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China dobrará orçamento de defesa até 2015

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Amon_Gwareth, 14 Fev 2012.

  1. Amon_Gwareth

    Amon_Gwareth Paragon

    CINGAPURA (AFP) – O orçamento chinês da defesa vai dobrar até 2015 e será maior que todos os gastos do setor somados das outras potências militares da região Ásia-Pacífico, anunciou o grupo de estudos americano IHS.


    A pasta da defesa chinesa teve orçamento de 119,8 bilhões de dólares em 2011. O valor alcançará 238,2 bilhões de dólares em 2015, o que representa um aumento anual médio de 18,75%, segundo os dados do IHS, que podem divergir dos números oficiais da China.


    Em 2015, os gastos militares chineses serão superiores aos orçamentos combinados de 12 potências da Ásia e do Pacífico, que alcançarão o total de 235,5 bilhões de dólares.


    O orçamento chinês de defesa será quatro vezes superior ao do Japão, segundo na lista da região, segundo o IHS.


    Os gastos da China no setor inquietam as potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos.


    A China alega que sua tecnologia militar tem de 20 a 30 anos de atraso na comparação com a americana e afirma que a modernização de seu Exército tem por único objetivo a defesa do país.

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  2. Amon_Gwareth

    Amon_Gwareth Paragon

    China anuncia forte aumento do orçamento militar
    04.03.2012 16:0

    PEQUIM (AFP) – A China anunciou neste domingo 4 um aumento expressivo do orçamento militar para 2012, o que pode alimentar as inquietações de seus vizinhos na região Ásia-Pacífico, onde os Estados Unidos também fortalecem sua presença.

    O aumento do orçamento de Defesa da China será de 11,2% este ano, a 670,27 bilhões de yuanes (106,41 bilhões de dólares), informou o porta-voz do Parlamento, Li Zhaoxing, às vésperas da abertura da sessão plenária.

    O aumento é superior ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês em 2011 (9,2%).

    “Temos um grande país e uma costa grande, mas nosso gasto de Defesa é relativamente baixo em comparação com o de outros países importantes”, disse em uma entrevista coletiva.

    “Os gastos militares chineses representaram apenas 1,28% do PIB em 2011, enquanto nos Estados Unidos, Reino Unido e outros países este número supera 2%”, completou o ex-ministro das Relações Exteriores.

    A China elevou os gastos militares em mais de 10% a cada ano durante a maior parte da década passada, sob a alegação de que sua tecnologia tem entre 20 e 30 anos de atraso em comparação com a dos Estados Unidos.

    Pequim afirma que a modernização de seu Exército tem como único objetivo a defesa do país, uma posição em contradição com a tendência do país de obter capacidades ofensivas.

    Além disso, o valor oficial do orçamento militar chinês é, segundo analistas, muito inferior ao gasto real. O aumento deste orçamento foi de 12,7% em 2011 e de 7,5% em 2010.

    “O orçamento verdadeiro é aproximadamente o dobro”, garante Willy Lam, da Universidade da China, de Hong Kong.

    O novo aumento pode avivar as tensões no oeste do Pacífico, onde Pequim afirma cada vez mais suas ambições, especialmente a respeito dos arquipélagos disputados com Japão, Vietnã e Filipinas.

    “A China deve explicar e tentar convencer os países da região sobre as razões que a levam a desenvolver” suas forças militares, comentou à AFP Arthur Ding, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Chengchi (Taipei).

    “Alguns países da região podem aproveitar a oportunidade para tentar fortalecer seus laços com os Estados Unidos”, considerou o especialista.

    O Pentágono concede cada vez mais importância à região Ásia-Pacífico, preocupando-se com o aumento do poderio do Exército Popular de Libertação chinês, o maior do mundo, com 2,3 milhões de soldados.

    Pequim leva adiante vários programas militares emblemáticos, como o de seu bombardeiro J-20, ou a construção de porta-aviões.

    Também está desenvolvendo um míssil balístico capaz de alcançar navios de guerra situados a milhares de quilômetros.

    Segundo uma estimativa feita em fevereiro pelo instituto americano de pesquisa IHS, o orçamento militar chinês duplicará até 2015 e superará os gastos acumulados neste âmbito no conjunto das outras grandes potências militares da região Ásia-Pacífico.

    O orçamento chinês de Defesa, que era de 119,8 bilhões de dólares no ano passado, alcançará 238,2 bilhões de dólares em 2015, aumentando a cada ano uma média de 18,75%, segundo números do IHS, que diferem dos números oficiais do governo chinês.

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    Última edição: 4 Mar 2012
  3. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    • LOL LOL x 4
  4. Elessar Hyarmen

    Elessar Hyarmen Senhor de Bri

    Só inquietam porque os EUA não podem fazer nada. Agora chupa!!!

    Não vejo nenhuma ameaça da China pelas próximas décadas de tentativa de invasão de países vizinhos. A geopolítica da China independente das forças miliatares é se fazer presente como um agente ativo na políticas econômicas e industriais, fazendo seus produtos e serviços atingir o máximo de mercados internancionais.
     
  5. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Capaz que estejam também se precavendo para encarar a pressão social interna em que o controle pode sair dos eixos de dentro para fora no rastro da adrenalina econômica. Com o desenvolvimento econômico houve a alavancagem de camponeses pobres para a riqueza sem haver nenhum processo humanizante de transição (educação social zero).

    Antigamente o partido único chinês tinha medo de aventurar no interior do país em razão de os camponeses serem muitos, serem fortes e vários deles extremamente ignorantes e essa massa possui hoje uma realidade completamente diferente da que os comunistas no poder conheceram e vivem num mundo que se tornou em vários aspectos mais hostil e ameaçador do que aquele que havia antes.

    Pelo que li o sistema educacional chinês tinha uma defasagem crônica grande em ciências humanas em relação ao ocidente (herança da horrenda revolução cultural que destruiu a cultura antiga oferecendo algo insuficiente em troca como substituto). Isso torna difícil e em muitos casos impraticáveis a compreensão e percepção entre as partes pelas pessoas sobre os acontecimentos sociais. De maneira que semelhante ao que vem ocorrendo nos EUA e grande parte da Europa a China seguirá as regras de um estado policial ou então se esfacelar em revoltas.

    Num mundo conturbado é questão de tempo para nações periféricas começarem a sentir os efeitos. O Brasil precisa atualizar e restaurar suas forças rapidamente. Confiança tem sido uma moeda rara e os ingleses andam reclamando da falta de integridade na Europa.
     
    Última edição: 6 Mar 2012
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  6. Felagund

    Felagund Well-Known Member

    Eu ja considero exatamente o contrario!
    Detesto fazer futurologia, mas imagino que, se existir algum conflito entre grandes naçoes nos proximos anos, uma das mais provaveis de estarem envolvidas é a China! Seja em um conflito pela tão contestada area da Casimira (onde já estão instaladas varias bases chinesas) que já foi disputada entre India, Paquistão e China. Pode se envolver caso a sua vizinha e aliada histórica Coréia do Norte ataque ou seja atacada pela vizinha do sul.

    Mas isso tudo, como eu disse, é futurologia, e nada podemos categorizar.Porem, não podemos achar que um conflito em um "futuro próximo" passa distantes do pensamento dos lideres da China.
     
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  7. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    Interessante contrastar essa notícia com outra, de hoje:

    Entrando em um período de desaceleração do crescimento, o governo planeja investir mais pesadamente no setor militar. Parece até contraditório, mas dá para ver aí algumas justificativas, inclusive a apontada pelo Neoghoster Akira. Essa desaceleração do crescimento chinês vai deixar ainda mais em evidência os seus problemas internos, e há boas chances de que o governo precise em algum momento usar de força militar para manter a ordem. À medida que ficam mais escancaradas as imensas disparidades sociais os pontos de tensão tendem a aumentar.
    Além disso, outra justificativa pode estar na velha questão de que os gastos militares têm grandes efeitos encadeados na economia, o que pode servir de estímulo para o combater essa redução do crescimento.
     
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  8. Amon_Gwareth

    Amon_Gwareth Paragon

    Então, a China aproveitou muito da sua moeda desvalorizada (estratégia que o próprio Brasil já usou, mas não com tanta eficiência). com a desvalorização do dólar e do euro, eles tão perdendo pontinhos, e querendo ou não, esse cenário tem grande impacto neste tipo de decisão
     
  9. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    A eficiência a mais da China é proporcional à centralização de seu planejamento, que permitiu criar uma economia quase inteiramente voltada para exportação até a década passada, e que só agora, com a turbulência no mundo desenvolvido, passa a olhar para o mercado interno como forma de manter o aquecimento.
     
  10. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    A China tinha que investir mais naquilo que será um dos problemas mais graves (senão o mais) desse século que é alimentação.

    Pra não ficar igual a Coréia do Norte que já tá abrindo o bico e com um pires na mão aceita qualquer doação de alimentos em troca de suspender novos testes nucleares.
     
  11. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Verdade, e há alguns detalhes interessante nesse comportamento.


    Uns anos atrás a Ásia e principalmente a China tomaram a liderança no número global de manuais de instrução e materiais didáticos impressos.

    Sabe-se que o governo chinês vê a população do país literalmente como um exército de pessoas em que, como todo exército, precisa de disciplina, treinamento e instrução rápida e que o material didático e para indústria costuma puxar todo o parque editorial nacional (que é o que ocorre no Brasil no qual, por exemplo, o mercado de livros é mais forte que o de revistas/quadrinhos/jornais etc....)

    Se os rumores europeus de que a geração dos jovens atual européia não segurou muito firme no bastão passado pela geração passada forem analisados pelos Chineses então eles podem estar novamente preocupados com o que foi mal importado do exterior e com a própria futura geração.

    Quer dizer, esta já seria a segunda vez em que um modelo administrativo importado desce quadrado na China. Da primeira vez o modelo soviético entrou na china a ponto de se tornar diferente do original. A segunda vez foi com a globalização infiltrando nas fronteiras, cultura pop, marcas internacionais. Ao sacrificar parte da economia para garantir a segurança o povo se integra com o sistema educacional militar que será expandido e alivia o problema da pressão interna que gera outras perguntas sérias. Tipo, será que o isolamento interno chinês tem riscos de conseqüências como o que havia na traumática abertura do Japão?
     
    Última edição: 6 Mar 2012
  12. Pearl

    Pearl Usuário

    Passou um programa na Globo New falando da questão militar na China. Já existe uma pressão nos EUA para monitorar essa expansão da China.

    Será que estamos a um pé de uma nova guerra fria?

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  13. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Penso que o treinamento e disciplina em massa de chineses para o serviço militar tem um impacto direto nos critérios e padrões dos empregados e empregadores do mercado interno.

    Para o mundo poderia significar mais rigor no comércio interno e externo (o que faria bem por um tempo a Europa e Eua se souberem aproveitar as recomendações recentes de austeridade). Eles podem ficar mais exigentes e rígidos até acostumarem aquele povo todo aos novos tempos. Eu vejo chances de vazarem tecnologia bélica dos Eua para China.
     
  14. Amon_Gwareth

    Amon_Gwareth Paragon

    vejo com uma ótica um pouco diferente. uniformização da educação dos cidadãos (desde que a base não seja a estupidez) é um dos objetivos máximos de qualquer governo. se o cidadão precisa da informação "I" para conseguir sobreviver e produzir dentro de padrões aceitáveis, o governo tem mais é que disponibilizar essa informação de forma serial.

    @tópico
    é interessante como as invasões no oriente médio que vimos na década passada passam a fazer bastante sentido em um contexto militar. com instalações e "aliados" dos EUA por ali, fica muito mais fácil qualquer operação típica de guerra fria, e não de combate direto.
     
  15. Excluído045

    Excluído045 Banned

    Preocupante. Os EUA tem interesses no Pacífico, China se militariza, a gente meio que fica morrendo de vontade de fazer futurologia mesmo e arriscar palpites pra região, sugerir que interesses americanos podem ser ameaçados e até atacados, que as velhas querelas com o Japão podem se reacender e fazer a região arder... Enfim, só dá pra arriscar palpites desse calibre. O que me preocupa mesmo é a sociedade chinesa, como ela está sendo preparada, educada (fertilizada, domesticada, doutrinada, como queiram) pra enfrentar o 'mundo hostil' como bem colocou o Akira. Preocupo-me com a adaptabilidade dessa sociedade e sua inventividade, como se daria tal inventividade já que o ethos do 'mundo hostil' parece estar se fragmentando após a crise econômica, como se dará a inserção ideológica e espiritual (não, não estou falando de religião) da China no novíssimo mundo que desponta.
     
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  16. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    É que nós somos ocidentais também. A uniformização ponderada é mais conhecida no ocidente, porém infelizmente na ásia ocorre distorção do senso de comunidade/uniformidade pesando sobre o indivíduo e reforçando o sentido de um exército sem rosto (ou com menos rosto) no que se refere a individualidade ou apagamento da personalidade. Tem um ditado lá que diz que o prego que sobressai na madeira recebe mais marteladas. Tipo uma uniformidade levada ao extremo que não tem paralelo no ocidente e que é pouco conscientizada e internalizada pela população local. O medo e a tolerância com bullying social é usada e escondida por todos e impede a dosagem da uniformidade aplicada pelo governo.

    Algumas nações como o Japão são centros de tribos que protestam contra essa distorção da uniformização ao usar roupas agressivas e assustadoras em pessoas muito pacatas e de fala mansa que assumem uma imagem de ruptura com a ordem social. Um punk japonês costuma ser um cara manso comparado com os punks ocidentais (brutais e individualistas).
     

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