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Notícias Charlie Brown Jr.

Fúria da cidade

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Chorão e Champignon Imagem: Reprodução/Facebook

A volta do Charlie Brown Jr. foi anunciada no sábado, pelo filho de Chorão, Alexandre Abrão, com a ideia de reunir ex-integrantes da banda e sair em turnê para resgatar o legado deixado pelo vocalista e pelo baixista Champignon, que morreram há seis anos. Apesar de já levantar polêmicas, com músicos contrários ao novo projeto, Alexandre reuniu Marcão Britto (guitarra), Heitor Gomes (baixo) e Pinguim Ruas (bateria) e começará o projeto no aniversário da cidade de São Paulo, no próximo dia 25.

Mas, o que esperar do que vem sendo anunciado como a volta oficial do Charlie Brown Jr.? Diversas questões surgem, da substituição ou não de Chorão às participações especiais, passando --por que não?-- pela curiosidade de saber se um dia veremos o ex-vocalista e skatista como um holograma no palco.

O UOL falou com Alexandre Abrão e Marcão Britto sobre as expectativas para os shows e eles deram um panorama do que os fãs que forem aos shows podem esperar.
Chorão e Champignon aparecerão?

A dupla não só aparecerá com muita frequência no telão, como também serão usadas vozes de ambos gravadas no passado para que possam cantar junto com a banda. A ideia é tentar aproximar o fã da antiga experiência de estar num show do Charlie Brown Jr., notadamente uma das bandas mais queridas do rock nacional.

"O Chorão vai cantar algumas músicas com a gente, aparecendo no telão. O show terá a presença dele através da música, com a sua voz. Estou muito feliz de poder estar presente nessa festa", explicou o guitarrista Marcão.
Holograma?

Já dissemos que as aparições acontecem no telão. Mas e um holograma, como ocorre na turnê do vocalista de metal Ronnie James Dio, que morreu em 2010 e agora viaja o mundo com sua projeção? A ideia passa pela cabeça de Alexandre Abrão, mas ainda não há tecnologia para que Chorão possa de fato ser representado no palco.

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Holograma do vocalista de metal Ronnie James Dio, que morreu em 2010, tem percorrido o mundo com shows Imagem: Reprodução/Youtube

"O que eu vi até aqui foram hologramas que ficam parados, segurando o pedestal. Essa não é a essência do Charlie Brown. Nós estamos estudando algo assim, mas ele não ficaria segurando o pedestal, vai ter que ser com ele andando de skate, pulando as caixas de som", afirmou Alexandre, que por enquanto não teria esse tipo de tecnologia ao alcance.
Há um substituto? Quem está na banda?

A pergunta é um pouco complexa, já que haverá uma rotatividade entre os participantes, principalmente os vocalistas que forem chamados para shows específicos. O Charlie Brown Jr. que sairá em turnê deve ter Marcão Britto, guitarrista da formação clássica, além de Heitor Gomes no baixo e Pinguim na bateria.

Thiago Alcântara (guitarra) e Bruno Graveto (bateria) foram a público se dizendo contra o projeto e disseram que não terão parte nos shows, ainda que Alexandre tenha anunciado a presença do primeiro.
Heitor ocupará a vaga de Champignon no baixo, mas o posto de Chorão não será tomado. Alexandre diz que dois nomes se alternarão no show, mais como "mestre de cerimônias" para assumir o microfone. Um deles é Alex Palaia, da banda La Raza, que já cantou músicas da banda em outras oportunidades. O outro é mantido em segredo.

"Não é uma banda cover nem só um projeto de homenagens. Queremos fazer algo com respeito, olhando para o passado para mirar para o futuro. Muita gente não pôde conhecer os shows do Charlie Brown e queremos mostrar o que é o rock de verdade, porque o Brasil tá foda, não tem quem represente o rock, fora as bandas clássicas, como Raimundos, Skank Titãs, Capital Inicial", diz Alexandre.
Músicas

O primeiro show, de acordo com os participantes, será baseado nas canções dos dois primeiros discos, que lançaram o Charlie Brown à fama: "Transpiração Contínua Prolongada" (1997) e "Preço Curto...Prazo Longo" (1999).
Convidados especiais

Alexandre comenta que todos que participarem do projeto necessariamente precisam ter vivido algo do Charlie Brown ou ter amizade próxima com Chorão. Por isso, ele convidou para o show do aniversário de São Paulo Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Di Ferreiro (ex-NX Zero), Digão (Raimundos) e Supla. A cada show da turnê, a lista deve mudar.
Objetivo e novas músicas

Alexandre é categórico em dizer que o projeto é para uma turnê, e não para a gravação de novas músicas do Charlie Brown Jr. O filho de Chorão diz que até encoraja os músicos a comporem, mas um lançamento teria de ser com um outro nome.

"Meu respeito é manter a história do Charlie Brown viva, e não reescrevê-la. Se um dia sair algo, será coisa gravada no passado com meu pai e o Champs, não estamos nessa para fazer material novo", explicou Alexandre. "Eu vi tudo acontecer, eu estava lá também e é nossa história. Eu botei uma diretriz na minha vida: tenho trabalhado quase os últimos seis anos para a vida desse cara, a banda dele, que não era só um trabalho para ele. E o que era mais importante para ele eram os fãs. Então, meu trabalho é entregar a essência da banda para os fãs."

Marcão destaca ainda a importância de Champignon. "Com certeza eles vão estar presentes nesse show. Eles foram nossos irmãos e não tem como falar de Charlie Brown sem falar do Champs, ele sempre foi muito presente na banda. Quem for pode se preparar para ter muitas emoções."

O show está marcado para as 18h30 do próximo dia 25 de janeiro, no Vale do Anhangabaú, e é gratuito.

https://entretenimento.uol.com.br/n...ao-os-planos-da-volta-do-charlie-brown-jr.htm
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Foi triste o CBJr ter ficado tão desfigurado sem Chorão e Champignon. Pra um show de homenagem, o recurso do holograma até tem seu valor, mas não é a mesma coisa.
 
Última edição:

Charlie Brown Jr. corre o risco de repetir a Legião Urbana. Isso é pessimo



Como está o legado de Chorão? - Montagem: Pedro Antunes

Como está o legado de Chorão? Imagem: Montagem: Pedro Antunes

Quando um artista morre, quem tem cuida do legado dele? Herdeiros? Ex-companheiros de banda? Gravadora?

Falam muito em "direitos" - "fulano tem os direitos" - enquanto deveriam estar falando de "deveres". É importante inverter esses valores.


Afinal, "ter os direitos" dá uma ideia de algo lucrativo. De recebimento. Deveríamos é falar sobre os serviços prestados à obra em questão do artista que não está mais entre nós.​


É tudo uma questão de respeito com quem criou tais canções e cuja história deve ser honrada.
Me parece tão simples, embora, sabemos, não é nada fácil.

O legado de Kurt Cobain é famoso pelos arranca-rabos entre o restante do Nirvana e o espólio de Kurt representado por Courtney Love.

O que restou da Legião Urbana, para a tristeza da colega colunista de UOL Splash Luciana Bugni, está sempre em pé de guerra.

De um lado, Giuliano Manfredini. Do outro, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, músicos que construíram a obra de Renato Russo.

O assunto é polêmico e gera debate: quem tem mais "direito"? Quem poderia decidir pelo nome e pela marcada de uma banda? Direitos, direitos, direitos. Direito por ser filho, direito por ter feito parte da banda.

De novo. É tudo questão de mudar a palavrinha mágica. É um dever que filho e ex-companheiros e banda têm com a obra de Renato Russo.

Se hoje um jovem de 14 anos não tem ideia de quem foi Renato e quais músicas da Legião Urbana se comunicaram profundamente com ele, a culpa é dessa briga "por direitos".

A última história da treta foi de um documentário sobre a Legião Urbana criado pelo Globoplay e cancelado de última hora.

O Thiago Pethit, cantor, fez essa pergunta no Twitter:

Ele levantou a bola e o colega Felipe Branco Cruz, da Veja, foi cortar. Ele correu atrás da história e, segundo apurou, o filme foi engavetado porque a empresa Legião Urbana Produções, comandada por Giuliano, não autorizou a veiculação de imagens e das músicas de Renato.

Percebe o que digo sobre "deveres" em vez de "direitos"?

A semana começou com a exposição do racha no legado do Charlie Brown Jr., com a saída dos músicos Marcão e Thiago Castanho da turnê que celebraria tanto o vocalista Chorão quanto o baixista Champignon, ambos integrantes que morreram em 2013.

Segundo postaram os músicos, a confusão gira em torno do relacionamento deles com Alexandre Abrão, o filho de Chorão e alguém com quem eu conversei algumas vezes e sempre se mostrou disposto a fazer a história do Charlie Brown Jr. chegar em mais pessoas.

É bem possível que a situação de Charlie Brown Jr. difira da Legião Urbana, juridicamente falando. Não tenho ideia de quem pode responder pelo quê, mas isso pouco importa porque o efeito é o mesmo.
Charlie Brown Jr. era um grupo conhecido pela volatilidade do Chorão como líder. Até mesmo Castanho e Marcão foram e voltaram da banda.

O que preocupa é a luz amarela ligada por uma situação como esta, a briga, as acusações, as juras de "nunca mais".

Depois disso, como ficam os outros órfãos da obra de tal artista?

É preciso tomar cuidado para evitar que Charlie Brown Jr. siga os passos da Legião Urbana.

O título do texto é uma provocação. "Corre o risco", afinal, porque pode repetir a Legião não no melhor dela, mas no que restou hoje do grupo e do legado, 25 anos após a morte de Renato.

Como mostrou o lançamento do registro do show "Chegou Quem Faltava", de 2011, e o documentário Marginal Alado (elogiadíssimo aqui na coluna), ainda há muito o que a molecada possa descobrir da obra de Chorão.

Assim como ainda há tempo para a Legião Urbana voltar a pensar como coletivo e no dever que todos têm com a obra de Renato Russo.

Sempre dá tempo. É só abrir o diálogo.

 

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