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Cinco Livros Favoritos com Baruk Khazâd

Melian

Período composto por insubordinação.
Olha, não é por nada, não, mas tem de ser muito DESLIGADO (A) para não apreciar a listinha do Baruk. Listinha batuta. Ele não só escreveu uma síntese dos seus livros preferidos como também SE inscreveu na síntese, utilizando-se de um modo apaixonado de escrever. Quero fazer um comentário de fã-chata (e espero que ele, como fã, entenda a minha ressalva). Não acho que Tolkien tenha CRIADO, do zero, uma mitologia. Acho que o mérito dele esteja na compilação e adaptação de MITOLOGIAS (sim, no plural).

Sobre os livros da listinha, tenho muita vontade de ler "O Homem que foi Quinta-Feira". Gosto de contos/romances/whatever que têm quinta-feira no título. Não sei explicar o motivo. E, claro, eu tinha de falar isso em uma quinta-feira. Tem um conto do Roberto Drummond que chama "Isabel numa quinta-feira" (tá no livro "A morte de D. J em Paris"), que eu acho espetacular. Emblemático, questionador, crítico, um conto memorável, enfim.

Baruk Khazâd disse:
Antes de começar minha lista, é bom frisar que resolvi enquadrar os livros do nosso adorado, e porque não dizer “Louvado” Tolkien na categoria Hors concours. E os motivos para tal são bem simples: Em primeiro lugar a lista com o Tolkien na disputa ficaria com “Silmarillion”, “O Hobbit” e os três volumes do “O Senhor dos Anéis”, o que tornaria a mesma bem sem graça para ser honesto. E em segundo lugar tenho pra mim que o Universo do Legendariun ultrapassou a barreira da literatura enquanto só literatura, o que eu quero dizer com isso? Simples, Legendariun deixou de ser um (uns) livro para se tornar uma mitologia real. Fazendo o caminho inverso dos contos de fadas que no inicio eram tradições orais e mais tarde foram registradas em palavras. Tolkien criou uma mitologia em um livro que agora faz parte das tradições orais do mundo todo. Sendo assim, não acho justo coloca-lo em comparação com outros livros, não que ele seja simplesmente melhor que os outros, mas apenas porque ele acabou se encaixando numa categoria diferente de outras histórias.
PS: Acredito que quando suas aventuras e desventuras estiverem concluídas, e passados alguns bons anos, “As crônicas de Gelo e Fogo” e as não tão conhecidas hoje “Crônicas do Matador do Rei” entrarão também para a mesma prateleira que “O Senhor dos Anéis”.


Mas agora sim, segue minha lista:


5- 1984 – George Orwell
“Se você quer formar uma imagem do futuro, imagine uma bota pisoteando um rosto humano – Para sempre.”
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Este que talvez seja o romance mais importante do século XX trata sobre um futuro distópico (Escrito em 48, logo 1984 era um futuro para o autor). Onde após a Segunda Guerra o mundo se dividiu em 3 Potencias igualmente totalitárias, e conhecemos esse mundo através de Winston Smith, um membro menor do Partido que controla uma dessas potencias. Diferente do que muitos dizem esse livro não é uma critica ao comunismo, e sim ao totalitarismo empregado em nações ditas comunistas, como o caso da U.R.S.S. Vale a pena ler, mas saibam que é um livro extremamente deprimente e angustiante, então se você tem caso de depressão na família, cuidado!

4- Memórias, A Menina sem Estrelas – Nelson Rodrigues.
“Eu sou uma boa besta.”
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O que me impede de falar sobre este livro é porque ele é uma biografia, então creio eu que não faz sentido me demorar sobre ele. Mas Nelson Rodrigues é o meu autor nacional favorito e vale aqui dizer que deve ser o autor mais polemico das nossas Terras Tupiniquins. E para quem já leu algo que ele escreveu e ficou chocado com tamanha desgraça e perversão, saiba que a vida dele de nada se difere de suas obras.


3- O Poderoso Chefão (The Godfather) – Mario Puzo.
“Um dia e talvez esse dia nunca chegue chamar-te-ei pra me prestares um serviço mais até lá aceite essa justiça como presente no dia do casamento da minha filha.”
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Eu realmente não tenho palavras para descrever esse livro e seus personagens, se você não leu o livro ou assistiu ao filme, posso garantir que isso deixa uma lacuna na formação do seu caráter. O Poderoso Chefão mesmo se tratando da história de criminosos, consegue te passar uma centena de lições valiosas que você irá carregar pelo resto de sua vida. E digo sem vergonha alguma que todas as vezes que leio esse livro (e o faço duas vezes por ano, pelo menos) caiu aos prantos em algumas cenas sem me importar com quem esteja vendo esse marmanjo que vos escreve chorar.


2- O Guia do Mochileiro das Galáxias, volume um da trilogia de cinco – Douglas Adams.
O Guia é definitivo. A realidade está frequentemente incorreta.”
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O livro é uma ficção cientifica escrito com o insuperável humor inglês do Gênio e dono de uma compreensão única do universo: Douglas Adams. Mas é entre as linhas, é no subtexto desse humor que o autor mostra a tal genialidade revelando uma história extremamente filosófica baseando-se na humanidade, o que é uma loucura já que a história em si começa com a destruição do Planeta Terra e por consequência a quase extinção da espécie humana (Espécie essa que acreditava ser a espécie mais inteligente do planeta, quando na verdade eram a terceira. A segunda eram os golfinhos!). Mas como eu disse a humanidade QUASE morreu por inteira, nosso personagem principal da vez (Arthur Dent) se salva graças a ajuda de um amigo que diferente do que Arthur achava, não é um ator em busca de trabalho, e sim um alienígena preso na Terra cujo trabalho é criar verbetes para este que é provavelmente o mais extraordinário dos livros já publicados pelas grandes Editoras de Ursa Menor.


1- O Homem que foi Quinta-Feira – G.K. Chesterton:
“Espanta-me somente que não tenha havido cometas e terremotos quando você surgiu neste jardim.”
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“Uma batalha poética entre a Ordem e Anarquia”, se é pra resumir este livro em uma frase seria essa a minha escolha. O livro é um romance onde o personagem principal, Syme, faz parte de um novo departamento de policia chamados de “Os Policiais Filósofos”, responsáveis por investigar as maquinações dos Anarquistas Intelectuais. Durante sua empreitada Syme encontra no subúrbio de Saffron Park, onde a poesia, prosa e o irreal residem desde a calçada até o corpo de cada habitante, o poeta dos cabelos de fogo, Gregory, candidato ao posto de Quinta-Feira no Supremo Conselho dos Anarquistas. E prometendo a Syme uma noite no mínimo divertida, Gregory leva o herói a uma jornada que o vai por a beira do abismo da insanidade!
Aconselho este livro principalmente a pessoas que assim como eu, possuem certo amor para com a ideia de uma sociedade Anárquica, mas que sabe como a Ordem se faz e sempre fará necessária.
 
Aaaaaah, O Poderoso Chefão *-* meus olhos realmente brilham :amor:

Uma das poucas adaptações para o cinema que considero tão boa quanto, quiçá melhor, que o livro.

Adorei a lista, e de todos não li o Memórias, A Menina sem Estrelas de Nelson Rodrigue e O Homem que foi Quinta-Feira de G.K. Chesterton. Quanto aos outros, compartilho da sua opinião e do seu bom gosto ^^.
 

Baruk Khazâd

Usuário
Melian, concordo com você sobre o Tolkien, acho que não me expressei claramente na lista, mas okey =] O importante é que Tolkien é fodão! (E eu adorei tua introdução a minha lista)

Naiara, aconselho muito que leia O Homem que foi Quinta-Feira, já o Menina sem Estrela mesmo estando entre os meus favoritos, não é o tipo de livro que eu diria ser essencial a leitura para todos, acho que é mais para pessoas que já gostem das obras do Nelsão. Agora se você já o conhece, vale a pena ler também!

Até o final desse ano, pretendo fazer 2 ou 3 tatuagens... É provável que cada uma tenha a ver com algum dos livros. Do Guia do Mochileiro eu já tenho um 42 tatuado nas costas (primeira e única tatuagem até agora :osigh: )
 

Mercúcio

Usuário
Desses eu só li O Guia do Mochileiro das Galáxias.
Há anos que 1984 está na fila de livros que eu quero muito ler... mas sempre aparece algo e eu vou adiando.
O Poderoso Chefão eu só vi o filme... e é uma história realmente fantástica.
Achei a lista interessante. Embora eu não tenha lido a maioria, me serviu como indicações. :)
 

Morfindel Werwulf Rúnarmo

Geofísico entende de terremoto
Li 1984 (ótima escolha), O Poderoso Chefão (menos bom que o 1984, mas ainda bom) e O Guia (esse é ótimo), mas o Chesterton está nos meus planos, gostei dos comentários, e se Melian já gostou de você, deve ter algum problema, mas não em literatura, parabéns, ótima lista.
 

Kainof

Sr. Raposo
Usuário Premium
Ainda não li nada do Nelson Rodrigues. E considero isso uma falha nas minhas leituras.
Também não li o livro que inspirou um dos maiores filmes de todos os tempos. Uma pena.

Quanto aos outros...

1984 eu também concordo que seja um dos mais importantes romances do século XX. Nada se compara a sua densidade e habilidade em unir preocupação política e arte literária. Um livro genial. Simplesmente recomendável a todas as pessoas.

O Guia do Mochileiro é hilariante, belo e profundo. Coloco sem dúvidas Douglas Adams na esteira (ainda que sem relação direta) da máxima "Ridendo Castigat Mores" (rindo se criticam os costumes). DNA foi um daqueles caras que nascem só a cada período entre séculos e que com humor expõem toda a humanidade em sua ridicularidade, como poucos conseguem fazer. Me faz lembrar autores do tipo Aristófanes, Moliére, Miguel de Cervantes, Voltaire, Jonathan Swift, etc.

O Homem que foi Quinta-feira eu li no começo do ano e achei... ahn... estranho. Fiz uma resenha assim que acabei de ler aqui no fórum: http://forum.valinor.com.br/showthread.php?t=102896
 

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