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"Cirurgiões dublês" contratam colegas para operar em seu lugar

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 23 Abr 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Eles são velhos conhecidos nos hospitais, mas ignorados pelos pacientes que operam. São os "cirurgiões dublês", médicos que fazem cirurgias no lugar de outros colegas.

    A Folha conversou com 14 médicos das áreas de oftalmologia, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, ortopedia, cardiologia, neurocirurgia, oncologia, anestesia e cirurgia plástica. Todos conhecem a prática e oito deles já atuaram como dublês.

    Para o CFM (Conselho Federal de Medicina), desde que a pessoa seja informada de que outro médico vai operá-la, não há infração ética.

    O usual, porém, é o paciente não saber.
    afirma um professor de oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

    O médico diz que, no início da carreira, atuou como dublê para outros médicos.
    Um otorrino que atua no Hospital das Clínicas e em vários hospitais privados também assume a condição de dublê.
    Um neurocirurgião que atua nos principais hospitais privados de São Paulo conta que faz pelo menos quatro cirurgias de hérnia de disco por semana como dublê.

    Porém, em toda documentação relativa à cirurgia, o único nome que consta é do médico do paciente. O reembolso do plano de saúde também vai para ele -que depois divide o valor com o dublê.

    EM NOME DO PAI

    É o médico oficial que vai responder criminalmente e eticamente por eventuais problemas que ocorram na cirurgia feita pelo colega, segundo o secretário do CFM, o anestesista Desiré Callegari.

    Há três anos, a enfermeira Sabrina Machado da Silva, 31, morreu após uma cirurgia plástica feita em São Simão (interior de SP) por uma médica filha do cirurgião contratado, segundo testemunhas.

    À polícia, a médica confirmou a participação na cirurgia de Sabrina e de outros pacientes do pai.

    A enfermeira morreu por hemorragia aguda. O caso tramita na Justiça e no Conselho Regional de Medicina.

    ASSISTENTES

    Outra prática corriqueira nos grandes hospitais são as cirurgias assumidas por médicos renomados, mas, na verdade, feitas quase que totalmente pelos assistentes.

    brincou Reinaldo Ayer de Oliveira, professor de bioética da USP, ao ser indagado sobre o assunto.

    Para ele, do ponto de vista técnico, não há risco para o paciente.
    Oliveira diz que, em algumas áreas, os assistentes operam melhor do que o chefe. Mas o paciente paga --e caro-- por um médico de grife. É ético terceirizar o trabalho sem o conhecimento dele?

    Callegari, do CFM, é enfático em dizer que não é ético.
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