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Cinco livros favoritos com Loveless

Finarfin

Usuário
Conheço pouco de Mahler. Do pouco que ouvi achei exagerado e acabei não indo atrás de mais coisas.
Mas depois dessa deixa, vou dar uma chance para essa sinfonia. Inclusive tenho aqui a gravação com o Bernstein e a Filarmônica de Viena.
 

Finarfin

Usuário
Ouvi aqui.
A primeira parte achei um exagero, como já esperava vindo do Mahler.
Na segunda a coisa muda um pouco, mas também não é muito do meu agrado. É aquele romantismo germânico tardio. Não é ainda propriamente a música do século XX, mas já da pra perceber que tá querendo ser. Por vezes parece que vai chegar lá, mas ainda não. Com certeza tem sua importância histórica e na formação dos que vieram depois. Mas pra ouvir não me agrada, não. E, sinceramente, não senti que a instrumentação toda agregasse algo a mais e que justificasse seu uso.

Curioso que essa sinfonia não tem o formato de uma sinfonia. Parece mais uma grande cantata, e, às vezes, flerta com a ópera. Talvez por isso mesmo eu tenha sentido falta de algo a mais. É como se a música não falasse tudo que tem pra falar por si mesma, mas que fizesse parte de um projeto audiovisual maior. O que eu queria ver era botar esses mil músicos dentro de um fosso de teatro.
 

Loveless

J'ai une âme solitaire
Usuário Premium
Mas Mahler é isso mesmo, todo esse exagero todo, essa coisa grandiosa faz parte do perfil dele. Mesmo a Segunda e a Quinta Sinfonias, que possuem perfil mais soturno e sombrio, são bem exageradas. Essa sensação de grandiosidade e arrebatamento sempre foi buscada por Mahler, tanto nas sinfonias quanto nas lieder, como no Kindertotenlieder. Eu adoro, hehe.
 

Jhulha

Voltando a caverna
Conheço a maior parte da lista só pelo nome, tirando Silma que foi o único que li, mas Fausto é um dos livros que está há anos na minha lista de leitura, mas todas as vezes que estou próxima de ler, eu fico com preguiça e passo ele para o fim da fila.
 

Erendis

Master Pretender
Usuário Premium
Ô gente, cês num leram Fausto, não? (Não tô julgando, tô apenas pensando no fato de que a gente podia se organizar procês apreciarem essa maravilha. Além disso, para quem vai ler Grande Sertão, ler Fausto, antes, enriquece, muito, a leitura do romance de Guimarães Rosa.)
Amiga, desculpa, mas eu me empolguei e comecei a reler o Silma ontem.
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Amiga, desculpa, mas eu me empolguei e comecei a reler o Silma ontem.
Eu te entendo, miga. :abraco:

Tô que não me aguento de vontade de reler O Silma, mas vou me segurar e só o farei quando comprar a edição da HarperCollins.
 

Giuseppe

Eternamente humano
É mesmo muito ótimo ver a forma como cada pessoa fala sobre seus livros favoritos; não menos especial foi ver as belas reflexões do nosso garoto @Loveless sobre cada obra. O único da lista que eu li foi O Silmarillion. Do Herman Hesse eu li Sidarta vários anos atrás, mas lembro de pouca coisa do livro.
Esqueci de mencionar que do Goethe eu li Os Sofrimentos do Jovem Werther, também vários anos atrás.
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Chateadíssima com o fato de o casal LoveGiu não estar se pegando neste tópico. Eu sou uma velhinha solteira, mas adoro ver um casalzinho feliz.
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Mas é que tem hora e lugar pra tudo, não? Não vamos ficar interrompendo a discussão sobre os livros pra ficar paquerando haha. Ou pelo menos acho que não.
Toda hora e todo tópico da Valinor é adequado para namoro. Pergunte para São Tolkien. hahahahaha

Mas é justamente para manter a discussão acessa que vocês devem ficar se pegando no tópico, uai. Fala um cadinho sobre um livro e termina com: "amor, que tal visitarmos este lugar [referência a algum dos livros] após a pandemia?" PRECISA MANTER A CHAMA ACESA. :hihihi:
 
Última edição:

Loveless

J'ai une âme solitaire
Usuário Premium
Esqueci de mencionar que do Goethe eu li Os Sofrimentos do Jovem Werther, também vários anos atrás.
E aí, o que achou? Aquela coisa excessivamente romântica me assustou um pouco, achei a primeira parte um tanto melosa. A segunda parte melhora um pouco, mas, no todo, achei mais interessante saber do background por trás — a história dos personagens que inspiraram o romance, incluindo o próprio autor, a influência que a obra teve na sociedade, a questão dos jovens influenciados, o nascimento do romantismo etc. — do que o enredo em si.

Então, hã... @Loveless você quer visitar as águas de Cuiviénen comigo?
Claro, Giu 😍
 

Giuseppe

Eternamente humano
E aí, o que achou? Aquela coisa excessivamente romântica me assustou um pouco, achei a primeira parte um tanto melosa. A segunda parte melhora um pouco, mas, no todo, achei mais interessante saber do background por trás — a história dos personagens que inspiraram o romance, incluindo o próprio autor, a influência que a obra teve na sociedade, a questão dos jovens influenciados, o nascimento do romantismo etc. — do que o enredo em si.
Eu achei o contrário: pra mim a parte melosa é a segunda metade, a primeira metade eu achei melhor. Não sei tanto do background do livro, a não ser pelo fato de que, aparentemente, foi uma obra bastante influente na época em que foi lançada. Talvez mais pra frente eu releia pra ver o que eu acharia do livro hoje em dia, já que não lembro de muita coisa da história.
 

Níra

Usuário
Da (bela) lista do Loveless, eu só li O Silmarillion e O Processo... O do Kafka, inclusive, foi pro Clube daqui do fórum. O Silma faz um tempinho já que li -- 2019 :cry: --, e, pela densidade das informações do livro também, tá precisando de uma releitura kk.

Apesar de gostar de Twin Peaks, eu também não sabia que existia um livro sobre a série. Ou, talvez, cheguei a ler algo sobre, e o meu cérebro solenemente apagou...

No mais, Visions of Gideon plays in the background :hihihi:
 

Bartleby

idler
Trivia: algumas pessoas que assistiram à estreia da Oitava na Ópera de Viena em 1910: Stefan Zweig, Thomas Mann, Richard Strauss e Arnold Schönberg. Momentos depois, Mahler recebe o seguinte bilhete por causa da estreia da Oitava: "Senhor, esta tarde, no hotel, fui incapaz de expressar-lhe quão profundamente agradeço ao senhor a impressão que experimentei. É para mim uma imperiosa necessidade oferecer-lhe ao menos uma pequena mostra de meu reconhecimento, razão pela qual rogo que o senhor aceite este livro - meu último livro - que envio junto. Certamente é uma pobre compensação pelo que recebi, uma mera insignificância para o homem que, segundo creio, expressa a arte de nosso tempo na forma mais profunda e sagrada. Ass: Thomas Mann". (Fonte: Gustav Mahler: um coração angustiado, Arnoldo Liberman)
e qual foi o livro do Mann que ele ofertou? #curioso

(dando uma olhada na wikipedia, capaz de ter sido esse, que fora publicado um ano antes :think: )

adorei a lista!

do Calvino só li o Cidades Invisíveis, e do Hesse Sidarta, como quase todo mundo que leu o autor, parece hehe

e tenho que me aprofundar mais em Mahler :wall: só ouvi bem a primeira e a quinta (o adagietto com as harpas :amor: ); a segunda ouvi uma vez, mas nem conta direito...

embora seja fã de carteirinha do Lynch (meu filme preferido da vida é dele - Mulholland Dr.) e ame a série, quando vi, há muito tempo, as duas temporasas dos anos 90, eu fiquei sabendo desse livro, mas em geral não me interesso muito em ir além do que a obra audio-visual em si...

(e nem vou falar que ainda preciso arrumar tempo ainda pro fausto senão a valentina vai me julgar de novo :dente: brinks)
 
Última edição:

Melian

Período composto por insubordinação.
e se flerta aos olhos de todos. :timido:
Algo bem inusitado, mesmo. Eu, por exemplo, nunca fiz isso no fórum. :assobio:
(e nem vou falar que ainda preciso arrumar tempo ainda pro fausto senão a valentina vai me julgar de novo :dente: brinks)
Dá um abraço, aqui, Biel. Num vou te julgar, não, tá? A Valentesma nem nasceu e já me deixou mais compreensiva. :rofl:
 

Loveless

J'ai une âme solitaire
Usuário Premium
e qual foi o livro do Mann que ele ofertou? #curioso

(dando uma olhada na wikipedia, capaz de ter sido esse, que fora publicado um ano antes :think: )
Foi Sua Alteza Real mesmo! Aqui no Brasil foi publicado apenas pela Nova Fronteira, quando esta ainda tinha os direitos do Mann, ou seja, há muito tempo. A Cia ainda não publicou esse livro, e nem sei se vão publicar...

Apesar de gostar de Twin Peaks, eu também não sabia que existia um livro sobre a série. Ou, talvez, cheguei a ler algo sobre, e o meu cérebro solenemente apagou...
embora seja fã de carteirinha do Lynch (meu filme preferido da vida é dele - Mulholland Dr.) e ame a série, quando vi, há muito tempo, as duas temporasas dos anos 90, eu fiquei sabendo desse livro, mas em geral não me interesso muito em ir além do que a obra audio-visual em si...
Então, esse ano resolvi reassistir a série e entrar novamente em todo o universo. Reassisti a primeira e a segundas temporadas enquanto lia os livros, foi uma experiência muuuito legal. Eu havia me esquecido o quão pesado é o filme. Falta só reassistir a terceira temporada, que devo fazer lá pelo fim do ano.

Além do Diário da Laura Palmer e dessa História Secreta, li também um chamado Twin Peaks: Arquivos e Memórias, um livro de história oral, ou seja, cheio de entrevistas com o pessoal que fez a série, atores, diretores, produtores, executivos, figurinistas etc., falando sobre os bastidores. É um livro legal (e visualmente incrível também), mas o conteúdo não acrescenta muito não, mesmo para quem gosta muito da série. Meio decepcionante, confesso.

De toda forma, só recomendo os livros para os realmente apaixonados pela série, pelos personagens etc. Mais ou menos como se fossem o Contos Inacabados para os fãs de Tolkien, hehe
 

Loveless

J'ai une âme solitaire
Usuário Premium
Já que o tópico puxou um pouco para o Mahler, hoje o Youtube me recomendou esse vídeo, que assisti e que recomendo bastante para quem quer conhecê-lo melhor:

Por que escutar Mahler?

Não há na verdade nenhuma coleção de palavras com as quais eu poderia descrever esse homem. Ele desbloqueou as mais profundas emoções dentro de si e de alguma forma foi capaz de capturá-las na sua forma mais pura e retratá-las para nós. Temos sorte de, na extensão do universo, termos sido capazes de experienciar alguém como ele. [comentário fixado]

 

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