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Cinco Livros Favoritos Com Kainof

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Excluído046, 6 Mai 2011.

  1. Excluído046

    Excluído046 Banned

    A lista do Kainof ganha o respeito imediato do povo das Letras por ter, como 'puxadores da escola de samba', nomes como Homero, Shakespeare e Fernando Pessoa. Boa estratégia, alemão.

     
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  2. Snaga

    Snaga Usuário não-confiável!!!

    Kainof apela, né?
    Os 3 últimos, apesar de nunca ter lido, conheceu superficialmente e sempre tive vontade de ler, só não tive oportunidade ainda.
    Mas os dois primeiros me despertaram a atenção, principalmente Malone. Vou procurar por eles e, se nao gostar, dou uns cascudos no Kainof!
     
  3. Excluído045

    Excluído045 Banned

    Odisséia é o clássico dos clássicos, qualquer análise que se faça é pequena demais, incompleta demais. O mesmo, em menor grau, pode ser dito de Hamlet.

    Agora preciso mesmo ler Fernando Pessoa, só ouço maravilhas da sua poesia e ainda não a experimentei. Quanto a Camus, é mesmo interessante essa questão do suicídio e como ele antecipa o niilismo, de certa forma. Preciso ler esses dois.

    Agora Becket me interessou bastante, hem? Vou dar uma pesquisada...

    Excelente lista do Kainof, uma das melhores que vi por aqui! :clap:
     
  4. Turgon

    Turgon 孫 悟空

    Fernando Pessoa? :D

    Muito bom realmente esse livro de poesias. Ótima escolha para representar um livro lusitano.

    Muito boa a lista! Bons clássicos.
     
  5. Kainof

    Kainof Sr. Raposo

    Nem é estratégia, é preferência mesmo.

    Foi duro viu deixar de fora Ionesco, Cioran, Nietzsche, Aristófanes, "Crime e Castigo", "O Senhor dos Anéis"...

    Nem dá nada. :obiggraz:

    O Beckett é mais conhecido pelas peças de teatro dele, por ser vinculado à corrente denominada "Teatro do Absurdo". Mas eu só li romances dele... "Malone Morre" foi o primeiro e o melhor até agora. O livro em si não tem nada de empolgante ou emocionante, como eu disse, é uma narração por vezes bastante enfadonha, característica do autor. Mas ele se utiliza disso exatamente para fazer transparecer todos os assuntos abordados no texto, de incomunicabilidade, banalidade, desengano, marasmo, tédio existencial, etc.

    Para Camus, na verdade, o suicídio é a resposta comum ao niilismo, ao que ele chama de absurdo. O absurdo é exatamente a "deproporção que existe entre a intenção humana e a realidade que o espera". O ser pretende algo, mas é barrado, impossibilitado pela realidade, que é sem sentido e sem objetivo. O suicida então, é alguém que perdeu a esperança, não tem mais nada a alcançar pois alcançar o que quer que seja é impossível. O suicida é alguém que confessa que foi ultrapassado pelo sem sentido e entrega o jogo, não através do desespero, mas da desesperança. Essa via só pode ser evitada pela revolta, que admite o sem sentido, mas ainda busca o sentido, sem esperança.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  6. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Só li Hamlet e a Odisséia, o melhor de todos é a Odisséia, não por ser mais conhecido, mas por que é muito bom.
     
  7. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    Só li Hamlet da lista. Gostei bastante das descrições, e fiquei com vontade de ler Malone Morre.

    Odisseia e Poemas de Álvaro de Campos são coisas que já estão na fila há algum tempo. Dos heterônimos do Pessoa, conheço mais Alberto Caeiro.

    Enfim, gostei da lista.
     
  8. Pim

    Pim God, I love how sexy I am!

    Chega a ser hilário e ao mesmo tempo constrangedor o quanto somos despidos nessas listas de Top 5, 10 ou 50.

    O ponto de interseção óbvio e plangente dessas publicações é a tragédia. Desde que conheço o Kainof percebo que o trágico é o cerne dos seus pensamentos, e ele próprio é um tragediógrafo. A impressão que tenho é que ele está em constante lida com a vida e com ele mesmo, hora lutando pela sua individualidade, hora em dúvida sobre a necessidade de integrar-se na vida a muitos. Kainof repudia o homem-Sísifo, ao mesmo tempo que adere o modo de encarar a vida de Malone e o modus operandi de manifestação crítica de Álvaro de Campos (ele é um poeta!, Pessoa e Ohlweiler). Seu destino não será diferente do de Odisseu, perdido por anos, encontrando-se em si mesmo, senhor de seu intelecto e de seus subjugados.

    A união destas maravilhosas obras é a filigrana do pensamento deste amigo que conheço menos do que gostaria e reconheço mais do que o necessário para desvendar sua charada pessoal.

    Só pra não fugir do assunto do tópico: no mais, excelente lista! :yep:
     
    • Gostei! Gostei! x 4
  9. Poemas de Álvaro de Campos, realmente é um livro bom, o resto, preciso ler ainda...
     
  10. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    eu lembro que do camus eu comecei a ler a peste quando era mais nova e achei um saco, depois disso nunca mais tentei. por enquanto me contento em saber pronunciar o nome do cara :dente:
     
  11. Excluído046

    Excluído046 Banned

    Eu sei, mas no meu caso, foi estratégia, já que o fórum não me deixou postar só o quote. :hihihi:

    Tá, agora acho que consigo comentar um pouco a lista. Eu gosto absurdamente de Odisséia, mas não colocaria este livro no meu TOP 5. Talvez eu colocasse em um TOP de Livros Mais Importantes Para a Literatura. Acho engraçado que, ao contrário de muitos, que idolatram Odisseu, interessa-me mais a atuação dos deuses. É claro que a inteligência de Odisseu fascina, mas me fascina, ainda mais, a fonte dessa inteligência: Atena. Mas, paradoxalmente, também gosto de pensar que nem sempre somos "joguetes dos deuses".
     
  12. Excluído045

    Excluído045 Banned

    Também prefiro as aparições e atuações dos deuses, no meu caso deve ser reflexo do meu amor por mitologia, quando literalmente adorava os deuses, principalmente Atena.
     
  13. Kainof

    Kainof Sr. Raposo

    Esqueci que estava reunindo forças sacais para responder algumas coisas sem necessidade de serem respondidas. Mas...

    Tem razão numa coisa: para mim, a existência é pautada pela tragédia. Concordo com a teoria existencialista de que a vida humana é trágica, aglutinadora, como é, de aporias, contingências e angústias (de liberdade, de existência, de tempo). Todas essas provindas de um desejo humano impossível: o de compreender. Nesse sentido é que aparece o absurdo de Camus, a desproporção, o impulso humano de saber e o silêncio do mundo que se cala ante as questões humanas, que não lhe fornecerá respostas, condenando o Homem ao fracasso. Ou seja, à tragédia.

    Entretanto, não repudio Sísifo, mas me identifico com ele e o admiro, o torno meu herói, no estrito sentido de que tanto ele como eu estamos ocupados em tarefas titãnicas inúteis, fadados ao fracasso e à frustração. Sobrevém o cansaço, o niilismo. Mas toda ruína inaugura um renascimento, que se realiza através da revolta camusiana: saber da impossibilidade, trabalhar para o nada, para o fracasso, para o fim. Um bater o pé, um agir somente pela vontade que se imprime ao mundo sem sentido. Nesse ponto, Sísifo e Malone se aproximam, pois ambos continuam, apenas prosseguem, sem garantia de eternidade, nem desejo de recompensa ou orgulho de legado, ambos sabem que terminarão, admitem que não podem compreender, mas superam a si e ao mundo para imprimir na existência as suas vontades de durar.

    Móóóóóó. :obiggraz:

    Também acho difícil resistir à tentação de transformar, na pronúncia de leitura, o nome do cara em Cavaleiro de Ouro... :dente:

    Sou um incorrigível cheira-peido do Camus. Gosto de tudo o que leio dele e desde que li O Mito de Sísifo, primeiro dele que li, é meu autor preferido. Tanto que Regente perguntou no twitter, depois de certo tweet meu, se eu colocaria nos meus filhos os nomes de Alberto e Camus. O pior foi que admiti ser uma boa ideia... :tsc:

    Enfim, sobre a Peste, é um romance mais longo que os demais, mas mantém o mesmo estilo narrativo de Camus, em que ele se esmera em fazer transparecer no próprio estilo o absurdo, num desenrolar um tanto arrastado mesmo, mas sempre pontuado por reflexões essenciais do pensamento filosófico do autor. Faz tempo que li "A Peste", gostei bastante do livro. Ao contrário de "O Estrangeiro" que expõe mais o aspecto do absurdo, n'A Peste, a ruína atinge o povoado de Oran, minando pouco a pouco as forças da população, destruindo a comunidade e enfraquecendo o coletivo. A Peste é o romance de Camus que trata da revolta, necessária para sobrepujar o absurdo, o dano.

    Nesse aspecto, a Ilíada é muito mais rica que a Odisséia. Naquela os deuses atuam diretamente entre e sobre a humanidade. Na Odisseia, os deuses de maior importãncia mitológica, Atena e Poseidon, agem de forma indireta e manipuladora, expondo suas conhecidas rixas e inimizades através de Odisseu. Atena é mais uma quase patrona, no sentido bem do termo patriarcal que é comumente vinculado a ela, alguém que intercede e protege. Mas é dela o segundo epíteto homérico do qual mais gosto: "deusa de olhos garços", dependendo da tradução pode ser "deusa dos olhos verde-água" ou enfim. Só perde para "Aurora de Róseos Dedos"... (sim, eu gosto muito dos epítetos de Homero).
     
    • Gostei! Gostei! x 2

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