teoria não é (tão) importante vc está jogando fora anos de crítica e teoria da arte...
Não acho que teoria e principalmente crítica( pelo menos na especializada) sejam de grande importancia para uma criação artistica...
Pelo manos não é nem um pouco fundamental...
Minha opinião, claro!
 

patrah

Usuário
:) Eu escolhi o clássico. O clássico consegue retratar a beleza das formas, o belo e o feio de uma maneira refinada, mostrando até onde pode chegar a perfeição técnica e ao mesmo tempo a sensibilidade e criatividade do verdadeiro artista.
Caravaggio por exemplo retratava o belo e o feio c/uma técnica primorosa.
Quanto ao comtenporâneo somente algumas poucas obras me chamaram atenção, mas, foi aquela coisa de momento.....uns quadros de Daniel Senise numa expo no centro do Rio, depois, ficou óbvio demais...como tudo o que se intitula artes no dia de hoje.
 

muäh

Usuário
prefiro deixar meu voto em branco :?

é muito difícil ter q escolher um pq ambos possuem suas técnicas, suas épocas, seus estilos e, acima de tudo, seus ideais. tenho motivos para gostar exepcionalmente de cada um, por isso, não votarei =PP

Ó, dúvida cruel...
 

patrah

Usuário
"cara que expressa o que dá na telha".
Bem, acho que isso começou lá pelo movimento Psicodélico, passando depois p/o foto-realismo, e depois p/o Bodyart, onde os caras realizavam suas obras ao vivo em grandes acontecimentos, chamados Happenings, que descanbavam p/cerimônias longas, obscenas, meio brutais... Daí surge a Arte Conceitual, que dispensava a existência da obra em si mesma, um ex. disso foi "One and Three Chairs" de Joseph Kosuth em 1965. A dita "obra" consistia de uma cadeira de verdade, uma foto dela, e uma descrição do dicionário sobre a tal cadeira :disgusti:
Bem, quanto a Monet e o impressionismo tão criticado na época dele, foi inclusive chamado de "falso artista", foi no sentido que os impressionistas trouxeram novidades c/relação ao uso da cor. Diziam eles que a cor não era uma qualidade permanente na natureza, estava sempre mudando sob ação da luz. O tal critico não entendia nada de arte e pelo jeito não tinha a menor sensibilidade p/sacar que as cores na Natureza podem sim se transformar sob a luz no transcorrer do dia, e era isso que Monet enxergou muito bem, a suavidade da luz sob a natureza, suas nuances suaves e harmoniosas...
Acho que hoje em dia existe muito mau gosto. Claro, que a arte expressa sua época (será?), se for assim, podemos ver em alguns trabalhos como anda o ser humano e o mundo, limitado, violento, deformado.
Agora pergunto p/vcs. Uma obra qualquer de arte não tem o poder de afetar o observador além do que ele permite????? O que voces acham desse pensamento?? Ando pensando sobre isso, li esse comentário em algum lugar.
Para mim, de primeira afeta sim. Eu particularmente gosto de ver a perfeição, mesmo qdo. ele retrata o feio (ex. Caravaggio/Rembrandt)
Outra pergunta: O Pollock se enquadraria no movimento comtemporâneo :o?: ás vezes eu me enrolo pouco c/relação á isso. :)
 

Fimbrethill

Usuário
patrah disse:
Outra pergunta: O Pollock se enquadraria no movimento comtemporâneo :o?: ás vezes eu me enrolo pouco c/relação á isso. :)
Andei olhando as minhas confusas anotações e vi Pollock como sendo o primeiro dentro do movimento exclusivamente Contemporaneo (avisem se estiver errado).

Ele fazia parte do Movimento Expressionismo Abstrato.
Quando se olha a obra dele parece um monte de rabiscos e respingos mas o que ele queria era fazer algo diferente do tradicional. Para pintar ele colocava a tela no chão e pintava andando sobre ela...representava a ação do pintor...enquanto a arte ainda "sacralizava" a tela e apesar das mudança buscadas em relação a pespectiva ninguém tinha ousado po-la no chão.

É por isso que não considero a arte Moderna/contemporanea tão "ruim".Se observarmos o que foi produzido no momento veremos que o artista só está respondendo a algo anterior, são mudanças relacionadas a questões da arte somente...
 

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